{
    "version": "https://jsonfeed.org/version/1.1",
    "title": "BS9 - Deraldo Silva",
    "description": "Feed de notícias de Deraldo Silva do BS9",
    "home_page_url": "https://www.bs9.com.br",
    "feed_url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/feed/json",
    "language": "pt-BR",
    "authors": [
        {
            "name": "Deraldo Silva"
        }
    ],
    "items": [
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1434-73a7-b183-809df1d232a9",
            "title": "Expo Favela",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2022/05/13/expo-favela.html",
            "content_html": "<p>A Expo Favela aconteceu há quase um mês, mas o evento ainda reverbera em meus olhos, coração e mente.</p>\r\n\r\n<p>Para quem não sabe, a Expo Favela foi uma feira de negócios que aconteceu durante três dias em São Paulo, no World Trade Center. Foram selecionadas startups da favela para apesentarem seus projetos a investidores do asfalto. </p>\r\n\r\n<p>Alguns números dão a dimensão do que foi o evento. Mais de 20 mil inscritos de todo o país para mostrarem seus projetos, 300 investidores, cerca de mil horas de conteúdo, 33 mil visitantes, R$ 63 milhões de negócios potenciais.<br />\r\n    <br />\r\nAs imagens gravadas na minha memória nos três dias da Expo, e as histórias reveladas nos corredores, e em cada estande do WTC, traduzem com força o que foi essa iniciativa de Celso Athayde, empresário e fundador da CUFA.</p>\r\n\r\n<p>Homens pretos, mulheres pretas ostentando suas coroas (cabelos) com orgulho, caravanas com moradores de favelas de várias partes do país, apresentação de cinema, dança, exposição de foto, sala de leitura, com obras dos escritores das favelas, mentorias com CEOs de empresas para quem tinha apenas uma ideia na cabeça de como abrir o próprio negócio.<br />\r\n  <br />\r\nNas rodas de conversa personalidades e empresários, como luiza trajano e Luciano Huck, falaram sobre a necessidade e importância de dar oportunidades aos moradores desses territórios, dos talentos que se encontram nesses territórios, das experiências inovadoras que foram apostas nesses territórios, depoimentos de pessoas que ultrapassaram as barreiras sociais e raciais e tornaram líderes em diversas areas de atuação.</p>\r\n\r\n<p>A Expo Favela foi a materialização de que favela não é carência e sim, potência!</p>\r\n\r\n<p>Onde estão as potências da região da Baixada Santista? Ainda muito invisibilizadas. Poder público e empresários da região precisam acordar para essa revolução sob pena de perderem o bonde da história.<br />\r\n <br />\r\nNão estamos falando de assistencialismo e sim, oportunidade, capacitação.</p>\r\n\r\n<p>Durante a expo favela, também foram apresentados números de uma pesquisa recente feita pelo Instituto Locomotiva e Data Favela. O Brasil tem cerca de 17 milhões de pessoas morando em favelas. Se fosse um estado, seria o quarto maior da federação. </p>\r\n\r\n<p>A favela tem rosto; 67% dos seus moradores são negros. 21% dos lares das favelas são formados por mães solo, ou seja, elas exercem um papel de protagonismo social. Seus moradores movimentam em torno de R$ 180 bilhões por ano. Um volume de renda maior que 20 das 27 unidades da federação.</p>\r\n\r\n<p>O levantamento revelou ainda nas favelas estão 10,8 milhões de eleitores, mais que o número de eleitores do estado de São Paulo.</p>\r\n\r\n<p>Apesar de avaliarem como ruim os serviços públicos oferecidos, o estudo mostrou que seis em cada 10 querem melhorar de vida, mas querem permanecer na favela.</p>\r\n\r\n<p>Existe uma visão positiva dos moradores em relação ao seu espaço que pode ser explicada pela crença que eles têm no esforço pessoal, chamando para si a responsabilidade: 64% dos entrevistados acham que depende de si fazer a vida melhorar.  </p>\r\n\r\n<p>Por isso que o maior sonho dessas pessoas é ter o próprio negócio. Mais de 40% atingiram esse objetivo, mas apenas 37% tem CNPJ. Empreender para eles é sinônimo de liberdade.</p>\r\n\r\n<p>A pesquisa mostrou também que, entre becos e vielas, mora também a tecnologia. A favela está conectada, 50% dos moradores utilizam a internet.</p>\r\n\r\n<p>Os dados são surpreendentes e mostram a força dessas comunidades. É como diz Celso Athayde, “ou se divide com a favela toda a riqueza produzida por ela ou vamos continuar dividindo as consequências da miséria que a elite produziu até aqui”.</p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) - Baixada Santista",
            "image": "https://cdn1.bs9.com.br/Folder/2026/07/98d5301b-7e57-46f7-a3f7-ddfca76ddc74/conversions/deraldo-silva-16-9-large.webp",
            "date_published": "2022-05-13T03:00:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:43:11+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1360-72b9-af7e-765ea11b78ff",
            "title": "Talentos da CUFA",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2022/04/13/talentos-da-cufa.html",
            "content_html": "<p>Para a CUFA, favela é potência! A força está nas pessoas que habitam esses territórios. Como diz Celso Athayde, fundador da CUFA, \"um lugar vivo, orgânico, que tem coração, que respira, composto pela síntese de suas gentes, suas histórias e suas culturas\".</p>\r\n\r\n<p>Talentos, muitas vezes, são escondidos pela imensa desigualdade social e racial. Favelas estão distantes do centro, carecem de infraestrutura e seus personagens, anônimos, ficam a espera de uma oportunidade. Ela pode surgir de várias maneiras, uma delas é o esporte. E nesse sentido marcamos um golaço com a Taça das Favelas, o maior campeonato de futebol entre favelas do mundo.</p>\r\n\r\n<p>Por meio da lei de incentivo ao esporte, ganhou recentemente no Rio uma sede própria que vai abrigar o torneio em maio. Um investimento em torno de 1 milhão de reais. Novo gramado, arquibancadas e iluminação para jogos noturnos. A comunidade ganha porque sente-se valorizada. </p>\r\n\r\n<p>Por aqui duas cidades acreditaram na ideia e apoiaram o torneio, Praia Grande e Santos. E os frutos já começaram a ser colhidos.</p>\r\n\r\n<p>Matheus Jesus tem 18 anos e o sonho de quase todos os meninos favela: ser jogador de futebol. Foi campeão e artilheiro do campeonato na cidade de Santos, jogando pelo Dale Capela. Na semana passada, a Portuguesa Santista anunciou a contratação do jovem. Como jogador profissional, projeta transformar a sua vida e da mãe que sempre o apoiou.</p>\r\n\r\n<p>Além de Matheus, a Taça das Favelas deu visibilidade a outros tantos garotos que, por mais que tivessem talento e habilidade, estavam lá escondidos, apagados. Sementes que se espalharam e podem até germinar no exterior. Alguns deles estão passando por testes que podem levá-los a iniciar uma carreira em Portugal.</p>\r\n\r\n<p>As oportunidades precisam chegar nesses territórios. Para isso, as parcerias público-privadas são fundamentais. Com apoio é possível realizar torneios esportivos, não só de futebol, mas em tantas outras modalidades e assim descobrir campeões. Ídolos que irão ser referência para futuras gerações. </p>\r\n\r\n<p>Quer mais exemplos? Oficinas culturais. Atores que hoje brilham no cenário nacional como Lázaro Ramos, Jéssica Elen, Roberta Rodrigues, saíram da periferia, de cursos que chegaram nesses locais. É preciso levar educação e tecnologia para fomentar projetos de geração de renda e apoiar o empreendedorismo nas favelas.<br />\r\n<br />\r\nÉ nessa revolução que acreditamos. Sem armas, proporcionando a esses jovens múltiplas possibilidades. Afinal, como diz o músico Caetano Veloso: “gente é para brilhar, não para morrer de fome\".</p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) - Baixada Santista",
            "image": "https://cdn1.bs9.com.br/Folder/2026/07/4fcdc1ac-f5a6-496e-9d0c-ef3cecc74853/conversions/deraldo-silva-large.webp",
            "date_published": "2022-04-13T03:00:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:43:06+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-13ad-7250-8c79-402be2fe39ab",
            "title": "Expo Favela",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2022/03/13/expo-favela.html",
            "content_html": "<p>Apesar de sempre repetir aqui um lema em que acredito, favela é potência, quem vive nas comunidades enfrenta inúmeros problemas como a distância dos centros comerciais, a falta de infra estrutura adequada e, dificuldade para ter acesso a direitos básicos como saúde e educação. <br />\r\n<br />\r\nCitei apenas alguns desafios que funcionam como verdadeiras barreiras impedindo a trajetória de nossos talentos. Sim temos muita gente talentosa, mas como é difícil furar a bolha e fazer acontecer.<br />\r\n<br />\r\nVolta e meia alguém consegue, vira exemplo, a gente vibra e torce para que muitos outros também apareçam.<br />\r\n<br />\r\nPode ser na arte, no esporte , na ciência. Ciência? É, quer um exemplo? A menina Francielly Rodrigues moradora da periferia de Moju, no Pará, descobriu que dava pra fazer tijolo com o caroço do açaí. Ela e seu projeto ganharam o mundo.<br />\r\n<br />\r\nÉ preciso oportunidade. Celso Athayde que nasceu na favela, fundou a CUFA e hoje é empresário com prestígio internacional  está destruindo barreiras e construindo pontes. Um caminho para que empreendedores da favelas possam expor seus projetos e conseguir investimentos: é a Expo Favela. <br />\r\n<br />\r\nTem gente de peso participando do evento como a empresária Luiza Trajano, o apresentador Luciano Huck e a jornalista Natuza Nery.        <br />\r\n<br />\r\nOs empreendedores do asfalto vão conhecer as ideias , os talentos da favela. <br />\r\n<br />\r\nA feira acontece em abril no World Trade Center, em São Paulo. A expectativa é reunir 15 mil pessoas. <br />\r\n<br />\r\nA CUFA Baixada Santista estará lá. Gostaríamos que todas as favelas da região e empresários se mobilizassem para participar desse encontro de oportunidades.<br />\r\n<br />\r\nAcesse o link e veja como participar<br />\r\n<br />\r\n<a href=\"http://www.expofavela.com.br/\">http://www.expofavela.com.br/ </a></p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) - Baixada Santista",
            "image": "https://cdn1.bs9.com.br/Folder/2026/07/5e1efe82-bb57-403f-a701-d6e6b74c93d1/conversions/deraldo-silva-large.webp",
            "date_published": "2022-03-13T03:00:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:43:08+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-139a-7240-b13d-8cf1c3a9a06c",
            "title": "Justiça por Moïse",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2022/02/13/justica-por-moise.html",
            "content_html": "<p>Moïse Kabagambe, o jovem congolês de 24 anos brutalmente assassinado em um quiosque, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, é um pouco de cada um de nós, negros e favelados.   <br />\r\n<br />\r\nMoradoras dos Diques, das Vilas, dos morros se reconhecem e dividem a dor de Ivone Lotesov Lolo Lay, a mãe de Moise,  por filhos, maridos e irmãos mortos.<br />\r\n<br />\r\nOu ainda, quantos não estão submetidos a condições de trabalho precárias, sem direitos e encontram em um “bico” aqui outro ali, a única saída para conseguir uns trocados no final do mês?  <br />\r\n<br />\r\nA precarização do trabalho, a pobreza e violência tem endereço certo na favela, vizinhas do preconceito. <br />\r\n<br />\r\nNegros e pardos são maioria morando nos “aglomerados subnormais de ocupações irregulares”, assim o IBGE classifica favela.  <br />\r\n<br />\r\nTem tatuado na pele o estigma da marginalidade, reforçada pelo racismo estrutural construído ao longo de 300 anos de escravização. <br />\r\n<br />\r\nQuantos não estão expostos a humilhações cotidianas , inferiorizados pela cor da pele, xingados pela cor da pele, mortos pela cor da pele? <br />\r\n<br />\r\nA insegurança e o medo habitam corpos negros. Longe das periferias, aos olhos da sociedade, só podem circular como serviçais, ou são logo taxados de bandidos.      <br />\r\n<br />\r\nDurval Teófilo Filho, 38, funcionário de um supermercado também é um pouco de cada um de nós. O homem negro foi morto por um sargento da marinha. Os dois moravam no mesmo condomínio em São Gonçalo, Rio de Janeiro. O sargento atirou 3 vezes em Durval pensando que seria assaltado.<br />\r\n<br />\r\nJean William é um pouco de cada um de nós. No mês passado o cantor lírico teve uma arma apontada para seu rosto por policiais, quando realizava a travessia de balsa entre Santos e Guarujá. Foi questionado se o carro em que estava, um Jeep Renegade, era dele, e se estaria levando drogas dentro do veículo. “Disseram que o carro era dirigido por um indivíduo suspeito e que receberam uma denúncia, enquanto eu me dirigia até a vaga”, disse ele em um post no Instagram.<br />\r\n<br />\r\nNosso trabalho é incansável , no combate ao horror, a barbárie e ao preconceito que vitima negros e pobres. Sempre estaremos de braços dados  com movimentos como a Frente Nacional Antirracista para denunciar injustiças e provocar reflexão: quando seremos verdadeiramente a pátria acolhedora ou aquela que para os filhos deste solo é mãe gentil? <br />\r\n<br />\r\n#justiçaporMoise, #justiçaportodosnós!</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) - Baixada Santista",
            "image": "https://cdn1.bs9.com.br/Folder/2026/07/f3073ed0-3c04-4551-b162-3d2918536c13/conversions/deraldo-silva-large.webp",
            "date_published": "2022-02-13T03:00:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:43:08+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-12b0-7287-98a1-443c173e01c1",
            "title": "Abrace a Bahia",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2022/01/13/abrace-a-bahia.html",
            "content_html": "<p>Preparamos o Natal da CUFA. A missão era garantir comida para as famílias e brinquedos para as crianças das favelas em todo o país. Nos mobilizamos  acreditando que essa seria nossa última ação de 2021.<br />\r\n <br />\r\nÀs vésperas do Ano Novo, vieram as chuvas que castigaram a Bahia resultando em 26 mortes e quase meio milhão de pessoas afetadas de alguma forma.<br />\r\n <br />\r\nUnidos com a Frente Nacional Antirracista literalmente vestimos nossa camiseta, aquela com o desenho do anu preto, pássaro que vem se transformando em símbolo da esperança, e lideramos um movimento de ajuda aos desabrigados. Envolvemos a mídia, artistas, cidadãos que se sensibilizaram e doaram dinheiro para compra de itens essenciais.<br />\r\n <br />\r\nAté o momento em que escrevo esta coluna foram arrecadados mais de R$ 50 milhões na campanha “Abrace a Bahia.”<br />\r\n <br />\r\nAo mesmo tempo que damos suporte às ações nacionais, planejamos os projetos em 2022 para nossa região.<br />\r\n <br />\r\nVem aí a Taça das Favelas, o maior torneio de futebol entre favelas do mundo. Revelar talentos no esporte não é o único objetivo da competição. Meninos e meninas terão de estar vacinados contra a Covid, com documentação em ordem e frequentando a escola para participar do torneio.<br />\r\n <br />\r\nAlém disso, um evento com foco nas favelas mostrando destaques positivos , eleva a auto estima da garotada e das próprias comunidades que só aparecem quando o assunto é violência e tráfico.<br />\r\n <br />\r\nTeremos que retomar a campanha Mães da Favela. A economia não dá sinais de melhora. Gás, energia elétrica e alimentos com preços elevados, muito mais caros do que o ganho mensal da maioria famílias brasileiras.<br />\r\n <br />\r\nNossas ações incluem ainda a estruturação dos projetos de geração de renda. A CUFA, seu fundador Celso Athayde e nosso Presidente Preto Zezé, receberam no ano passado inúmeros prêmios, reconhecimento do poder de mobilização da entidade, mas foi também o entendimento de uma visão revolucionária que precisa ser abraçada pelo poder público e iniciativa privada.<br />\r\n <br />\r\nA Favela é potência! Essa força vem da necessidade de sobreviver. Mas carrega em si uma contradição, nela estão os mais vulneráveis, atingidos por desastres naturais, os mais de 12 milhões de nem-nem, jovens entre 18 e 29 anos que não estudam e nem trabalho. A pesquisa é da consultoria IDados. Não há um estudo regional, mas com certeza o futuro dos nossos jovens também está ameaçado.<br />\r\n <br />\r\nPromessas vazias não farão essa potência florescer. Estamos em um ano eleitoral e nossas demandas  tem de ser ouvidas. Vamos fazer desse um ano realmente novo.<br />\r\n <br />\r\nÉ possível colaborar com a campanha Abrace a Bahia pelo PIX, por meio da chave abraceabahia@cufa.org.br ou pelo site https://www.maesdafavela.com.br/doar</p>\r\n\r\n<div style=\"box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px 0px 0px auto; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; color: rgb(115, 115, 115); font-size: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255);\">\r\n<div style=\"margin-left:auto;\"> </div>\r\n</div>\r\n\r\n<div style=\"box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px 0px 0px auto; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; color: rgb(115, 115, 115); font-size: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255);\"> </div>\r\n\r\n<div style=\"box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px 0px 0px auto; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; color: rgb(115, 115, 115); font-size: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255);\"> </div>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) - Baixada Santista",
            "date_published": "2022-01-13T18:44:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:52+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-138d-7255-a8c2-71d7e4b249f1",
            "title": "Ele é o cara!",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2021/12/10/ele-e-o-cara.html",
            "content_html": "<p>Na coluna passada falei que “Ele” é o cara! Mesmo não estando à frente de nenhum cargo formal na CUFA e atualmente atuar como voluntário, suas provocações e ideias resultam em ações e campanhas que mobilizam a entidade de norte a sul do país.<br />\r\n <br />\r\nNasceu na Baixada Fluminense onde morou até os 7 anos. Passou por outras três favelas, abrigos públicos, e viveu parte da adolescência na rua.<br />\r\n <br />\r\nNum roteiro cruel que a vida impõe a tantos jovens pretos e pobres, talvez ele nem fosse personagem deste texto, e tivesse o destino selado-o como vítima anônima de mais uma chacina.<br />\r\nMas quem disse que ele segue roteiro? Ainda mais esse, cruel, mórbido, com páginas recheadas de preconceito e violência.<br />\r\n <br />\r\nImprovisou por necessidade e reescreveu sua história que conta com capítulos que o levaram a ter reconhecimento internacional. De camelô, passou a empresário, fundador da CUFA, Central Única das Favelas, escritor e já palestrou nas mais prestigiadas universidades do mundo.<br />\r\n  <br />\r\nCriou o Favela Holding, uma empresa focada em capacitar e gerar renda para as comunidades, com parceira de grandes marcas, como a Natura.<br />\r\n <br />\r\nRecentemente foi eleito o Homem do Ano na categoria Responsabilidade Social do Men of The Year da revista GQ Brasil. Foi também o brasileiro escolhido como Empreendedor Social do Ano pela Fundação Schwab para integrar a comunidade de inovadores sociais, ligada ao Fórum Econômico Mundial.<br />\r\n <br />\r\nDialoga com jornalistas, artistas, empresários, políticos e personalidades. Importantes conexões que ampliam a visão sobre esses territórios, revelando o que muitos ainda custam a crer: FAVELA É POTÊNCIA!<br />\r\n <br />\r\n“Quando criei essa frase conceito, a ideia era dizer para as empresas que elas precisam enxergar as oportunidades presentes nesses territórios”, disse em entrevista ao jornal Valor Econômico.<br />\r\n  <br />\r\nAs empresas da Baixada Santista e o poder público precisam despertar para essa realidade. Sinto que estão perdendo o bonde da história em não apostar na criatividade, resiliência e  competências empreendedoras tão comuns nas favelas.<br />\r\n <br />\r\nCelso Athayde é o cara porque nos mostra caminhos para a construção dessa sociedade, menos desigual e mais próspera.</p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) na Baixada Santista",
            "date_published": "2021-12-10T20:23:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:53+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1294-73b5-8582-78aff11be0ab",
            "title": "Favela não é carência, é potência",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2021/11/13/favela-nao-e-carencia-e-potencia.html",
            "content_html": "<p>Vou voltar um pouco no tempo, mais precisamente ao dia 4 de novembro, DIA DA FAVELA! O IBGE classifica favela como aglomerados subnormais, formas de ocupação irregular de terrenos públicos ou privados, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas que apresentam restrições à ocupação. Mas é só isso?<br />\r\n <br />\r\nA origem do nome <br />\r\nA primeira vez que o nome apareceu em um registro oficial foi em 1900, no Rio de Janeiro. O delegado  Enéas Galvão, redigiu um documento referindo-se ao morro da Providência como favela.  Taxou o lugar de sujo, habitado por gente imoral que precisava ser combatida.<br />\r\n <br />\r\nMas pra saber de onde veio a expressão vamos ter de viajar lá pro interior da Bahia. Entre 1896 e 1897, milhares de sertanejos, liderados por Antônio Conselheiro, fundaram a comunidade de Canudos . A ocupação  ficava perto de um monte chamado ‘Morro da Favela’, batizado assim por abrigar espécies de plantas espinhosas, resistentes à seca. Conselheiro e seus seguidores foram derrotados na Guerra de Canudos.<br />\r\n <br />\r\nSoldados regressaram da missão, mas não foram pagos. Sem ter onde morar foram para o morro da Providência, ocupado também por ex escravizados e seus descendentes. No morro brotava a mesma planta encontrada no sertão baiano a faveleira ou favela.<br />\r\n <br />\r\nFavela : estigma e preconceito <br />\r\nHá mais de 100 anos favela ou favelado já era visto com preconceito. Isso não mudou. Na cabeça de muitas pessoas, quem mora em favela é bandido ou tem algum parente envolvido no crime. Há relatos de moradores sobre a dificuldade de arrumar emprego, por causa desse estereótipo, ou ainda depoimentos sobre a violência das abordagens policiais nesses territórios.<br />\r\n <br />\r\nDia da Favela<br />\r\nNão queremos celebrar a existência dessas moradias , a falta de infraestrutura, a inação do poder público, mas dar visibilidade às manifestações culturais, música , dança, às brincadeiras , pipa no céu, bola rolando no campinho de areia e valorizar as pessoas. São manicures, diaristas, motoboys, porteiros, pedreiros, motoristas. De lá também saem artistas, atletas , enfim ídolos. Por isso a CUFA tem um lema, que é mais que uma frase: FAVELA NÃO É CARÊNCIA, É POTÊNCIA!<br />\r\n      <br />\r\nEle é o cara!<br />\r\nMente inquieta e questionadora. Provocou as mais de 5 mil favelas, onde a CUFA está presente, em todo o país a refletirem sobre a própria realidade. Instigou cada comunidade, por menor que fosse, a promover alguma atividade nesse dia 4 de novembro. Promoveu o resgate histórico, invisibilizado por quem detém o poder do dinheiro, do saber. A cada dia , nos ajuda a descobrir quem somos, e nos impulsiona a revelar nossa identidade.  Ele nasceu na favela, morou na rua, e se negou a seguir um roteiro repleto de estigmas negativos que a vida poderia lhe impor.<br />\r\n   <br />\r\nNa próxima coluna conto mais detalhes da história dele e vou revelar quem é. Não perca! Por agora só posso dizer que ELE É O CARA!</p>\r\n\r\n<p><em>Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) - Baixada Santista",
            "date_published": "2021-11-13T19:23:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:52+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1332-72bf-9030-befa45afcfaf",
            "title": "Ainda não conseguimos mudar a chave emperrada",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2021/10/13/ainda-nao-conseguimos-mudar-a-chave-emperrada.html",
            "content_html": "<p>Gostaria de escrever sobre o projeto Reciclando Sonhos. Na nossa sede, no Japuí, em São Vicente, recebemos celulares e aparelhos eletroeletrônicos antigos ou quebrados. Esses produtos que seriam descartados de forma incorreta, trazendo danos ao meio ambiente e até à nossa saúde, lá são separados e as peças revendidas, gerando renda para quem está inscrito no projeto.<br />\r\n <br />\r\nGostaria de escrever sobre o projeto CUFA Empreende, que transformou a vida de Ywanda Ariane. Desempregada, no auge da pandemia, procurou o curso de designer de sobrancelha, se qualificou com a última parcela do seguro-desemprego e abriu o próprio negócio.<br />\r\n <br />\r\nGostaria de escrever sobre a horta comunitária do Pixoxó, nosso líder da CUFA Praia Grande. Mandou as fotos da colheita feita há poucos dias. Verduras e legumes fresquinhos, orgânicos, vão para a mesa das famílias que colocaram a mão na terra. A ideia é organizar uma cooperativa, vender a produção e dividir o lucro.<br />\r\n <br />\r\nGostaria de escrever sobre outras tantas iniciativas para geração de renda nas comunidades. Afinal a CUFA nasceu para ocupar esses territórios marginalizados e dar visibilidade para as favelas. Colocar em pauta nossas potências, nossos empreendedores, artistas e escritores, mas não dá.<br />\r\n <br />\r\nAinda não conseguirmos mudar a chave emperrada por uma economia em crise, aumento do combustível, energia elétrica e gás de cozinha.<br />\r\n <br />\r\nVou retomar uma história que pode estar acontecendo agora, enquanto você lê este artigo, em uma das mais de 190 favelas da nossa região.<br />\r\n <br />\r\nGeisa Sfanini, de 32 anos, morreu após ter 90% do corpo queimado enquanto usava álcool combustível para cozinhar, no cômodo alugado na Grande São Paulo. Ela deixa um filho de oito meses. O bebê também sofreu queimaduras em 18% do corpo, mas se recuperou e está morando com o pai.<br />\r\n <br />\r\nSegundo relato da dona do imóvel, Geisa passava por dificuldades financeiras e estava sem dinheiro para comprar gás de cozinha.<br />\r\n <br />\r\nHá algumas semanas, a jornalista Natuza Nery chorou ao comentar sobre as pessoas que passam fome no Brasil e afirmou: “Nós não vamos dar certo. Não tem como o Brasil dar certo se essas pessoas não tiverem trabalho e o mínimo de dignidade,  condição de alimentar os filhos.”<br />\r\n <br />\r\nChoro ao relembrar a tragédia de Geisa. A história me comove e motiva a continuar nosso trabalho atrás de recursos, doações e cestas básicas.<br />\r\n <br />\r\nNão sei se o caro leitor se deu conta, mas o símbolo da CUFA é um pássaro anu preto. A ave estigmatizada como prenúncio de mau agouro foi ressignificada, voa carregando esperança.</p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) na Baixada Santista",
            "date_published": "2021-10-13T19:27:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:52+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-130a-7180-8d2d-3d9b05c9a400",
            "title": "Sonho para retomada de um país chamado Favela",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2021/09/05/sonho-para-retomada-de-um-pais-chamado-favela.html",
            "content_html": "<p>Imagine um país chamado Favela Brasil, ainda sem os efeitos da pandemia do novo coronavírus. O Instituto Locomotiva e o Datafavela pesquisaram os moradores dessa nação de faz de conta e a realidade é surpreendente.<br />\r\n <br />\r\nPor ano, eles movimentam R$ 119,8 bilhões. Estudos também comprovaram que o poder de consumo dos favelados é superior aos rendimentos de países como Paraguai, Uruguai e Bolívia. Afinal, são 13,6 milhões de pessoas, com renda per capita de R$ 734,10. A  maioria dos ganhos vem do trabalho formal ou informal. Se imaginássemos que a favela fosse um estado, seria o 5º maior em população.<br />\r\n <br />\r\nQuem são os habitantes desse país? Porteiros, faxineiras, entregadores, garçons, pedreiros. Todos contribuem com seu trabalho, consomem e, como todo consumidor, ao comprar um litro de leite, um pão, pagam impostos.<br />\r\n <br />\r\nO relatório foi produzido com base na visita a 465 comunidades em 116 cidades brasileiras. No total foram entrevistadas 2670 pessoas, em janeiro de 2020.<br />\r\n <br />\r\nOutro estudo importante, divulgado este ano pelo Outdoor Social, revelou dados sobre empreendedorismo nas favelas. São mais 289 mil comércios registrados nas cerca de 6 mil comunidades em todo o Brasil.<br />\r\n <br />\r\nA pandemia trouxe consequências perversas para esses territórios: aumento do desemprego, empobrecimento e até a fome. Com a vacinação avançando, é o momento de pensarmos em uma retomada. Como aproveitar esse potencial existente nas favelas brasileiras?<br />\r\n <br />\r\nCom certeza, primeiramente, o caminho é abrir os olhos para essa realidade. O poder público tem de tomar conhecimento desses estudos para organizar um plano, traçar estratégias e propor investimentos e até parcerias com o setor privado. São infinitas as possibilidades para qualificar e formar mão-de-obra.<br />\r\n <br />\r\nReativando empregos e salários, é possível melhorar o poder de compra dessas pessoas, um estímulo para empreendedores dentro da própria favela, gerando mais empregos e contribuindo para fazer girar a economia local.<br />\r\n    <br />\r\nMinha expectativa como coordenador da CUFA Baixada Santista é sentar à mesa com prefeitos e empresários para discutirmos esse plano de retomada.<br />\r\n <br />\r\nQuer mais um dado importante sobre o país chamado Favela Brasil? O levantamento do Instituto Locomotiva e do Datafavela descobriu ainda que cerca de 70% dos moradores de favelas se consideram muito confiáveis, honestos, felizes e preocupados com os outros.<br />\r\n <br />\r\nEstamos esperando o que pra deixar de imaginar e fazer esse país acontecer?</p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) - Baixada Santista",
            "date_published": "2021-09-05T14:45:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:52+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-134e-7289-a5e1-6ee440dabe3f",
            "title": "A favela poderia ser uma potência no esporte",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2021/08/13/a-favela-poderia-ser-uma-potencia-no-esporte.html",
            "content_html": "<p>As Olimpíadas de Tóquio chegaram ao fim e nos deixam uma lição. Por trás de uma medalha olímpica brasileira, quase sempre ecoa uma história de superação.<br />\r\n <br />\r\nRebeca Andrade, ouro e prata em Tóquio. A menina negra, pobre, criada por mãe solo que descobriu a ginástica por meio de um programa social. Abner Teixeira, bronze no boxe, na categoria peso pesado. Jovem que para continuar treinando, teve de cumprir uma exigência do técnico: não abandonar a escola. Ítalo Ferreira, ouro no surf. As primeiras ondas foram em cima de uma tampa de isopor porque não tinha dinheiro para comprar uma prancha.<br />\r\n  <br />\r\nEntre becos e vielas, o esporte é, sem sombra de dúvida  um dos caminhos para a cidadania e o combate à vulnerabilidade social. Pode começar como brincadeira. Mas onde brincar se nas favelas não há investimento em espaços que possibilitem a prática esportiva? Um campo, uma pista de skate, de corrida, uma cesta. Na escola? Raríssimas são as unidades com infraestrutura que permitam um primeiro contato da criança com alguma modalidade.<br />\r\n <br />\r\nO governo federal tem o programa Bolsa Atleta, mas a ajuda de custo é para jovens a partir dos 14, o vínculo com um clube também é pré-requisito. Nesse estágio o atleta já está formado. O governo do estado tem a lei de incentivo ao esporte. Está escrito no primeiro parágrafo: “O Esporte é um direito constitucional do cidadão. É saúde e qualidade de vida, cultura e educação. É papel da Secretaria Estadual de Esportes apoiar, em todos os aspectos, o desenvolvimento e a prática do esporte em todo o Estado.” Mas... e tem sempre um mas.<br />\r\n <br />\r\nPenso que falta investimento na base, projetos que deem um norte para a garotada ociosa, que perambula pelas ruas. Temos que apresentar o esporte como possibilidade, incentivar, desenvolver atividades que despertem o interesse.<br />\r\n  <br />\r\nA CUFA se preocupa em dar visibilidade aos talentos no esporte. Um dos eventos mais importantes da entidade é o Taça das Favelas, a maior competição entre favelas do mundo. Patrick de Paula, craque do Palmeiras foi revelado no Taça. Por causa da pandemia a edição deste ano teve de ser adiada, mas vem novidade por aí em 2022.<br />\r\n <br />\r\nRebeca encantou a todos com sua coreografia ao som de \"Baile de Favela\", a boxeadora Bia Ferreira escolheu a “Favela Chegou”, da cantora Ludmilla, para embalar golpes certeiros no ringue.<br />\r\n <br />\r\nFAVELA! FAVELA! Essa é a batida que poderia, no solo, nas pistas, nos ringues, no mar, nas quadras, se transformar em potência no esporte.</p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) na Baixada Santista",
            "date_published": "2021-08-13T18:56:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:53+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-13bc-72ea-ab4b-c9ebb7fa2d5b",
            "title": "Pobreza menstrual: um problema que afeta milhares de jovens brasileiras",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2021/07/13/pobreza-menstrual-um-problema-que-afeta-milhares-de-jovens-brasileiras.html",
            "content_html": "<p>Padman, ou Homem Absorvente, é um filme indiano do diretor R. Balki. Na produção, o personagem Lakshime, morador de um vilarejo, se empenha para desenvolver um absorvente barato para que mulheres pobres possam usar. Para conter o fluxo menstrual, indianas improvisavam pedaços de pano que, juntamente com a higiene precária, acabavam trazendo sérios riscos à saúde. Pois bem, a Índia poderia ser aqui.<br />\r\n <br />\r\nNão se espante, mas o Brasil vive problema parecido: é a pobreza menstrual que se caracteriza pela falta de acesso a recursos, infraestrutura e até conhecimento, por parte de mulheres que menstruam, dos cuidados envolvendo a própria menstruação. Segundo relatório publicado este ano pela Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, estima-se que uma a cada quatro jovens brasileiras não tem condição financeira para comprar absorventes.<br />\r\n <br />\r\nO estudo também revela que 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seus domicílios e mais de 4 milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas. Acho de extrema importância eu, como homem, marido e pai de duas meninas, falar sobre o assunto. Acredito que esteja ajudando a desmistificar o tema.<br />\r\n <br />\r\nPor ser considerado tabu e até recentemente, invisível aos olhos do poder público, nossas meninas têm pagado um preço muito caro apenas por menstruar, apenas porque o corpo responde a um ciclo natural. A pobreza menstrual está diretamente ligada à evasão escolar. Dados revelam que, em média, as meninas percam 45 dias, ao logo do ano letivo, por não conseguirem sair de casa. No lugar do absorvente, utilizam papel higiênico, pano, roupas velhas, meias e até miolo de pão. Estigmatizadas, e diante de uma questão sem solução, acabam desistindo da escola e até perdendo oportunidades no mercado de trabalho. Um passo importante foi dado, depois de o tema ter se transformado em debate nacional.<br />\r\n <br />\r\nEm junho o governo de São Paulo lançou o programa Dignidade Íntima, que vai investir mais de R$ 30 milhões na distribuição de produtos de higiene menstrual a alunas de escolas da rede estadual. Na Assembleia Legislativa tramita o Projeto de Lei 1.177, que pretende instituir em todo o estado a política pública Menstruação sem Tabu, e universalizar o acesso a absorventes a todas mulheres em situação de vulnerabilidade social. <br />\r\n <br />\r\nSão inúmeras as demandas. Além de comida, é preciso água tratada, sabão, álcool, absorventes, enfim, olhar atento e sensível das autoridades. Todos tem direito a uma vida digna. Está na Constituição!</p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) - Baixada Santista",
            "date_published": "2021-07-13T14:09:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:53+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1324-7143-b3c0-b61c02ddb933",
            "title": "CUFA e a luta pelo pão nosso de cada dia",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/deraldo-silva/2021/06/13/cufa-e-a-luta-pelo-pao-nosso-de-cada-dia.html",
            "content_html": "<p>Ouvi de Karina que só havia pão embolorado para ela e os 3 filhos comerem. Vi Luciana e os vizinhos dividirem uma fogueira improvisada para cozinhar o arroz e feijão doados por nós.<br />\r\n <br />\r\nHá um ano e meio a pandemia de covid 19 expôs de maneira mais agressiva essa ferida que teima em não cicatrizar: a enorme desigualdade social do país.<br />\r\n <br />\r\nOs sucessivos períodos de isolamento , na tentativa de conter a transmissão do vírus, sem a contrapartida financeira necessária , por parte do poder público aos mais vulneráveis, empurrou mais gente para o território da extrema pobreza.<br />\r\n <br />\r\nAntes da pandemia o número de desempregados e desalentados, aqueles que desistem de procurar trabalho, já era desafiador. Dados do IBGE divulgados em abril, revelaram que o índice de pessoas nessa situação nos meses de dezembro de 2020, janeiro e fevereiro de 2021, atingiu o recorde da série histórica iniciada em 2012. São 14,4 milhões de desempregados.<br />\r\n <br />\r\nComo sobrevier sem renda e trabalho? Em pesquisa recente, a CUFA constatou que as famílias, em média, começaram a fazer menos de duas refeições por dia.<br />\r\n <br />\r\nA crise fez soar o sinal de alerta. Era necessário atuar rapidamente para combater a fome.<br />\r\n <br />\r\nPassamos a realizar inúmeras campanhas para arrecadar cestas básicas, máscaras de proteção e álcool em gel. As mobilizações tem envolvido empresários, classe artística e até os times de futebol.<br />\r\n <br />\r\nSó aqui na região da Baixada Santista, em dois meses da campanha Baixada Solidária, desenvolvida em parceria com o Complexo Educacional Santa Cecília, arrecadamos R$ 100 mil. Semanalmente as doações chegam às quase 190 favelas da região, atendendo mais 300 mil pessoas.<br />\r\n <br />\r\nCelso Athayde, um dos fundadores da Central Única das Favelas, diz que favela é potência. A CUFA nasceu há 22 anos com o objetivo de jogar luz sob esses territórios invisíveis e marginalizados.<br />\r\n <br />\r\nPor meio de parcerias, apoios e patrocínios, desenvolvemos cursos e oficinas de DJ, gastronomia, audiovisual, teatro, produção cultural e tantos outros projetos. Um dos eventos mais conhecidos é o Taça das Favelas, o maior torneio de futebol entre comunidades do mundo. A competição já revelou talentos como o atacante Patrick, do Palmeiras.<br />\r\n <br />\r\nNesse momento a demanda por comida se impõe, e o trabalho está focado no assistencialismo. É como se déssemos dez passos para trás.<br />\r\n <br />\r\nNa semana em que o mercado e investidores comemoram crescimento de 1,2% no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro , em relação ao último trimestre de 2020, seguimos, sem saber quando esses números vão refletir positivamente na base da pirâmide, significando retomada do emprego e renda. Seguimos, na luta para colocar na mesa dos mais de 11 milhões de brasileiros, o pão nosso de cada dia.</p>\r\n",
            "summary": "Deraldo Silva - Coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) na Baixada Santista",
            "date_published": "2021-06-13T18:09:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:52+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Deraldo Silva"
                }
            ],
            "tags": [
                "Deraldo Silva"
            ]
        }
    ]
}
