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                                <title><![CDATA[BS9 - Andrea Ladislau]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Andrea Ladislau do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:39+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Transtorno de Escoriação: marcas da ansiedade na pele]]></title>
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            <author>
                <name><![CDATA[Colunista]]></name>
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                <![CDATA[Quem não conhece alguém que, vive cutucando cantinhos da unha para retirar peles ou cutuca as cutículas até sangrar? Não para de espremer espinhas ou fica, a todo momento, arrancando casquinhas de mac...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Quem não conhece alguém que, vive cutucando cantinhos da unha para retirar peles ou cutuca as cutículas até sangrar? Não para de espremer espinhas ou fica, a todo momento, arrancando casquinhas de machucados que nunca fecham?</p>

<p> </p>

<p>De acordo com a neuropsicóloga e psicanalista Andrea Ladislau, esse tipo de comportamento compulsivo, intenso e repetitivo, pode ser caracterizado como sendo um Transtorno de Escoriação. Uma condição clínica que surge, por volta dos 12 anos de idade, mas pode se agravar na vida adulta, e faz com que a pessoa sinta a necessidade de cutucar, coçar ou arrancar pedacinhos da pele, o tempo todo.</p>

<p> </p>

<p>Andrea lembra que é importante registrar que, quando esses hábitos ocorrem eventualmente, não há com o que se preocupar. É uma ação comum. A questão é quando eles se tornam recorrentes e excessivos.</p>

<p> </p>

<p>"Machucar-se repetidamente, no mínimo, irá causar impactos para a saúde física e a vida social do indivíduo, indicando a incidência de um transtorno emocional. As investidas contra o corpo podem diminuir a autoestima, devido às marcas e manchas na pele, além gerar culpas e vergonha pós episódios", explica.</p>

<p> </p>

<p>Andrea alerta que esse quadro pode inclusive gerar a necessidade de isolamento e reclusão, uma vez que a pessoa passa a evitar sair de casa ou mesmo usar roupas que evidenciem as marcas das escoriações.</p>

<p> </p>

<p>"As causas para o transtorno podem ser várias, sendo a ansiedade, a mais clássica e intensa de todas. O adoecido psiquicamente sofre com a ansiedade relacionada ao que ainda está por acontecer – futuro – e busca aliviar suas tensões retirando a pele da cutícula ou cutucando casquinhas de machucados, por exemplo", exemplifica.</p>

<p> </p>

<p>Segundo a especialista, o estresse pode ser também, um dos principais gatilhos que desencadeiam o hábito em questão. Antes de buscar uma solução para seus medos, angústias e preocupações, o indivíduo busca na pele pontos para escoriar.</p>

<p> </p>

<p>"Com isso, instaura-se a baixa autoestima que, acaba levando ao constrangimento e potencializando o sentimento de culpa e incapacidade de conseguir controlar o ímpeto de cutucar a pele. Um ato, muitas vezes, inconsciente e involuntário que, relacionado a questões emocionais", constata.</p>

<p> </p>

<p>Andrea reitera que não seria um Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) ou um Transtorno de Personalidade Antissocial, pois os sintomas são parecidos, porém a diferença entre eles é a evidência do sentimento de culpa que é muito mais potente no Transtorno de Escoriação, do que nos outros diagnósticos mencionados.</p>

<p> </p>

<p>" O tratamento para o transtorno é, em primeiro lugar, reconhecer quais os gatilhos levam à pratica. Essa descoberta pode ser feita através da terapia que irá ajudar no autoconhecimento e na identificação e alteração dos padrões comportamentais", diz.</p>

<p> </p>

<p>Andrea complementa que a causa raiz do problema, como a ansiedade e o estresse, podem ser tratados e controlados. Outra forma de solução para esse adoecimento mental é a introdução de alguns objetos terapêuticos que contribuem para diminuir os sintomas ansiosos e o desejo de manipulação da pele, como por exemplo, as bolas de alívio.</p>

<p> </p>

<p>"Quando essas ferramentas psicoterápicas não surtem o efeito esperado, a ajuda medicamentosa, associada à terapia, é bem vinda para controlar a impulsividade e auxiliar no autocontrole e no gerenciamento emocional", diz.</p>

<p> </p>

<p>A psicanalista conclui lembrando que hábitos persistentes que causam incômodos ou prejuízos, acionam um sinal de alerta para um maior cuidado com a saúde e o equilíbrio emocional.</p>

<p> </p>

<p><strong><em>Andrea Ladislau é doutora em Psicanalise Contemporânea, Neuropsicóloga. Graduada em Letras - Português/ Inglês, Pós graduada em Psicopedagogia e Inclusão Digital, Administração de Empresas Administração Hospitalar. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro. @dra.andrealadislau </em></strong></p>
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                                    <category term="Andrea Ladislau" />
                        <published>2025-04-08T21:13:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:39+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[O excesso de manipulação da imagem]]></title>
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                <name><![CDATA[Colunista]]></name>
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                <![CDATA[O Instagram anunciou o fim dos filtros embelezadores, personalizados. Esses famosos filtros de imagem são uma verdadeira sensação e possuem elevado índice de utilização. A remoção reascende a discussã...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>O Instagram anunciou o fim dos filtros embelezadores, personalizados. Esses famosos filtros de imagem são uma verdadeira sensação e possuem elevado índice de utilização.</p>

<p> </p>

<p>A remoção reascende a discussão sobre a polarização e maximização do belo e perfeito, propagado pelas mídias, popularizada com a utilização exagerada de ferramentas como os filtros que evidenciam uma necessidade em apresentar uma aparência, distante da realidade, marcada pelo efeito computadorizado de medidas simétricas perfeitas para impressionar.</p>

<p> </p>

<p>Para a psicanalista Andrea Ladislau, o fato é que, o exagero no uso dos filtros virtuais destaca o desejo da perfeição, estabelecendo um senso de estética e padronizando perfis.</p>

<p> </p>

<p>"E a grande verdade é: onde foram parar os nossos rostos reais? As olheiras marcadas? As manchas na pele causadas pela acne acentuada? E as imperfeições naturais provocadas pelos sinais da idade que os filtros insistem em esconder?", indaga a especialista.</p>

<p> </p>

<p>Para a especialista, isso pode afetar o bem-estar e o psicológico de quem vive a partir de uma realidade virtual distorcida, alimentando, através da insatisfação com sua aparência, uma tendência de baixa autoestima e, possível depressão, desconstruindo o real. Atendendo aos apelos de uma sociedade que cultua o belo e promove uma extrema exposição, através do vício danoso da manipulação da própria imagem.</p>

<p> </p>

<p>"É a prevalência da imposição das ilusões virtuais que mostram que, o desejo e a vontade em pertencer ao grupo dos belos e perfeitos, dos rostos simétricos classificados por rótulos, em contraponto a busca de expressão de sua própria individualidade que, na maior parte das vezes, justifica-se por um sentimento de insuficiência e competição.</p>

<p> </p>

<p>Andrea complementa que esse exagero na utilização dos filtros embelezadores alimenta o sentimento narcísico do ser humano, aumentando a sua necessidade de espelhamento, pois estimula o desejo de que o outro o perceba sempre belo e perfeito, expondo, de forma intensa, suas emoções e promovendo distorções depressivas através de crises de ansiedade e de uma possível sensação de opressão, uma vez que não se consegue ser feliz sendo ele mesmo.</p>

<p> </p>

<p>Segundo a especialista é preciso estar atento a estes efeitos psicológicos da vida digital que, superestimam a nossa imagem e podem desencadear o que chamamos de "Síndrome da Decepção Continuada", quando não se reconhece como se é.</p>

<p> </p>

<p>"Minha imagem real não agrada e só consigo aceitar a imagem que será perfeita para a sociedade", diz.</p>

<p> </p>

<p>Portanto, para Andrea, o fim dos filtros personalizados, talvez possa ajudar a reduzir esses impactos da busca e predileção por imagens e perfis mais positivos e, esteticamente, mais atraentes.</p>

<p> </p>

<p>O que reflete uma falsa realidade e a mais pura rejeição da imagem real e segura em prol de uma imagem desejável e aceitável por todos.</p>

<p> </p>

<p>"Infelizmente, esse tipo de comportamento sugere a rejeição do amor próprio e evidencia, em alguns casos, complexos, camuflados por uma necessidade de reconhecimento. Reflita: porque eliminar sua individualidade através das redes sociais? Onde está sua aceitação? Ou seja, se faz necessário refletir sobre seu comportamento e postura nas mídias", alerta.</p>

<p> </p>

<p>A psicanalista reitera que é preciso controlar o vício da manipulação da imagem e fugir da imposição neurótica de uma vida de aparências.</p>

<p> </p>

<p>"É fundamental reconectar-se consigo mesmo, pois o ser humano não morre quando o coração para de bater, ele morre quando deixa de se sentir e se perceber de verdade", finaliza.</p>

<p> </p>

<p><strong><em>Andrea Ladislau é graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Também é neuropsicóloga. Possui especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro.</em></strong></p>
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                        <published>2025-03-24T18:17:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:34+00:00</updated>
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