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                                <title><![CDATA[BS9 - Felipe Pupo]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Felipe Pupo do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:12+00:00</updated>
                        <entry>
            <title><![CDATA[A arbitragem como espetáculo]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2022/05/26/a-arbitragem-como-espetaculo.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1387-7371-925f-5f878d0b4756</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O árbitro é uma figura emblemática no futebol. Autoridade máxima dentro das quatros linhas, ele tem a nobre competência para apontar as infrações, estabelecer as penalidades e mediar os conflitos naturais dentro do jogo. Talvez, por isso, o assoprador do apito também é chamado de “juiz” de futebol. <br />
<br />
O ex-árbitro e histórico comentarista esportivo Arnaldo Cézar Coelho sempre disse que o bom desempenho deste profissional pode ser avaliado à medida em que ele passa despercebido ao longo dos 90 minutos. Nessa lógica, quando as atenções do jogo se voltam para o juiz, temos um sinal de que as coisas não andam lá muito bem.<br />
<br />
A regra é clara: o homem (ou mulher) do apito deveria ser um mero coadjuvante no espetáculo do futebol. Mas, infelizmente, a arbitragem nacional tem um perfil excessivamente intervencionista e culturalmente midiático. <br />
<br />
Logo, é comum que os assopradores do apito venham a assumir um protagonismo indevido na partida, ofuscando jogadores, técnicos e, até mesmo, a torcida. <br />
<br />
Talvez muitos possam imaginar que o comportamento dos profissionais seja um reflexo da era moderna, pautada pela exposição da imagem nas redes sociais. Longe disso. Em 1981, os brasileiros assistiam futebol com a antiga televisão de tubo, quando o árbitro José Roberto Wright roubou a cena em um duelo da Taça Libertadores entre Flamengo e Atlético-MG, expulsando nada mais, nada menos, do que cinco jogadores do Galo. <br />
<br />
Cerca de quatro décadas depois do episódio, a arbitragem brasileiro continua a repetir os mesmos erros, revelando jogo após jogo o seu amadorismo e despreparo para assumir a tamanha responsabilidade de apitar um jogo da elite do futebol. <br />
<br />
No entanto, o problema vai muito além da competência e da qualidade das pessoas que apitam os jogos das competições nacionais e regionais. De fato, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), milionária e uma das mais poderosas do mundo, tem sido incapaz de promover a habilitação adequada e a reciclagem das equipes de arbitragem, compatível à modernização do esporte como um todo.  <br />
<br />
É sabido que os juízes não conseguem se dedicar apenas ao futebol como um único ramo de atuação. Quase todos eles exercem atividades paralelas, como bancários, servidores públicos, vendedores e outras profissões. Isso sem contar a maratona de jogos e viagens que também afeta o rendimento desses profissionais. Além disso, eles ganham o seu ordenado por jogo, como se fossem free lancers. Inacreditável. Por uma questão lógica,  eles carecem de tempo e de recursos para a qualificação profissional, o que poderia ser suprimido pela entidade máxima do futebol.<br />
<br />
Apesar disso, os apaixonados pelo esporte tinham a esperança de que a tecnologia de vídeo - o nosso consagrado VAR - poderia ser a solução dos nossos problemas. Grande ilusão. O equipamento serviu apenas para potencializar o intervencionismo e ampliar os holofotes aos homens do apito. <br />
<br />
Entre o amadorismo e a incompetência, os operadores do VAR, os assopradores apito e os seus assistentes (bandeirinhas) ganharam os principais holofotes espetáculo, não pela sua atuação magistral, obviamente, mas por roubar a cena com os sucessivos erros absurdos e a atuação vexatória na maioria dos jogos da competição. É lamentável que, rodada após a rodada, a arbitragem tenha uma interferência preponderante no resultado das partidas, sem nenhuma reação da CBF.<br />
<br />
Os erros acontecem para todos os lados, porém, inegavelmente, o Santos FC tem sido um dos mais prejudicados. Os pontos sonegados ao clube podem custar uma vaga na Libertadores ou, ainda, de forma dramática, empurrar o time na luta contra o rebaixamento. Pode isso, Arnaldo? A diretoria do Peixe precisa reagir nos bastidores enquanto há tempo!</p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2022-05-26T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:07+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Espanholização do futebol brasileiro]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2022/04/26/espanholizacao-do-futebol-brasileiro.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1458-72a4-bdc4-a5d1eb3d5223</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG estão, inegavelmente, em outro patamar no futebol brasileiro. Desde 2019, as três potências nacionais consolidaram a sua hegemonia enfileirando títulos da Taça Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.<br />
<br />
Com grandes investimentos, a tríade de milionários parece não abrir espaço na primeira classe do futebol para os seus oponentes, com a exceção, talvez, do “intruso” Athletico Paranaense, vencedor recente da Copa do Brasil, em 2019, e da Copa Sul-Americana, em 2018 e 2021. <br />
<br />
Mesmo assim, nada sugere que a situação possa sofrer algum tipo de mudança no curto prazo. O cenário atual é semelhante ao que ocorre há décadas na Espanha, com o pleno domínio de Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid, muito embora, nesta temporada, o Villarreal tenha surpreendido com a excelente campanha na Champions League. É o caso, porém, da exceção que confirma a regra.<br />
<br />
No plano doméstico, Flamengo, Verdão e Galo encontram-se em uma condição técnica muito superior aos demais adversários. Um exemplo disso foi a decisão do Campeonato Paulista, em que o Palmeiras conseguiu triunfar sobre o arquirrival São Paulo, com um elástico placar de 4 a 0, sem maiores dificuldades. <br />
<br />
Se fosse uma maratona, as três potências ostentariam a presença no primeiro pelotão, com uma enorme distância aos seus concorrentes. Nessa linha de raciocínio, é razoável conjecturar que os times pertencentes ao segundo e terceiro pelotões (como Santos, São Paulo e Corinthians) não detém uma capacidade técnica de competir em condições de igualdade contra as superpotências e podem brigar, no máximo, por títulos em competições paralelas, como a Copa Sul-Americana e os estaduais.<br />
<br />
Em mais de duas décadas acompanhando o futebol, eu admito que nunca vi algo semelhante em nosso país. Comecei a entender melhor o esporte no final da década de 1990, marcado pela fase gloriosa do Corinthians. Porém, mesmo naqueles tempos, os rivais conseguiam competir em um nível técnico semelhante, e, não por acaso, o Palmeiras (mesmo com times inferiores) conseguiu eliminar o rival duas vezes na Taça Libertadores.<br />
<br />
Ao longo dos anos 2000, nas duas primeiras décadas, testemunhei momentos brilhantes de Santos, São Paulo, Cruzeiro, Flamengo e Corinthians. No entanto, mesmo em desvantagem, os rivais conseguiam manter um nível razoável de competitividade e, frequentemente, surpreendiam os seus oponentes que estavam na crista da onda. <br />
<br />
Portanto, nada se compara ao que temos hoje, isto é, três grandes equipes em um patamar absurdamente superior aos demais. O processo de espanholização é péssimo para o futebol brasileiro como um todo e, de certo modo, reflete o fracasso dos dirigentes esportivos na gestão dos clubes tradicionais do país.<br />
<br />
Não é necessário fazer um enorme esforço para se lembrar que, nos anos 2000, o São Paulo foi uma referência em modernização e organização esportiva, mas atualmente sofre com os péssimos trabalhos dos últimos presidentes.<br />
<br />
E o que dizer, então, do Santos FC? O time que revelou Neymar, Ganso, Rodrygo e Gabriel Barbosa, entre tantas revelações, e recentemente esteve à beira da falência com as dívidas e o desastre administrativo das gestões anteriores.<br />
<br />
Por sorte, o Peixe passou a ser administrado por pessoas sérias e competentes que trabalham efetivamente para sanear as contas do clube, ainda que se possa discutir eventuais equívocos na gestão do futebol. De todo modo, há uma luz de esperança que surge no fim do túnel com a recuperação fiscal do clube.<br />
<br />
Nesse sentido, apenas será possível reverter o processo de espanholização quando os demais times demonstrarem a coragem para apoiar administradores responsáveis que venham a sanear as contas e recuperar a capacidade de investimento no mercado da bola.<br />
<br />
A transformação do modelo tradicional de gestão do clube para o chamado clube-empresa (também conhecido como SAF) pode ser um caminho de mudança, desde que os novos investidores estejam comprometidos com a modernização administrativa de cada instituição.<br />
<br />
Não existem soluções mágicas e imediatas. A jornada é árdua, mas é necessário trilhar um caminho de mudança. </p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2022-04-26T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:12+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[O que esperar do Santos FC no Campeonato Brasileiro]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2022/03/26/o-que-esperar-do-santos-fc-no-campeonato-brasileiro.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-13e4-7125-adec-9c5c1af99151</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Eliminado do Campeonato Paulista de forma vexatória, e ainda lutando até o fim contra o rebaixamento, o Santos FC terá agora a difícil missão de garantir a sua permanência na série A do Campeonato Brasileiro. O Peixe tem um elenco limitado, repleto de jovens promessas (ainda em formação) e muitos jogadores experientes de baixo nível técnico. </p>

<p>Após o fatídico jogo contra o Água Santa, que selou a despedida do Peixe no estadual, os torcedores foram surpreendidos com declarações do goleiro João Paulo e do gerente de futebol Edu Dracena solicitando reforços à diretoria santista. No entanto, os gestores alegam, costumeiramente, que o Santos não tem condições financeiras para arcar com grandes contratações. </p>

<p>Mesmo assim, com a pressão dentro e fora da Vila Belmiro, os dirigentes não tiveram outra alternativa senão buscar soluções mais “baratas” no mercado da bola, porém sem obter grande sucesso nos últimos dias. </p>

<p>Até o fechamento da coluna, o único nome dado como certo foi o de Wiliam Maranhão, volante do Bahia, com passagens discretas pelo Atlético Goianiense e o Vasco. Em que pesem as previsões mais otimistas, entendo que o atleta pode até servir para a composição do elenco, mas está distante do nível técnico necessário para qualificar o meio de campo do Alvinegro na sequência da temporada. </p>

<p>Nesse sentido, a torcida está correta ao cobrar uma posição mais assertiva do presidente Andres Rueda e do Conselho Gestor no que tange ao planejamento do futebol, tendo em vista as constantes ameaças de rebaixamento rondando a Vila Belmiro. De forma dramática, o clube escapou da queda para a segunda divisão em dois campeonatos paulistas e no Brasileirão de 2021. Até quando, a diretoria vai permitir que o “fantasma” continue batendo a sua porta? </p>

<p>Eu insisto que o presidente Rueda faz um trabalho exemplar na administração e na reconstrução financeira do clube, essencial para que o Peixe possa, em um futuro próximo, retomar o seu caminho de conquistas. Mas, a despeito das dívidas, é inaceitável que o Santos seja incapaz de montar equipes minimamente competitivas para disputar os campeonatos com dignidade e evitar o sofrimento e o risco de descenso. </p>

<p>A política de austeridade serviu para sanear as contas do clube, embora ainda tenha uma dívida exorbitante e pouca margem para investimento. De toda a maneira, o Santos evoluiu significativamente e retomou a sua credibilidade na praça. Então, agora é o momento de olhar também para o futebol, buscando soluções criativas e viáveis financeiramente para reforçar a equipe. A contratação (de bons jogadores) é uma decisão necessária e urgente. </p>

<p>Treinador<br />
Mesmo com um caminhão de problemas, a esperança do torcedor santista está no trabalho do bom técnico Fabian Bustos. Em poucos jogos, ele conseguiu imprimir uma evolução no setor ofensivo e na consciência tática de muitos atletas. </p>

<p>Com honestidade ao amigo leitor, confesso que não encarei, inicialmente, com entusiasmo a contratação do ex-comandante do Barcelona de Guayaquil, pois imaginava que ele teria as mesmas dificuldades do outro treinador argentino Ariel Holan, marcado pela passagem precoce e o trabalho infrutífero no Santos.</p>

<p>Por isso, sem compromisso com o erro, faço questão de registrar a minha grata surpresa com a atuação de Bustos nos primeiros jogos à frente do Peixe. Que ele possa ter os reforços necessárias para elevar o nível de competitividade da equipe no Brasileirão, além da Copa do Brasil e da Sul-Americana. </p>

<p>Diante dos fatos elencados acima, penso que hoje o Alvinegro luta apenas para garantir a sua permanência na divisão de elite do futebol nacional, um orgulho que nem todos podem ter. Por outro lado, se a diretoria contratar jogadores de qualidade – e ainda há tempo –, o Peixe pode, sim, especular uma vaga na próxima Taça Libertadores. A bola está com o presidente Rueda. </p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2022-03-26T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:09+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Santos FC: ano novo, velhos problemas]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2022/02/26/santos-fc-ano-novo-velhos-problemas.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1331-72b5-ba4d-732213dcc5d1</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O Santos FC ensaia a repetição do mesmo roteiro da temporada de 2021, uma das piores de toda a sua história. Com um desempenho sofrível nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, a diretoria do Peixe demitiu o técnico Fábio Carille e buscou uma solução rápida no futebol sul-americano, com a contratação do treinador Fabián Bustos, que comandava o Barcelona de Guayaquil (Equador).</p>

<p>A mudança no comando técnico não é nenhuma novidade na gestão do presidente Andres Rueda. Em pouco mais de um ano de trabalho, a diretoria já escolheu quatro treinadores: Ariel Holan, Fernando Diniz, Carille e Bustos. </p>

<p>Cada comandante apresentou uma metodologia de trabalho diferente, comprometendo a evolução técnica e tática da equipe, com a sequência interminável de começos e recomeços no planejamento de futebol. </p>

<p>A imprensa regional informou que o ex-treinador Carille teve uma série de divergências com o gerente de futebol Edu Dracena, motivo que teria resultado em uma crise interna e afetado a preparação da equipe para o início da temporada. </p>

<p>Agora, o Santos faz uma aposta de alto risco com um técnico que tem ainda um currículo modesto para os padrões sul-americanos. Em que pese a boa campanha do Barcelona na última Taça Libertadores, eliminando o próprio Santos na primeira fase e chegando a semifinal, quando perdeu para o Flamengo, o time equatoriano teve altos e baixos no campeonato nacional. </p>

<p>Por isso, o futuro do novo treinador é uma incógnita: Como será a adaptação? Será que ele conseguirá implantar o seu modelo de futebol? A torcida terá paciência nesse período de transição? São questões que merecem ser analisadas com cautela pelo QG do Alvinegro Praiano.   </p>

<p>Mas o problema não está apenas no banco de reservas. O Santos tem um time limitado, com jogadores promissores da base que ainda estão em fase de maturação e atletas experientes com um nível técnico muito abaixo do necessário para vestir a camisa do Peixe. </p>

<p>Apesar das dificuldades financeiras, a diretoria necessita buscar reforços no mercado, com urgência, para que o Alvinegro forme um elenco minimamente competitivo e não sofra a situação desesperadora da temporada anterior, quando lutou até o fim para escapar da série B. Atualmente, o time apresenta carências em diversos setores do campo, especialmente, no meio campo e nas laterais, o que expõe a sua fragilidade em jogos contra adversários limitados do Paulistão. É um cenário preocupante e desolador. </p>

<p><br />
A diretoria, que teve reconhecidos méritos no trabalho de reconstrução financeira e administrativa do clube, tem falhado no planejamento do futebol. O Peixe não pode continuar flertando com o perigo de rebaixamento nas competições em que disputa. É hora de reagir. </p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2022-02-26T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:05+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Mundial, interclubes ou torneio de verão]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2022/01/26/mundial-interclubes-ou-torneio-de-verao.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1313-7226-ad0a-98947a03a411</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Com a proximidade do Campeonato Mundial de Clubes, começam a pipocar nas redes sociais as discussões sobre a relevância das competições internacionais disputadas – e vencidas – pelos times brasileiros. <br />
 <br />
A edição de 2021 (transferida para 2022) acontecerá em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, dos dias 3 a 12 de fevereiro, com a participação de sete equipes, incluindo o Palmeiras (atual campeão da Taça Libertadores) e o Chelsea (vencedor da Champions League).<br />
 <br />
No plano doméstico, os torcedores rivais protagonizam debates acalorados, com toques de humor e provocação, questionando o feito de seus oponentes. Os julgamentos dependem, é claro, dos critérios e das paixões clubísticas de cada pessoa. <br />
 <br />
Afinal, qual torneio merece o status de mundial? A Taça Rio de 1951, vencida pelo Palmeiras, pode ostentar esse privilégio? E o mundial de Clubes conquistado pelo Corinthians em 2000? E o que dizer, então, da antiga Taça Toyota, com os triunfos de São Paulo, Grêmio e Flamengo?<br />
 <br />
Antes de analisar o mérito desse debate, é importante frisar que as competições citadas acima já receberam a chancela da Fifa, e os clubes foram reconhecidos como campeões mundiais. <br />
 <br />
Apesar disso, a entidade máxima do futebol foi certamente, ainda que de forma indireta e não intencional, a maior ‘causadora de intrigas’ na polêmica do mundial. Embora as competições internacionais sejam disputadas há mais de 70 anos, a Fifa só assumiu a organização dos Mundiais no ano de 2000 e, de forma ininterrupta, a partir de 2005 (edição que sagrou o tricampeonato do São Paulo). <br />
 <br />
Inicialmente, a entidade só chancelou as competições que ela, mesma, havia organizado, num ato de soberba que desprezou momentos marcantes da história do futebol. <br />
 <br />
Com a pressão dos dirigentes, especialmente na América do Sul, a Fifa mudou a sua posição e estampou o ‘selo’ de mundial nos torneios mundiais de 1961 até 2004. Há alguns anos, a entidade também chancelou a Taça Rio de 1951, mas inexplicavelmente não oficializou a edição de 1952, conquistada pelo Fluminense sobre o Corinthians. <br />
 <br />
Como não poderia ser diferente, a ‘corrida’ pela mundial fomentou os debates e provocações entre os torcedores brasileiros sobre os títulos homologados pela instituição. O título de 2000 foi chamado pelos rivais do Corinthians como “torneio de verão”, enquanto os alvinegros diminuíam o triunfo dos seus oponentes, afirmando que os outros torneios intercontinentais não eram ‘mundial’. A Taça Rio também foi alvo de muitas críticas, a ponto de ser comparada, pejorativamente, à cachaça tradicional brasileira.  <br />
 <br />
Dito isto, vamos entrar na seara deste debate. Do ponto de vista histórico, todos os Mundiais, desde 1951, contribuíram efetivamente para elevar a imagem do futebol brasileiro no cenário internacional. <br />
 <br />
A Taça Rio, por exemplo, serviu para resgatar o brio e a autoestima de muitos torcedores, ainda não totalmente recuperados do revés na Copa do Mundo de 1950, marcada pela derrota brasileira na final para o Uruguai em pleno Maracanã (episódio conhecido como Maracanazo). <br />
 <br />
Já na década de 1960, o mundo se encantou com a ascensão do Santos na era Pelé, o maior espetáculo já registrado na história do futebol. E nessa linha, seguem as conquistas do Flamengo (1981), Grêmio (1983), São Paulo (1992, 1993 e 2005), Corinthians (2000 e 2012) e Internacional (2006).  Todos os títulos, com as suas particularidades, guardam um valor desportivo e histórico incomensurável. <br />
 <br />
No entanto, eu entendo que todas as competições deveriam ser classificadas como torneio intercontinental de clubes. De fato, a meu ver, nunca houve um campeonato mundial de fato, nem mesmo nas versões mais recentes organizadas pela Fifa. <br />
 <br />
Defendo ainda que o mundial deveria ser uma espécie de Copa do Mundo de clubes, com fases classificatória e eliminatória, tendo mais de um representante por continente. Aí, sim, teríamos um legítimo campeão do planeta. No formato atual, sul-americanos e europeus disputam, no máximo, dois jogos, muito aquém do esperado para a glória eterna universal. <br />
 <br />
Além disso, nas últimas duas décadas (pelo menos), os times europeus passaram a encarar a competição de forma protocolar, sem grande entusiasmo, sobretudo pela diferença de nível técnico com os seus adversários. No Velho Continente, o mundial é a Champions League.<br />
 <br />
Apesar dessas considerações, o debate está longe de qualquer tipo de consenso entre os amantes do futebol. E viva a zueira saudável das redes sociais!</p>

<p><em>*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2022-01-26T13:56:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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            <entry>
            <title><![CDATA[Economês no papo de boteco]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2021/12/26/economes-no-papo-de-boteco.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-12ed-73c8-9379-6e4004543c20</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>No dia em que o Ronaldo Fenômeno anunciou a compra do Cruzeiro – uma operação inédita entre os chamados times da elite do futebol brasileiro -, participei de um encontro com velhos amigos para a tradicional resenha de final de ano. Entre brincadeiras, relatos triviais e algo mais sério sobre política, um amigo corintiano colocou a notícia mais quente do dia no centro dos debates:<br />
 <br />
-Você viu o Cruzeiro? O Ronaldo é um cara que tem faro para os negócios. Vai levantar o time e ainda conseguir uma boa grana.<br />
 <br />
O palmeirense, mais conservador, retrucou com um ar de pessimista:<br />
 <br />
-Tenho minhas dúvidas. Você já viu a dívida do Cruzeiro? Mais de 900 milhões de reais...<br />
 <br />
-Sério? Pô, então, devia ter investido os 400 milhões [valor estimado para a compra do clube mineiro] no meu Timão que está na Libertadores, brincou o fiel torcedor alvinegro.<br />
 <br />
Foi então que emendei:<br />
 <br />
-Vocês falam do Cruzeiro, mas e o todo poderoso Atlético-MG, que tem uma dívida de mais de 1 bilhão? Lá são quatro conselheiros que bancam tudo.<br />
 <br />
-Verdade. Por isso, estou confiante no trabalho da ‘tia’ Leila [Pereira, presidente do Palmeiras], aqui a gente tem gestão séria, profissional. Já o Corinthians..., provocou o palmeirense.<br />
 <br />
-Calma, calma. O Coringão vai ganhar muitas taças e pagar as suas contas. Esqueeece [sic].<br />
 <br />
E, nesse tom leve e provocativo, a prosa se estendeu por um longo tempo, com mais ênfase na administração e no poder financeiro dos times, deixando um pouco de lado aquelas velhas discussões típicas da mesa do boteco, como rivalidade, freguesia, número de conquistas, rebaixamento...<br />
 <br />
Num certo momento, eu me dei conta de que o futebol não mudou apenas dentro das quatro linhas, mas também na mentalidade do torcedor. Lá pela década de 1990, quando comecei a assistir as partidas e entender a modalidade, pouquíssimas pessoas se importavam com a administração de seus times do coração.<br />
 <br />
Os dirigentes eram mais conhecidos como cartolas (uma expressão pejorativa), quase sempre figuras folclóricas, que ganhavam as manchetes com as suas frases polêmicas e gestos excêntricos, como, por exemplo, o lendário presidente vascaíno Eurico Miranda.<br />
 <br />
A velha cartolagem, porém, foi incapaz de manter uma gestão equilibrada nos gigantes do futebol brasileiro, sendo que muitos deles se afundaram em dívidas e amargaram diversas situações de rebaixamento. O caso mais dramático foi o do Fluminense, que chegou a cair para a série C do Brasileirão, em 1998.<br />
 <br />
Mais recentemente, o Cruzeiro está pagando um alto preço pelas péssimas gestões e o descontrole financeiro. Rebaixado para a série B em 2019, o time mineiro se afundou em dividas [quase impagáveis] e passou um enorme sufoco, nos últimos dois anos, para escapar de um novo descenso para a série C. E, no jargão do futebol, surgiu o termo “cruzeirar”, uma espécie de modus operandi da falência, para os clubes que gastam além da conta. Veja que o Ronaldo Fenômeno não terá vida fácil...<br />
 <br />
Nesse contexto, o torcedor passou a ficar mais atento com a administração e o planejamento dos homens engravatados que ocupam a presidência das instituições. Em Santos, por exemplo, a imprensa local, os portais independentes e influencers realizam um trabalho sério e competente sobre os atos e decisões do Comitê de Gestão do Alvinegro Praiano, sempre provocando repercussão e engajamento entre os torcedores.  <br />
 <br />
Talvez é o fim de linha para a velha cartolagem. Agora quem dá a bola é a gestão moderna, empreendedora e eficiente no futebol S/A.<br />
 <br />
***<br />
A coluna deseja a todos os leitores boas festas e um excelente ano de 2022, repleto de paz, alegria e prosperidade.<br />
 <br />
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2021-12-26T20:59:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[A força do torcedor santista]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2021/11/26/a-forca-do-torcedor-santista.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-12c8-7136-ae2d-2fe201ea6174</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Talvez nem o mais pessimista dos torcedores do Santos FC poderia imaginar que o clube passaria por momentos tão dramáticos e desesperadores ao longo da temporada. Desde o dia 30 de janeiro, quando o Peixe perdeu a final da Libertadores no apagar das luzes para o seu rival Palmeiras, até os dias atuais, com a luta feroz pela permanência na série A do Campeonato Brasileiro, o apaixonado pelo Alvinegro Praiano não teve um só dia de paz.<br />
 <br />
E, ao longo desta fatídica jornada, o Peixe sofreu revesses –e, às vezes, até humilhantes – com a disputa contra o rebaixamento no Campeonato Paulista e as eliminações nas copas Libertadores, do Brasil e Sul-Americana.<br />
 <br />
Agora, no Campeonato Brasileiro, o drama segue rodada a rodada pela manutenção do time na divisão de elite, evitando o que seria maior desastre na história gloriosa do Alvinegro.<br />
 <br />
Apesar de todos os sofrimentos e frustrações, o torcedor santista tem o sido o grande protagonista do clube na temporada. Mesmo diante de um cenário adverso e pouco promissor, o apaixonado pelo Santos não deixou em nenhum momento de apoiar e acreditar na superação de sua equipe, com demonstrações de amor, entrega e devoção ao time.<br />
 <br />
Trata-se de um sentimento genuíno, incondicional e inexplicável, muito além da razão, de tal modo que só pode ser compreendido por aqueles que verdadeiramente conhecem e amam o clube da Vila Belmiro.<br />
 <br />
Mais recentemente, com a volta do público ao estádio, os alvinegros se mobilizaram para apoiar o time com toda a sua alma e paixão, transferindo uma energia positiva aos jogadores, o que foi essencial na reação do time para se afastar do Z4. A força das arquibancadas empurrou o elenco – com enormes limitações técnicas - e fez a diferença nos duelos contra o Fluminense, Bragantino e Chapecoense.<br />
 <br />
Sem euforia, a luta do Santos ainda é muito longa, mas o time apresenta grandes possibilidades de consolidar a sua permanência na série A, a elite do futebol, o lugar que está à altura da sua grandeza, história e tradição. É o mínimo que a sua torcida merece!<br />
 <br />
Gestão do Santos<br />
O resultado final do campeonato servirá de alívio ao torcedor, mas não salvará a lembrança de uma temporada terrível e dramática em que o Peixe flertou em vários momentos com o abismo. É sempre necessário destacar que o Santos está pagando por erros administrativos das últimas gestões que quase levaram o clube à falência.<br />
 <br />
Nesse sentido, reconheço os méritos da atual gestão em razão do saneamento das contas do clube e a busca permanente do equilíbrio financeiro. No entanto, os administradores tiveram como ponto negativo a sucessão de erros na gestão do futebol, especialmente na formação do elenco. Com um time limitado, o Santos tem pouquíssimas condições de competir contra os adversários mais fortes e os rivais diretos no Estado de São Paulo.<br />
 <br />
Para a próxima temporada, será necessário repensar o trabalho e buscar um planejamento mais qualificado. Mas esse assunto será tema da próxima coluna, na qual esperamos celebrar a permanência do Santos na série A.<br />
 <br />
Até lá, o apoio do torcedor é a nossa maior esperança! Reage, Santos.<br />
 <br />
Talvez nem o mais pessimista dos torcedores do Santos FC poderia imaginar que o clube passaria por momentos tão dramáticos e desesperadores ao longo da temporada. Desde o dia 30 de janeiro, quando o Peixe perdeu a final da Libertadores no apagar das luzes para o seu rival Palmeiras, até os dias atuais, com a luta feroz pela permanência na série A do Campeonato Brasileiro, o apaixonado pelo Alvinegro Praiano não teve um só dia de paz.<br />
 <br />
E, ao longo desta fatídica jornada, o Peixe sofreu revesses –e, às vezes, até humilhantes – com a disputa contra o rebaixamento no Campeonato Paulista e as eliminações nas copas Libertadores, do Brasil e Sul-Americana.<br />
 <br />
Agora, no Campeonato Brasileiro, o drama segue rodada a rodada pela manutenção do time na divisão de elite, evitando o que seria maior desastre na história gloriosa do Alvinegro.<br />
 <br />
Apesar de todos os sofrimentos e frustrações, o torcedor santista tem o sido o grande protagonista do clube na temporada. Mesmo diante de um cenário adverso e pouco promissor, o apaixonado pelo Santos não deixou em nenhum momento de apoiar e acreditar na superação de sua equipe, com demonstrações de amor, entrega e devoção ao time.<br />
 <br />
Trata-se de um sentimento genuíno, incondicional e inexplicável, muito além da razão, de tal modo que só pode ser compreendido por aqueles que verdadeiramente conhecem e amam o clube da Vila Belmiro.<br />
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Mais recentemente, com a volta do público ao estádio, os alvinegros se mobilizaram para apoiar o time com toda a sua alma e paixão, transferindo uma energia positiva aos jogadores, o que foi essencial na reação do time para se afastar do Z4. A força das arquibancadas empurrou o elenco – com enormes limitações técnicas - e fez a diferença nos duelos contra o Fluminense, Bragantino e Chapecoense.<br />
 <br />
Sem euforia, a luta do Santos ainda é muito longa, mas o time apresenta grandes possibilidades de consolidar a sua permanência na série A, a elite do futebol, o lugar que está à altura da sua grandeza, história e tradição. É o mínimo que a sua torcida merece!<br />
 <br />
Gestão do Santos<br />
O resultado final do campeonato servirá de alívio ao torcedor, mas não salvará a lembrança de uma temporada terrível e dramática em que o Peixe flertou em vários momentos com o abismo. É sempre necessário destacar que o Santos está pagando por erros administrativos das últimas gestões que quase levaram o clube à falência.<br />
 <br />
Nesse sentido, reconheço os méritos da atual gestão em razão do saneamento das contas do clube e a busca permanente do equilíbrio financeiro. No entanto, os administradores tiveram como ponto negativo a sucessão de erros na gestão do futebol, especialmente na formação do elenco. Com um time limitado, o Santos tem pouquíssimas condições de competir contra os adversários mais fortes e os rivais diretos no Estado de São Paulo.<br />
 <br />
Para a próxima temporada, será necessário repensar o trabalho e buscar um planejamento mais qualificado. Mas esse assunto será tema da próxima coluna, na qual esperamos celebrar a permanência do Santos na série A.<br />
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Até lá, o apoio do torcedor é a nossa maior esperança! Reage, Santos.<br />
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Talvez nem o mais pessimista dos torcedores do Santos FC poderia imaginar que o clube passaria por momentos tão dramáticos e desesperadores ao longo da temporada. Desde o dia 30 de janeiro, quando o Peixe perdeu a final da Libertadores no apagar das luzes para o seu rival Palmeiras, até os dias atuais, com a luta feroz pela permanência na série A do Campeonato Brasileiro, o apaixonado pelo Alvinegro Praiano não teve um só dia de paz.<br />
 <br />
E, ao longo desta fatídica jornada, o Peixe sofreu revesses –e, às vezes, até humilhantes – com a disputa contra o rebaixamento no Campeonato Paulista e as eliminações nas copas Libertadores, do Brasil e Sul-Americana.<br />
 <br />
Agora, no Campeonato Brasileiro, o drama segue rodada a rodada pela manutenção do time na divisão de elite, evitando o que seria maior desastre na história gloriosa do Alvinegro.<br />
 <br />
Apesar de todos os sofrimentos e frustrações, o torcedor santista tem o sido o grande protagonista do clube na temporada. Mesmo diante de um cenário adverso e pouco promissor, o apaixonado pelo Santos não deixou em nenhum momento de apoiar e acreditar na superação de sua equipe, com demonstrações de amor, entrega e devoção ao time.<br />
 <br />
Trata-se de um sentimento genuíno, incondicional e inexplicável, muito além da razão, de tal modo que só pode ser compreendido por aqueles que verdadeiramente conhecem e amam o clube da Vila Belmiro.<br />
 <br />
Mais recentemente, com a volta do público ao estádio, os alvinegros se mobilizaram para apoiar o time com toda a sua alma e paixão, transferindo uma energia positiva aos jogadores, o que foi essencial na reação do time para se afastar do Z4. A força das arquibancadas empurrou o elenco – com enormes limitações técnicas - e fez a diferença nos duelos contra o Fluminense, Bragantino e Chapecoense.<br />
 <br />
Sem euforia, a luta do Santos ainda é muito longa, mas o time apresenta grandes possibilidades de consolidar a sua permanência na série A, a elite do futebol, o lugar que está à altura da sua grandeza, história e tradição. É o mínimo que a sua torcida merece!<br />
 <br />
Gestão do Santos<br />
O resultado final do campeonato servirá de alívio ao torcedor, mas não salvará a lembrança de uma temporada terrível e dramática em que o Peixe flertou em vários momentos com o abismo. É sempre necessário destacar que o Santos está pagando por erros administrativos das últimas gestões que quase levaram o clube à falência.<br />
 <br />
Nesse sentido, reconheço os méritos da atual gestão em razão do saneamento das contas do clube e a busca permanente do equilíbrio financeiro. No entanto, os administradores tiveram como ponto negativo a sucessão de erros na gestão do futebol, especialmente na formação do elenco. Com um time limitado, o Santos tem pouquíssimas condições de competir contra os adversários mais fortes e os rivais diretos no Estado de São Paulo.<br />
 <br />
Para a próxima temporada, será necessário repensar o trabalho e buscar um planejamento mais qualificado. Mas esse assunto será tema da próxima coluna, na qual esperamos celebrar a permanência do Santos na série A.<br />
 <br />
Até lá, o apoio do torcedor é a nossa maior esperança! Reage, Santos.<br />
 <br />
<em>Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2021-11-26T19:10:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Por que o VAR é tão ruim no Brasil?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2021/10/26/por-que-o-var-e-tao-ruim-no-brasil.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Nas aulas de História, aprendemos sobre o ludismo, um movimento da classe trabalhadora inglesa contra as injustiças da Revolução Industrial. Como forma de protesto, os operários quebravam as máquinas para expor a sua insatisfação pelos baixos salários e as péssimas condições de trabalho.<br />
 <br />
A revolta do ser humano contra os equipamentos e os dispositivos modernos – bem como os seus efeitos na vida em sociedade – tem sido um tema recorrente no cinema, na literatura e na arte de um modo geral.<br />
 <br />
No mundo do futebol, os torcedores mantêm uma relação de amor e ódio com os novos aparatos tecnológicos que auxiliam as equipes de arbitragem. O sistema eletrônico de árbitro de vídeo, o VAR (abreviatura em inglês de Video Assistant Referee), desperta toda a sorte de sentimentos e paixões no torcedor ao longo dos 90 minutos de jogo.<br />
 <br />
De um modo geral, o brasileiro tem uma percepção negativa do árbitro de vídeo. E com razão. Afinal, os operadores da máquina (alheios ao ambiente do jogo) interferem o tempo todo nas decisões de campo e prejudicam, inclusive, o rendimento técnico dos assopradores do apito (que já são bem limitados na comparação com os profissionais que atuam no futebol europeu).<br />
 <br />
O fato inconveniente é que a cartolagem conseguiu desmoralizar o VAR no Brasil, motivo frequente de piadas, memes e chacotas de Norte a Sul do país. Falha na tecnologia? Não. O sistema mostrou-se, até, bastante eficiente no registro de imagens e na marcação de lances milimétricos (impedimento, ultrapassagem da bola na linha do gol).<br />
 <br />
Mas, então, o que está errado? É a operacionalização do serviço. O árbitro de vídeo é excessivamente intervencionista e atua diretamente para modificar lances interpretativos já decididos pelo assoprador do apito dentro de campo.<br />
 <br />
O VAR brasileiro é “caseiro”, atrapalhado, confuso, incoerente e funciona como uma espécie de “caça-pênaltis”. Para justificar os absurdos assinalados pela arbitragem, criaram o chamado critério do movimento “antinatural” para a aplicação das penalidades nos lances em que a bole toca o braço do adversário. É como se um esportista pudesse prescindir dos seus braços para correr, pular e disputar o jogo.<br />
 <br />
Além dos toques no braço (pelo movimento antinatural), o radar da arbitragem também detecta como jogada faltosa a maioria dos contatos naturais decorrentes jogo. Lembramos que o futebol é um esporte coletivo que, em síntese, é organizado pela disputa de corpos pelos mesmos espaços. Não gosta disso? Há outros esportes bons e sem muito contato: tênis, ginástica artística, natação... Agora, no futebol, há uma margem necessária para a disputa da posse de bola entre os adversários. Enfim, não vamos matar a essência do esporte bretão.<br />
 <br />
Nesse contexto, a overdose de participação do árbitro de vídeo irrita, e irrita muito além dos limites, o público. Deixa o espetáculo chato e entediante. Não seria exagero considerar que o torcedor acaba imergindo um sentimento ‘ludista’ contra o equipamento de vídeo na maioria dos jogos disputados pelo seu time.<br />
  <br />
A despeito dessas considerações, é importante ressaltar que a tecnologia, em si, representa um grande avanço esportivo para o jogo dentro das quatro linhas, a exemplo do que ocorreu em outras modalidades esportivas. E, sendo justo, o VAR (mesmo com todos os problemas) já corrigiu erros gravíssimos assinalados dentro de campo.<br />
 <br />
No entanto, o equipamento não deveria ser operacionalizado com absoluto amadorismo. Há exemplos positivos na Europa, como na Premiere League, que poderiam servir de inspiração para os ajustes necessários a serem implantados nas competições nacionais.<br />
 <br />
Nesse momento, a maior preocupação é que o operador de vídeo possa ser o fiel da balança na reta final do Brasileirão. A sorte e o destino de cada equipe podem ficar nas mãos de pessoas totalmente alheias ao ambiente do jogo. Por isso, é necessário ter fé e esperança para que as boas energias venham alcançar a arbitragem e os operadores da tecnologia. Acredite-se ou não, jogar um pouco de sal grosso no equipamento de vídeo não faz mal a ninguém.</p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2021-10-26T19:44:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Força e superação]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2021/09/26/forca-e-superacao.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-12a5-7183-8cb0-5749e1b83756</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Santistas de todo o mundo, uni-vos. Sem qualquer possibilidade de títulos na temporada de 2021, o Santos FC agora luta, única e exclusivamente, para defender a história e o seu manto sagrado no Campeonato Brasileiro de Futebol. Após uma sequência de oito jogos sem vitória na competição, o Peixe caiu pelas tabelas e se aproximou, de forma indecorosa, da zona do rebaixamento. É um momento preocupante e inaceitável para um time com a grandeza e a tradição do Alvinegro Praiano.<br />
 <br />
Por isso, é necessário reforçar o movimento da torcida nas redes sociais: #ReageSantos. No atual cenário, os santistas de todas correntes devem afastar eventuais querelas e picuinhas, bem como as divergências políticas, para dar total apoio ao time na sequência do campeonato. Os jogadores, mais do que nunca, necessitam dessa energia do público para retomar a confiança e o bom futebol.<br />
 <br />
De fato, o elenco do Peixe apresenta muitos problemas e limitações, com a carência de peças de qualidade em todos setores do campo. Além disso, a recente mudança de técnico resultou em um processo de readequação dos jogadores ao modelo tático do comandante Fábio Carille, o que demanda certo tempo e disciplina.<br />
 <br />
Mas, apesar de todas as adversidades, o Alvinegro tem todas as condições parar superar esse momento e se livrar de vez de qualquer ameaça à sua permanência na divisão de elite. Nesse sentido, compete à diretoria garantir o respaldo ao treinador e blindar a equipe dos problemas extracampo.<br />
 <br />
Afinal, serão mais 18 jogos de muita luta, garra e superação. Com a possibilidade de retorno de torcedores ao estádio, a partir do dia 4 de outubro, conforme anunciado pelo Governo de São Paulo, o Santos deve voltar a fazer da Vila o seu caldeirão para embalar os jogadores e emplacar uma sequência de vitórias.<br />
 <br />
Diante dessa realidade, o sinal de alerta foi, mesmo, ligado. No entanto, é o momento de serenidade, e não de desespero. Chegou a hora de todos se unirem para defender o Santos acima de tudo no futebol. Reage, Santos!<br />
 <br />
Estaduais</p>

<p>A CBF anunciou o calendário de 2022 com 16 datas para os campeonatos estaduais. É uma dura maratona para uma competição que deveria servir apenas como uma pré-temporada aos times brasileiros. Com isso, as equipes sofrem nas datas da Fifa com a convocação de jogadores para as seleções nacionais.<br />
 <br />
Nesse formato, o calendário fica extremamente apertado e sem margem de manobra (no bom sentido) para a readequação das competições nacionais no período de jogos das seleções. Até hoje, não se sabe por que o Brasil não implantou um modelo semelhante ao europeu, maior exemplo de sucesso, que protege os clubes de serem “dilapidados” nas datas Fifa. Incompetência ou falta de interesse?<br />
 </p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2021-09-26T13:43:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Hora de mudar?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2021/08/26/hora-de-mudar.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1357-7342-8e49-c5d8c48c2413</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Após um início promissor, o técnico Fernando Diniz enfrenta fortes críticas em relação ao seu trabalho no comando do Santos FC. A equipe foi eliminada na Copa Sul-Americana, de forma vexatória, e caiu vertiginosamente no Campeonato Brasileiro, o que reacendeu o alerta contra a ameaça de rebaixamento.<br />
 <br />
Mas, antes de avaliar o desempenho do comandante, é necessário ponderar a situação do clube nos últimos meses. Com um elenco limitado, o Peixe sofreu com a saída de jogadores importantes, como Luan Peres e Kaio Jorge, além da lesão de Marinho na reta decisiva. E, sem condições de "atacar" o mercado e contratar jogadores de ponta, a diretoria conseguiu apenas reforçar o elenco com algumas apostas, como o meia Vinicius Zanocelo, que não teve uma sequência de jogo e apresentou uma atuação modesta até o momento.</p>

<p>Em uma tentativa de mudar a sorte do clube nesta temporada, a diretoria arriscou lances mais ousados com a contratação de atletas mais tarimbados, como Léo Baptistão e Diego Tardelli, que têm potencial para melhorar a qualidade técnica do time. Mas ainda não se sabe qual será o período de adaptação dos reforços ao futebol brasileiro.</p>

<p>Enquanto os reforços não entram em campo, o Alvinegro luta para se manter vivo no Brasileiro e tentar uma sorte maior na Copa do Brasil, no duelo contra o Athletico/PR, válido pelas quartas de final da competição. As perspectivas do Santos não são favoráveis no curto prazo. Na Copa do Brasil, ainda que se classifique, terá pela frente concorrentes de peso, como Flamengo, Atlético/MG e São Paulo.<br />
 <br />
Mesmo com todas as ressalvas, Diniz não vive o seu melhor momento. O treinador apresentou um repertório limitado e fracassou nas tentativas de implantar o seu modelo de jogo na equipe. O rendimento do Alvinegro mostra que o sistema de jogo é incompatível com a realidade técnica dos seus comandados.</p>

<p>O Santos é um time que busca ter o controle do jogo com a posse de bola e intensidade na marcação nos primeiros minutos da partida. No entanto, a equipe demonstra enormes dificuldades para converter o domínio da bola em chances reais de gol. Ao mesmo tempo, o sistema defensivo é lento na recomposição e falha em todos os jogos. Resultado: o Santos castiga pouco o adversário e sofre muitos gols.<br />
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Diniz testou, sem sucesso, o jogador Marcos Guilherme como centroavante – ou falso 9 -, o que serviu para limitar ainda mais o poderio ofensivo da equipe.<br />
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Já no Brasileirão, o Peixe oscila com um desempenho sofrível nas últimas rodadas. Em termos de classificação, a equipe desfila em uma corda bamba, em uma zona intermediária, que é próxima da vaga para a Libertadores, mas que não ostenta margem de segurança contra a zona de rebaixamento. Se continuar nessa toada, o Alvinegro deve virar o primeiro turno brigando na parte debaixo da tabela.<br />
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E como fica o trabalho do Diniz? Em colunas anteriores, eu cheguei a enaltecer a atuação do treinador, que conseguiu implantar um padrão de jogo e organizar o time. Porém, o Santos estagnou e tem caído pelas tabelas.<br />
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Entendo que a principal missão do Santos, nesta temporada de reconstrução, é a manutenção do time na série A. Se a equipe continuar patinando dentro de campo, a saída do treinador será inevitável. Em caso de demissão, eu lamentaria profundamente mais um fracasso na carreira do Diniz, um técnico que tem uma proposta de jogo ofensiva (uma raridade no futebol retranqueiro dos dias atuais), mas que não abre de suas ideias de jogo, mesmo quando elas são refutadas pelos resultados dentro de campo.<br />
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O Santos deve reagir enquanto é tempo.</p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2021-08-26T19:08:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
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            <title><![CDATA[Uma escolha difícil]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2021/07/31/uma-escolha-dificil.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>A programação do futebol brasileiro promete fortes emoções ao torcedor entre os meses de agosto e dezembro, com a realização do segundo turno do Brasileirão e as fases eliminatórias das copas (Libertadores, Sul-Americana e do Brasil). <br />
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Teoricamente, os times com um elenco mais robusto tendem a prevalecer nessa maratona de jogos e viagens. São os casos de Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG, que dispõem de elencos mais qualificados e podem suportar eventuais contratempos (como lesão ou suspensão dos jogadores titulares) sem perder o nível técnico e o poder de fogo nas competições. <br />
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Por outro lado, os demais clubes enfrentarão enormes dificuldades para chegar com fôlego até a última volta desta temporada. Em algumas situações, será necessário priorizar uma competição em detrimento das demais. Um risco calculado, é verdade. Mas nem sempre com o resultado satisfatório. Basta lembrar, por exemplo, do Santos FC que priorizou a Libertadores (e mesmo assim acabou sendo eliminado na primeira fase) e ainda lutou contra o rebaixamento na última rodada do Campeonato Paulista. <br />
 <br />
Os treinadores, em geral, permanecerão lamentando o excessivo número de jogos disputados pelos brasileiros. É o máximo que podem fazer contra este calendário insano. E com razão. Na temporada de 2020, para citar mais um exemplo, o Palmeiras disputou 79 jogos e conquistou dois títulos. Ainda na ressaca das comemorações, emendou a atual temporada, o que comprometeu o seu rendimento no início do ano, custando inclusive uma eliminação precoce na Copa do Brasil para o CRB. Agora o alviverde está recuperando o seu bom futebol e chega com muita força para lutar por novas conquistas.<br />
 <br />
Talvez um leitor mais exigente se lembre nesse momento de que, no passado, os times disputavam muitas competições e não haviam tantas reclamações. É fato. Mas é necessário também ponderar (e isso, inclusive, será tema de outra coluna) que o futebol moderno exige um nível de intensidade, comprometimento tático e desgaste físico jamais vistos em outros tempos.<br />
 <br />
O atual modelo favorece apenas os times mais ricos e acentua as desigualdades dentro das quatro linhas. No ano passado, excetuando os torneios estaduais, Palmeiras e Flamengo abocanharam todos os títulos de expressão nacional (Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores). <br />
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Sendo assim, os dirigentes precisam ter a coragem para ampliar o debate sobre as mudanças no calendário do futebol. Este colunista defende particularmente duas alterações: o fim (ou enxugamento) dos estaduais e a paralisação dos jogos locais nas datas Fifa (partidas da seleção brasileira) <br />
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Vamos começar pela primeira proposta, a mais polêmica. Os campeonatos estaduais têm, de fato, um valor histórico imensurável no futebol brasileiro. Porém, o Paulistão, o Carioca ou o Gauchão dos nossos dias não fazem nem sombra às competições que marcaram história até o final da década de 1990. Hoje, os estaduais ocupam uma faixa de três meses no calendário nacional e acabam “espremendo” as datas do Brasileirão. Além disso, nesse cenário, torna-se inviável paralisar as competições locais nas datas Fifa com a seleção brasileira. Resultado: os clubes ficam desfalcados e o escrete canarinho sofre com a antipatia da torcida. Todos perdem. <br />
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Os estaduais poderiam contemplar apenas os times do interior, evitando, é claro, a sua extinção. Ou poderiam reunir apenas os times grandes em um torneio regional no período curto de um mês (como era o antigo Rio-São Paulo). Com mais folga no calendário, novas datas estariam disponíveis para o Campeonato Brasileiro e, consequentemente, haveria a possibilidade de suspensão dos jogos domésticos nas datas Fifa. <br />
 <br />
Os dilemas e soluções para o futebol brasileiro passam por escolhas difíceis. Já não é mais possível fugir deste assunto polêmico. Agora, é necessário ter coragem, maturidade e ousadia para debater uma nova organização para as competições nacionais.  </p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2021-07-31T15:07:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Santos FC de 2021: sonho com o título ou luta contra o rebaixamento?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2021/06/26/santos-fc-de-2021-sonho-com-o-titulo-ou-luta-contra-o-rebaixamento.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-132a-7048-b005-19d0f4c3748c</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação.]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Há mais de 40 dias no comando técnico do Santos FC, o treinador Fernando Diniz tem conseguido avanços no seu trabalho de reformulação da equipe. É lógico que as mudanças ocorrem de forma lenta e gradual e não necessariamente se refletem nos resultados dentro de campo – pelo menos, neste primeiro momento. <br />
 <br />
Ao longo deste período, o Alvinegro foi eliminado na Libertadores e sofreu nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro, o que acendeu um sinal de alerta em uma parcela da torcida sobre a permanência do time de elite do futebol. <br />
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Os torcedores mais otimistas podem avaliar o risco de uma eventual queda como um pessimismo exagerado, tendo em vista o potencial dos jogadores (tanto os mais experientes, como os reforços e os garotos da base) para evoluir na temporada. <br />
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Já os mais pessimistas pedem cautela e prudência, pois ainda refresca na memória a última rodada do Campeonato Paulista, em que o Peixe teve a missão de vencer o jogo derradeiro –bastaria pelo menos um empate – contra o São Bento para permanecer na série A do estadual. <br />
 <br />
Nem tanto ao céu, nem tanto a terra, diria o poeta. Talvez, em uma reflexão mais equilibrada, tenhamos a possibilidade de compreender o atual momento do Santos diante dos seus desafios e circunstâncias. O clube vivencia um processo de reconstrução (administrativa e futebolística), o que demanda um certo período de tempo para a consolidação do trabalho. <br />
 <br />
Por outro lado, em razão da insana maratona de jogos, o Peixe necessita reagir e dar algumas respostas rápidas ao seu torcedor, com resultados positivos capazes de elevar a confiança e afastar qualquer possibilidade de perigo do Z-4.<br />
 <br />
Nessa perspectiva, Diniz tem feito um trabalho com muitos pontos positivos até o momento. Os primeiros sinais são a organização tática da equipe (um avanço significativo em comparação com o time no início da temporada) e o resgate da autoestima de jogadores em má fase, como Marinho, Jean Mota, Gabriel Pirani, Felipe Jonathan, entre outros. <br />
 <br />
Aos poucos, o elenco também consegue se adaptar ao novo sistema de jogo, que envolve o maior controle da posse de bola, movimentação, troca de passes e intensidade na marcação.<br />
 <br />
Com a sequência de jogos, o Santos pode crescer nas competições. Porém, ainda não é tempo para euforia! Cabe ponderar que o time apresenta deficiências técnicas, como a falta de criatividade na armação das jogadas, a morosidade na transição de jogo e os desequilíbrios na defesa. Não há solução mágica, mas certamente o elenco poderá evoluir com a retomada da confiança ou mesmo a substituição de jogadores em setores mais vulneráveis. Os novos reforços pedem passagem. <br />
 <br />
Sem ‘dinizismo’<br />
Com o seu estilo que mistura uma pegada de ‘paizão’, chefe linha dura no banco de reservas e um estrategista na organização do elenco, Fernando Diniz busca implantar um sistema de jogo moderno, eficiente e competitivo. <br />
 <br />
Não se trata, evidentemente, de uma tarefa simples, muito embora o comandante esteja bastante empenhado nesse projeto de reconstrução do Santos. Certamente, ele precisará de tempo e do apoio da torcida para organizar a casa. <br />
 <br />
Em sua carreira como técnico, que teve início em 2008 e se consolidou em 2016, Diniz teve os seus momentos de glória e frustração. Já foi aclamado como um técnico promissor, como também questionado por resultados fracassos e resultados ruins. <br />
 <br />
Isso é até natural, mas o que me estranha é a hostilidade de certos comentários contra o treinador, que supera - e muito - o tratamento dispensado a outros profissionais do futebol.  Há colegas que, inclusive, cunharam o termo “dinizismo”, sempre mencionado de forma pejorativa. <br />
 <br />
Diniz não está, de fato, na prateleira dos grandes treinadores. Pode até chegar lá um dia. Ou talvez nunca tenha o êxito esperado. <br />
 <br />
Seja como for, é lamentável que o tom das críticas extrapole o nível do razoável contra um profissional sério, trabalhador, dedicado, educado no trato com os profissionais da área e que busca – ainda que nem sempre com sucesso – imprimir um futebol de qualidade. Algo raro no país. <br />
 <br />
Torço pelo sucesso do Diniz e, quem sabe, ele venha a conquistar o seu primeiro grande título à frente do Santos. </p>
]]></content>
                                    <category term="Felipe Pupo" />
                        <published>2021-06-26T18:27:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
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            <title><![CDATA[Novos tempos para o Santos FC]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/felipe-pupo/2021/05/26/novos-tempos-para-o-santos-fc.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-130c-73e3-8092-21d364ead59b</id>
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                <name><![CDATA[Felipe Pupo]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Felipe Pupo - Professor de História e profissional da área da comunicação, com ênfase no trabalho voltado à Política, Esporte e Educação]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O Santos FC completou, no último dia 8 de maio, um jejum de cinco anos sem comemorar nenhum título. O triunfo derradeiro foi contra o Audax – time, então, dirigido pelo técnico Fernando Diniz, atual comandante do Peixe –, na final do Campeonato Paulista de 2016.<br />
 <br />
De lá para cá, o Alvinegro Praiano chegou até a ‘bater na trave’ em algumas ocasiões, como a recente decisão da Taça Libertadores contra o Palmeiras, mas fracassou em todas as suas tentativas de levantar um troféu.<br />
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Questão de azar? Creio que não. Por duas razões especiais: 1) As equipes vitoriosas do futebol moderno são aquelas que conseguem conciliar a eficiência na gestão administrativa com a competência na gestão do futebol, como são os casos atuais de Flamengo e Palmeiras; 2) O Santos FC cometeu uma sucessão de erros administrativos – falta de planejamento, excesso de gastos, descontrole das contas do clube e escolhas equivocadas em contratações –, que resultaram na (quase) falência do time. <br />
 <br />
A irresponsabilidade administrativa dos últimos gestores levou o clube a ser punido pela Fifa com o “Transfer Ban”, uma sanção aos times que não pagam e nem honram as suas obrigações com a compra de jogadores, o que imprimiu ao glorioso Alvinegro a pecha de clube caloteiro no plano internacional. <br />
 <br />
Mas, para entender como o Santos flertou com o abismo, é necessário retomar a história recente do clube, voltando ao início da década passada. Naqueles tempos, o Peixe vivenciou os dias gloriosos da chamada “Era Neymar”, marcada por muitas conquistas – Taça Libertadores (2011), Copa do Brasil (2010), Tri Campeonato Paulista (2010-11-12) e Recopa (2012).<br />
 <br />
Com Neymar, Paulo Henrique Ganso e cia., Santos foi a sensação do futebol brasileiro, praticando um estilo de jogo vibrante, alegre e criativo, que inspirava o sonho de muitas crianças e encantava os amantes do esporte bretão. Porém, com o inevitável assédio do futebol internacional, era natural que aquele grupo de jogadores, mais cedo ou mais tarde, buscasse novos ares. E foi aí que começaram os problemas do Santos FC.<br />
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Embora tenha reforçado o caixa com a venda dos seus mais importantes jogadores, especialmente com a saída de Neymar para o Barcelona, o tempo das vacas gordas durou pouco, em virtude da falta de planejamento, erros internos e gastos equivocados, como, por exemplo, a compra do atacante Leandro Damião, por R$ 40 milhões, no final de 2013.<br />
 <br />
Em pouco tempo, os recursos minguaram pelo ralo da gastança desordenada, e o time começou a se afundar em dívidas. Em situação desesperadora, o Santos teve de acionar a sua base em diversas ocasiões para socorrer o elenco principal, alcançando um relativo êxito, mas insuficiente para a reorganização do clube como um todo. <br />
 <br />
Isso mostra que, ao longo desse período, o modelo de gestão do Santos era um gigante com pés de barro. Não se sustentava. E a conta chegou já na temporada de 2021 para a nova diretoria.<br />
 <br />
O caso mais angustiante ocorreu, há cerca de um mês, quando o Santos disputou o último jogo do campeonato Paulista com a ameaça real de rebaixamento – um vexame impensável na história irretocável do clube. Um fato mais do que suficiente para acionar o sinal de alerta em todos aqueles que cuidam do presente e do futuro do Alvinegro Praiano. Por isso, hoje, não há qualquer margem para o erro.<br />
 <br />
Nesse momento, espera-se que a atual diretoria mantenha o seu posicionamento firme do saneamento das contas da instituição sem descuidar da gestão do futebol.<br />
 <br />
Em que pese o anseio da torcida por novos títulos, o Santos FC está no momento de “arrumar a casa”, ou seja, realizar um trabalho sério e competente para a sua reconstrução financeira e administrativa. Ainda que leve um certo período de tempo, a exemplo do Flamengo, o Peixe tem todas as condições de retomar o seu glorioso caminho de conquistas. Que venham novos tempos para o Santos FC.</p>
]]></content>
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                        <published>2021-05-26T14:44:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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