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    "title": "BS9 - Carlos Alberto Telles",
    "description": "Feed de notícias de Carlos Alberto Telles do BS9",
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            "title": "A Saúde é a força que move e sustenta todos os setores da economia",
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            "content_html": "<p>A pandemia causou muitos estragos, sabemos que este ano eleitoral vai gerar impactos diretos e indiretos em diversos setores. A saúde deveria ser a priorodade na agenda do governo e da sociedade, não podemos mais esperar só por discursos, precisamos de saude mais digna para todos que necessitam.<br />\r\n<br />\r\nTudo que percebemos nesses dois ultimos anos, que sem saude não conseguimos dar um passo a frente de qualquer outro setor da economia. É fato que o panorama do cenário político e econômico, não é bom. Agora é a hora de reinvidicarmos melhorias continuas e que o Sistema Único de Saude melhore a remuneração de forma mais adequada para os hospitais conveniados ao SUS, para que eles cuidem da nossa saúde e da saúde financeira dos hospitais para que eles possam dar saude as pessoas que necessitam.<br />\r\n<br />\r\nO voto esta nas nossas mãos, precisamos escolher bem nossos politicos que auxiliem o nosso país a evoluir e não aos interesses deles proprios.<br />\r\n<br />\r\nEstamos saindo de uma pandemia e o setor da saúde precisará se preparar a nova realidade para impedir que seres humanos sofram com os próximos surtos de doenças infecciosas. Os hospitais precisam fazer uma parada geral e reorganizar ajustes mais efetivos na origem da infecção hospitalar que existe no processamento da roupa hospitalar e não mais continuar acreditando que roupa hospitalar bem lavada elimina microrganismos.<br />\r\n<br />\r\nO bacilo de clostridium difficile desde a morte de Trancredo Neves é uma endemia nacional, na hora para fazer novas camas é o que mais preocupa as autoridades de saude por sua taxa de mortalidade e pela dificuldade em elimina- los na lavagem.<br />\r\n<br />\r\nOs hospitais de alta complexidade são um verdadeiro oásis em medicina, mas ainda continuam lavando roupa infectada. “Lavar Roupa Hospitalar” mudança inevitável, o método é frágil para dar o suporte as instituições de saúde. A ideia dos gestores da hotelaria hospitalar é constante na busca de oferecer uma hospedagem inspirada em hotel cinco estrelas, investem em luxo o que deveria ser obrigatoriamente técnica em desenvolver processos mais robusto que respondam a eficiência do controle da infecção em roupa hospitalar.<br />\r\n<br />\r\nApontamos que essas infecções constituem um importante problema de impacto social, altera a saude humana e a saude financeira dos hospitais e planos de saude. No Brasil existem mais de 7 mil hospitais com toda a roupa suja e contaminada de 500 mil leitos todos os dias.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro especializado em segurança do trabalho",
            "image": "https://cdn1.bs9.com.br/Folder/2026/07/bdc6cf24-6fb6-48cb-956b-71e987a84cf8/conversions/carlos-alberto-2-large.webp",
            "date_published": "2022-05-31T03:00:00+00:00",
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                "Carlos Alberto Telles"
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            "title": "Os problemas visíveis e os impactos negativos de lavar roupa hospitalar",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/carlos-alberto-telles/2022/05/07/os-problemas-visiveis-e-os-impactos-negativos-de-lavar-roupa-hospitalar.html",
            "content_html": "<p>ESG, A sigla mais famosa no mundo, refere-se a práticas mundiais voltadas para o meio ambiente, o termo tem se destacado cada vez mais e esta muito bem associado aos objetivos para o meio ambiente.<br />\r\n<br />\r\n<strong>E </strong>(ENVIRONMENTAL/em português,AMBIENTAL) <strong>S </strong>(SOCIAL) <strong>G </strong>(GOVERNANÇA), é a nova forma de se referir oque as empresas estão fazendo para serem socialmente responsáveis, ambientalmente sustentáveis e administradas corretamente com os objetivos de desenvolvimento sustentável.<br />\r\n<br />\r\nO processamento de roupas dos serviços de saúde é uma atividade de apoio que influência diretamente na qualidade da assistência à saúde, principalmente no que se refere à segurança, prevenção e controles de riscos à saúde e ao conforto do paciente.<br />\r\n<br />\r\nLevantamentos mostraram que 70% da quantidade de roupa hospitalar é processada com sujeira sólida, como secreções, fezes e coágulos, presentes nas roupas, essas excretas acabam sendo processadas na lavagem da roupa e necessitando de muitos enxagues, as bactérias que estão nas fibras do tecido gostam de agua para se desenvolver.<br />\r\n<br />\r\nPesquisa publicada na revista científica Infection Control & Hospital Epidemiology, da editora da Universidade de Cambridge diz: - cerca de 60% dos esporos presentes antes da lavagem permaneceram na roupa hospitalar após lavagem.<br />\r\n<br />\r\nOutro estudo (Bigstock) mostrou que a lavagem não elimina totalmente esporos da roupa hospitalar e observaram que a redução na carga de esporos foi de 40% após a lavagem, portanto a lavagem de roupa infectada não é suficiente para acabar com os esporos, e a contaminação hospitalar pelo bacilo Clostridium difficile é uma das que mais preocupam autoridades de saúde por sua taxa de mortalidade, que chega a 17%, talvez a resistência dos esporos na roupa hospitalar explique parte da transmissão da bactéria entre pacientes, sugerem que até 27% dos novos pacientes se tornam portadores assintomáticos do Clostridium difficile após seis semanas de internação.<br />\r\n<br />\r\nEssa atividade, não tem sofrido grandes modificações nos últimos 40 anos, apenas houve apenas uma atenção relativa em relação aos riscos existentes baseados pela Lei n. 8.080 de setembro de 1990, logo após a morte de Tancredo Neves com a necessidade de um maior controle sanitário das atividades para diminuir ou prevenir riscos à saúde e os órgãos sanitários de poder intervir nos problemas sanitários decorrentes desses serviços de saúde.<br />\r\n<br />\r\nAs unidades de processamento de roupas de serviços a saúde “lavanderia hospitalar”, é um metodo prejudicial ao meio ambiente em virtude do alto consumo de agua para processamento da roupa hospitalar, está provocando degradação e esgotamento de bens ambientais, consomem 40 milhões de litros de agua/dia, e utilizam 190 ton./dia de produtos químicos, dentre os diversos setores, seus efluentes são os que apresentam nocividade ambiental mais acentuada, devido à presença dos poluentes em maior concentração de microrganiosmos e dos produtos químicos inseridos durante a lavagem das roupas, cerca de 50% dessa agua não é tratada e os outros 50% são tratados de forma convencional, que não removem a parte que fica suspensa que são os contaminantes bioativos que permanecem dissolvidos na agua, provocando risco a biodiversidade.</p>\r\n\r\n<p>Outro assunto bastante questionado a nível mundial e de impacto ambiental, é o risco biológico cruzado, do reuso, do descarte irregular do enxoval hospitalar ou são vendidos, assim o rastro desse enxoval se perde, e grave infração sanitária também é com o lixo séptico (resíduos infectantes e biomédicos), que são gerados cerca de 253 mil ton./ano contêm microrganismos potencialmente perigosos e cerca de 60% vão parar em lixões, virou uma bomba relógio. As diretrizes da OMS, afirmam que os resíduos devem ser tratados o mais proximo possivel de onde são gerados e como método mais seguro a incineração.<br />\r\n<br />\r\nÉ necessário nos dias de hoje uma renovação no conceito de uso e processamento do enxoval hospitalar, fica cada vez mais evidente que esse modelo econômico está se tornando insustentável, e não há dúvidas que os fatos existentes no passado e do presente sinalizam que lavar roupa infectada não é futuro para saúde humana e do meio ambiente.<br />\r\nNão é segredo para o setor de saúde que reprocessamento de roupa hospitalar cria um reservatório de microrganismos, o próprio manual da Anvisa afirma que elas não são estéreis, mais que sabidamente podem conter esporos.<br />\r\n<br />\r\nO setor de saúde mundial está enfrentando inúmeros desafios que impõem enorme pressão sobre gestores, médicos e funcionários. Lavar roupa infectada mudança inevitável e não se sustentará nos próximos anos, o método é frágil para dar o suporte as instituições de saúde. A infecção hospitalar predomina nos quatro cantos do mundo e exige um salto qualitativo no controle.</p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro especializado em segurança do trabalho",
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                "Carlos Alberto Telles"
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            "title": "Meio ambiente, modismo ou passado",
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            "content_html": "<p>Cuidar do meio ambiente sempre foi tratado com obstáculo ao desenvolvimento, uma chaminé lançando fumaça na atmosfera era conceito de progresso. Não podemos negar que o mundo é movido pela economia e hoje muitas vantagens já estão sendo oferecidas para as empresas se adequarem as regras ambientais.<br />\r\n<br />\r\nQuando a sociedade brasileira adquirir maturidade ambiental para dar preferência aos produtos que respeitam o nosso ecossistema e descartarem as empresas vilãs do meio ambiente e alguns ecologistas toscos e ultrapassados do ponto de vista ambiental pararem de insistir em acreditar que o meio ambiente não pode caminhar em harmonia com a economia de valor, mesmo com todo o avanço da tecnologia brasileira de vanguarda desenvolvida para sistemas de controle de poluição ambiental.<br />\r\n<br />\r\nEssa posição de ambientalistas radicais, é sabida que o contrário ocorre em países desenvolvidos, onde os ambientalistas têm plena consciência que desenvolvimento e meio ambiente podem caminhar juntos e seus atos são para os consumidores descartem os produtos e empresas tidas como vilãs ambientais e a população só adquirirem produtos oferecidos por empresas que estão em acordo as regras ambientais.<br />\r\n<br />\r\nOs ambientalistas que agirem em consonância com os valores ambientais e da economia de valor, com um governo federal facilitando a obtenção de financiamentos para sistemas de controle de poluição ambiental, todos juntos irão contribuir com as empresas brasileiras e a valoração da nossa imagem para o mundo.<br />\r\n<br />\r\nSerá que estamos evoluindo, com os ecologistas radicais que são apenas um fenômeno passageiro se não evoluírem para soluções necessárias e gradativas não irão mais convencer a respeito do meio ambiente para atender as necessidades atuais e das futuras gerações. Hoje já são considerados contra aquilo ou a tudo que deveremos chamar de progresso sustentável.<br />\r\n<br />\r\nComo dizia “Fernando Pessoa”, ser ecologista é acreditar que a vida pode ser melhor se as mentalidades mudarem e tiverem em consideração os ensinamentos que a velha Terra e o ainda Universo não cessam de nos transmitir.<br />\r\n <br />\r\nO futuro precisa de pessoas engajadas hoje, que assumam a responsabilidade por suas atitudes e entendam o seu papel na sociedade, como atores relevantes para as mudanças necessárias. O mesmo deve ocorrer na iniciativa privada, cada empresa tem seu papel de transformação, que não se limita a sua comunidade. Toda empresa gera impactos, positivos e negativos, mas conseguir identificar e buscar promover cada vez mais benefícios é mais do que um caminho, é a preservação do negócio, dos empregos, do meio ambiente, do planeta e das sociedades.<br />\r\n<br />\r\nSustentabilidade está associada ao desenvolvimento e deve se tornar meta nas decisões dos gestores públicos e, também, privados, para o fortalecimento de um modelo de desenvolvimento sustentável com perspectivas de planejamento a longo prazo.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro de Segurança do Trabalho",
            "date_published": "2022-03-31T03:00:00+00:00",
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                "Carlos Alberto Telles"
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            "title": "A pandemia não acabou e quando o mundo saberá que esse pesadelo chegará ao fim",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/carlos-alberto-telles/2022/01/31/a-pandemia-nao-acabou-e-quando-o-mundo-sabera-que-esse-pesadelo-chegara-ao-fim.html",
            "content_html": "<p>Há dois anos, OMS declarou pandemia, Tedros Adhanoms disse, na época, que caberia a cada país mudar o curso dessa pandemia e alertava para a necessidade de resposta robusta. O novo coronavírus, matou pessoas, superlotou hospitais, quebrou a economia, paralisou a indústria, impediu aviões de levantar voo, fechou escolas. Doença que ainda continua misteriosa em muitos aspectos. Ainda hoje não há um consenso no mundo sobre qual evento sinalizaria o fim da crise sanitária do “Covid-19 e agora o Õmicron e quando essa pandemia acabará por completo e como e quando sairemos dessa. <br />\r\n <br />\r\nTodos os dias as mídias globais nos comunicam sobre o Sars-Cov-2, sem conclusões as claras, tudo que está ocorrendo não tem conclusões definitivas ou um indicador conclusivo ou clássico de pesquisadores em todo mundo que possibilite uma identificação assertiva do desfecho dessa pandemia. Ninguém sabe ainda qual o melhor instrumento de aferição da circulação do vírus, não há certeza se estamos perto do fim ou da próxima variante. Tão pouco sabemos se alguma informação conclusiva virá da Organização Mundial da Saúde ou de cada país, ou região ou mesmo de cada cidade. <br />\r\n <br />\r\nNão temos literaturas históricas e nem medicas que datam como é o fim de uma pandemia, só sabemos que estudiosos entendem que a gripe espanhola assolou o mundo entre 1918 e 1919 em três ondas. No entanto, há referências abundantes documentando que ela se estendeu de 1918 a 1920, incluindo uma quarta onda. Outro caso é a pandemia de gripe asiática, que teria ocorrido em duas ondas entre 1957 e 1958. Mas não são poucos os que englobam uma terceira onda, em 1959. <br />\r\n <br />\r\nNão sou especialista, mas acreditamos que essa pandemia quando for divulgado o fim, não terá sido erradicado o vírus. Enquanto não houver um melhor controle do Sars-Cov2 e métricas como os níveis de hospitalização ou testes positivos em todo os países do mundo. <br />\r\n <br />\r\nNa qualidade de engenheiro posso afirmar, só com a tecnologia certa poderemos ajudar a lidar com esse vírus e trazer segurança aos pacientes, reduzir custos da assistência medica e hospitalar. No Brasil o sistema de saúde vive em constante pressão por maior eficiência e melhor controle de custos. <br />\r\n <br />\r\nApesar de algumas barreiras já terem sido superadas nesses últimos anos, ainda existem muitos desafios a serem atingidos, o principal deles é à falta de tecnologia dentro do ambiente hospitalar, até para melhorar a disponibilidade da informação para médicos, time de enfermagem, farmacêuticos. Um grande problema por falta de tecnologia da informação são os erros de medicação uma das principais causas de lesões e danos evitáveis nos sistemas de saúde, outro grande problema é que ainda nos dias de hoje os serviços de lavanderia hospitalar são utilizados, isso só vem aumentar o risco biológico cruzado de forma a reduzir a segurança dos paciente, médicos e enfermeiros. Lavar roupa infectada é uma atividade altamente insalubre ao homem e ao meio ambiente. <br />\r\n <br />\r\nNo Brasil pesquisas recentes do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar da Universidade Federal de Minas Gerais, foram estimados, R$ 10 bilhões consumidos pelos eventos adversos no ano de 2017, somente na saúde suplementar. <br />\r\n <br />\r\nÉ nesse cenário que a tecnologia deve se apresentar como uma forte aliada dos serviços de saúde. Não é mais possível imaginar uma instituição de saúde segura sem recursos de suporte à decisão clínica e nos dias de hoje, utilizar os serviços de lavanderia hospitalar, serviço que está diretamente relacionado à infecção hospitalar e na qualidade da segurança assistencial prestada ao paciente. <br />\r\n <br />\r\nO setor da Saúde vem acumulando há alguns anos uma série de novas causas de mortalidade hospitalar e que continua afetando o mundo em termos de vidas perdidas, são o Clostridium difficile e outras 6 importantes bactérias. O bacilo Clostridium é uma das que mais preocupam autoridades de saúde por sua taxa de mortalidade e pela dificuldade em eliminar os esporos na lavagem das roupas. <br />\r\n <br />\r\nO próprio manual da Anvisa afirma que as roupas hospitalares não são estéreis e o processamento da roupa não resulta em eliminação total dos microorganismos. Mais que sabidamente levantamentos comprovam a existência de patógenos na roupa hospitalar limpa e afirmam que os processos usados para lavar a roupa hospitalar não são capazes de eliminar totalmente os esporos do Clostridium o que as tornam uma potencial fonte de propagação quando a mão toca o tecido. Não resta dúvida que lavar roupa infectada, não é futuro para a saúde humana.</p>\r\n\r\n<p><em>*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro de Segurança do Trabalho",
            "date_published": "2022-01-31T14:37:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:53+00:00",
            "authors": [
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            "title": "Senso de urgência nos hospitais para soluções de controles, mas infecção em roupa hospitalar continua livre e solta",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/carlos-alberto-telles/2021/12/31/senso-de-urgencia-nos-hospitais-para-solucoes-de-controles-mas-infeccao-em-roupa-hospitalar-continua-livre-e-solta.html",
            "content_html": "<p>As infecções hospitalares são quem dão início aos programas de controle das infecções hospitalares. Nos dias de hoje a pandemia da Covid-19, acelerou diversas mudanças que precisavam ser pensadas nas instituições de saúde, foram implementadas por hospitais e clínicas ou estão sendo preparadas. A preocupação com a higiene das mãos não é coisa nova na medicina, mas parece que ainda não se incorporou aos hábitos de todas as pessoas.<br />\r\n <br />\r\nHoje um dos principais pilares que norteiam a relação com a tecnologia dos hospitais, são os profissionais especializados, seus médicos e demais profissionais do setor de saúde são eles que garantem as atualizações tecnológicas de acordo com a realidade de cada hospital.</p>\r\n\r\n<p>Só depois da morte de Tancredo, deram início aos programas de controle das infecções hospitalares e o movimento de judicialização na saúde que mudou rotinas em hospitais do país no controle da infecção hospitalar. Após a comoção em 21 de abril de 1985, o assunto passou a ser esclarecido por especialistas brasileiros e estrangeiros onde se expôs a fragilidade no Sistema de Saúde Nacional, particularmente na assistência hospitalar.</p>\r\n\r\n<p>As Infecções Hospitalares e a qualidade da assistência prestada pelos hospitais públicos e privados começaram a ser pensada, além de ser um problema extremamente caro, comprometia a saúde financeira das instituições, particularmente do SUS e das seguradoras e operadoras de planos de saúde.</p>\r\n\r\n<p>Identificou-se que um paciente com Infecção Hospitalar fica 10 a 20 vezes mais caro para o sistema de saúde do que um doente sem infecção, com múltiplas  chance de morrer de uma infecção hospitalar.</p>\r\n\r\n<p>Mas a força que impulsionou os programas de controle de Infecções foi o surgimento do Procon, esse canal deu voz a pessoas que até então não tinham a quem procurar. Esse procedimento gerou, e ainda gera, centenas de processos judiciais contra hospitais, médicos, operadoras de planos de saúde e contra o próprio Estado e muitos processos tiveram decisões equivocadas, esse foi um fator importante para que os hospitais se mobilizassem para instituir os programas de controle de infecções e, posteriormente, adotassem a gestão de riscos não infecciosos e fez com que o próprio estado se aparelha-se, fato que, nos dias atuais, contribui com um aumento extremamente significativo dos custos do sistema. Época que os governos estaduais e municipais começaram a estruturar, a Vigilância Sanitária que passou atuar na fiscalização dos hospitais e a literatura científica sobre o tema se tornou cada vez mais rica e acessível, elevando o nível de consciência e de aperfeiçoamento por razões técnico-administrativas e legais dos gestores da saúde no Brasil. Por todos esses motivos, o Controle de Infecções Hospitalares evoluiu muito ao longo dos últimos 40 anos no Brasil.</p>\r\n\r\n<p>Mesmo que os avanços tecnológicos tenham sido acelerados, principalmente agora durante a pandemia de Covid-19, ainda há um longo caminho a ser percorrido para a verdadeira transformação nas instituições de Saúde, ambiente com demandas muito delicadas, é o setor que mais enfrenta dificuldades em converter dados em soluções. Para um novo cenário seguro é fundamental uma mudança que já precisava ser colocada em pratica, é com o fim dos serviços de lavandeira hospitalar, mudança que precisava ser pensada nas instituições de saúde.</p>\r\n\r\n<p>Apesar de termos evoluído, ainda falta nos aproximarmos do que cerca o paciente, que é a roupa hospitalar e esse ponto crítico e não tem sido o ponto de atenção relevante, a lavagem da roupa é apenas um fator de redução de riscos das infecções, somente reduz a contagem de microrganismos para níveis aceitáveis e essas quantidades são suficientes para transmitirem doenças. O mundo foi infectado, agora alterou novamente a visão dos hospitais e a percepção é que não é futuro para saúde humana lavar roupa infectada. Lavanderia hospitalar é o rastro da infecção em roupas e cortinas no ambiente hospitalar, para isso que foi criado o sistema Sintex, para eliminar esse serviço ineficiente ao controle da infecção hospitalar. Se as instituições de saúde continuarem lavando roupa infectada, Infecção hospitalar vai continuar na contramão das expectativas dos pacientes, médicos e enfermeiros.<br />\r\n <br />\r\nPós pandemia do covid-19, um novo tipo de paciente emergiu, um paciente que sabe diferenciar o que são bactérias resistentes as que são adquiridas no ambiente hospitalar e dos germes comuns que se pega dentro de um ônibus, dados hoje são divulgados pela OMS e sabem também que a lavagem não elimina esporos de clostridium difficile de roupa hospitalar e que cerca de 60% dos esporos permaneceram na roupa hospitalar após lavagem dos lençóis. A sobrevivência desse bacilo presente nos lençóis, na hora para fazer novas camas é também a que mais preocupa autoridades de saúde por sua taxa de mortalidade, que chega a 17%, e pela dificuldade em elimina-los pela lavagem e evitar infecções hospitalares.<br />\r\n <br />\r\nInfecções hospitalares, são comuns em pacientes hospitalizados, cerca de um milhão de pacientes morrem por ano por este tipo de ocorrência em todo o mundo e, no Brasil, estima-se que a taxa de infecção hospitalar possa chegar a 14%, segundo dados do Ministério da Saúde.</p>\r\n\r\n<p>As ações dos profissionais do CCIH, são voltadas à vigilância e redução dos riscos dos pacientes a contraírem infecções hospitalares, monitoramento constante para controle de surtos e até mesmo dos serviços de limpeza e desinfecção. Mas a solução para reduzir de forma eficiente e em grande escala a infecção hospitalar, só eliminando esse o serviço ineficiente de lavar roupa hospitalar infectada. Roupa hospitalar mesmo que seja higienizada pelo melhor processamento de lavagem, funciona como um campo fértil para a colonização de bactérias, vírus e muitos outros microrganismos transmitindo de uma pessoa para outra, e fica difícil tratá-las porque esses bacilos são resistentes à ação dos antibióticos.</p>\r\n\r\n<p>*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro de Segurança do Trabalho",
            "date_published": "2021-12-31T21:05:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:52+00:00",
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            "title": "O que o meio ambiente quer da gente é coragem",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/carlos-alberto-telles/2021/10/31/o-que-o-meio-ambiente-quer-da-gente-e-coragem.html",
            "content_html": "<p>A poluição um mal visível, nas águas, causa doenças e prejuízo no abastecimento, nós dependemos dela para viver e as pessoas continuam poluindo os rios e oceanos, esquecendo o quanto ela essencial para nossas vidas, como o bem mais preciso da humanidade é de extrema importância para a vida de todos os seres vivos que habitam a terra, na  atmosférica causa grande incidência de doenças respiratórias, e no solo, pelo acúmulo de lixo urbano, hospitalar, industrial e do agro negócio causam riscos à saúde e a deterioração ao ponto de tornar a terra inútil. Os problemas ambientais no planeta cada vez mais afetam a AGUA – AR - SOLO. Os ecossistemas afetados causam danos à saúde humana e de outras espécies. <br />\r\n <br />\r\nOs ambientalistas tem exercido com nobreza a função de defender o meio ambiente, porem a crise ambiental que é apontada por eles, pelas ongs e governantes tem discursos ecológicos apenas por princípios de ideologia com base em modelos empresariais sem sistemas de controle de poluição ambiental e na queima de materiais a céu aberto, sem captação e tratamento de gases, que aumentam sua participação a cada dia de 4,3% (604 toneladas de toxinas) para 57,14% (628 toneladas de toxinas), nos últimos 14 anos. <br />\r\n <br />\r\nO Brasil não tem um inventário das fontes de emissão de dioxinas, furanos e dos demais poluentes para controle nacional do fluxo de análises do ar, solo, água e sedimentos em locais estratégicos. Diversas são as tecnologias disponíveis para o tratamento dos Resíduos de Serviços de Saúde, uma vez que esses resíduos representam um sério problema que não pode ser postergado. Por suas características peculiares de toxicidade e patogenicidade nem todas tecnologias atendem a contento os parâmetros fixados para sua disposição final. As tecnologias térmicas: autoclavagem e incineração tem se mostrado as mais utilizadas no tratamento dos resíduos em razão da eficiência de desinfecção e redução de volume.<br />\r\n <br />\r\nOutras atividades que os ambientalistas deveriam se preocupar é com o descarte do lixo hospitalar, (60%) vão parar em lixões e com decomposição de resíduos de esgoto em aterros, emissão de diesel de ônibus e caminhões, queima de madeira em residências e usinas a carvão. <br />\r\n <br />\r\nHoje a engenharia pode oferecer solução de destruição térmica ambientalmente correta com conceito moderno para gestão de resíduos sólidos e lixo urbano. Hoje os sistemas de tratamento térmico de resíduos em grandes volumes são os mais avançados e modernos, além da emissão controlada, você ainda consegue diminuir o volume de início em até 90%, e com o calor, você consegue energia elétrica ou vapor para uso industrial. <br />\r\n <br />\r\nPodemos assumir que a utilização de resíduos para produzir energia economiza, em média, uma quantidade de combustíveis fósseis correspondente às necessidades de aproximadamente 700.000 pessoas. O tratamento térmico de aproximadamente 2 kg de resíduos domésticos tem um poder calorífico de aproximadamente 8.000 kJ/kg pode produzir 1 kWh de potência. Essa energia pode manter acesa uma lâmpada de 40 watts por aproximadamente 25 horas. Uma solução ambientalmente correta para o lixo doméstico e lixo hospitalar.<br />\r\n <br />\r\n“Sabemos, que se for utilizado o tratamento térmico com tecnologia totalmente adequada e eficaz tem sim sua vantagem e seu aspecto positivo”.<br />\r\n <br />\r\nNão podemos separar o ser humano e o meio ambiente ou fazermos vista grossa até se esgotarem os recursos naturais. Hoje temos uma indústria que vive na busca da modernidade dos avanços tecnológicos para redução da mão de obra, o que também traz riscos a sociedade. “UM NOVO CONTEXTO CULTURAL AINDA É POSSIVEL”. Primeiro deveremos controlar os empresários que exploram os bens naturais associados a produção predatória com análise dos efeitos negativos e dos riscos gerados pelo modelo da sua produção.<br />\r\n <br />\r\nO ser humano está se apropriando indevidamente dos recursos naturais (agua, solo, florestas e o habitat de espécies animais) e transformando em sua riqueza. “Quem tirar da natureza tem que devolver o que retirar”. Essa apropriação indevida dos recursos naturais tem efeito devastador e não para de crescer e está se agravando a cada dia. Precisamos pensar como retribuirmos a natureza o que já nos deu e substituirmos processos industrias prejudiciais ao homem e ao meio ambiente.<br />\r\n <br />\r\nPrecisamos de rumo e foco na escassez e o esgotamento dos recursos naturais do meio ambiente a curto prazo em consideração as novas gerações, sem impor limites no sistema produtivo. O novo discurso ecológico no novo ambiente é alterar, modificar e substituir processos de produção ou substituir serviços por produtos com destinação ambientalmente correta por quem gera ou produz. Os processos de industrialização devem ser reengenheirados e não freados, por discursos de ambientalistas.<br />\r\n <br />\r\nTodos precisamos perceber esse cenário consolidado e juntos considerarmos que é preciso buscarmos soluções pertinentes e não mais na esfera individual e sim no contexto global, caso contrário todos estaremos colocando em risco a própria existência da humanidade e do planeta Terra.<br />\r\n <br />\r\nNa atual situação do planeta não podemos mais desconhecermos os problemas ambientais que se originou por causa desse modelo de empresas prejudiciais. Vamos marcar o “novo” com uma melhor relação entre o homem e o meio ambiente, ao invés de criarmos problemática ambiental originadas de ambientalistas, ongs e outras instituições que não será o resultado para o êxito de uma solução ambientalmente correta. <br />\r\n <br />\r\nVamos destacar, valorizar e buscar soluções na engenharia para buscarmos o desenvolvimento sem deixarmos de cuidarmos do meio ambiente, vamos assim preservar o sistema econômico e o principal valor da natureza que ainda nos resta, replanejamento das nossas atividades ambientais e econômicas. <br />\r\n <br />\r\nFinalizando e ressaltando que a baixada santista é o berço de realizações e transformações na saúde como Saturnino de Brito e no meio ambiente como no polo industrial de Cubatão com a instalação de sistemas de controles de poluição do ar e hoje para melhorar temos a Lei 12.305/2010 que regulamenta o tratamento jurídico que melhora atender a busca pelo desenvolvimento sustentável obrigatório para a continuidade no planeta Terra. Só assim iremos cumpri nossa obrigação com o planeta e as futuras gerações.  Engenheiro Carlos Alberto Telles, amigo do meio ambiente.</p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro de Segurança do Trabalho",
            "date_published": "2021-10-31T19:48:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:53+00:00",
            "authors": [
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            "title": "O que o futuro reserva para pacientes, médicos, enfermeiros e meio ambiente - até 2025",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/carlos-alberto-telles/2021/10/02/o-que-o-futuro-reserva-para-pacientes-medicos-enfermeiros-e-meio-ambiente-ate-2025.html",
            "content_html": "<p>A Era da Tele Saúde. A Era dos Diagnósticos com Inteligência Artificial. O Fim da Era de Lavar Roupa Hospitalar Infectada. Descarte Legal Ecologicamente Correto dos Resíduos Sépticos.</p>\r\n\r\n<p>Mais saúde com o fim dos serviços de lavar roupa infectada. “Lavanderia hospitalar” mudança inevitável, o setor de saúde mundial está enfrentando inúmeros desafios que impõem enorme pressão sobre gestores, médicos e funcionários. Lavar roupa infectada não se sustentará nos próximos anos, o método é frágil para dar o suporte às instituições de saúde. Lavar roupa infectada não é futuro para a saúde humana, é como um reservatório onde bactérias, vírus e muitos outros microrganismos permanecem após a lavagem. No Brasil existem mais de 7 mil hospitais com toda a roupa suja e contaminada de 500 mil leitos todos os dias e, volta e meia, temos notícia de casos de infecções adquiridas durante a internação hospitalar, ou mesmo após a alta.<br />\r\n <br />\r\nO mundo foi infectado, a pandemia mostrou os acertos, os erros e as fragilidades, e isso altera de forma completa a percepção dos gestores do futuro que nascem na pandemia para melhorar o controle da infecção hospitalar.<br />\r\n <br />\r\nNeste contexto, e com a experiência como engenheiro de segurança do trabalho, mudanças serão necessárias e a criação de um ecossistema seguro e sustentável, reorientado especialmente para o controle de infecções e de controle de poluição apropriado, para não gerar substancias tóxicas e infectantes no meio ambiente e também para ajudar a eliminar o lixo séptico infectante potencialmente perigoso, o maior problema mundial e que não para de crescer.<br />\r\nNos últimos três anos conhecemos todas etapas no ambiente de lavanderia hospitalar e o cenário da saúde no Brasil, Europa e na América Latina.<br />\r\n <br />\r\nLavanderia hospitalar terceirizada ou própria é um serviço de suma importância de apoio ao atendimento dos pacientes nos hospitais, porém é uma atividade que envolve risco à saúde ao trabalhador, usuário e meio ambiente. Um dos maiores índices (40,8%) de licença do trabalhador que recebem afastamento por motivo de doença ou efeitos adversos à saúde. Ambiente com condições e métodos de trabalho desfavorável, insalubre e perigoso sob agentes biológicos, químicos, físicos e mecânicos, algumas em regime de 24 horas.</p>\r\n\r\n<p>Em 2011, a Associação Nacional de Biossegurança (ANBIO) fez uma revelação alarmante: em média 80% dos hospitais brasileiros não fazem o controle adequado para evitar infecções hospitalares, 100 mil pessoas morrem por ano por conta desse tipo de contaminação em roupas hospitalares - o que significa 0,57% dos pacientes que contraem infecção no ambiente hospitalar.<br />\r\n <br />\r\nO processamento da roupa hospitalar é apenas um fator de redução de riscos das infecções hospitalares, não resulta em eliminação total dos microrganismos, mesmo que o processo de lavagem, secagem, calandragem sejam os mais adequados possíveis, o resultado não apresenta eliminação total de microrganismos, somente reduz a contagem de microrganismos para níveis aceitáveis, não totalmente livres de patogênicos essas quantidades aceitáveis são suficientes para transmitirem doenças. A sobrevivência desses bacilos presentes nos lençóis, na hora para fazer novas camas, é o que mais preocupa autoridades de saúde por sua taxa de mortalidade, que chega a 17%, e pela dificuldade em eliminá-los na lavagem e evitar infecções hospitalares.</p>\r\n\r\n<p>Os efluentes de lavanderia hospitalar são os que apresentam nocividade ambiental mais acentuada, utilizam 190 toneladas por dia de produtos químicos. Eliminam 30 milhões de litros de agua com compostos químicos e microrganismos por dia, cerca de 50% dessa agua não é tratada e os outros 50% dos efluentes são tratados de forma convencional, que não removem uma parte que fica suspensa e a outra parte dos contaminantes como hormônios (bioativos), dentre outros permanecem dissolvidos na agua, provocando impactos ambientais e risco a biodiversidade. Lavanderia Hospitalar é uma grande fonte geradora de impactos ambientais e uma atividade altamente INSALUBRE ao homem e ao meio ambiente (risco de contaminação e alto consumo de agua limpa).<br />\r\n <br />\r\nOs resíduos de serviços de saúde têm sido, em nível mundial, alvos constantes de pesquisas envolvendo busca de soluções para minimizar ambientalmente o seu impacto e com a chegada da grande revolução dos descartáveis o volume cresceu ainda mais.<br />\r\n <br />\r\nA infecção hospitalar apresenta-se como um agravo de grande significado epidemiológico dentro do contexto da assistência hospitalar. Em um seminário internacional, em 2010, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou os números de infecção hospitalar em todo o mundo: Brasil 14%; Estados Unidos 4,5%; Canadá 10,5% e Europa 7,1%. Em nossos estudos sobre infecção hospitalar, tornou-se complexo afirmar que a taxa é baixa ou alta, pois a IH muda de acordo com a classificação do hospital, tipo de assistência oferecida, mas podemos afirmar que infecção hospitalar atinge todos os hospitais e se manifesta durante a internação ou mesmo após alta relacionada com a hospitalização.<br />\r\n <br />\r\nNos últimos 50 anos, o avanço da tecnologia foi brutal. A cada dia surgem novas técnicas e diagnósticos que podem identificar problemas que antes permaneciam ocultos. Há novas terapias de cura, novas técnicas cirúrgicas que prolongam a vida dos pacientes que teriam expectativa “zero” de sobrevivência. A cada dia, os profissionais de saúde se tornam mais especializados. Porem os serviços de lavanderia hospitalar interno ou externo não evoluíram. Segundo a OMS - Infecção hospitalar é a 4º maior causa de mortes no mundo. A cada ano, aproximadamente 14% dos pacientes internados no Brasil contraem algum tipo de infecção hospitalar por conta desse tipo de contaminação em roupas hospitalares.<br />\r\n <br />\r\nApontamos que as infecções hospitalares e os resíduos de serviços de saúde “Lixo Séptico”, lixo potencialmente perigoso, que não para de crescer e cerca de 60% vão parar irregularmente em lixões, afetam os ecossistemas e causam danos à saúde humana e de outras espécies, a nível mundial são alvos constantes de pesquisas envolvendo busca de soluções.</p>\r\n\r\n<p>A solução<br />\r\nCompromisso ambiental de todos os hospitais, repensar os hábitos de descarte, visando a melhoria continua com descarte monitorado, legal e ecologicamente correto dos resíduos sépticos. Adotar ações de preservação ambiental no dia a dia, minimizando o impacto de suas atividades sobre o meio ambiente, usar produtos de limpeza biodegradáveis, substituir o uso de vassouras, baldes, rodos e pano de chão que retém pó, micro organismos e após a lavagem não são aptos para o uso.</p>\r\n\r\n<p>Como não é possível a substituição das cortinas é importante que a higienização seja realizada semanalmente no ambiente hospitalar e sem tela de nylon e trilhos que são reservatórios de poeiras e microrganismos.</p>\r\n\r\n<p>As vestimentas de uso único são as mais indicadas com relação a contaminação das roupas hospitalares. Hoje já temos no Brasil roupas e enxoval hospitalar de uso único que proporcionam conforto, compatível com o procedimento de esterilização, e que mostram-se vantajosas economicamente, ao mesmo custo que lavar roupa infectada.</p>\r\n\r\n<p>No Brasil não existe uma legislação ou uma norma específica para os serviços de higienização de roupa hospitalar. A  ANVISA, que é a resolução, só dispõe sobre as Boas Práticas. O processamento é empírico, recebeu uma formatação científica induzindo a técnica da lavanderia hospitalar pela fábrica de detergentes alemã Henkel em 1960, definindo métodos para processamento da roupa, com lotes desordenados de lavagem, por sujidade leve e pesada para as roupas contendo sangue, fezes, urina proveniente de pacientes com doenças transmissíveis, que apresentam muita importância na cadeia epidemiológica.</p>\r\n\r\n<p>Lavanderia hospitalar é um modelo de negócio do passado, baseado em provocar danos ambientais e escassez da agua, local insalubre ao homem e ao meio ambiente, lavar roupa infectada vai inevitavelmente passar por uma disrupção, é o que o futuro reserva para pacientes, médicos, funcionários e meio ambiente até 2025.</p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro de Segurança do Trabalho",
            "date_published": "2021-10-02T19:17:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:52+00:00",
            "authors": [
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            "title": "Superbactérias, a próxima pandemia, como combatê-las",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/carlos-alberto-telles/2021/08/31/superbacterias-a-proxima-pandemia-como-combate-las.html",
            "content_html": "<p>No início da pandemia, as únicas vias conhecidas para transmissão eram por aerossóis, gotículas e superfícies, e hoje o que se sabe sobre as vias de transmissão. <br />\r\n <br />\r\nNão foi surpresa que o aumento do risco de infecção hospitalar de pacientes vítimas do COVID-19 internados em hospitais, desenvolvessem infecção hospitalar com maior frequência, oriundas da roupa hospitalar e do próprio ambiente, isso chamou atenção dos profissionais da saúde, 40% dos pacientes portadores dessa doença após admissão em leito de UTI, adquiriram alguma infecção bacteriana. Funcionários do hospital geral de Guaianazes relataram que nove pacientes desenvolveram infecção hospitalar e todos nove morreram.<br />\r\n <br />\r\nA Organização Mundial de Saúde (OMS) liberou recentemente uma lista que mais preocupam o mundo com 12 superbactérias que apresentam maior risco à saúde, os 12 micróbios resistentes a antibióticos mais perigosos para a saúde humana — a resistência bacteriana mata mais de 700 mil pessoas no mundo, todos os anos.<br />\r\n <br />\r\nContinuamos a todo vapor na análise e estatísticas atrás dos efeitos do controle da infecção hospitalar em tempos do COVID-19. A luz da epidemiologia, já sabe que pacientes que venceram o COVID-19 morreram por infecção hospitalar, que 80% das pessoas infectadas evoluíram de forma leve da Covid-19 e os demais 20% apresentaram níveis de gravidade e mortalidade.<br />\r\n <br />\r\nA Anvisa em notas técnicas de orientação que são imprescindíveis para dar direcionamento, mas não solução, recomenda que os profissionais entre cirurgias ou procedimentos com potencial risco de aeroborilização com partículas infectantes devem usar mascará N95, o CCIH dos hospitais entende que todo paciente é suspeito em procedimentos de risco e são extremamente empenhados no controle das infecções, no controle de barreiras, nas ações em hierarquia de avaliação e controle de riscos. <br />\r\n <br />\r\nNinguém pode negar isso, diante de todos os controles engenheirados, quarto de isolamento com condições adequadas com pressão negativa, barreiras físicas, visores e várias outras medidas administrativas implantadas com fluxos, protocolos, segregação e gerenciamento de profissionais que vão atrás das principais referências do mundo. Está claro que todos os hospitais possuem procedimentos e políticas direcionadas ao controle de infecções hospitalares depois de aplicadas não tem resultado, não conseguem eliminar a infecção hospitalar e o risco de que bactérias e vírus perigosos adentrem o ambiente hospitalar se espalhem e continua existindo.<br />\r\n <br />\r\nConsiderando a morbidade, a mortalidade e os custos de períodos de internação extensos, o serviço de lavanderia hospitalar devia ser temido nos hospitais brasileiros, roupa hospitalar é uma forma de transmissão e tem impacto diretamente na disseminação, no ambiente, na exposição dos pacientes e profissionais da saúde. A maior chance de risco de infecção está na hotelaria hospitalar na hora de fazer as camas, o procedimento é gerador de aerossol. O problema das infecções hospitalares é grave e precisa ser evitado a todo custo.<br />\r\n <br />\r\nInfecção hospitalar tem sido um grande desafio para os gestores da saúde. Este cenário pede que tomem decisão com responsabilidade significativa, onde está o problema está a solução, eliminar os serviços de lavanderia hospitalar que representam risco de transmissão desses materiais biológicos que permanecem após a lavagem.<br />\r\n <br />\r\nNa qualidade de perito em engenharia de segurança do trabalho visitamos, avaliamos e emitimos laudos de insalubridade e periculosidade em diversas equipes de lavanderia hospitalar dentro das instalações dos hospitais e externas.<br />\r\n <br />\r\nOs profissionais apresentam em geral baixa taxa de retenção de conhecimento para capacitação, o emprego não é uma escolha, mas a única oportunidade e, assim se submetem a salários baixos a uma atividade operacional que exige grande esforço físico, quase 90% dos colaboradores, nunca atuam na função ou na área hospitalar e realizam atividades com riscos ocupacionais como acidente do trabalho ou doença relacionada ao trabalho de origem nas atividades insalubres e perigosas que envolvem e podem provocar efeitos adversos à saúde do trabalhador, usuário e meio ambiente. <br />\r\n <br />\r\nPodemos definir: Lavanderia Hospitalar é uma atividade altamente insalubre ao homem e ao meio ambiente, é uma grande fonte geradora de impactos ambientais, os efluentes de lavanderia hospitalar são os que apresentam nocividade ambiental mais acentuada, devido à presença dos poluentes em maior concentração e dos produtos químicos inseridos durante a lavagem das roupas e a área suja do serviço de lavanderia é o local que aglomera o alto riscos. <br />\r\n <br />\r\nAs roupas hospitalares provenientes de pacientes apresentam contaminações de resíduos corpóreos secreções e microrganismos presentes na roupa suja. Dentre a estrutura organizacional de uma instituição de saúde, a lavanderia hospitalar local ou terceirizada é hoje o principal serviço de apoio ao atendimento dos serviços a saúde. Apesar dos critérios adotados pelos hospitais para seleção e avaliação da lavanderia, o volume de relava de roupas entregues limpas em não conformidade existe é bem evidente.<br />\r\n <br />\r\nO processamento da roupa é apenas um fator de redução de riscos das infecções hospitalares. Toda roupa hospitalar independente do grau de sujidade é considerada contaminada. A lavagem de roupa hospitalar mesmo que o processo de lavagem, secagem, calandragem sejam os mais adequados possíveis, o resultado não apresenta eliminação total de microrganismos, somente reduz a contagem de microrganismos para níveis aceitáveis, não totalmente livres de patogênicos essas quantidades aceitáveis são suficientes para transmitirem doenças. Essas lavanderias eliminam 30 milhões de litros de agua com compostos químicos e microrganismos por dia, cerca de 50% dessa agua não é tratada e os outros 50% dos efluentes são tratados de forma convencional, que não removem ou seja uma parte fica suspensa e a outra parte dos contaminantes como hormônios (bioativos), provenientes de produtos químicos, defensivos agrícola, fármacos, micro plásticos dentre outros permanecem dissolvidos na agua e o descarte vai parar nos mananciais, rios e oceanos provocando impactos ambientais com a carga desses contaminantes pondo em risco a biodiversidade, são consideradas a vilã do meio ambiente, utilizam as nossas aguas superficiais e subterrâneas são um bem inestimável e não renováveis e a sua preservação tem que ser um compromisso de todos. Os contaminantes emergentes estão presentes em nossas aguas, inclusive na agua que nos é servida para fins potáveis.<br />\r\n <br />\r\nNo Brasil, são raras as publicações sobre impacto na saúde associados as infecções hospitalares e a qualidade da lavagem por bioindicadores e que possam identificar quais os métodos de análises, os parâmetros, os pontos críticos e os pontos de controle do enxoval hospitalar na lavanderia, no processo de lavagem e na guarda em rouparias, apesar de existir diversos laboratórios que estão habilitados para realização destes controles.<br />\r\n <br />\r\nNos Estados Unidos, os gastos associados às infecções hospitalares estão contabilizados em aproximadamente US$ 33 bilhões anuais, na Europa ocorre anualmente cerca de 5 milhões de casos de infecções no ambiente hospitalar, um impacto econômico na ordem de  € 13  a € 24  bilhões de Euros. Esses valores são os custos diretos, os indiretos podemos considerar, a falta de leito para novos pacientes, processos judiciais e indenizações financeiras e a imagem negativa para o hospital com a mortalidade. <br />\r\n <br />\r\nNo Brasil não possuímos dados oficiais mais amplos como nos EUA e Europa, mesmo assim, algumas pesquisas são realizadas e mostram que em 2011 em um hospital privado de grande porte de Belo Horizonte, identificou que o custo com antimicrobianos de um paciente com Klebsiella pneumoniae sensível teria um valor total de R$ 937,80, enquanto o tratamento de um paciente com Klebsiella pneumoniae multirresistente teria um custo de R$ 4.503,20, gastos apenas com antimicrobianos. Uma outra pesquisa realizada pela Fiocruz (2007) com 1.031 pacientes em três hospitais-escola do Rio de Janeiro com pacientes que contraíram infecções hospitalares, mostrou que o tempo de internação aumentou em 226 dias, elevando os custos para o sistema de saúde.<br />\r\n <br />\r\nPodemos caracterizar, além da imagem negativa gerado pelo óbito de pacientes o custo econômico e financeiro, principalmente para hospitais públicos e filantrópicos que atendem pelo SUS, gerado pelo prolongamento no tratamento de pacientes com infecções hospitalares com gastos adicionais em antibióticos, equipamentos e equipe médica. A maior evidencia dos custos financeiros e que as infecções hospitalares elevam o tempo médio de permanência no hospital de um paciente para 10 a 14 dias extra, contra a média de 4,6 dias para as demais internações.<br />\r\n <br />\r\nDesse modo, na medida em que o paciente prolonga sua estadia no hospital, o gasto em diárias, equipamentos e equipe pode chegar a um valor 2,5 vezes superior ao custo de pacientes sem infecção e o gasto com cultura microbiológica é 9 vezes maior em um paciente com infecção hospitalar.<br />\r\n <br />\r\nConclusão. As infecções nas roupas hospitalar são graves e alto custos com tratamento e internação de pacientes que contraem uma infecção no próprio hospital cuja responsabilidade passou a ser do próprio hospital e não mais do plano de saúde, governo ou paciente.  A lógica é que os hospitais invistam cada vez mais em qualidade, tecnologia e inovação para aumentar a segurança do paciente e reduzir eventos dessa natureza.<br />\r\n <br />\r\nNosso radar atento e profundo conhecedor do ambiente hospitalar e pela preocupação que temos com o meio ambiente, também investigamos outra “infração sanitária”, das lavanderias, assunto bastante questionado e de impacto com risco biológico cruzado que é o reuso ou o descarte irregular do enxoval hospitalar. <br />\r\n <br />\r\nO mundo muda, as pessoas mudam os mercados se alinha e mudam. <br />\r\n <br />\r\nVivemos uma nova era em termos de globalização e não há como achar que os mercados continuam sendo o que foram no passado.</p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro de Segurança do Trabalho",
            "date_published": "2021-08-31T19:14:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:00:53+00:00",
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            "title": "As novas tecnologias e a internet colocaram em xeque a teoria do maior símbolo do marketing",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/carlos-alberto-telles/2021/07/26/as-novas-tecnologias-e-a-internet-colocaram-em-xeque-a-teoria-do-maior-simbolo-do-marketing.html",
            "content_html": "<p>A internet colocou em xeque a teoria do maior símbolo do “Marketing” os 4 Pês, teoria composta de 4 elementos: - Produto, - Preço, - Promoção e Ponto, esses elementos continuam presentes, mas um novo conceito deverá surgiu o 5 P, que assumirá o novo elemento a “Percepção” do cliente do outro lado da tela e deverá surgir novos Pês com a internet planetária e interplanetária no futuro, Jeff Bezos já lidera projeto turístico espacial. <br />\r\n <br />\r\nHoje a Percepção do cliente é o principal deles, o produto não pode mais ser o principal diferencial, devido a velocidade de avanços da tecnologia que nivela a qualidade por cima e o serviço passa a fazer a diferença em um mundo onde a realidade é cada vez mais virtual, nos planos das grandes potências mundiais.<br />\r\n <br />\r\nA internet já causou verdadeira revolução na maneira de relacionamento entre empresas e clientes com reflexo no marketing e as novas tecnologias que vem surgindo dia a dia potencializam esses reflexos, o maior exemplo é a conexão do celular e da televisão e o rádio com a internet o quanto esse alcance é abrangente.<br />\r\n <br />\r\nO produto na era da internet além da alma tem que ter percepção para tocar o cliente na tela e criar identidade. Os serviços ganham importância fundamental e faz toda a diferença no momento de o cliente decidir por uma ou outra empresa.<br />\r\n <br />\r\nNão resta dúvida que a grande tarefa do marketing na era da internet e novas tecnologias continuará sendo o responsável pelas vitórias e o culpado pelo fracasso. Sempre sua responsabilidade será apontar soluções e caminhos para guiar as atividades das empresas modernas.<br />\r\nO futuro reserva grandes tarefas e desafios complexos aos profissionais de marketing além de canalizarem todas as atividades empresarias deverão também transformá-las em forças geradores de encantamentos e fidelização.<br />\r\n <br />\r\nA personalização das ações de marketing é a grande tendência, o cliente na era da internet não quer somente produtos únicos, quer também personalizado que o faça se sentir especial, o marketing comoditizado deixa de existir e o customizado no mundo cada vez mais virtual deve ser elaborado de nova forma de atuar junto ao cliente e dar a “percepção” o quinto elemento no novo conceito de marketing.<br />\r\n <br />\r\nA internet afetou de forma profunda a essência do trabalho em todas as áreas e já causou verdadeira revolução, trouxe velocidade de comunicação e acesso irrestrito a informação na troca de e-mails, compras e as relações virtuais empresarias e todo conceito de empresa moderna deverá passar pelo marketing que precisa dar um salto qualitativo para gerenciar e direcionar todas as ações de todos os departamentos da empresa que devem estar focados na necessidade e percepção dos clientes.<br />\r\n <br />\r\nAs empresas que quiserem se modernizar deverão realizar mudanças mais profundas na maneira de gerir os negócios com foco dentro das diversas áreas da empresa.<br />\r\n <br />\r\nO novo mundo de negócios cria a necessidade de mudanças a cada dia e o capital intelectual tem mais valor que qualquer outro. Não há dúvidas que administrar na nova era a empresa precisa ser local, pequena e grande, centralizada e descentralizada tudo ao mesmo momento.<br />\r\n <br />\r\n As transformações estão ocorrendo e o mundo é um universo transitório, nada mais vai durar como era antes e as empresas não podem fugir dessa nova realidade, acabou a era da tranquilidade, os negócios serão cada vez mais competitivos. Antes as empresas competiam com as similares, hoje empresas diferentes representam a concorrência, os intermediários que eram importantes, não são mais, acabou, hoje o acesso é direto, o que é importante hoje é a logística, não existem mais fronteiras para os negócios, hoje o que era local ficou global.<br />\r\n <br />\r\nAs transformações e o ambiente empresarial vão se intensificar ainda mais nos próximos anos e devem acentuar a transitoriedade o que não é um fenômeno recente. Na nova era não se pode prever o que vai acontecer amanhã e fica difícil decidir o caminho em um mundo de constantes mudanças, quem souber como deter informações estratégicas e confiáveis permitirá tomar decisão e aplica-las de forma correta e se destacará no novo ambiente empresarial.<br />\r\n <br />\r\nMudança departamental deve ocorrer no dia a dia das empresas. O vendedor não apresenta mais produto, não define prazos e descontos, a internet abreviou essas etapas. O vendedor hoje deve se concentrar em aprimorar o relacionamento com seus clientes, avaliar melhor as necessidades do cliente e da empresa e criar novas oportunidades, sua importância não dever ser diminuída por causa da empresa bussiness-to-business que não vão substituir totalmente o contato pessoal, mas os vendedores definitivamente terão que reaprender a trabalhar.<br />\r\n <br />\r\nAs empresas deverão se direcionar rumo ao um novo conceito e precisarão reestruturar a força de vendas que hoje está baseada no trabalho de representantes comerciais autônomos. O vendedor tem que conhecer a fundo a empresa que trabalha, sua filosofia e os produtos. As empresas modernas deverão encarrar o profissional de vendas como parte integrante da empresa, para que possa estar sintonizado e entrosado com uma equipe que não vão concluir a venda, mas vão fazer com que o que foi vendido seja entregue.<br />\r\n <br />\r\nO pessoal do financeiro que estavam acostumados a trabalhar com coisas palpáveis, vão ter que aprender a lidar com valores conceituais.  As empresas só chegarão aos novos tempos pelo total conhecimento de todos do que produz e pelo relacionamento que conseguirá desenvolver com seus clientes. <br />\r\n <br />\r\nA nova função do profissional do financeiro será diferente, não será mais de como calcular para gerar lucro, deverão desenvolver formas de avaliar as ideias que podem ser mais produtivas para gerar lucro. Só irão para o futuro as empresas que manterem funcionários com grandes talentos, esse será o novo desafio do R.H.<br />\r\n <br />\r\nOs profissionais do R.H, terão que apreender administrar, comunicação, salário, perspectivas de crescimento, estratégias de negócios da empresa de forma verticalizada para todos, não mais para uns poucos funcionários, que se tornam infelizes e pouco produtivos.<br />\r\n <br />\r\nDentro da empresa moderna, não deverá existir espaço para hierarquias inúteis e chefias controladoras, o funcionário tem que ter potencial correto e deve ser multifuncional, gostar do trabalho e ser responsável, o RH deverá resgatar o ser humano de cada funcionário e os funcionários devem se auto gerenciar, isso é que irá propiciar ganhos significativos de qualidade e produtividade e a mais importante realização pessoal.<br />\r\n <br />\r\nEsse processo será irreversível, e as empresa que resistirem em dar essa liberdade de ação do funcionário decidir como realizar o seu trabalho, chegarão atrasadas ao futuro. A função do RH não deve mais ser entendida como recrutar, selecionar, treinar e avaliar resultados, serão os próprios funcionários que decidirão em que área querem ser treinados e deverão decidir quem deve ser contratado para trabalhar com ele e quem da equipe deve sair, só assim cada um da equipe vai adquirir mais e mais responsabilidade, não mais sobre o seu trabalho, mas de todos.<br />\r\n <br />\r\nCada equipe deverá ter seu líder, mas ele não deve decidir nada apenas responder por ela quando necessário e a equipe deve mudar periodicamente o líder. Esse novo sistema muda também a remuneração, que não será mais por cargos, mas por competência e eficiência, só assim as empresas modernas poderão definir as competências essenciais e a própria equipe se auto avalia quem passa a ganhar mais.<br />\r\n <br />\r\nOs funcionários dentro desse novo sistema terão que ter algumas caraterísticas, a principal será de trabalhar em equipe, preparado para desenvolver multi- habilidades, só assim a empresa terá profissionais de resultado.<br />\r\n <br />\r\nHoje existe o fenômeno das novas tecnologias em veloz crescimento, por isso a necessidade da troca de informações também terá que ser veloz, exata e segura, essa é a chave do sucesso. Só irá para o futuro as empresas que estiverem integradas consigo mesma, atualizadas para processos e acabarem com a gestão de departamentos que já mostrou mais falhas do que acertos e diferentes gerenciamentos de produtividade. No processo de integração, todos ficam sabendo automaticamente, trazendo embutidos processos de trabalho padronizado com a melhor pratica de cada função a nível mundial. <br />\r\n <br />\r\nEssa integração não deverá mais ser restrita, deverá ser estendida a toda organização. Para se implantar é necessárias mudanças radicais nas formas de educar as pessoas, levando em conta modelos e valores mentais e o RH o papel e a responsabilidade da estruturação dos objetivos e a estrutura organizacional. Essa será a principal função do futuro do RH, preparar as pessoas a trabalhar dentro de processos integrados, feito esse trabalho de base a empresa estará preparada para tirar o máximo de produtividade e os funcionários inteiramente integrados a trabalhar orientados para processos. Esse deverá ser o primeiro passo depois interagir com o cliente.</p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro especializado em segurança do trabalho",
            "date_published": "2021-07-26T15:20:00+00:00",
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            "title": "Reflexões sobre infecção hospitalar - Quem paga essa conta?",
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            "content_html": "<p>Dois anos depois do nosso presidente Tancredo Neves falecer vítima de uma infecção generalizada os projetos de controle de infecção hospitalar adquiriram destaque em 1983, sendo desenvolvida uma política de capacitação em controle dessas infecções, com a criação da Portaria 196 do Ministério da Saúde, com a previsão de manutenção de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e a Lei 9.431/1997 definiu infecção hospitalar como “qualquer infecção adquirida após a internação de um paciente em hospital e que se manifeste durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a hospitalização”. O histórico normativo do Programa Nacional de Prevenção e Controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (PNPCIRAS), publicado pela Anvisa é voltado ao combate destas infecções com vistas a redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções dos hospitais. Também existem outras metas relacionadas à adoção de programas e estratégias pelos hospitais, para redução dos índices de algumas das infecções relacionadas com a imunidade mais fragilizada de alguns pacientes.<br />\r\n <br />\r\nDesde 2001 a OMS vem chamando a atenção para uma crescente resistência bacteriana a antimicrobianos, especialmente no que concerne às infecções associadas aos cuidados à saúde. Em 2010, a Organização Mundial da Saúde, apresentou números de infecção hospitalar em todo o mundo, no Brasil é de 14%, torna-se complexo afirmar se essa taxa é baixa ou alta, de qualquer modo infecção hospitalar é nociva e trata-se de uma questão de relevância internacional. Estima-se que todo ano cerca de 1,5 milhão de pessoas sejam acometidas de infecção hospitalar no mundo, e a cada 100 pacientes hospitalizados,14 experimentem algum tipo de infecção em nosso país. No Brasil existem 7 mil hospitais com toda a roupa contaminada de 500 mil leitos todos os dias. Em 2011, a Associação Nacional de Biossegurança (ANBIO), fez uma revelação alarmante: - Em média 80% dos hospitais brasileiros não fazem o controle adequado para evitar infecções hospitalares, 100 mil pessoas morrem por ano por conta desse tipo de contaminação.<br />\r\n <br />\r\nDestacamos que se observa conjugadas forças internacionais e nacionais, de saúde e também legislativas, para se almejar a redução dos níveis de infecção hospitalar. A reflexão, em um cenário de infecção relacionada a assistência à saúde, a instituição hospitalar cumpri as normas relacionadas à regulação sanitária, no que toca à prevenção, fiscalização e controle de IRAS, porém o tema infecção hospitalar vem sendo tratado pelo Poder Judiciário e o Superior Tribunal de Justiça que vem relacionando a ocorrência de infecção hospitalar à condenação de estabelecimentos prestadores de serviços hospitalares, quase que automaticamente, pela via da responsabilização objetiva, deveriam também responsabilizar a lavanderia caso esses serviços sejam terceirizados, caso a higienização não é feita de maneira correta sem possibilitar uma desinfecção rigorosa em lavadoras ou tuneis de  lavagem criando reservatório para microorganismos, na zona de respingo (parte superior), poderá ocorrer o acúmulo de sujidades, que, juntas com alguns fiapos de tecidos, serão um meio de proliferação e contaminação do enxoval lavado.<br />\r\n <br />\r\nRecentemente, no Hospital Universitário de Bonn, na Alemanha, 13 bebês recém-nascidos que estavam internados foram infectados pela bactéria Klebsiella oxytica. Apesar de nenhum deles ter apresentado grandes complicações, foi descoberto que o foco de disseminação dos micro-organismos estava na própria lavadora de roupas da instituição. “Roupas e enxovais hospitalares, ainda que estejam corretamente lavados, podem ser afetados por contaminações”.<br />\r\n <br />\r\nÉ oportuno e relevante destacar, que lavagem de roupa não elimina esporos de clostridium difficile de roupa hospitalar. Pesquisa, publicada na revista científica Infection Control & Hospital Epidemiology, da Universidade de Cambridge diz: - cerca de 60% dos esporos presentes antes da limpeza permaneceram na roupa hospitalar após lavagem. Estudo mostra que lavagem não elimina totalmente esporos da roupa hospitalar (Bigstock) e observaram que a redução na carga de esporos foi de 40% após a lavagem dos lençóis com os procedimentos da política de lavanderia hospitalar do sistema de saúde inglês, o NHS, e mesmo assim, não foi suficiente para acabar com os esporos.<br />\r\n <br />\r\nA sobrevivência desse bacilo presente nos lençóis, na hora para fazer novas camas é a que mais preocupa autoridades de saúde por sua taxa de mortalidade, que chega a 17%, e pela dificuldade em elimina-los e evitar infecções hospitalares. <br />\r\n <br />\r\nOutro estudo por pesquisadores da Universidade Montfort, na cidade de Leicester-Inglaterra observaram que, talvez a resistência dos esporos na roupa hospitalar explique parte da transmissão da bactéria entre pacientes, sugerem que até 27% dos novos pacientes se tornam portadores assintomáticos do Clostridium difficile após seis semanas de internação.<br />\r\n <br />\r\nOs hospitais cada vez mais se voltando para a inovação, não adianta as enfermeiras obtendo ganhos de produtividade usando aplicativos complexos, dispositivos móveis ao lado do leito, monitoramento remoto trazendo a confiança para o paciente e o lençol além de hospedar o paciente, diz: - “PHILP TIENO”, microbiogista da universidade de N.York, que: - os lençóis e fronhas não hospedam somente pacientes, também hospedam milhões bactérias e fungos.<br />\r\n <br />\r\n“Lavanderia hospitalar” mudança inevitável. O setor de saúde mundial está enfrentando inúmeros desafios que impõem enorme pressão sobre gestores, médicos e funcionários. Lavar roupa infectada não se sustentará nos próximos anos, o método é frágil para dar o suporte as instituições de saúde. O mundo foi infectado, a pandemia mostrou os acertos, os erros e as fragilidades, isso altera de forma completa a percepção dos hospitais no controle da infecção e leva a uma nova certeza que lavar roupa é fonte significativa de contaminação por microrganismos e não é futuro para a saúde humana, lavar roupa infectada. <br />\r\n </p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro especializado em segurança do trabalho",
            "date_published": "2021-07-03T14:22:00+00:00",
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            "title": "Maior controle da infecção hospitalar",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/carlos-alberto-telles/2021/05/31/maior-controle-da-infeccao-hospitalar.html",
            "content_html": "<p>Podemos definir que infecção hospitalar, como aquela adquirida e que se manifesta durante a internação ou mesmo após alta, pode ser relacionada com a hospitalização ou a qualquer procedimento hospitalar. <br />\r\n <br />\r\nEssas infecções prolongam as internações e constituem um problema antigo e de extrema complexidade que atingem todos os hospitais, apresentando assim um importante impacto social. O microbiologista Phipl Tieno, da universidade de Nova York, diz que - os lençóis e fronhas não hospedam somente pacientes, também hospedam milhões bactérias e fungos. <br />\r\n <br />\r\nRecentemente, no Hospital Universitário de Bonn, na Alemanha, 13 bebês recém-nascidos que estavam internados foram infectados pela bactéria klebsiella oxytica. Apesar de nenhum deles ter apresentado grandes complicações, foi descoberto que o foco de disseminação dos micro-organismos estava na própria lavadora de roupas da instituição. Lavar roupa hospitalar, não significar entregar roupas livres de contaminações. A lavagem das roupas somente reduz a contagem de microrganismos para níveis aceitáveis, não totalmente livres de patogênicos essas quantidades aceitáveis são suficientes para transmitirem doenças. <br />\r\n <br />\r\nSegundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a Infecção hospitalar é a quarta maior causa de mortes no mundo. A cada ano, aproximadamente, 14% dos pacientes internados no Brasil contraem algum tipo de infecção hospitalar por conta desse tipo de contaminação em roupas hospitalares.<br />\r\n <br />\r\nNos últimos 50 anos, o avanço da tecnologia foi brutal. A cada dia surgem novas técnicas e diagnósticos que podem identificar problemas que antes permaneciam ocultos. Há novas terapias de cura e técnicas cirúrgicas que prolongam a vida dos pacientes que teriam expectativa “zero” de sobrevivência. A cada dia, os profissionais de saúde se tornam mais especializados. O que cerca o paciente é a roupa hospitalar e esse não tem sido o ponto de atenção relevante.<br />\r\n <br />\r\nO mundo foi infectado, a pandemia mostrou os acertos, os erros e as fragilidades, isso altera de forma completa a visão dos hospitais no controle da infecção por micro-organismos e altera a percepção que não é futuro para saúde humana lavar roupa infectada. Lavar roupa hospitalar é uma técnica muito antiga e teve pouca evolução e foi a indústria de produtos químicos que criou um processo empírico que recebeu uma formatação induzindo a técnica métodos para lavanderia.  <br />\r\n <br />\r\nPODEMOS MUDAR OU DESCARTAR PADRÕES PARA MELHORAR A SAÚDE NO MUNDO.</p>\r\n",
            "summary": "Carlos Alberto Telles - Engenheiro especializado em segurança do trabalho",
            "date_published": "2021-05-31T14:48:00+00:00",
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