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                                <title><![CDATA[BS9 - Thyago Henrique]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Thyago Henrique do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:43+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Adultização infantil nas redes sociais acende alerta após polêmica com influenciadores]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/thyago-henrique/2025/08/28/adultizacao-infantil-nas-redes-sociais-acende-alerta-apos-polemica-com-influenciadores.html" />
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                <name><![CDATA[Colunista]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[O psiquiatra Dr. Thyago Henrique, formado pelo Hospital Albert Einstein, explica como a exposição precoce pode gerar ansiedade, depressão e distorções na identidade de crianças e adolescentes O debate...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O psiquiatra Dr. Thyago Henrique, formado pelo Hospital Albert Einstein, explica como a exposição precoce pode gerar ansiedade, depressão e distorções na identidade de crianças e adolescentes</p>

<p> </p>

<p>O debate sobre a adultização infantil tomou conta das redes sociais e da imprensa nas últimas semanas. O tema ganhou visibilidade após o influenciador Felca publicar um vídeo denunciando a exposição precoce de crianças a conteúdos inapropriados na internet. A repercussão foi tão intensa que alcançou milhões de pessoas em poucos dias e culminou na prisão do influenciador Hytalo Santos, acusado de manter adolescentes em situação irregular em sua residência. O episódio ampliou a discussão em todo o país e colocou em pauta os impactos emocionais que a exposição excessiva pode causar na infância e na adolescência.</p>

<p>De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada em 2023 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 88% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos já usam redes sociais, sendo que 66% delas criaram perfis antes dos 12 anos, mesmo com a proibição formal das principais plataformas. Para especialistas, como o psiquiatra Dr. Thyago Henrique, formado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, esses números revelam a fragilidade dos filtros de proteção e a necessidade de pais e responsáveis estarem mais atentos.</p>

<p> </p>

<p>"O problema da adultização é que ela acelera uma maturidade que não acompanha o emocional da criança. Isso pode gerar baixa autoestima, confusão de identidade, ansiedade e até depressão", afirma Dr. Thyago. Segundo ele, quando meninos e meninas são expostos a padrões de comportamento adultos, passam a se comparar com referências irreais, o que mina a autoestima e prejudica a formação da identidade.</p>

<p><br />
Outro risco é a dependência da validação digital. A curtida e o número de seguidores viram uma espécie de moeda de valor pessoal. "A criança passa a acreditar que só tem valor se for aceita online. A longo prazo, isso fragiliza o emocional e favorece quadros de ansiedade social, depressão e dificuldade em relações reais", explica o psiquiatra. </p>

<p>A naturalização da sexualização precoce também aparece como fator preocupante: quando comportamentos inadequados são vistos como normais, o jovem pode crescer com uma visão distorcida sobre consentimento, respeito e afeto, acrescenta.</p>

<p><br />
Os efeitos aparecem também no ambiente familiar. "Muitos pais, mesmo sem intenção negativa, acabam incentivando a exposição online. Eles acham que estão ajudando, mas, na prática, estão empurrando os filhos para um mundo que não conseguem controlar. Isso pode gerar distanciamento, rebeldia e até isolamento", alerta Dr. Thyago. Entre os sinais de impacto estão mudanças bruscas de humor, queda no desempenho escolar, obsessão por curtidas, vergonha do próprio corpo e irritação quando afastados das redes sociais.</p>

<p><br />
O alerta do especialista encontra respaldo em diferentes estudos. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) publicou em agosto um levantamento mostrando que a sexualização precoce compromete a autoestima e a imagem corporal, além de aumentar os riscos de transtornos de humor e de estresse pós-traumático. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) também têm apontado que a erotização infantil invade o espaço da infância e deixa crianças deslocadas em um universo adulto para o qual não estão preparadas. No cenário internacional, estudos indicam que cerca de 11% dos comentários feitos em vídeos infantis no YouTube contêm conteúdo tóxico, expondo menores a ataques virtuais e mensagens nocivas.</p>

<p><br />
Para reduzir os riscos, Dr. Thyago Henrique recomenda uma combinação de supervisão, exemplo e diálogo. Ele orienta limitar o tempo de tela, até duas horas por dia dependendo da idade, retirar os aparelhos à noite para preservar o sono e incentivar hobbies e amizades fora do ambiente digital. "Não adianta apenas proibir. É preciso estar presente, mostrar interesse e orientar. O diálogo é essencial, mas precisa vir acompanhado de limites claros. O equilíbrio é o que torna o uso da internet saudável", reforça.</p>

<p><br />
Segundo o psiquiatra, caso a sociedade não enfrente o problema agora, as consequências podem se estender por gerações. "Corremos o risco de criar uma geração mais ansiosa, mais insegura e menos preparada para lidar com frustrações. A tecnologia pode ser positiva quando usada com equilíbrio, mas, sem cuidado, os impactos emocionais são inevitáveis", conclui.</p>

<p> </p>

<p><em><strong>Dr. Thyago Henrique é médico psiquiatra, com atuação voltada para promoção da saúde mental no Brasil. Reconhecido por sua abordagem acessível e humanizada, ele se destaca ao traduzir temas complexos da psiquiatria para o grande público nas redes sociais, com foco em bem-estar, empatia e inteligência emocional.Além disso, o especialista é mestrando em neurociências e doutorando em psicologia clínica.</strong></em></p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Thyago Henrique" />
                        <published>2025-08-28T16:58:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:43+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[A sociedade do imediatismo e a saúde mental]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/thyago-henrique/2025/06/20/a-sociedade-do-imediatismo-e-a-saude-mental.html" />
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                <name><![CDATA[Colunista]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Na contemporaneidade, a busca incessante por produtividade e a cultura do imediatismo têm imposto um ritmo de vida acelerado, afetando profundamente a saúde mental da população. Estudos da Organização...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Na contemporaneidade, a busca incessante por produtividade e a cultura do imediatismo têm imposto um ritmo de vida acelerado, afetando profundamente a saúde mental da população. Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que uma em cada oito pessoas no mundo convive com algum transtorno mental, sendo a ansiedade e a depressão responsáveis por cerca de 60% dos casos.  No Brasil, o cenário é igualmente alarmante: o estresse afeta mais de 85% da população, indicando uma crise silenciosa que compromete o bem-estar coletivo. </p>

<p> </p>

<p>A pressão por resultados e a constante necessidade de adaptação às demandas do mercado têm levado muitos trabalhadores ao esgotamento. Um estudo aponta que 76% dos profissionais se sentem sobrecarregados pela exigência de cumprir prazos e metas, resultando em aumento da ansiedade e redução da produtividade.  Além disso, a pandemia de COVID-19 intensificou esses desafios, com um aumento de mais de 25% nos casos de ansiedade e depressão globalmente. </p>

<p> </p>

<p>O Dr. Thyago Henrique, médico formado pela Universidade José do Rosário Velano, com pós-graduação em psiquiatria pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que a sociedade atual apresenta um baixo limiar de frustração. "Somos uma geração mais frágil do que há 100 anos; nosso limiar de frustração é muito menor", afirma o especialista. Ele ressalta que a busca incessante por produtividade, sem momentos adequados de descanso e lazer, leva à exaustão e fadiga, comprometendo a saúde mental.</p>

<p> </p>

<p>Para estabelecer limites e buscar equilíbrio, o Dr. Thyago enfatiza a importância do autoconhecimento. "É um exercício de maturidade saber a hora de desacelerar; isso não significa parar, mas sim não ir tão rápido", explica. Ele observa que o cérebro humano atinge plena maturidade por volta dos 30 anos, o que pode explicar por que muitos adultos jovens ainda não reconhecem a necessidade de desacelerar.</p>

<p> </p>

<p>Entre as estratégias para reduzir o estresse diário, o Dr. Thyago recomenda:</p>

<p>- Atividade física regular</p>

<p>"Durante o exercício, liberamos substâncias que controlam o humor e a ansiedade. Além disso, atuamos contra a neuroinflamação provocada pelo estresse cotidiano."</p>

<p> </p>

<p> - Exercícios de respiração diafragmática</p>

<p>"Praticar respiração profunda ajuda a reduzir o nível de estresse no momento e previne picos ao longo do dia."</p>

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<p>- Contato com a natureza e exposição solar</p>

<p>"Interagir com ambientes naturais e receber luz solar promove a liberação de ocitocina e a produção de vitamina D, ambas benéficas para a saúde mental."</p>

<p> </p>

<p>O especialista também alerta para os perigos da privação de sono e da hiperconectividade digital. "Dormir apenas 4 ou 5 horas por noite para ser mais produtivo é um mito prejudicial. Durante o sono, produzimos neurotransmissores essenciais para regular o humor e consolidar memórias", esclarece. Quanto ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos, ele sugere períodos de desconexão para combater o vício em dopamina proporcionado pelas interações digitais rápidas.</p>

<p> </p>

<p>Com vasta experiência em psiquiatria preventiva e performance mental, Dr. Thyago Henrique reforça a necessidade de uma abordagem equilibrada na vida moderna. "Precisamos mostrar ao nosso cérebro que a vida não é feita apenas de prazeres imediatos; é fundamental encontrar um ritmo que preserve nossa saúde mental", conclui.</p>

<p> </p>

<p><br />
<em><strong>Dr. Thyago Henrique </strong>é médico formado pela Universidade José do Rosário Velano, com pós-graduação em Psiquiatria pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein – SP. Posteriormente, aprofundou seus estudos em Psiquiatria Infantil pelo Instituto IBCMED. Sua atuação se destaca na área da psiquiatria preventiva e da performance mental, tornando-se referência no atendimento a profissionais do mundo sertanejo, música eletrônica, políticos e atletas de alto rendimento.</em></p>
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                        <published>2025-06-20T14:59:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:40+00:00</updated>
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