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                                <title><![CDATA[BS9 - Nicole Carmo]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Nicole Carmo do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:30+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[O sofrimento do setor cultural diante ao corte dos repasses da Lei Aldir Blanc]]></title>
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                <name><![CDATA[Colunista]]></name>
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                <![CDATA[No último dia 21, foi aprovado no Congresso Nacional, o Orçamento da União para 2025 e, para surpresa do setor cultural, nas verbas destinadas à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), houve um corte al...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>No último dia 21, foi aprovado no Congresso Nacional, o Orçamento da União para 2025 e, para surpresa do setor cultural, nas verbas destinadas à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), houve um corte alarmante em 84%, indo de R$3 bilhões para R$480 milhões para o próximo ano.</p>

<p> </p>

<p>Apesar do decreto nº 12.409/2025 publicado pelo Ministério da Cultura (Minc) no último dia 13 de março, que apresenta a garantia da manutenção integral dos recursos da PNAB para os estados e municípios que executarem o mínimo de 60% do montante recebido no ano anterior, após a notícia do corte de verbas, o cenário cultural que antes apresentava uma ilusória segurança, agora é outro: um lado é a mobilização por parte dos artistas e trabalhadores culturais para que os valores sejam garantidos em sua integralidade, e do outro, o Ministério da Cultura e a Casa Civil da Presidência publicando uma nota oficial, reafirmando o compromisso com o setor, assegurando a continuidade dos investimentos já estabelecidos. </p>

<p> </p>

<p>A Lei, instituída em 2022, por meio de um importante programa que visa a garantia e sobrevivência de muitos artistas e trabalhadores da cultura, pelos próximos 4 anos, está sempre em pauta, uma vez que os repasses para a execução do ano de 2025 ainda estão pendentes e não foram direcionados aos entes estaduais e municipais. </p>

<p> </p>

<p>A PNAB reflete exclusivamente no amadurecimento da política cultural no país, pois de modo geral, assegura uma distribuição mais equitativa dos recursos aos entes federados, contribuindo para o fortalecimento dos órgãos gestores da cultura, que muitas vezes operam com orçamento reduzido e estrutura precária. Com essa ameaça da não execução integral dos recursos previstos para 2026, há o risco de que as produções desses agentes não sejam realizadas.</p>

<p> </p>

<p>O Secretário-Executivo do Minc, Márcio Tavares, reafirmou em sua rede social que “mesmo com o corte no orçamento promovido no legislativo, o Governo Federal e o Ministério da Cultura vão assegurar 100% dos repasses para estados e municípios que cumprirem os requisitos”, mas ainda assim os trabalhadores e artistas culturais seguem engajados e articulados para que de fato, esse corte não impacte a execução da PNAB. </p>

<p> </p>

<p>Outro fator essencial é o engajamento da sociedade civil nas articulações para a garantia do direito de políticas culturais estruturantes, além da fiscalização da aplicação dos recursos e na proposição de políticas que atendam às necessidades reais dos territórios. Nos últimos dias, o que tem sido percebido são as articulações promovidas pelos conselhos e fóruns de cultura que desempenham um papel estratégico nas escutas de construção de políticas estruturantes servindo de exemplo a live realizada pelo Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura na última segunda-feira, 24, que contemplou a participação de vários líderes do governo federal, como Márcio Tavares, Secretário Executivo do Minc, Jandira Feghali, Deputada Federal (PCdoB/RJ), Denise da Silva, Deputada Federal (PT-RS) e Presidente da Comissão de Cultura na Câmara, e Randolfe Rodrigues, Senador (AP-PT) a fim de debater e garantir que os valores sejam repassados em sua integralidade, cumprindo assim o que foi estabelecido na criação da Lei.</p>

<p> </p>

<p>Diante disso, o que se vê é ainda, apesar das inúmeras reafirmações da necessidade da cultura como meio de desenvolvimento para além do entretenimento, é o setor que vem sendo mais impactado diante dos ajustes fiscais e orçamentários. </p>

<p> </p>

<p>Hoje a PNAB é o resultado de anos de luta dos artistas e trabalhadores da cultura; anos estes que sempre foram marcados por desigualdades e fragilidades na construção das políticas públicas para o setor, que frequentemente sofrem com descontinuidade devido às mudanças de gestão e oscilações ideológicas de governo. Diante desse cenário, os movimentos culturais, coletivos e agentes da sociedade têm a chance de pressionar o poder público para que assumam compromissos com a continuidade e ampliação da Política Aldir Blanc. A mobilização popular tem a chance de fortalecer o debate que trata a prioridade da cultura no orçamento público, como vetor de desenvolvimento e geração de renda, uma vez que recursos aplicados para execução de produções e atividades culturais possam ampliar o acesso à cultura, movimentar a economia criativa, criar novos postos de trabalho e fortalecer a identidade cultural dos territórios e comunidades.</p>

<p> </p>

<p><strong><em>Nicole Carmo<br />
Jornalista, especialista em mídias sociais e gestora cultural.</em></strong></p>
]]></content>
                                    <category term="Nicole Carmo" />
                        <published>2025-04-07T15:52:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:27+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[As mudanças e o balanço do primeiro ano de execução da política nacional Aldir Blanc]]></title>
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                <name><![CDATA[Colunista]]></name>
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                <![CDATA[Com o retorno e pleno funcionamento do Ministério da Cultura (MinC) em 2023, as políticas públicas culturais passam a ser pauta de extrema importância e relevância em todo o Brasil. Com isso, diante d...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Com o retorno e pleno funcionamento do Ministério da Cultura (MinC) em 2023, as políticas públicas culturais passam a ser pauta de extrema importância e relevância em todo o Brasil. Com isso, diante da viabilização e tratativa do Congresso Nacional que buscava intervenções positivas e atendimento ao apelo do setor cultural, o Governo Federal viu a necessidade de possibilitar aos agentes culturais, políticas de fomento direto mais estruturantes e de médio prazo, pois devido à Pandemia do Covid-19, o setor foi diretamente um dos mais afetados em todo o mundo. </p>

<p> </p>

<p>E então, visando minimizar os impactos sofridos por este segmento em especial, com característica de solução emergencial, é criada a Lei Complementar nº 195/2022, popularmente conhecida como Lei Paulo Gustavo (LPG), nome dado em homenagem ao artista que faleceu devido a complicações resultantes da pandemia do Covid-19.</p>

<p> </p>

<p>Durante a execução da LPG, o segmento Cultural já discutia e lutava por uma estrutura mais robusta ligada ao fomento direto, e que viabilizasse a construção de uma nova política com destinação de recursos de uma forma mais ampliada e menos complicada. Nesse contexto, foi criada a Política Nacional Aldir Blanc - PNAB. </p>

<p> </p>

<p>Instituída pela Lei Federal nº 14.399/2022, a PNAB tem como objetivo fomentar a cultura nacionalmente ao apoiar todos os estados, o Distrito Federal e os municípios brasileiros, durante 5 anos. Com isso, a estes entes federados, a cada ano em parcela única – até 2027 -, será repassado o valor total correspondente a R$3 bilhões.</p>

<p> </p>

<p>Porém, diante de ajustes fiscais realizados pelo Governo Federal em 2024, a PNAB também terá mudanças a serem consideradas. Com sua execução nos estados em 7,21% e municípios em 35,67% dos recursos repassados no último ano , o Governo Federal viu a necessidade da elaboração e publicação de uma Medida Provisória, que marca como ponto crucial a revisão dos repasses aos entes federados para execução da PNAB em 2025. <br />
A Medida Provisória nº 1.274/2024, publicada pelo Poder Executivo do Governo Federal visa a redução de aproximadamente R$ 1,3 bilhão em 2025 , o que causou muita preocupação ao setor quanto a garantia de que essa redução não interfira no montante final de R$ 15 bilhões, destinados à essa Política, até o final de 2027.</p>

<p> </p>

<p>O que também deve ser considerado é que estados e municípios que conseguiram executar todo o processo da PNAB em 2024, desde o recebimento dos recursos até o pagamento aos agentes culturais, possam ser prejudicados com a redução, uma vez que outros entes federados não tenham conseguido cumprir todos os prazos, e assim, não garantindo que fossem realizados os repasses conforme é previsto na Lei que rege esta política.</p>

<p> </p>

<p>O que também acaba indo de encontro a estas mudanças são, de acordo com o  Decreto Federal nº 12.257/2024, as alterações dos prazos de execução da PNAB, prevendo aos entes que receberam esses recursos, tenham até 30 de junho de 2025 para executar os valores.</p>

<p> </p>

<p>Porém, já na cena cultural, a Medida Provisória foi vista inicialmente com “surpresa e profunda preocupação”, segundo a nota publicada  coletivamente pelo Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados e a Rede Nacional de Gestores Municipais de Cultura. Eles alegam que “as alterações propostas pela MP e apresentadas de forma intempestiva, desconsiderando a prática de construção compartilhada com os entes executores, comprometem o planejamento local, instauram instabilidade e dificultam o repasse de recursos aos seus verdadeiros destinatários: os artistas e agentes culturais - aqueles que coordenam ações e projetos de impacto para a sociedade”. </p>

<p> </p>

<p>O que vale, no momento, é acompanhar o desdobramento das alterações publicadas na  Medida Provisória, uma vez que para o Minc entende-se que esta medida “marca o fortalecimento das políticas públicas culturais do Brasil e assegura a preservação integral dos recursos destinados ao setor cultural, eliminando qualquer risco de cortes ou redirecionamento dos valores destinados à cultura, além de permitir que sejam executados em sua totalidade”. </p>

<p> </p>

<p><strong><em>Nicole Carmo<br />
Jornalista, especialista em mídias sociais e gestora cultural.</em></strong></p>
]]></content>
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                        <published>2025-02-19T16:57:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:30+00:00</updated>
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