{
    "version": "https://jsonfeed.org/version/1.1",
    "title": "BS9 - Denise Cinelli",
    "description": "Feed de notícias de Denise Cinelli do BS9",
    "home_page_url": "https://www.bs9.com.br",
    "feed_url": "https://www.bs9.com.br/coluna/denise-cinelli/feed/json",
    "language": "pt-BR",
    "authors": [
        {
            "name": "Colunista"
        }
    ],
    "items": [
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-16d3-7256-9d92-077952d2680d",
            "title": "Criptomoedas: Liberdade ou segurança?",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/denise-cinelli/2025/02/10/criptomoedas-liberdade-ou-seguranca.html",
            "content_html": "<p>Parece haver dois pontos de vista muito opostos em relação ao mercado de criptomoedas. De um lado, há aqueles que apostam na completa liberdade dos ativos digitais, argumentando que o sistema foi criado dessa forma e para esse fim, enquanto outros apostam na segurança como um fator prioritário para investir no mercado. Mas será que não existe uma maneira de ter liberdade com segurança?</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Antes de tomar uma posição, é preciso entender cada perspectiva. Vamos começar pela dos que defendem um ambiente autônomo. No final de 2008, Satoshi Nakamoto criou a tecnologia blockchain e com ela um projeto de moeda digital para transferência de valores. Assim nasceu o Bitcoin, como uma resposta à crise econômica vivida em 2008, quando a falência do banco de investimento americano Lehman Brothers levou o mundo a uma recessão econômica de enormes consequências.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Naquela época o sistema bancário foi seriamente questionado, após o estouro da bolha das hipotecas subprime nos Estados Unidos, que resultou na falta de liquidez e crédito das instituições financeiras. Por isso, as criptomoedas surgiram, como um novo sistema monetário que buscava retirar o protagonismo exclusivo dos bancos e permitir que as pessoas fossem donas do seu próprio dinheiro, sem precisar confiar em terceiros e com a ideia de derrotar o esquema tradicional de concentração de poder e capital.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Na teoria, isso soa muito bem, mas na prática, o valor descentralizado das criptomoedas tem sido usado para fins ilícitos, e suas características são exploradas para realizar ataques cibernéticos, como golpes, roubos, falsificação de identidade, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Por conta deste cenário, existe outra corrente que defende que o mercado cripto seja regulado para qualquer tipo de operação transfronteiriça. À medida que as criptomoedas crescem e se tornam parte integrante da economia global, eles afirmam que é crucial estabelecer regras que protejam os usuários e garanta a estabilidade financeira. Entre os problemas a serem resolvidos estão a extrema volatilidade dos preços, a lavagem de dinheiro, a fraude e a manipulação de mercado. Além disso, também argumentam que, com normas adequadas, podemos trabalhar a confiança dos investidores e promover a adoção em massa das criptomoedas.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Ambos pontos de vista têm pontos a favor e contra. Por isso, me questiono se, ao invés de optar por apenas uma delas, por que não trabalhamos para criar uma terceira via que nos proporcione um equilíbrio entre liberdade e segurança, onde tanto os usuários quanto os operadores sigam regras específicas que, em troca, nos permitam operar com maior garantia e proteção. Afinal, quando se trata do nosso dinheiro, proteção nunca é demais. E no caso de ser vítima de algum golpe, todos gostariam de poder responsabilizar um terceiro para ser ressarcido, certo?</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>É claro que a proteção das finanças pessoais é fundamental, mas não podemos negligenciar o principal atributo das criptomoedas, que é a sua descentralização e independência dos bancos e políticas econômicas dos governos de turno. Devemos confiar na própria segurança que esses ativos nos proporcionam por meio da tecnologia blockchain, a qual oferece mecanismos abrangentes de assinaturas digitais e criptografia de chave pública que já comprovaram ser muito efetivos para protegê-los.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Por outro lado, também devemos sim avançar na criação de regulamentações que, em vez de limitar seu uso, ajudem a igualar o campo de jogo, para que os ativos digitais estejam disponíveis no mesmo nível dos sistemas tradicionais, permitindo que as pessoas escolham onde operar com seu dinheiro e tenham as garantias necessárias em um mercado onde a liberdade e a inovação sejam primordiais.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Já está mais do que na hora de encontrar uma maneira na qual as criptomoedas e o sistema tradicionais possam conviver de maneira harmoniosa, pois essa tecnologia chegou para inovar o mercado financeiro e melhorar a forma como tratamos o dinheiro e investimentos, dando acesso àqueles que ficam fora do sistema atual, promovendo a inclusão de pessoas que antes nem mesmo possuíam conta bancária.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Por Denise Cinelli, COO da CryptoMKT</p>\r\n",
            "summary": "Parece haver dois pontos de vista muito opostos em relação ao mercado de criptomoedas. De um lado, há aqueles que apostam na completa liberdade dos ativos digitais, argumentando que o sistema foi cria...",
            "image": "https://cdn1.bs9.com.br/Folder/2026/07/96244d03-8bcd-4da6-874b-a8148c7235f0/conversions/004-large.webp",
            "date_published": "2025-02-10T14:45:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:43:24+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Colunista"
                }
            ],
            "tags": [
                "Denise Cinelli"
            ]
        }
    ]
}
