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                                <title><![CDATA[BS9 - José Virgílio Leal de Figueiredo]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de José Virgílio Leal de Figueiredo do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:11+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[O tempo passa... e que venha mais!]]></title>
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                <name><![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo]]></name>
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                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Algumas coisas marcam nossas vidas, nossa juventude. No meu caso, seria impossível dissociar o meu caráter de momentos tão emblemáticos. E o Santos Futebol Clube, de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe é um deles. <br />
<br />
Digo isso por que sou soteropolitano. Nasci e cresci em Salvador. Hoje posso dizer que tenho orgulho em ser Cidadão Santista, outorga que também define quem sou. Mas lá em Salvador, entre o final dos anos 1950 e toda a década de 1960 foi esse ataque, formado em sua maioria por homens negros (e vale lembrar que a Bahia é o estado com a maior população negra do país), que levou o nome do nosso país ao mundo. Na base do talento, da competência, da raça, da magia. Se somos o que somos no futebol muito é graças a este maravilhoso Santos. <br />
<br />
E também foi sobre este maravilhoso Santos que meu time de coração, o Esporte Clube Bahia, venceu seu primeiro título brasileiro, em 1959. Outro exemplo que levaria comigo: o da superação, de jamais dar o jogo por vencido e acreditar, sempre. <br />
<br />
Nos anos 1950 e 1960 o Brasil crescia, era coqueluche mundial. Não apenas por conta do futebol, mas por Maria Esther Bueno, Éder Jofre, títulos mundiais no basquete, no boxe, a arquitetura de Oscar Niemeyer, a bossa-nova, o cinema novo (liderado pelo conterrâneo Glauber Rocha). Tudo isso ajudou a me definir. <br />
<br />
Ainda no futebol, houve Douglas Franklin, que recebeu destaque ao jogar, com 17 anos, ao lado de Pelé, Edu, etc, no Alvinegro Praiano, mas que viraria ídolo no meu Bahia. Outra lição: As andanças da vida nos levam a caminhos inesperados e que podem nos surpreender. <br />
<br />
E foram essas andanças da vida me levaram a trabalhar com gente que admirava, como Margareth Menezes, o Olodum, a Caco de Telha, produtora de Ivete Sangalo, estar próximo àqueles que seriam padrinhos do trabalho que ainda surgiria em minha vida e seria o mais desafiador e mais importante: o Instituto Arte no Dique, em Santos, o qual teve contribuições importantíssimas de Gilberto Gil e Moraes Moreira. <br />
<br />
Lá se vão vinte anos (que serão completados em 28 de novembro) de muito trabalho, dificuldades, mas principalmente superação, surpresas positivas, descobrir, desbravar e conhecer essa cidade maravilhosa que é Santos, potência cultural e esportiva. Hoje olho para trás e percebo como tudo se encaixa. E só posso ter gratidão. <br />
<br />
E aproveito para convidar a quem nos lê para celebrarmos essas duas décadas de Arte no Dique em 2 de junho, no Teatro Municipal, 19h30, quando haverá show de Armandinho Macedo, Yacóci Simões e Marco Lobo, três grandes artistas e parceiros. A abertura ficará a cargo do Coletivo Querô e haverá exposição de fotos que resumem esses vinte anos intensos. Além de exibições de filmes sobre o instituto, no Museu da Imagem e do Som. Programação proporcionada pela Secretaria Municipal de Cultura, a quem agradecemos. A entrada é gratuita, mas pedimos a gentileza de um quilo de alimento não perecível que será revertido à comunidade do Dique da Vila Gilda. O tempo passa... e que venha mais! Tudo tem valido à pena.</p>
]]></content>
                                    <category term="José Virgílio Leal de Figueiredo" />
                        <published>2022-05-18T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:07+00:00</updated>
        </entry>
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            <title><![CDATA[A educação não é brincadeira]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/jose-virgilio-leal-de-figueiredo/2022/04/17/a-educacao-nao-e-brincadeira.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Recentemente temos acompanhado pela imprensa escândalos referentes ao Ministério da Educação. Na letra da canção “Do Espírito”, da Legião Urbana, Renato Russo cantava que a “Ignorância é vizinha da maldade”. Não é de hoje que assistimos a notícias do tipo. </p>

<p>Um país com tanto potencial tal qual o Brasil merecia mais de seus representantes, muito mais! Mas desde tempos imperiais, do Brasil Colônia, somos vítimas de gente que não quer abrir a mão de privilégios e, para isso, conta com a falta de conhecimento do povo. </p>

<p>A falta de educação, no sentido do aprendizado, da reflexão, e a falta de cultura, são aliados de governantes inescrupulosos que não possuem o senso de pertencimento, do coletivo. Um povo que não questiona, que não debate, que não reivindica, é um povo a mercê de desmandos, de manipulações, que se torna refém de falsos profetas, sejam esses falsos profetas políticos mentirosos, corruptos, hipócritas, bem como líderes religiosos que encontram na fé das pessoas uma maneira de enriquecer. </p>

<p>Todo este sistema contaminado existe no país há séculos. Mas nos últimos anos tem sido levado ao limite em discursos que utilizam das fake news para retirar direitos de trabalhadores, impedir a livre manifestação de artistas, jornalistas, pautas inclusivas, e fazem uso do nome de Deus da maneira mais sórdida que poderia existir. Deus, creiamos nele ou não (e precisamos respeitar quem não acredita), teria vergonha desses falsos profetas, que chegaram, inclusive, ao Ministério da Educação e pretendiam fazer de materiais didáticos braços de suas bíblias intolerantes e preconceituosas. </p>

<p>Assim, mais do que nunca, precisamos agir e escolher qual país pretendemos para o futuro, para nossos filhos, netos. Certamente quero um país cujo estado seja laico, que respeite as diferenças, impeça a disseminação do ódio, das intolerâncias, a perseguição às minorias e que tenha uma educação forte, que respeite nossas tradições, diferentes culturais, ancestralidades, heranças africanas, todo este caldeirão que faz do povo brasileiro um povo querido, mas que tem sido muito mal representado aqui dentro e no exterior por figuras grotescas e mal intencionadas.</p>
]]></content>
                                    <category term="José Virgílio Leal de Figueiredo" />
                        <published>2022-04-17T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:11+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[A que ponto chegamos]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/jose-virgilio-leal-de-figueiredo/2022/03/10/a-que-ponto-chegamos.html" />
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                <name><![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo]]></name>
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                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Em 24 de outubro, antes da partida entre Bahia e Sampaio Corrêa, o ônibus do time baiano foi atingido por bomba perto da Arena Fonte Nova. Jogadores foram atingidos. Natural de Salvador que sou e torcedor ferrenho do Bahia, acompanhei os detalhes da situação e obviamente fiquei chocado. Por mais que tenhamos paixão por um clube, um esporte, fiquemos tristes e até indignados quando o time vai mal, a violência jamais é a resposta. Acontecimentos assim existem há tempos no futebol. Infelizmente. <br />
<br />
Ao mesmo tempo, refleti sobre várias outras situações que têm ocorrido no país e no mundo. A violência está mais presente nos noticiários, em nossas vidas. A sensação de insegurança é latente. Qualquer discussão entre casais, no trânsito, pode acabar em tragédia. Isso não é por acaso. Presenciamos, nos últimos anos, uma flexibilização das armas. Num país de extrema desigualdade e insegurança social coisa boa não poderia acontecer. Feminicídios aumentaram drasticamente. Não bastasse isso, é todo um discurso de ódio perpetrado por quem nos governa, estimulando a divisão, a insensatez, a falta de perspectiva. A fome aumentou. As pessoas mal sabem quando poderão se aposentar. Os direitos trabalhistas têm sido destruídos. Nada disso é coincidência. Mas um pensamento vigente por uma parcela das elites chucras que se vêm representadas pelo atual presidente. <br />
<br />
Na esteira disso, apresentadores de podcasts e comentaristas de rádio sentem-se no direito de defender partidos nazistas e fazem a saudação. Um absurdo! E agora um deputado diz que as mulheres ucranianas são fáceis por que são pobres! Se voltarmos ao tempo, perceberemos que todos, por mais que tenham tentado se desvincular do presidente no período após a pandemia principalmente, votaram nele. E provavelmente em 2022 votariam no dito juiz. Sabe aquele ditado, “diga-me com quem andas que te direi quem és”. Em comum, presidente, o tal juiz, o deputado, o apresentador de podcast e o comentarista de rádio têm em comum a falta de pertencimento, sentem vergonha do Brasil, do povo brasileiro, são machistas, misóginos, repletos de preconceitos. Trazem um atraso para a sociedade, não estão nem aí para o próximo, para a busca por um mundo mais justo. Nos próximos meses a perspectiva não é de melhora. Os conflitos, em virtude das eleições, devem ser acirrados. Precisamos ser conscientes, não nos deixarmos manipular e termos em mente que Brasil desejamos para nós, nossos filhos e netos. Eu desejo um país que abrace a pluralidade do povo, respeite as diferenças, seja inclusivo, tenha um estado capaz de suprir a saúde, a educação, a segurança, incentivar a cultura, a diversidade. Não somos um país de meia dúzia. E você, que país deseja?</p>
]]></content>
                                    <category term="José Virgílio Leal de Figueiredo" />
                        <published>2022-03-10T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:09+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Um ano divisor de águas]]></title>
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                <name><![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”, disse. Ariano Suassuna. </p>

<p>Quem dera ter o poder de precisão de grande e eternizado escritor e professor paraibano. Mas o momento que vivemos e o ano que inicia me levam diretamente à frase que ele cunhou e que tão bem traduz a humanidade. Com tantas atrocidades acontecendo no Brasil e as mortes recentes do congolês Moïse Kabagambe e do brasileiro Durval Teófilo Filho escancaram, mais uma vez, o racismo estrutural enraizado em nosso país. Famílias são devastadas pelo preconceito, pelo ódio. Nos últimos três anos, influenciados por quem deveria guiar e cuidar do povo, pessoas sentiram-se à vontade para expor seus preconceitos e temos um cotidiano de tensão permanente. É a realidade nua e crua que nos impede de ter um otimismo raso e supérfluo. </p>

<p>Ao mesmo tempo, quando vejo os mais jovens, principalmente no dia a dia do Instituto Arte no Dique, onde atuo, percebo uma nova geração empática, capaz de aprender rapidamente e lidar com situações que, na minha época e na mesma faixa etária, não conseguíamos. Uma geração que tende a respeitar as diferenças, se posicionar, agir em prol do outro. São crianças e adolescentes que construirão o futuro da nação. </p>

<p>Assim, não dá para ser uma visão totalmente pessimista do que vem por aí. Até por que a história nos mostra que vivemos de ciclos e 2022 tem tudo para ser um ano divisor de águas. Um ano em que o povo brasileiro poderá optar entre retomar o crescimento, os investimentos em educação, ciência, saúde, segurança (o que não tem nada a ver com armar as pessoas), cultura, no social, na inclusão, recuperar todos os avanços interrompidos abruptamente de 2019 para cá, ou irmos mais fundo no precipício que já estamos. </p>

<p>Eu acredito que os brasileiros escolherão a primeira. Pois chegamos ao ponto que ninguém mais aguenta tanta destruição, tanto desprezo pelo povo, pela ciência, etc. Em 2022 o Instituto Arte no Dique completa 20 anos de atuação. Chegar até aqui, firmes e fortes, mesmo com os altos e baixos do país, e ver essa garotada que cresceu e ganhou o mundo e novos meninos e meninas que todos os anos chegam à instituição em busca de conhecimento e oportunidades, é o que me faz ser um realista esperançoso.</p>
]]></content>
                                    <category term="José Virgílio Leal de Figueiredo" />
                        <published>2022-02-10T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Natal para quem?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/jose-virgilio-leal-de-figueiredo/2021/12/07/natal-para-quem.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O Natal está chegando e com ele vem aquela sensação, para quem celebra a data, de esperança, de mudança, de que dias melhores virão. Famílias ficam reunidas ou não, há troca de presentes, amigos secretos, etc. Ceias, jantares, almoços, festas na empresa. É época boa para o comércio e de compras para quem tem condições de fazê-las. Tudo aquilo que aprendemos, durante décadas, inclusive no cinema e na televisão. <br />
 <br />
Acontece que mal saímos de uma pandemia, que agravou ainda mais as diferenças sociais gigantescas existentes no Brasil. E quem já pouco ou nada tinha, ficou em situação ainda mais difícil. Por isso, neste meu último texto de 2021 no BS9, convido o leitor e a leitora e refletirem comigo sobre que futuro desejamos e que tipo de Natal pretendemos ter. Já que para grande parte da população não haverá motivo de celebração, sequer condições de ter uma ceia, ou de poder pegar um ônibus para visitar algum parente. É preciso que tenhamos esperança, acreditemos num futuro melhor, mas é preciso agir. E talvez, mais do que nunca, este precisa ser o Natal da ação. De lembrarmos realmente do próximo. O Brasil voltou ao mapa da fome. Milhões ficaram sem emprego nos dois últimos anos. Então, tenhamos atitude. Por mais simples que ela seja. Quem crê no Natal, na essência da mensagem, e tem a mínima condição de fazer algo, é o momento. Nós do Arte no Dique desejamos, acima de uma Feliz Natal, que este fim de ano e o início de 2022 seja um período de transformação, de pensarmos juntos um mundo mais justo, de oportunidades e de que todas as pessoas tenham uma vida digna. <br />
 <br />
Feliz Natal para quem o celebra. Um feliz fim de 2021 a todos e um 2022 diferente e melhor para todos nós! <br />
 <br />
Aqui deixo este clássico de Assis Valente para completar a reflexão proposta neste artigo. <br />
 <br />
Boas Festas, de Assis Valente <br />
 <br />
Anoiteceu<br />
O sino gemeu<br />
A gente ficou<br />
Feliz a rezar<br />
 <br />
Papai Noel<br />
Vê se você tem<br />
A felicidade<br />
Pra você me dar<br />
 <br />
Eu pensei que todo mundo<br />
Fosse filho de Papai Noel<br />
Bem assim, felicidade<br />
Eu pensei que fosse uma<br />
brincadeira de papel<br />
 <br />
Já faz tempo que pedi<br />
Mas o meu Papai Noel<br />
não vem<br />
 <br />
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</p>
]]></content>
                                    <category term="José Virgílio Leal de Figueiredo" />
                        <published>2021-12-07T20:20:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[As favelas do Brasil]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/jose-virgilio-leal-de-figueiredo/2021/11/10/as-favelas-do-brasil.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-12e6-705d-9ae7-ea15eabe5d3a</id>
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                <name><![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Na quinta-feira, 4 de novembro, órgãos de imprensa publicarem diversas reportagens sobre o Dia da Favela. Tal data existe não para glorificar a pobreza, mas para servir de alerta e reflexão de que ainda vivemos em um país extremamente desigual. Com poucas pessoas detendo a maior parte da renda, enquanto uma maioria avassaladora mal sabe o dia de amanhã. Em tempos pandêmicos, então, as incertezas só aumentaram. É conseguir o almoço sem saber se haverá janta. Famílias perderam entes queridos, não somente para a covid, mas para a depressão, a falta de perspectivas, a insegurança. <br />
 <br />
O fim do Bolsa Família e a tentativa do atual governo federal de tentar criar um novo tipo de renda só serve para prejudicar ainda mais milhões e milhões de pessoas que têm passado fome, sem emprego, sem o mínimo de dignidade por parte de quem deveria cuidar de seu povo. Pode-se ou não concordar com políticas públicas como o Bolsa Família, entretanto, num país tal qual o Brasil, é sadismo interromper o projeto, numa nítida tentativa de gerar o caos, o desespero e, com o tal do novo auxílio, garantir votos na eleição de 2022. Ou seja, o povo não importa para quem está no poder. O que importa é a manutenção deste poder. <br />
 <br />
Com a chegada do novo ano, é preciso que o debate e a reflexão sejam intensificados. Que pensemos bastante e questionemos os candidatos e façamos escolhas capazes de diminuir o sofrimento da população e pensamos, também, nas futuras gerações. Qual país queremos deixar para os mais jovens? Um país de oportunidades, com um estado capaz de oferecer saúde, educação e segurança de maneira competente, que preserve e trabalhe sua cultura, ou um país que não tem memória, que aumenta as diferenças sociais e deixa seu povo à mercê do caudilho da vez e seu humor do dia?<br />
 <br />
Todas as pessoas têm direito à moradia digna, e nós do Arte no Dique, mesmo com as limitações que temos, buscamos ajudar de alguma maneira no sentido de um Brasil mais justo, de oportunidades, de cidadania, que enxergue, entenda e valorize suas diferenças culturais, regionais, maneiras de pensar.</p>

<p><em>Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em><br />
 </p>
]]></content>
                                    <category term="José Virgílio Leal de Figueiredo" />
                        <published>2021-11-10T19:40:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Precisamos respeitar os idosos!]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/jose-virgilio-leal-de-figueiredo/2021/10/10/precisamos-respeitar-os-idosos.html" />
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                <name><![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Não bastassem todas as notícias aterradoras que recebemos diariamente por conta da pandemia, e das crises nos âmbitos social e econômico, fomos surpreendidos com o escândalo da Prevent Senior, e a maneira como os idosos foram tratados pelo convênio.<br />
 <br />
Em outros países, e talvez o exemplo mais conhecido popularmente seja o Japão, os idosos são tratados como exemplos, pessoas que detêm uma experiência de vida e, por isso mesmo, têm algo a nos passar, ensinar. Não à toa vemos diretores de empresas, conglomerados dos segmentos de tecnologia, geralmente calcados na criatividade e dinamismo dos mais jovens, mas dirigidos por pessoas mais velhas. <br />
 <br />
Aqui no Brasil, infelizmente, não é assim. Dependendo da idade, o profissional é colocado de lado, demitido, ignorado e vira até motivo de chacota entre as gerações posteriores, que o consideram “ultrapassado”. Um exemplo ocorre no futebol, com a onda de técnicos na faixa dos 40 anos, estrangeiros, em detrimento de treinadores que venceram dezenas de títulos, mas que a boa parte da imprensa especializada - e a torcida acaba comprando essa narrativa – entende não ser mais necessários. <br />
 <br />
Talvez uma área que destoe deste pensamento seja a Cultura, já que Caetano e Gil estão aí, firmes e fortes, prestes a completarem 80 anos, e não deixam de ser lembrados por talentos que surjam todos os anos. Entretanto, não podemos nos esquecer de tantos outros casos em que artistas que desenvolveram carreiras brilhantes acabaram esquecidos, relegados à miséria, vivendo em pensões com ajuda de poucos amigos, e mereciam muito mais reconhecimento por parte da crítica e do público. <br />
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É preciso que tenhamos políticas públicas capazes de atender às demandas dos mais idosos: tanto para que tenham aposentadorias decentes (algo que, nessa faixa etária, fica restringido praticamente a políticos e militares), mantenham sua saúde mental, não sejam abandonados por familiares e, mais especificamente, no setor da cultura, tenham algum tipo de assistência e seus trabalhos valorizados. <br />
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Imaginem os idosos que vivem em áreas vulneráveis, então, as imensas dificuldades que enfrentam. Um país que não valoriza sua memória e os legados das gerações anteriores está fadado a ter uma sociedade excludente e que não entende sua identidade.</p>
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                        <published>2021-10-10T19:24:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[A importância das organizações sociais na capacitação profissional]]></title>
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                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Com todas as crises que o país enfrenta, ou deveria enfrentar, e as bolas de neve que são cada uma delas, fome, falta de oportunidades, desemprego, etc, aumentam cada vez mais. O governo federal tem zero preocupação com este contexto. Em áreas vulneráveis os prejuízos em relação às necessidades básicas são muito maiores. A pandemia agravou tudo e aumentou a distância entre quem tem menos e quem tem mais. O pouco que houve de avanços em anos anteriores não apenas deixou de existir como os retrocessos ocorrem em larga escala.<br />
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Tendo em vista tal cenário, o papel das organizações sociais como agentes de fomento intelectual e profissional faz-se essencial para que tenhamos o mínimo de chance para a construção de uma sociedade de oportunidades. <br />
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Este papel pode atuar como condutor na busca por capacitação profissional. Exemplo a ser citado aconteceu no último sábado, quando 35 jovens de baixa renda tiveram sua formatura nos cursos de empreendedorismo realizados pelo Instituto Arte no Dique: tivemos turmas de Panificação, Manicure e Pedicure, e Barista. São jovens que, a partir destes cursos, podem desenvolver suas atividades profissionalmente dentro de sua comunidade ou fora dela. Mas o mais importante do que garantir lugar no mercado de trabalho, é possibilitar a inclusão, o pertencimento, a chance de aprenderem algo e terem contato com pessoas em busca de algo em comum: oportunidades. <br />
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Conseguir realizar e concluir essas primeiras turmas foi uma conquista que celebramos pois nestes dois anos, assim como tantas organizações sociais, enfrentamos muitas dificuldades. Já que, não custa lembrarmos, as áreas em situação vulnerável são sempre as últimas lembradas por políticos (a não ser em época eleitoral). Entretanto, com criatividade e força de vontade, nossa equipe fez parcerias importantes com instituições como SENAC, SEBRAE, que se sensibilizaram e, assim, ajudaram na concepção dos cursos. <br />
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ONGs por todo o país buscam sobreviver em tempos extremamente difíceis e, mesmo diante de tantos problemas, continuam sendo a alternativa para que milhões de pessoas vislumbrem uma luz no fim do túnel. As pessoas muitas vezes só esperam uma oportunidade para tentarem melhorar de vida. E é nossa função ao menos tentar possibilitar que isso aconteça.</p>
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                        <published>2021-09-10T14:28:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[O que está por trás do voto impresso?]]></title>
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                <name><![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo]]></name>
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                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Fiquei feliz quando ganhei minha primeira máquina de escrever. A usei e adorei por muitos anos. Bem como gostava pegar minhas fichas e ir ao telefone público (o famoso orelhão) mais perto de casa, para tentar falar com uma das minhas colegas de escola. Foram bons tempos. Mas eu não trocaria a eficiência do computador e do telefone celular pelas tecnologias mais antigas. Um erro de digitação na máquina de escrever e perdia o papel e precisava recomeçar tudo. Se caísse uma chuva lá estava eu, ilhado no orelhão. Ainda bem que as tecnologias avançam.  <br />
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Abro a coluna desta semana desta maneira para comentar justamente essa sanha do presidente e seus seguidores para que, nas próximas eleições, voltemos no tempo e façamos uso do voto impresso. Ah, o voto impresso. Tempos em que a apuração das urnas era realizada aos gritos, com fiscais públicos e de todos os partidos envolvidos se amontoando uns sobre os outros justamente para ter a certeza de que não aconteceria nenhum tipo de corrupção, ladroagem, roubalheira na soma dos votos. <br />
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Como o mundo evolui, ou ao menos achamos que evolui, vieram as urnas eletrônicas. O sistema brasileiro de apuração é referência internacional. Em algumas horas conseguimos ter a noção de quem venceu a eleição, seja em qual seção eleitoral for. Diferente dos Estados Unidos, que ainda mantêm o sistema impresso e, bem, sabemos como foram a última eleição por lá e todo o tempo que ela levou. <br />
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Bolsonaro sabe que dia a dia perde público e credibilidade. Qualquer pessoa em sã consciência, mesmo quem tenha votado nele achando que a Velha Política seria algo do passado, não o apoia mais. Quem continua o apoiando ou fechou os sentidos à realidade ou não tem caráter mesmo. A quem interessa, então, o voto impresso? Ora, milicianos fariam a festa. Conseguem ligar os pontos? Nestas regiões, caso a apuração seja impressa, a oportunidade de milicianos manipularem e definirem os vencedores, conforme seus interesses, nas urnas dos bairros onde dominam, é bem maior. Recomendo o artigo “Por que o voto impresso será a alegria da milícia”, do Octavio Guedes, o Guedinho, do último 6 de agosto. <br />
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Não bastassem todos os retrocessos na economia, nas relações trabalhistas, na saúde, na cultura, no turismo (sim, viramos país párea e demais nações querem distância do Brasil), o atual (des)governo quer voltar no tempo para defender seus interesses, e não os interesses do país. Ainda bem que, mesmo com todos os problemas que permeiam o congresso nacional, deputados e senadores parecem não querer entrar nessa barca furada. Cabe à população ficar em cima e não se deixar levar, como tem ocorrido, por fake news e cortinas de fumaça diárias.</p>
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                        <published>2021-08-10T18:53:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[A tortura já está aí!]]></title>
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                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Os dias passam e as sensações e sentimentos que sinto são complexos, variados, conflitantes e angustiantes. Há o alívio em poder ter sido vacinado e ver pessoas queridas recebendo suas primeiras ou segundas doses da vacina. Enquanto outras tantas, algumas próximas, faleceram por que não puderam ser vacinadas em tempo. Outras estão internadas pelo mesmo motivo. E muitas choram as perdas de familiares e amigos e/ou enfrentam a incerteza de quando filhos, netos, esposas, esposos, poderão estar protegidos do vírus.</p>

<p>É uma tortura psicológica, diária, que tem abalado a saúde mental de milhões de brasileiras e brasileiros: daqueles que têm boas condições de vida e, principalmente, de quem precisa batalhar a comida da vez. Não são poucas pessoas nesta situação.</p>

<p>Trata-se de estratégia nefasta, egoísta, mesquinha, de quem nos governa em âmbito federal. De pensamento totalitário, intolerante, e ao mesmo tempo tosco, iletrado, que lembra aqueles meninos mimados donos da bola que interrompiam a brincadeira e estragavam o prazer de todas as crianças por que algo não foi como desejava. Percebe-se o desejo em impor comportamentos, situações, vontades que não dialogam com o sistema democrático.</p>

<p>Sem condições de levar adiante as suas sandices e, ao perceber a falta de apoio popular, decidiu vingar-se da população de outra maneira: aproveitou a pandemia, que escancarou suas incompetências, para largar o povo à própria sorte, sem buscar a vacina, ignorando laboratórios, divulgando tratamentos precoces falsos, remédios sem eficácia, sucateando o SUS, paralisando o orçamento da saúde para 2021, e a lista não para.</p>

<p>Lógico que, aqui e ali, quando possível, solta suas bravatas e violência. Principalmente em cima de jornalistas mulheres. Mas na falta de poder torturar fisicamente sem ser preso, criticado, opta por nos legar uma tortura da mente. Mas nem exilio podemos pensar, pois a maioria esmagadora da população sequer tem condições de ir a uma cidade vizinha, quiçá deixar o país. Até por que, graças a ele e seus seguidores, hoje somos um país párea na comunidade internacional.</p>

<p>Está difícil. Mas para não encerrar este artigo de forma melancólica, prefiro lembrar de dois aniversariantes recentes e que marcaram minha vida e são influências do trabalho do Arte no Dique: dois baianos, músicos, compositores, cantores e cancerianos porretas, como costumamos dizer na Bahia.</p>

<p>Mestre Gilberto Gil completou 79 anos no último dia 26. É o padrinho do Arte no Dique, responsável por abrir as portas para a ONG em âmbito nacional, quando ministro da cultura. Passamos diversos momentos juntos nos anos 70, 80.</p>

<p>Raul Seixas faria aniversário em 28 de junho. O conheci na Praia da Pituba, quando jogávamos bola. Vi seu primeiro show. Conversava com sua futura esposa, Edith Wisner.</p>

<p>Ambos também têm em comum o fato de não terem se vergado à Ditadura Militar. Foram perseguidos, presos. Não entrem nessa falácia que Raul teria delatado Paulo Coelho, algo desmentido pelo próprio escritor. Assim como Gil e Raul, não podemos nos curvar e suas canções nos inspiram a seguir em frente.</p>
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                        <published>2021-07-10T14:12:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[O que importa]]></title>
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                <![CDATA[José Virgílio Leal de Figueiredo - Presidente do Instituto Arte no Dique]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Olá, leitores do BS9, é um prazer iniciar este espaço em meio a tante gente boa de ideias. Nesta coluna mensal, procurarei trazer temas que possamos refletir em conjunto, sempre em busca de uma visão de mundo mais justa, diversificada e de cidadania. <br />
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Enquanto o Brasil caminha para a tenebrosa marca de 500 mil mortes na pandemia, há quem prefira ignorar a realidade, ou tentar desviar nossa atenção dela, ao discutir se uma competição de importância visivelmente diminuída nos últimos anos, como a Copa América, deva ou não acontecer no país.<br />
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Tal estratégia é inerente aos caudilhos, aos governantes de perfil antidemocrático e que, para tentar esconder suas incompetências como gestores públicos, jogam o foco da opinião pública para assuntos menores, ou que deveriam ser considerados assim. Basta lembrarmos dos anos de chumbo da Ditadura militar, quando os presidentes-generais utilizavam dos mais baratos clichês como “Brasil: ame-o ou deixe-o” e faziam do futebol uma de suas principais ferramentas de manipulação das massas. <br />
 <br />
Infelizmente, alguns de nossos governantes atuais são herdeiros torpes desse perfil de político ultrapassado. São sujeitos que não conseguem conectar seus neurônios e têm dificuldade em terminar frases simples. Preste atenção em alguns discursos ou entrevistas destes. Quando vizinhos a exemplos de Argentina e Colômbia preferiram pensar em seus povos e recusaram o torneio da Conmebol, eis que o Brasil, país do quase meio milhão de vidas ceifadas não somente pelo vírus, por um plano de governo destrutivo, se oferece para sediá-la. Uma irresponsabilidade sem tamanho, que joga luz sobre, inclusive, o perfil de ídolos que nos vendem, alheios aos acontecimentos do mundo e que preferem suas selfies no Instagram. <br />
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Em âmbito regional, seguimos uma luta para diminuir o sofrimento, principalmente das famílias em condições vulneráveis. No Dique da Vila Gilda, em Santos, onde está a maior favela sobre palafitas do Brasil, com mais de 26 mil pessoas vivendo em extremas dificuldades (essas aumentadas drasticamente durante a pandemia), temos tentado, com o Instituto Arte no Dique, realizar ações que visem contribuir de alguma maneira para que as pessoas tenham alguma dignidade. Além das arrecadações de mantimentos e cestas básicas, desenvolvemos atualmente o projeto de um Núcleo de Atendimento e Promoção da Vida, em parceria com a PUC de São Paulo. O objetivo é cuidar da saúde mental da população. Há famílias de seis, sete e até mais pessoas dividindo pequenos cômodos. O desemprego aumentou drasticamente. Mesmo o SUS, de importância imensurável, não dá conta. É uma luta de formiguinha que fazemos, mas que tem encontrado eco em importantes parceiros, instituições e pessoas que não se deixam levar por delírios e pensam no país como um todo, e não apenas parte de uma bolha. <br />
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Temos muito o que amadurecer enquanto nação. Para isso, precisamos entender o sentimento de pertencimento, de que um país não é feito somente por uma parcela da população que tem acesso aos bens e serviços. Precisamos batalhar pela inclusão, pela educação, saúde, cultura e segurança para todos. E o Arte no Dique seguirá firme e forte neste propósito.</p>
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                        <published>2021-06-10T18:06:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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