{
    "version": "https://jsonfeed.org/version/1.1",
    "title": "BS9 - Andrea Ladislau",
    "description": "Feed de notícias de Andrea Ladislau do BS9",
    "home_page_url": "https://www.bs9.com.br",
    "feed_url": "https://www.bs9.com.br/coluna/andrea-ladislau/feed/json",
    "language": "pt-BR",
    "authors": [
        {
            "name": "Colunista"
        }
    ],
    "items": [
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1ac8-70ad-ad65-e5c2688e342c",
            "title": "Transtorno de Escoriação: marcas da ansiedade na pele",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/andrea-ladislau/2025/04/08/transtorno-de-escoriacao-marcas-da-ansiedade-na-pele.html",
            "content_html": "<p>Quem não conhece alguém que, vive cutucando cantinhos da unha para retirar peles ou cutuca as cutículas até sangrar? Não para de espremer espinhas ou fica, a todo momento, arrancando casquinhas de machucados que nunca fecham?</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>De acordo com a neuropsicóloga e psicanalista Andrea Ladislau, esse tipo de comportamento compulsivo, intenso e repetitivo, pode ser caracterizado como sendo um Transtorno de Escoriação. Uma condição clínica que surge, por volta dos 12 anos de idade, mas pode se agravar na vida adulta, e faz com que a pessoa sinta a necessidade de cutucar, coçar ou arrancar pedacinhos da pele, o tempo todo.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Andrea lembra que é importante registrar que, quando esses hábitos ocorrem eventualmente, não há com o que se preocupar. É uma ação comum. A questão é quando eles se tornam recorrentes e excessivos.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\"Machucar-se repetidamente, no mínimo, irá causar impactos para a saúde física e a vida social do indivíduo, indicando a incidência de um transtorno emocional. As investidas contra o corpo podem diminuir a autoestima, devido às marcas e manchas na pele, além gerar culpas e vergonha pós episódios\", explica.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Andrea alerta que esse quadro pode inclusive gerar a necessidade de isolamento e reclusão, uma vez que a pessoa passa a evitar sair de casa ou mesmo usar roupas que evidenciem as marcas das escoriações.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\"As causas para o transtorno podem ser várias, sendo a ansiedade, a mais clássica e intensa de todas. O adoecido psiquicamente sofre com a ansiedade relacionada ao que ainda está por acontecer – futuro – e busca aliviar suas tensões retirando a pele da cutícula ou cutucando casquinhas de machucados, por exemplo\", exemplifica.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Segundo a especialista, o estresse pode ser também, um dos principais gatilhos que desencadeiam o hábito em questão. Antes de buscar uma solução para seus medos, angústias e preocupações, o indivíduo busca na pele pontos para escoriar.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\"Com isso, instaura-se a baixa autoestima que, acaba levando ao constrangimento e potencializando o sentimento de culpa e incapacidade de conseguir controlar o ímpeto de cutucar a pele. Um ato, muitas vezes, inconsciente e involuntário que, relacionado a questões emocionais\", constata.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Andrea reitera que não seria um Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) ou um Transtorno de Personalidade Antissocial, pois os sintomas são parecidos, porém a diferença entre eles é a evidência do sentimento de culpa que é muito mais potente no Transtorno de Escoriação, do que nos outros diagnósticos mencionados.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\" O tratamento para o transtorno é, em primeiro lugar, reconhecer quais os gatilhos levam à pratica. Essa descoberta pode ser feita através da terapia que irá ajudar no autoconhecimento e na identificação e alteração dos padrões comportamentais\", diz.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Andrea complementa que a causa raiz do problema, como a ansiedade e o estresse, podem ser tratados e controlados. Outra forma de solução para esse adoecimento mental é a introdução de alguns objetos terapêuticos que contribuem para diminuir os sintomas ansiosos e o desejo de manipulação da pele, como por exemplo, as bolas de alívio.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\"Quando essas ferramentas psicoterápicas não surtem o efeito esperado, a ajuda medicamentosa, associada à terapia, é bem vinda para controlar a impulsividade e auxiliar no autocontrole e no gerenciamento emocional\", diz.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>A psicanalista conclui lembrando que hábitos persistentes que causam incômodos ou prejuízos, acionam um sinal de alerta para um maior cuidado com a saúde e o equilíbrio emocional.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p><strong><em>Andrea Ladislau é doutora em Psicanalise Contemporânea, Neuropsicóloga. Graduada em Letras - Português/ Inglês, Pós graduada em Psicopedagogia e Inclusão Digital, Administração de Empresas Administração Hospitalar. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro. @dra.andrealadislau </em></strong></p>\r\n",
            "summary": "Quem não conhece alguém que, vive cutucando cantinhos da unha para retirar peles ou cutuca as cutículas até sangrar? Não para de espremer espinhas ou fica, a todo momento, arrancando casquinhas de mac...",
            "image": "https://cdn1.bs9.com.br/Folder/2026/07/71f5c314-ac60-41c5-b466-683a89c4a1b6/conversions/andrea-ladislau-001-large.webp",
            "date_published": "2025-04-08T21:13:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:43:39+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Colunista"
                }
            ],
            "tags": [
                "Andrea Ladislau"
            ]
        },
        {
            "id": "https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1953-7135-8f38-82716f3c453a",
            "title": "O excesso de manipulação da imagem",
            "url": "https://www.bs9.com.br/coluna/andrea-ladislau/2025/03/24/o-excesso-de-manipulacao-da-imagem.html",
            "content_html": "<p>O Instagram anunciou o fim dos filtros embelezadores, personalizados. Esses famosos filtros de imagem são uma verdadeira sensação e possuem elevado índice de utilização.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>A remoção reascende a discussão sobre a polarização e maximização do belo e perfeito, propagado pelas mídias, popularizada com a utilização exagerada de ferramentas como os filtros que evidenciam uma necessidade em apresentar uma aparência, distante da realidade, marcada pelo efeito computadorizado de medidas simétricas perfeitas para impressionar.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Para a psicanalista Andrea Ladislau, o fato é que, o exagero no uso dos filtros virtuais destaca o desejo da perfeição, estabelecendo um senso de estética e padronizando perfis.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\"E a grande verdade é: onde foram parar os nossos rostos reais? As olheiras marcadas? As manchas na pele causadas pela acne acentuada? E as imperfeições naturais provocadas pelos sinais da idade que os filtros insistem em esconder?\", indaga a especialista.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Para a especialista, isso pode afetar o bem-estar e o psicológico de quem vive a partir de uma realidade virtual distorcida, alimentando, através da insatisfação com sua aparência, uma tendência de baixa autoestima e, possível depressão, desconstruindo o real. Atendendo aos apelos de uma sociedade que cultua o belo e promove uma extrema exposição, através do vício danoso da manipulação da própria imagem.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\"É a prevalência da imposição das ilusões virtuais que mostram que, o desejo e a vontade em pertencer ao grupo dos belos e perfeitos, dos rostos simétricos classificados por rótulos, em contraponto a busca de expressão de sua própria individualidade que, na maior parte das vezes, justifica-se por um sentimento de insuficiência e competição.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Andrea complementa que esse exagero na utilização dos filtros embelezadores alimenta o sentimento narcísico do ser humano, aumentando a sua necessidade de espelhamento, pois estimula o desejo de que o outro o perceba sempre belo e perfeito, expondo, de forma intensa, suas emoções e promovendo distorções depressivas através de crises de ansiedade e de uma possível sensação de opressão, uma vez que não se consegue ser feliz sendo ele mesmo.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Segundo a especialista é preciso estar atento a estes efeitos psicológicos da vida digital que, superestimam a nossa imagem e podem desencadear o que chamamos de \"Síndrome da Decepção Continuada\", quando não se reconhece como se é.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\"Minha imagem real não agrada e só consigo aceitar a imagem que será perfeita para a sociedade\", diz.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>Portanto, para Andrea, o fim dos filtros personalizados, talvez possa ajudar a reduzir esses impactos da busca e predileção por imagens e perfis mais positivos e, esteticamente, mais atraentes.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>O que reflete uma falsa realidade e a mais pura rejeição da imagem real e segura em prol de uma imagem desejável e aceitável por todos.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\"Infelizmente, esse tipo de comportamento sugere a rejeição do amor próprio e evidencia, em alguns casos, complexos, camuflados por uma necessidade de reconhecimento. Reflita: porque eliminar sua individualidade através das redes sociais? Onde está sua aceitação? Ou seja, se faz necessário refletir sobre seu comportamento e postura nas mídias\", alerta.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>A psicanalista reitera que é preciso controlar o vício da manipulação da imagem e fugir da imposição neurótica de uma vida de aparências.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p>\"É fundamental reconectar-se consigo mesmo, pois o ser humano não morre quando o coração para de bater, ele morre quando deixa de se sentir e se perceber de verdade\", finaliza.</p>\r\n\r\n<p> </p>\r\n\r\n<p><strong><em>Andrea Ladislau é graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Também é neuropsicóloga. Possui especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro.</em></strong></p>\r\n",
            "summary": "O Instagram anunciou o fim dos filtros embelezadores, personalizados. Esses famosos filtros de imagem são uma verdadeira sensação e possuem elevado índice de utilização. A remoção reascende a discussã...",
            "image": "https://cdn1.bs9.com.br/Folder/2026/07/e8e46357-5281-42ef-8155-f607b7fc3b40/conversions/006-large.webp",
            "date_published": "2025-03-24T18:17:00+00:00",
            "date_modified": "2026-07-13T19:43:34+00:00",
            "authors": [
                {
                    "name": "Colunista"
                }
            ],
            "tags": [
                "Andrea Ladislau"
            ]
        }
    ]
}
