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                                <title><![CDATA[BS9 - Rosane Farah]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Rosane Farah do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:10+00:00</updated>
                        <entry>
            <title><![CDATA[Balanço do 1º trimestre: 10 animais marinhos de volta à natureza!]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2022/04/30/balanco-do-1o-trimestre-10-animais-marinhos-de-volta-a-natureza.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-13fa-736c-a24f-236274cde05e</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>No primeiro trimestre de 2022, 10 animais marinhos foram reabilitados e reintegrados à natureza pelo Instituto Gremar em ações do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Todos passarem pelo Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, no Guarujá (SP).</p>

<p>Ao todo, a equipe registrou 117 ocorrências envolvendo animais marinhos nas praias de São Vicente, Santos, Guarujá e Bertioga, no litoral de São Paulo, em um total de quase 20 mil quilômetros percorridos em ações diárias de monitoramento. </p>

<p>Desse total,  24 animais foram resgatados com vida e 10 deles já puderam retornar ao seu habitat: 5 tartarugas-marinhas e 5 aves; outros 93 animais foram encontrados mortos ou vieram a óbito: 23 mamíferos, 65 tartarugas-marinhas e cinco aves. Colisões com embarcações, ingestão de resíduo sólido (lixo) e interação com petrechos de pesca e dragagem foram as principais causas de óbito identificadas em exames de necropsia. </p>

<p>Em comparação com o mesmo período de 2021, houve um acréscimo de três mortes. No 1º trimestre do ano passado, neste mesmo trecho, o Instituto Gremar atendeu 114 ocorrências, sendo 24 resgates de animais com vida e 90 em óbito.  </p>

<p>Entre os episódios marcantes que aconteceram nos primeiros meses de 2022, está o de uma raia-viola-de-focinho-longo, da família Rhinobatidae, encontrada morta e com uma máscara facial presa ao focinho. A equipe do Instituto Gremar se deparou com o animal, já sem vida, no dia 2 de fevereiro, na Praia da Enseada, em Guarujá.  </p>

<p>Outro caso que chamou atenção foi a de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas), resgatada com sinais de afogamento, condição prostrada e magreza. Durante sua recuperação, foram encontrados resíduos sólidos (lixo) em seu trato gastrointestinal. Graças aos esforços da equipe do Instituto Gremar, a tartaruga se recuperou e retornou à natureza no mês de fevereiro.</p>

<p>O Projeto de Monitoramento de Praias na Bacia de Santos (PMP-BS) vem desenvolvendo as atividades há mais de sete anos, gerando conhecimento e inúmera pesquisas sobre diferentes espécies marinhas, sendo umas das principais fontes de informações sobre as aves, quelônios e mamíferos marinhos, além de contribuir com a conservação de diversas espécies, muitas vezes ameaçadas de extinção.</p>

<p>Desenvolvido para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama, o projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de<br />
produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos<br />
marinhos. Para isso,  realiza o monitoramento das praias e o atendimento veterinário aos<br />
animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. </p>

<p>Sua extensão vai desde desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. O Gremar<br />
monitora o Trecho 9, compreendido entre São Vicente e Bertioga.</p>

<p>Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, basta entrar em contato pelos telefones 0800 642 3341 ou (13) 99711 4120.</p>
]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2022-04-30T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:10+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Sociáveis e destemidos: os pinguins têm muito a nos inspirar!]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2022/03/30/sociaveis-e-destemidos-os-pinguins-tem-muito-a-nos-inspirar.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-13bf-7211-99f4-da0cd891f28a</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>No dia 25 de abril é comemorado o Dia do Pinguim, criado para promover a conservação das 18 espécies dessa ave marinha tão carismática, que habita exclusivamente o Hemisfério Sul. A data também remete a preparação do seu período de migração.</p>

<p>E como tem acontecido nos últimos anos, sim, é bem possível que alguns deles venham novamente parar nas praias da Baixada Santista.</p>

<p>Quatro espécies já foram registradas na costa brasileira: o pinguim-rei (Aptenodytes patagonicus), o pinguim-de-penacho-amarelo (Eudyptes chrysocome), o pinguim-de-testa-amarela (Eudyptes chrysolophus) e o pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), sendo este último avistado com mais frequência em nossa região.</p>

<p>O Pinguim-de-Magalhães é encontrado na Patagônia Argentina e Chilena e também nas Ilhas Malvinas, porém, entre os meses de maio e novembro, inicia um processo de dispersão, saindo das colônias e se deslocando para áreas mais próximas da linha do Equador. É quando podem alcançar desde o litoral dos estados da região Sul até o Espírito Santo. </p>

<p>Em condições normais, dificilmente observamos esses animais nas praias: eles ficam mais distantes da costa e utilizam a plataforma continental para se alimentar, acompanhando as correntes que possuem temperatura da água ideal e, consequentemente, maior disponibilidade de alimento. E estamos falando de um superbanquete: os pinguins amam anchovas, merluzas, peixe-rei e diversas espécies de lulas!</p>

<p>Alguns deles, porém - especialmente os jovens -, podem sofrer mais com as consequências dessa longa viagem. As intempéries do clima, a eventual escassez de alimentos, a ingestão de resíduos sólidos (lixo) e a interação com redes de pesca, entre outros fatores, podem deixá-los debilitados durante o trajeto, levando ao encalhe em nossas praias – às vezes feridos e, em outras, já sem vida.</p>

<p>A espécie S. magellanicus, inclusive, encontra-se em declínio populacional, por conta de sua natureza migratória, que expõe os animais a situações adversas, principalmente geradas pelo homem.</p>

<p>É por isso que, a partir de agora, nossa equipe já está em estado de alerta permanente para atender casos deste tipo durante a temporada de inverno.</p>

<p>Em média, os pinguins vivos encaminhados para o nosso hospital veterinário dão entrada com quadro clínico de desidratação, desnutrição, hipotermia e hipoglicemia, levando de 3 a 5 meses para concluir seu processo de reabilitação. </p>

<p>Em todos esses anos ajudando-os a se recuperar, os pinguins também nos deixam uma lição além do profissional. Eles nos fazem enxergar sobre a vida e a forma como nos relacionamos com ela. </p>

<p>Por que eles, ao contrário das outras aves marinhas, resolveram abandonar os ares e sair nadando por aí? Os pinguins fazem-nos lembrar que não precisamos esperar milhares de anos para evoluir e se adaptar ao que é considerado normal. Afinal, eles, diferentes das outras aves, não voam! As capacidades de adaptação desses animais nos encorajam e mostram que nós também podemos encontram os nossos caminhos e ir atrás dos nosso sonhos.</p>

<p>Vivendo em grupo e sempre juntinhos, eles nos lembram daqueles tempos onde o abraço e o calor humano eram “antídotos” contra as dificuldades do dia-a-dia; e também o quanto desaprendemos sobre a importância da convivência, do compartilhamento, da vida “social” e do trabalho em equipe! </p>

<p>Outra atitude inspiradora: independente de todos os desafios que a natureza impõe, o casal de pinguim cuida de seus filhotes com muita dedicação e companheirismo, buscando a proteção necessária a cada dia. Apaixonante, não acham?</p>

<p>E mais: quando trocam suas penas (processo conhecido como “muda”), estão mais protegidos do que nunca, sendo um fator crucial para sua sobrevivência na natureza. Essa “renovação”, trazida para nossa realidade, nos aproxima da liberdade, da confiança, da alegria e, principalmente, da esperança.</p>

<p>Que no próximo dia 25 de abril toda a energia positiva e essência de um pinguim sirva para inspirar nossas vidas, nossa luta por um mundo menos egoísta e mais solidário, alegre e com mais respeito e amor ao meio ambiente.</p>

<p>QUEM DISSE QUE É PRECISO TER ASAS PARA "VOAR"?</p>
]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2022-03-30T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:08+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Março, das mulheres e das águas]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2022/03/03/marco-das-mulheres-e-das-aguas.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1336-72cb-bff5-7cd107dbf7ad</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Março é um mês marcado pelo Dia Internacional da Mulher e pelo Dia Mundial da Água, ambos criados pela Organização das Nações Unidas (ONU). </p>

<p>O primeiro simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens; o segundo, a mobilização e a conscientização pela preservação deste recurso natural tão vital.</p>

<p>Aqui, no Instituto Gremar, essas duas pautas se encontram. Diariamente.</p>

<p>Em 2022, por exemplo, o  tema escolhido para comemorar o Dia Mundial da Água é “Águas subterrâneas: Tornando o invisível visível“. </p>

<p>Acreditamos que, tanto as causas feministas quanto as ambientais primam por tornar “visível” o que até então era visto como “invisível”. </p>

<p>Um exemplo é o “empoderamento feminino”, que ganhou fôlego extra com as redes sociais e fortalece a expressão e a defesa dos direitos das mulheres. Com isso ganhamos autoconfiança, reforçamos nossa identidade, melhoramos nossa autoestima e nos posicionamos nos mais diversos temas nos  campos sociais, políticos e econômicos. </p>

<p>Temos percebido uma mudança gradativa nesse cenário e, cada dia mais, esperamos que nossa sociedade consolide uma participação mais igualitária entre todos os membros da família, além de uma maior independência feminina para a tomada de decisões. </p>

<p>Aqui no Instituto Gremar, por exemplo, o poder feminino é pra lá de forte! </p>

<p>Partimos da inspiração da nossa coordenadora geral, Andrea Maranho, fundadora do Instituto, que jamais mediu forças para salvar os animais marinhos em situações de risco. Andrea enfrentou todas as dificuldades possíveis para fazer com que o projeto saísse do papel: um exemplo fantástico de mulher que não hesitou em remar contra a maré!</p>

<p>Mas para poder navegar nessas águas cheias de desafios, a "comandante" desse barco não poderia seguir sozinha! Dentro dele hoje existem outras 22 mulheres incríveis, que fazem com que ele se movimente com poder, força e foco - desde sua proa, onde as líderes de cada setor seguram todos os ventos, até a popa, onde o administrativo e recursos humanos nos protegem de qualquer tormenta que possa vir.  </p>

<p>Além disso, para que possamos seguir na direção correta e com agilidade, nosso potente motor nunca para de funcionar, mesmo quando redes de pesca enroscam em suas hélices. É como fazem, também, as guerreiras que integram a nossa equipe de reabilitação de animais. </p>

<p>Não podemos esquecer da manutenção da "embarcação", que é realizada pela "marinheira" da equipe de serviços gerais, garantindo muitas vezes a navegação em um mar de rosas. </p>

<p>...Terra à vista! A nossa bandeira tremula.... E segue e seguirá sempre hasteada pelas nossas valorosas educadoras ambientais, que acompanham a tripulação para mostrar às pessoas a importância da nossa missão pela conservação das águas. </p>

<p>Uma missão, que, aliás, ganha cada vez mais adeptas: hoje temos contato com outras “naus”, além de outros “portos” e “marinas“ para reverberar nossos feitos de forma lúdica e inspiradora. Na ponta dessa “linha”, as mulheres da nossa Comunicação!</p>

<p>São essas mulheres, que encaram como ondas todos os desafios do dia-a-dia, que continuam lutando por seus sonhos e objetivos. Mulheres que mergulham de cabeça, em constante movimento, transparentes e em constante transformação, que choram como as “Águas de Março” e transpiram como o suor do Verão. </p>

<p>Juntas, seja na forma que for, somos o “azul”, importantes para o mundo e essenciais para a vida. Assim como "A" água.</p>
]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2022-03-03T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:05+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[A importância das ações de limpeza de rios e praias para a conscientização ambiental]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2022/01/30/a-importancia-das-acoes-de-limpeza-de-rios-e-praias-para-a-conscientizacao-ambiental.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1390-710d-8d24-afa2e091d013</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>As ações de limpeza de rios e praias são parcte essencial da rotina de atividades do Instituto Gremar em todas as cidades da Baixada Santista em que atua, desde sua criação, em 2004.</p>

<p>Uma das razões para esta assiduidade é o impacto imediato que eles proporcionam, não só permitindo a retirada de uma grande quantidade de resíduos, mas principalmente amplificando a importância da sensibilização junto às comunidades e à opinião pública em geral através da educação ambiental.</p>

<p>Afinal, com o crescimento urbano desenfreado, os cuidados com o lixo e os hábitos de consumo precisam ser observados com ainda mais atenção, para evitar que o atual cenário de conflitos ecológicos se torne ainda mais grave.</p>

<p>E nada melhor que falar sobre essa problemática no período em que as praias e rios recebem o maior número de pessoas do ano, que são as férias de verão.</p>

<p>Nossa última ação neste sentido ocorreu no dia 15 de janeiro, quando realizamos – em parceria com o Iate Clube de Santos e contando com o apoio do Hortifruti Betel – um mutirão de limpeza do Rio Santo Amaro, um dos mais importantes do Guarujá. A data não foi escolhida ao acaso: trata-se do dia de Santo Amaro, padroeiro do município, o que tornou a mobilização ainda mais emblemática.</p>

<p>O Rio Santo Amaro nasce ao centro da cidade e deságua em diversos pontos do Estuário, especialmente ao Sul. A poluição da água e do mangue ao seu redor tem atingido níveis extremamente preocupantes nos últimos anos e é uma ameaça real à fauna local.</p>

<p>Por isso, seguindo a premissa de um de nossos projetos, o Maré Mangue, unimos forças para reunir voluntários e colaboradores nesta missão rio abaixo. Com caiaques, botes e stand-ups, coletamos todo o lixo flutuante e também o que estava às margens do manguezal, ao longo do leito do rio.</p>

<p>Foram três horas de coleta e os números justificaram a nossa ação: mais de uma tonelada de resíduos sólidos foi retirada e encaminhada para o descarte adequado. A expressiva quantidade mostra a real necessidade de que outras ações de conservação ambiental sejam executadas no local, periodicamente.</p>

<p>Outro exemplo recente deste trabalho capitaneado pelo Instituto Gremar ocorreu em novembro do ano passado, na Praia do Centro, em Itanhaém.</p>

<p>Naquela ocasião, mais de 110 voluntários – incluindo grupos locais como Conviver, Viver Bem, Camp Itanhaém, Rotary Club e Etec Itanhaém, além de munícipes e turistas – recolheram em uma extensão de aproximadamente 1 km de areia e restinga mais de 8,6 mil itens, totalizando 161 kg de resíduos.</p>

<p>Tanto no Rio Santo Amaro como na Praia do Centro, os “inimigos” são os mesmos: embalagens plásticas, bitucas de cigarro, fragmentos de madeira, vidro e metal, petrechos de pesca e até itens de higiene pessoal e hospitalar se misturam e podem ser facilmente confundidos com alimentos pelos animais.</p>

<p>O resultado deste descaso de parte da população é visto por nossa equipe diariamente, com o grande número de casos de animais resgatados com sintomas de intoxicação alimentar e muitas vezes apresentando lixo no trato gastrointestinal.</p>

<p>Em 2022, o Instituto Gremar seguirá organizando nossos mutirões, reunindo parceiros e atuando junto aos órgãos competentes para que políticas públicas ambientais possam ser aprimoradas regularmente. Quem sabe você possa se juntar a nós em um deles, não é mesmo?</p>

<p><em>*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></p>
]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2022-01-30T03:37:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Dois casos que resumem um ano de muitos desafios para o Instituto Gremar]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2021/12/30/dois-casos-que-resumem-um-ano-de-muitos-desafios-para-o-instituto-gremar.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-13a0-70af-bda1-d2c81c592033</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Chegamos à última semana do ano e aqui, no Instituto Gremar, também costumamos nesta época lembrar alguns dos principais casos que atendemos.<br />
 <br />
Hoje, portanto, quero compartilhar com os leitores do Portal BS9 dois processos de reabilitação que marcaram este ano de 2021, tão desafiador em todos os sentidos.<br />
 <br />
O primeiro deles é o de um mandrião de cauda-comprida (Stercorarius longicaudus), que resgatamos na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), no dia 17 de setembro, em acionamento pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).<br />
 <br />
Encontramos o animal prostrado, abaixo do peso e com componentes de consistência oleosa em ¾ do seu corpo, incluindo cabeça, pescoço, ventre, ponta das asas e cauda, um quadro bastante complexo.<br />
 <br />
Durante o processo de estabilização, a ave foi encaminhada a uma baia coberta com mantas absorventes, além de receber óleo vegetal nas penas afetadas, prática que chamamos de pré-banho. Essa técnica faz com que as moléculas do óleo vegetal se unam às do resíduo, facilitando sua remoção no momento da lavagem.<br />
 <br />
Após esta primeira etapa, a ave foi submetida a dois banhos para a retirada completa do resíduo oleoso, além de todo tratamento clínico suporte. Durante o processo, sempre é utilizada água doce e aquecida, para que o animal, mesmo com sua capacidade de isolamento térmico comprometida pelo óleo, mantenha sua temperatura corporal.<br />
 <br />
Além disso, é utilizado um detergente próprio para retirada desse tipo de resíduo das penas de aves, bem como uma técnica de limpeza que não prejudique a estrutura das mesmas.<br />
 <br />
Depois que todo o resíduo oleoso foi removido, a ave pôde ser transferida para um recinto externo onde felizmente deu sinais de recuperação: explorava bem o local, passou a realizar pequenos voos, a se alimentar e a tomar banhos espontaneamente. A impermeabilização de suas penas também melhorou e, para nossa satisfação, 54 dias depois de chegar a nossa base, o mandrião pode ser reintegrado à natureza.</p>

<p>Reabilitar uma ave apresentando alto grau de contaminação com resíduo oleoso não é uma tarefa fácil. Exige não somente técnica, mas também uma equipe muito cuidadosa e dedicada. Felizmente, conseguimos reverter o quadro e devolvê-la para seu habitat.</p>

<p> </p>

<p><img alt="" src="https://www.bs9.com.br/datafiles/suite/escritorio/aplicativo/conteudo/album_fotografico/18236.jpeg" style="background-color:rgb(255, 255, 255); border-style:none; box-sizing:border-box; color:rgb(115, 115, 115); font-family:arial,helvetica,sans-serif; font-size:20px; height:300px; margin:0px; padding:0px; text-align:center; vertical-align:middle; width:500px" /></p>

<p>* * *<br />
 <br />
O segundo caso ainda está em andamento, mas os prognósticos são positivos.</p>

<p>Trata-se de um filhote de tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), que se recupera de um quadro severo de anemia em nosso Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos.<br />
 <br />
O animal passou por uma transfusão sanguínea logo após o resgate realizado na Praia de São Pedro, também no Guarujá (SP), no dia 8 de setembro, em outro acionamento pelo PMP-BS.<br />
 <br />
Trata-se de um recurso habitualmente utilizado em casos emergenciais, não somente de anemia, mas também em quadros de subnutrição ou hemorragia causada por colisões com embarcações sou lesões externas.<br />
 <br />
Para que a transfusão de sangue pudesse ocorrer, o Instituto Gremar obteve a doação por meio de uma tartaruga de quase 60 kg da mesma espécie, então em reabilitação no Instituto de Pesquisa Cananéia (IPEC).<br />
 <br />
O resultado foi satisfatório e, desde então, o filhote tem apresentado melhora, com quadro atualmente estável. Semanalmente, ele é medido e pesado: na última sessão já apresentava 1,1kg e 21 cm de comprimento de carapaça – números bastante significativos, considerando que foi resgatado com apenas 300g e 10 cm.<br />
 <br />
A tartaruga continuará sob cuidados especiais, desde a dieta alimentar até o estímulo ao nado, específicos para a continuidade de seu desenvolvimento e o fortalecimento muscular e respiratório.<br />
 <br />
Esperamos que, em 2022, a sua soltura seja uma das boas notícias que teremos para compartilhar.<br />
 <br />
* * *<br />
 <br />
Antes de encerrar, quero ressaltar algo importante: os desafios enfrentados pelos animais marinhos não terminam quando eles deixam um centro de reabilitação devidamente restabelecidos. Na verdade, é justamente aí que eles recomeçam.<br />
 <br />
Para ajudá-los a superar cada um destes ciclos, felizmente já contamos com iniciativas transformadoras como o PMP-BS, desenvolvido para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.<br />
 <br />
O projeto, que tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, abrange o monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.<br />
 <br />
Realizado desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), o PMB-BS é dividido em 15 trechos, sendo o Instituto Gremar responsável pelo Trecho 9, compreendido entre São Vicente e Bertioga, no litoral de São Paulo. Para acioná-lo, basta entrar em contato pelos telefones 0800 642 3341 ou (13) 99711-4120.<br />
 <br />
Ressalto também o suporte de nossos parceiros, colaboradores e dos órgãos ambientais competentes em ações periódicas que visam conscientizar a sociedade em favor da causa ambiental, propondo práticas mais sustentáveis e ecologicamente responsáveis para o dia-a-dia.<br />
 <br />
É fortalecendo cada vez mais esta rede de ação e apoio que prosseguiremos trabalhando com todo empenho em 2022.<br />
 <br />
Até lá!</p>

<p>*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</p>
]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2021-12-30T21:03:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[O poder transformador da educação ambiental]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2021/11/30/o-poder-transformador-da-educacao-ambiental.html" />
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                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Embora a exploração de recursos naturais, o crescimento populacional e os níveis de poluição no planeta já acontecessem há muitas décadas, foi somente em 1972 que a preocupação com o meio ambiente e as consequências que as ações humanas poderiam causar sobre ele entraram em evidência. O ano marcou a realização da Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente Humano (organizada pela ONU) e a Declaração de Estocolmo.<br />
 <br />
De acordo com a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9795/1999 – art. 1º), podemos entendê-la como "processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade."<br />
 <br />
A Educação Ambiental é considerada um exercício de cidadania, uma vez que uma de suas principais consequências é o desenvolvimento integrativo individual que engloba aspectos políticos, sociais, ecológicos, econômicos, científicos e culturais. Justamente porque visa complementar e modificar os valores que o individuo possuía antes de entrar em contato com esses novos conhecimentos, reforçando a premissa de que as questões ambientais e a conscientização trazem benefícios não somente para o meio ambiente, mas para a própria sociedade.<br />
 <br />
Um de seus objetivos fundamentais é tornar o cidadão um agente de transformação que atua tanto individual quando coletivamente em prol da preservação do meio ambiente, de forma a beneficiar sua fauna, flora e recursos naturais.  <br />
<br />
Para que uma atividade dessas seja capaz de sensibilizar e gerar mudanças de hábitos nos indivíduos envolvidos, uma série de questões precisam ser levadas em consideração desde o início até o término de sua execução. O caráter da atividade deve ser pensado para o público alvo específico, tendo em conta o grau de conhecimento que o mesmo possui sobre os temas, além disso é importante que todos os sentidos sejam trabalhados para englobar pessoas com os mais diferentes tipos de aprendizado (auditivo, cinestésico ou visual).<br />
<br />
O Instituto Gremar realiza atividades de educação ambiental em espaços não-formais das cidades em que atua, no litoral paulista. Cursos, tendas ambientais em praias e eventos, limpezas de praias e rios, atividades com a comunidade e práticas em escolas estão entre elas – e atingem públicos bastante diversos, de crianças a idosos.<br />
<br />
Nossas principais ferramentas de conscientização são fruto dos problemas que enfrentamos diariamente no trabalho de resgate e reabilitação de animais marinhos e silvestres, como descarte indevido de resíduos sólidos, agressões e falta de conhecimento sobre os animais, poluição, degradação ambiental, dentre outros.<br />
<br />
Em tempos de COVID-19, todos os setores da sociedade precisaram parar, se reinventar e criar novos meios para se comunicar. Não foi diferente dentro dessa frente da atuação, a Educação passou a ocorrer por meio de telas, slides e projeções. Ficamos carentes de contato físico e experiências reais, porém ainda assim foi possível redescobrir um meio de trabalhar com a Educação Ambiental. Realizações de atividades online ficaram bastante frequentes: workshops, tours virtuais pelo acervo e pela Instituição, cursos e palestras telepresenciais.<br />
 <br />
Entramos agora em um momento de flexibilização em relação a pandemia e adaptação para o total retorno das atividades presenciais, ainda tomando todas as medidas necessárias como o distanciamento e o uso de máscara de proteção.  Percebemos que já é possível notar um grande engajamento social, uma enorme sede pelo aprendizado e pessoas mais conscientes da importância que a preservação do meio ambiente possui para nossa própria vida.<br />
 <br />
Não se trata mais de algo teórico, basta ligar a televisão nos noticiários ou abrir seu buscador no celular para entender a gravidade dessa situação e como ações para buscar soluções para esses problemas são primordiais.<br />
<br />
Para que haja de fato uma mudança de atitudes e comportamentos a longo prazo, é necessário o envolvimento de todos os setores: terceiro setor, poder público e sociedade. Enquanto isso, para que a Educação Ambiental seja eficiente buscamos sempre as melhores formas de integrar, com outros e novos olhares, na esperança de resultados em favor da natureza e para uma melhor qualidade de vida para todos nós. As ações visam, através de diversas ferramentas, compartilhar o nosso trabalho por acreditarmos que é do conhecimento que vem o amor e é com ele que virá a mudança<em>. </em><br />
 </p>

<div>
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<div style="margin-left:auto;">
<div><em>*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></div>
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]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2021-11-30T19:05:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Instituto Gremar amplia sua atuação em Itanhaém com Centro de Reabilitação para Animais Silvestres]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2021/10/30/instituto-gremar-amplia-sua-atuacao-em-itanhaem-com-centro-de-reabilitacao-para-animais-silvestres.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Devido ao impacto do desenvolvimento urbano desenfreado sobre as áreas naturais, cada vez mais animais silvestres são vítimas da perda de habitat, sofrendo com a chamada interação antrópica.</p>

<p>Muitos deles são encontrados em estado crítico, em consequência, principalmente, de atropelamentos, ingestão de resíduos sólidos (lixo, linhas de pipa e pesca), queimadas, ataque de animais domésticos, choques elétricos, intoxicação, colisão com vidraças e até mesmo maus tratos.</p>

<p>Este contexto torna cada vez mais necessária a existência de Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), ferramentas de suporte direto aos animais vítimas do avanço das cidades ante as florestas.</p>

<p>Nós, do Instituto Gremar, por exemplo, mantemos um CRAS em funcionamento em Itanhaém (SP), desde 2015 – por sinal, o primeiro inaugurado na cidade.</p>

<p>Devido à grande biodiversidade da região, com cerca de 300 km² de Mata Atlântica preservada, o equipamento se tornou um importante ponto estratégico para prestação de primeiros atendimentos aos animais vivos debilitados entre os municípios de Praia Grande e Peruíbe, até que estejam aptos à reintrodução em seu habitat natural.</p>

<p>O CRAS Itanhaém conta com ambulatório para atendimento, recintos para aves e tanques para répteis e pequenos mamíferos para promoção de meios de resposta à fauna e estudos de impactos ambientais, que avaliam as consequências das ações humanas sobre esse ambiente.</p>

<p>Todo este trabalho está mais fortalecido desde setembro deste ano, quando tivemos nossos serviços contratados pela Prefeitura de Itanhaém para recebimento, tratamento, reabilitação e soltura dos animais silvestres resgatados na cidade.</p>

<p>Em pouco mais de um mês, com apoio da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar Ambiental, mais de 150 animais já foram atendidos, o que demonstra o quanto são imprescindíveis políticas públicas voltadas à conservação das espécies e o meio ambiente em que vivem.</p>

<p>A existência de um CRAS em Itanhaém também é uma das ações previstas no Plano Municipal da Mata Atlântica (2020), o que reforça o compromisso do Poder Público local com a proteção da biodiversidade.</p>

<p>Entendemos, ainda, que tais ações também devem ser compartilhadas com a população, dado o seu protagonismo direto em relação à interação desses animais com o meio urbano.</p>

<p>Pensando nisso, o Instituto Gremar mantém uma equipe de educação ambiental que desenvolve diversas atividades voltadas à conservação e proteção da biodiversidade.</p>

<p>É uma forma a inserir no cotidiano das pessoas informação e conhecimento, visando promover a mudança de comportamento necessária para criar um ambiente mais harmonioso de convívio entre seres humanos e a fauna silvestre.</p>

<p>E você? Ao olhar pela janela ou caminhar por aí, já percebeu quantos animais silvestres dividem o mesmo ambiente conosco no dia-a-dia?</p>
]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2021-10-30T19:47:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Um dia para limpar as praias e refletir sobre um futuro sustentável!]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2021/09/30/um-dia-para-limpar-as-praias-e-refletir-sobre-um-futuro-sustentavel.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias (DMLRP) é uma data atualmente global, mas sua origem é norte-americana. Ele foi criado pela organização Ocean Conservancy, em 1986.</p>

<p>Sete anos depois, surgiu na Austrália a campanha “Clean Up the World”, trazendo a mensagem bastante direta em sua tradução literal e dando sequência à ideia o engajamento social.</p>

<p>No Brasil, muitas ações se inspiraram a partir desses movimentos. Até que, no início dos anos 2000, passamos a promover em conjunto a campanha do “Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias”.</p>

<p>Neste caso específico, decidiu-se que ele seria reeditado sempre no terceiro sábado de setembro (simbolizando a chegada da primavera) e, desde então, milhares de ações semelhantes se espalham ao redor do planeta.<br />
 <br />
Nós, do Instituto Gremar, historicamente estivemos engajados nesta causa desde 2008 e, nos últimos 11 anos, passamos a organizar ações de próprio punho.</p>

<p>Em 2018 e 2019, por exemplo, à frente ou colaborando com estes mutirões, o Gremar recolheu mais de 100 toneladas de lixo. E só interrompemos o calendário em 2020, em razão da pandemia da Covid-19.</p>

<p>Porém, no último dia 18, nos reencontramos após este hiato. Organizamos um mutirão de limpeza de praia em Santos (SP), em parceria com o Instituto Mar Azul, o Projeto Mantas do Brasil, o Projeto Albatroz, a associação Santos Lixo Zero e a Secretaria de Meio Ambiente de Santos.<br />
 <br />
A ação contou com a presença ilustre da atleta Ana Marcela Cunha, campeã olímpica da maratona aquática na Olimpíada de Tóquio. Pela causa, ela realizou uma travessia de 7 km, nadando de Guarujá a Santos.<br />
 <br />
O evento, é claro, adotou todas as medidas de segurança contra a Covid-19, como o uso de máscaras de proteção, higienização com álcool em gel e distância segura entre os participantes. A Ativa House, a Petrodansk, a MSC e a Mandu Orgânicos colaboraram como apoiadores.<br />
 <br />
Assim, cerca de 240 participantes deram sua contribuição removendo da areia 62 tipos de resíduos diferentes, totalizando mais de 376 kg e 20,5 mil itens, em uma área que se estendeu desde o Canal 4 a Ponta da Praia (aproximadamente 2 km de extensão), além da parte do costão, com as equipes de canoagem.<br />
 <br />
Deste total, os itens encontrados em maior quantidade foram: bitucas de cigarro (45%), plástico (35%, entre plásticos rígidos e moles, além de tampas, garrafas e pinos), isopor (11%), madeira (4%), vidro (2%) e petrechos de pesca (1%).<br />
 <br />
Como se vê, o descarte inadequado desses materiais continua intenso e, não por acaso, é um dos principais causadores de mortes de animais marinhos em todo o mundo.<br />
 <br />
Isso impacta diretamente o trabalho do Instituto Gremar e, por isso, seguimos cumprindo nosso papel em não só participar ativamente deste tipo de mobilização, como realizar periodicamente ações de educação ambiental para estudantes, comunidades e empresas.<br />
 <br />
E não pararemos por aí. Estas mobilizações em prol do Meio Ambiente e do Desenvolvimento ainda impactam as comunidades científica, diplomática e política, abrem espaço para debates e iniciativas que adotam modelos sustentáveis de futuro.</p>

<p>O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, independe do nome adotado, é uma ocasião sempre inspiradora, que traz sensibilização, educação e conexão entre diversas pessoas que se unem por um objetivo comum:  cuidar do nosso planeta Terra, da nossa casa.<br />
 <br />
Desejo que em 2022 possamos reeditar esta parceria em um cenário menos preocupante, e aproveito para cumprimentar e agradecer todos os voluntários que participam destas ações, com determinação, força de vontade.<br />
 <br />
Juntos renovamos a esperança de um planetacmais limpo e saudável, em respeito a todas as formas de vida.</p>
]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2021-09-30T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Encalhe de baleias no litoral da Baixada Santista: um aviso que exige atenção e comprometimento de todos]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2021/08/30/encalhe-de-baleias-no-litoral-da-baixada-santista-um-aviso-que-exige-atencao-e-comprometimento-de-todos.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1348-7390-af9f-fcdb54e43549</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Para as equipes que trabalham com resgate e reabilitação de animais marinhos, o cenário de encalhe envolvendo um grande cetáceo, como por exemplo, a baleia, é sempre desafiador.<br />
A começar pelo próprio porte, afinal, é preciso uma equipe capacitada e numerosa para executar tarefas complexas, desde um eventual desencalhe (no caso do animal vivo), ou realização de necropsia, com toda a logística de materiais e equipamentos para o manejo de um animal que habitualmente pesa várias toneladas.</p>

<p>Nas últimas semanas, vivenciamos isso na prática. Tivemos um aumento considerável de ocorrências com baleias no litoral da Baixada Santista. E muitos têm nos perguntado se há algum motivo específico que tem provocado isso.</p>

<p>Primeiramente, vale a pena mencionar que todos os encalhes registrados na região envolveram baleias jubarte, cujo nome científico é Megaptera novaeangliae – que significa “grandes asas da Nova Inglaterra”, por conta das enormes nadadeiras peitorais, que podem chegar a ter 1/3 do comprimento do corpo; e também em referência aos Estados Unidos, onde a espécie foi identificada pela primeira vez.</p>

<p>Anualmente, essas gigantes dos mares realizam uma longa viagem a fim de completar seu ciclo de vida. Durante o verão, a população, que se reproduz ao longo da costa brasileira, migra para os mares antárticos para se alimentar, local onde o oceano é extremamente rico em nutrientes; depois, retorna ao nosso litoral no período de inverno e primavera, para acasalar e cuidar dos<br />
seus filhotes. </p>

<p>Após anos de luta contra a caça histórica e de larga escala, direcionada à coleta de gordura, carne e ossos - responsável por reduzir absurdamente as populações de baleias em âmbito global – o trabalho do Projeto Baleia Jubarte e seus parceiros resultou em uma maior proteção, consequentemente, na recuperação da espécie. Em 2014, ela foi inclusive retirada da Lista Oficial de Espécies Brasileiras Ameaçadas de Extinção, sendo um grande marco a ser comemorado.</p>

<p>Sete anos depois, porém, o cenário volta a trazer dados alarmantes. Segundo o Projeto Baleia Jubarte, já foram registrados mais de 130 indivíduos mortos encalhados em toda a costa brasileira, desde o início de sua temporada. </p>

<p>Ainda é cedo para saber ao certo quais as principais causas dessa mortandade. É fato que ações naturais (fenômenos climáticos, patologias e até mesmo o aumento populacional) podem ser listadas entre elas, porém, é mais provável que isto esteja ocorrendo por conta do aumento do impacto das ações antrópicas (provocadas pelo homem), visto que já tivemos casos envolvendo interação com pesca (em redes de emalhe), atropelamento por embarcações e escassez de fonte alimentar.</p>

<p>O Gremar, apenas em 2021, já foi responsável pelo exame de necropsia de 5 animais que encalharam nas praias de Bertioga (1), Santos (2) e Guarujá (2), área de atendimento do Instituto através do Projeto de Monitoramento de Praia (PMP- BS), projeto desenvolvido para o atendimento de condicionante para o licenciamento ambiental das atividades da Petrobras na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.</p>

<p>Quando realizada a necropsia, são coletadas amostras para posterior análise, com o intuito de auxiliar na investigação da causa morte e sustentar estudos mais aprofundados sobre a atual situação das espécies.</p>

<p>E por que é tão importante proteger e estudar esses animais?</p>

<p>Além do carisma e do encanto que proporcionam ao serem avistadas, as baleias exercem um papel fundamental para a saúde de todos nós.</p>

<p>Além de serem “guarda-chuvas”, ou seja, importantíssimas para a existência de várias outras espécies, elas também são essenciais para o ecossistema, pois fertilizam o ambiente, propiciando um aumento considerável nos níveis de ferro e nitrogênio no ecossistema das algas. Com isso, facilitam a proliferação do fitoplanctons, que realizam o processo de fotossíntese e, portanto, removem o gás carbônico na atmosfera, minimizando o efeito estufa e tornando mais puro o ar que respiramos.</p>

<p>Somente compreendendo o papel ecológico desses animais e através da educação ambiental, seremos capazes de conviver harmoniosamente com o meio que vivemos. As baleias, assim como milhares de outras espécies, são fundamentais para mantermos nosso planeta vivo e nos mantermos como espécie.</p>

<p>Que a beleza e as lições que nos deixam esses animais possam cada vez mais inspirar nossas atitudes.</p>
]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2021-08-30T19:13:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Pesca & Recicla: ecopontos já se espalham pela Baixada Santista]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2021/07/30/pesca-recicla-ecopontos-ja-se-espalham-pela-baixada-santista.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Você sabe o que é um petrecho de pesca? O termo não é muito comum no dia a dia, mas ele serve para descrever os artefatos ou materiais usados no exercício dessa atividade, como redes, linhas, anzóis e armações.<br />
 <br />
Uma das grandes questões que os relaciona à conservação da vida marinha e seus ecossistemas, porém, é a forma como esses petrechos são descartados. Quando perdidos ou abandonados no mar, eles se tornam uma grande ameaça a centenas de milhares de mamíferos, aves e répteis.<br />
 <br />
Estudos indicam que, anualmente, mais de 640 mil toneladas de petrechos, de origem industrial, artesanal ou amadora, acabam no fundo do mar. E, desta forma, podem ferir, mutilar ou mesmo levar a óbito os animais marinhos, inclusive quando ingeridos.<br />
 <br />
Infelizmente, aqui no Instituto Gremar, observamos diariamente em nosso trabalho que este tipo de caso tem aumentado de forma exponencial. Por isso atuamos incessantemente em diversas frentes – tanto de forma educativa, como prática - para diminuir os impactos deste problema em nossa região.<br />
 <br />
Neste primeiro semestre, por exemplo, avançamos em uma importante demanda, que é o projeto Pesca & Recicla. Com o apoio das Prefeituras municipais e suas respectivas Secretarias, viabilizamos a distribuição de coletores de petrechos de pesca em pontos estratégicos do litoral, os chamados “ecopontos”, voltados especialmente para a coleta desses materiais provenientes da pesca de lazer.<br />
 <br />
A Praia do Sonho, em Itanhaém, os Decks do Pescador de Santos e de São Vicente e a Plataforma de Pesca de Mongaguá já receberam os equipamentos, todos inaugurados recentemente. Em breve, a iniciativa também chegará às cidades de Bertioga, Guarujá, Praia Grande e Peruíbe.<br />
 <br />
Nossa proposta com este projeto é promover a conscientização por meio da interação direta com pescadores amadores, profissionais e turistas que visitam esses locais. Os coletores possuem sistema de segurança e placas sinalizadoras autoexplicativas, com informações sobre a fauna local, os efeitos negativos causados pelo descarte incorreto dos artefatos e outros dados relevantes, como em relação ao consumo consciente do pescado.<br />
 <br />
Os petrechos depositados nestes Ecopontos são recolhidos por nossa equipe semanalmente e levados à base do Instituto, para separação em categorias. Parte deles segue para cooperativas especializadas em reciclagem e os que ainda podem ser reaproveitados passam por um processo de “logística reversa”, sendo transformados em novos produtos.<br />
 <br />
Ainda temos muito a avançar nesta ideia, inclusive aprimorando a logística do projeto para resultados ainda mais expressivos. Da mesma forma, temos redobrado esforços no intuito de orientar os frequentadores destes locais sobre não utilizar os coletores para descarte de lixo comum, o que dificulta a tarefa de nossas equipes.<br />
 <br />
Em linhas gerais, estamos muito otimistas quanto ao impacto positivo que este projeto poderá trazer não só à vida marinha em nossa região, como também ao aprimoramento das práticas da comunidade pesqueira, uma atividade econômica essencial e que merece toda estrutura e respaldo para que se desenvolva adequadamente.</p>
]]></content>
                                    <category term="Rosane Farah" />
                        <published>2021-07-30T15:08:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Maré Mangue, um novo - e especial - projeto do Gremar]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/rosane-farah/2021/06/30/mare-mangue-um-novo-e-especial-projeto-do-gremar.html" />
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                <name><![CDATA[Rosane Farah]]></name>
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                <![CDATA[Rosane Farah - Bióloga, responsável técnica pelo Instituto Gremar - Guarujá]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Após apresentá-los ao trabalho do Instituto Gremar em meu artigo inaugural, com muito carinho e entusiasmo hoje quero compartilhar com vocês que, desde maio último, iniciamos por aqui um novo projeto, idealizado pelo Instituto, chamado “Maré Mangue”. O nome, inclusive, foi escolhido através de votação junto à equipe do Gremar - e simboliza exatamente a composição de um estuário, de forma sucinta.</p>

<p>Com o "Maré Mangue", a Baixada Santista passa a contar com um monitoramento embarcado regular, pelo estuário das cidades de Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente e Cubatão. O objetivo é avaliar seu status de saúde, resgatar os animais debilitados e ainda fazer o levantamento das espécies avistadas durante o trajeto percorrido.</p>

<p>Desde o início do projeto já foram percorridos em torno de 200 quilômetros de água, em duas saídas, realizadas em parceira com a Polícia Ambiental. E já vistamos mais de mil animais, de 35 espécies diferentes. Uma experiência incrível e especial!</p>

<p>Além do monitoramento, atenderemos também por meio de acionamento os animais silvestres que porventura sejam avistados feridos ou encalhados nesta área, encaminhando-os para atendimento veterinário, avaliação clínica e acompanhamento, até que possam ser inseridos novamente na natureza; bem como exames necroscópicos em animais encontrados já em óbito.<br />
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Em apenas dois meses já foram atendidos 30 animais, de 15 espécies diferentes, entre eles: cágado-pescoço-de-cobra, carão, garça-branca, garça-moura, gavião-carijó, socó-dorminhoco, tartaruga-verde e um guará - este último inclusive nomeado como “Rubi”, em referência a sua exuberante cor vermelha, que se destaca ainda mais na imensidão verde dos nossos manguezais. Aliás, ele também representa a importância das aves no estuário, uma vez que já foram considerados quase extintos e, aos poucos, estão recuperando suas populações!</p>

<p>Não custa lembrar: devido ao desenvolvimento costeiro desenfreado, as chamadas ações antrópicas (causadas pelo homem) se consolidaram como um perigo iminente à fauna presente do mangue.</p>

<p>A falta de planejamento e de comprometimento com a sustentabilidade impacta atividades como a aquicultura, a agricultura, a exploração de madeira, as instalações urbanas, industriais e turísticas, além, é claro, das mudanças climáticas.</p>

<p>Por isso, podemos dizer que esse projeto é um sonho antigo do Gremar e estamos muito contentes por mais um passo dado.<br />
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Nestes 17 anos de trabalho estudando ambientes marinhos e costeiros, contemplamos a oportunidade de conhecer mais a fundo o manguezal. E toda esta experiência será, a partir de agora, de grande relevância para que possamos contribuir com a preservação e conservação desse ecossistema de riqueza biológica única, responsável por estabilizar a costa e abrigar milhares de espécies.<br />
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É de nossa responsabilidade transformar o roteiro dessa história, permitindo que o colorido desses animais continue “em cartaz” na belíssima tela que se revela nesta "Maré Mangue"!</p>
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                        <published>2021-06-30T18:34:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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