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                                <title><![CDATA[BS9 - Juliana Bechara]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Juliana Bechara do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:39+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[O aumento do ICMS sobre o leite de aveia: retrocesso que afeta o consumidor e a cadeia produtiva]]></title>
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                <name><![CDATA[Colunista]]></name>
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                <![CDATA[A Baixada Santista vêm se destacando como berço de sustentabilidade e inovação no indústria.Porém, decisões que ignoram esse ecossistema ameaçam avanços importantes. A recente elevação da alíquota de...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>A Baixada Santista vêm se destacando como berço de sustentabilidade e inovação no indústria.Porém, decisões que ignoram esse ecossistema ameaçam avanços importantes. A recente elevação da alíquota de ICMS sobre o leite vegetal à base de aveia — de 7% para 18% — pelo Governo do Estado de São Paulo é um desses casos. Trata-se de um retrocesso que afeta o consumidor, a indústria, os agricultores e a arrecadação estadual.</p>

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<p>Até o fim de 2024, vivíamos um cenário virtuoso. A política fiscal aplicada ao setor permitiu crescimento de mais de 20% ao ano, atração de investimentos e geração de empregos. Empresas como Nude, Vida Veg, NotCo e tantas outras consolidavam o estado como um polo nacional de alimentos plant-based. Com a mudança repentina da alíquota, o resultado foi imediato: encarecimento do produto, retração do consumo, risco de demissões e a possibilidade concreta de empresas migrarem para outros estados.</p>

<p> </p>

<p>A incoerência da medida salta aos olhos. Enquanto o leite de vaca, muitas vezes produzido fora de São Paulo, continua beneficiado por isenções, o leite vegetal — feito aqui, com tecnologia e alto valor agregado — é penalizado. Hoje, uma embalagem de leite de aveia pode chegar a custar R$ 20, contra R$ 8 do leite animal premium. Isso elimina a possibilidade de escolha para o consumidor, que passa a comprar não pelo que acredita, mas pelo que o bolso permite.</p>

<p> </p>

<p>Diante desse cenário, toda a cadeia do leite vegetal sofre impacto negativo. Além da indústria, o campo também será afetado. A produção de aveia no Brasil ainda é pequena. A cadeia envolve agricultores familiares, operadores logísticos e fábricas de alta tecnologia. A pressão tributária imposta pelo governo desestrutura toda essa engrenagem, desincentivando também a produção de aveia, que tem enorme potencial agrícola no país.</p>

<p> </p>

<p>Em 2023, com a alíquota reduzida, o setor gerou mais de R$ 13 milhões em ICMS. O recado é claro: menos imposto pode significar mais arrecadação. A lógica do bom senso é que políticas públicas devem estimular cadeias produtivas sustentáveis, não sufocá-las.</p>

<p> </p>

<p>Vale lembrar que estamos falando de um produto alinhado às tendências globais de saúde, sustentabilidade e inclusão alimentar. Leites vegetais são livres de lactose, colesterol, alergênicos comuns e atendem milhões de brasileiros com restrições alimentares.</p>

<p> </p>

<p>O que pedimos, em nome da Associação Base Planta, é diálogo. Entendemos os desafios fiscais enfrentados pelo estado, mas acreditamos que há caminhos viáveis e equilibrados para preservar empregos, fomentar a inovação e garantir o direito de escolha da população. Ainda é tempo de corrigir o rumo e alinhar o discurso à prática.</p>

<p> </p>

<p>São Paulo não pode abrir mão de liderar o futuro da alimentação. Estamos prontos para construir soluções. Basta que o governo também esteja.</p>

<p> </p>

<p><strong><em>Juliana Bechara é representante institucional da Associação Base Planta, que reúne empresas do setor de alimentos plant-based no Brasil.</em></strong></p>
]]></content>
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                        <published>2025-06-06T16:50:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:39+00:00</updated>
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