<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet href="/vendor/feed/atom.xsl" type="text/xsl"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt-BR">
                        <id>https://www.bs9.com.br/coluna/marcia-neves/feed/atom</id>
                                <link href="https://www.bs9.com.br/coluna/marcia-neves/feed/atom" rel="self"></link>
                                <title><![CDATA[BS9 - Márcia Neves]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Márcia Neves do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:24+00:00</updated>
                        <entry>
            <title><![CDATA[Ler para crescer: o poder transformador da leitura e a importância de projetos literários]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/marcia-neves/2025/02/19/ler-para-crescer-o-poder-transformador-da-leitura-e-a-importancia-de-projetos-literarios.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-16ff-719c-8956-a9fb71365449</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Colunista]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ler torna o homem capaz de se relacionar consigo mesmo, consequentemente, com o mundo. É um processo essencial e atemporal, que transcende a decodificação; um ato de reconhecimento, compreensão, tradu...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Ler torna o homem capaz de se relacionar consigo mesmo, consequentemente, com o mundo. É um processo essencial e atemporal, que transcende a decodificação; um ato de reconhecimento, compreensão, tradução, aceitação ou recusa. É como se apaixonar - quanto mais se aproxima da leitura, mais se encanta pelo conhecimento. Para mim, ler é alongar-se para abraçar o mundo. Obviamente, um ato necessário para democratizar o acesso ao conhecimento, enriquecer-se de literatura e promover um senso de identidade.</p>

<p> </p>

<p>Nada melhor que essas figuras de linguagem para defender a leitura como estratégia básica de desenvolvimento pessoal, social, cultural e econômico do país, visto que é recurso de entendimento de todas as áreas do conhecimento.</p>

<p> </p>

<p>Como garantir que um indivíduo se desenvolva enquanto cidadão crítico, como agente muito mais que protagonista, sem a prática de uma leitura ativa e consciente, onde questões sociais e políticas são muitas vezes complexas? </p>

<p> </p>

<p>Pessoas mais letradas tendem a ser mais produtivas e inovadoras, a ter mais controle de suas emoções, a ter mais engajamento com questões sociais e pessoais. São muitos os benefícios socioemocionais proporcionados pela leitura. Segundo Ziraldo (escritor e dramaturgo brasileiro), a gente tem que ler como quem respira. Ou seja, precisa ser um exercício diário e inesgotável.</p>

<p> </p>

<p>Se alguém me pedir uma definição precisa do que é a leitura, farei como Clarice Lispector fez ao entrevistar Chico Buarque em 1968, perguntando-lhe “o que é o amor”, ambos disseram não saber. E nós, certamente, diríamos o mesmo, diante das possibilidades e complexidade de respostas, frente a um assunto/substantivo tão particular, completo e abstrato, quanto a leitura (cada um possui e defende o seu individual, a sua realidade, seus gostos e interesses). É preciso vivê-la, experimentá-la e tomar consciência de sua importância.</p>

<p> </p>

<p>E agora? Como incentivar cada vez mais estudantes a gostarem de ler, diante de tanta ferramenta digital que lhes rouba o tempo e o interesse? Qual o papel da escola diante de um cenário disruptivo na educação?</p>

<p> </p>

<p>A 6ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” (2024), do IPL (Instituto Pró-Livro), aponta que mais da metade dos brasileiros não lê livros; e ainda, que a escola tem deixado, cada vez mais, de ser o lugar onde mais se pratica leitura. (Considera-se leitor a pessoa que leu, ao menos, um livro nos últimos três meses, físico ou virtual). A pesquisa apresenta dados preocupantes e, ao mesmo tempo, reveladores do quanto a internet vem roubando o tempo e os hábitos dos estudantes; o que reforça a necessidade de reorganização de políticas de incentivo à leitura e valorização da mesma, como a predileção de espaços de leitura nas escolas, a exemplo das bibliotecas. </p>

<p> </p>

<p>Em primeiro lugar, incentivar a leitura desde a infância é um investimento para um futuro com alunos leitores. E isso não é tarefa só da escola, mas de toda a sociedade, sobretudo, da família. Mas, é na escola que os estudantes são direcionados a diversas atividades de desenvolvimento cognitivo, muitas vezes sendo o único lugar para isso.</p>

<p> </p>

<p>Em segundo, todo indivíduo carece de repertório para caber no mundo, e mais uma vez a escola se apresenta como primeiro palco para isso, tendo em vista o quão importante é interagir com colegas e professores para a troca, organização e construção de conhecimento.</p>

<p> </p>

<p>Muitas escolas adotam livros como complementação pedagógica (paradidáticos), que oferecem abordagem mais prática, dinâmica e contextualizada dos temas pertencentes à grade curricular. Isso é uma excelente maneira de enriquecer a experiência educacional, visto que são projetos literários que fomentam o debate e a reflexão, permitindo aos alunos explorarem interesses pessoais, resolução de problemas, criticidade e respeito às diferenças, além de aprimorarem o vocabulário, a atuação, a criatividade, a escuta e o envolvimento com tecnologias (construção de e-book, uso de aplicativos, etc.).</p>

<p> </p>

<p>Como professora da área de linguagens, defendo os projetos literários como ferramenta completa de fomento à leitura, de letramento e letramento literário que, quando sob a supervisão dos professores, com planejamentos organizados e cumpridos, proporcionam aos alunos, além de objetivos pedagógicos, liberdade de expressão, da arte e da cultura, e ainda, expansão e gosto pela leitura, levando-os a escolher e indicar novas leituras, o que penso ser essencial para a construção de repertório além dos muros da escola.</p>

<p> </p>

<p>É claro que, diante o exposto, defendo a linguagem literária para a organização, construção e entendimento da vida, do mundo de cada um, tendo em vista as inúmeras possibilidades de construção da linguagem que a mesma permite.     </p>

<p> </p>

<p><strong>14 motivos para ler:</strong></p>

<p>Ler educa e traz conhecimento.</p>

<p>Ler amplia e melhora o vocabulário.</p>

<p>Ler prepara para o futuro.</p>

<p>Ler estimula a criatividade.</p>

<p>Ler impulsiona a formação crítica.</p>

<p>Ler estimula o interesse cada vez mais por leitura.</p>

<p>Ler é um exercício de alma, íntimo, particular.</p>

<p>Ler ensina a pensar e a ouvir (ouvir-se).</p>

<p>Ler favorece a construção de repertório cultural.</p>

<p>Ler dá poder de concentração e reflexão.</p>

<p>Ler oferece ferramentas para discernir.</p>

<p>Ler ensina a restringir, explicar e rechaçar.</p>

<p>Ler capacita para ser e estar no mundo.</p>

<p>Ler forma leitores.</p>

<p> </p>

<p> </p>

<p><strong><em>Márcia Maria Santos Neves é Professora do Colégio Progresso Bilíngue de Santos há mais de 10 anos com formação em Letras (Português e Espanhol) pela Universidade Católica de Santos, pós-graduada em Alfabetização e Letramento e autora dos livros “Grades de liberdade”, “Poesia o lugar encantado das crianças” e “Haicais Bucólicos”, além de participações em muitas antologias e revistas literárias. Colabora para a Revista Internacional The Bard, desde 2024, escrevendo a Coluna Nossa Literatura – virtudes poéticas. </em></strong></p>
]]></content>
                                    <category term="Márcia Neves" />
                        <published>2025-02-19T17:22:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:24+00:00</updated>
        </entry>
    </feed>
