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                                <title><![CDATA[BS9 - Ana Paula Viveiros Valeiras]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Ana Paula Viveiros Valeiras do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:12+00:00</updated>
                        <entry>
            <title><![CDATA[Cobertura vacinal: a missão de alcançarmos excelência em saúde pública]]></title>
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                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
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                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Desde o início do enfrentamento da pandemia no Brasil, como um dos pilares na estratégia de combate ao vírus Sars-CoV-2, sabíamos que a busca pela vacina contra a Covid-19 era imprescindível para o enfrentamento da doença.</p>

<p>Quando estávamos, há dois anos, enfrentando a COVID 19, estava ansiosa pela chegada da vacina em nosso município. Foram dias intermináveis.... e a incerteza do que ainda iríamos enfrentar....</p>

<p>O trabalho de quem é responsável pela vacina vai muito além do que todos possam imaginar... o recebimento das vacinas, o armazenamento, a distribuição, os registros e a criação de diferentes estratégias para que todas as atividades da gestão da Central de Imunização sejam bem sucedidas é o nosso papel principal. Isso requer conhecimento, dedicação e muita responsabilidade. Vacinar não se resume apenas ao momento da aplicação. É preciso ser motivador, acreditar que tudo pode melhorar, desde que façamos a nossa parte.</p>

<p>Apesar de trabalhar com várias campanhas de vacinação, essa específica de COVID 19 carregou um peso maior, pois nela estava embutida a esperança de dias melhores e um avanço na prevenção da doença.</p>

<p>Desde que as primeiras doses de vacina contra a covid-19 chegaram em Santos a emoção e gratidão tomou conta do meu ser. Sim, era a esperança de estar mais perto de nossas famílias, do nosso trabalho, de iniciar a vacinação da nossa população, que tanto sofria com as perdas de tantas vidas...</p>

<p><br />
E assim iniciamos a nossa jornada, cada dia um dia de aprendizado. Fazendo um esforço junto com a equipe, para que todos tivessem o seu direito garantido. Foram dias difíceis, mas recompensador.</p>

<p>A vacinação não é uma novidade para nós. É a garantia de que doenças já erradicadas e controladas não retornem ao nosso país. As campanhas de vacinação de tantos outros agravos sempre fizeram parte do povo brasileiro. Entretanto, apesar de presente em nossas vidas, a importância das vacinas muitas vezes passa despercebida e é colocada em segundo plano. Esse cenário acaba causando diversos atrasos e problemas no controle de doenças no país. </p>

<p>Sabemos da importância da vacinação, mas a atual situação da cobertura vacinal no nosso país não tem sido boa. A cobertura vem caindo a cada ano e cada vez que detectamos isso, o significado é muito mais do que um número. É a percepção de que as pessoas não estão ficando imunes e além disso, significa a possibilidade do ressurgimento de doenças que já haviam sido eliminadas no país.<br />
 <br />
Precisamos voltar a atualizar a vacinação de todas as doenças no nosso dia a dia. Precisamos não esquecer da importância contínua delas para não voltarmos a viver surtos de doenças que já possuem prevenção eficaz. Continuamos vigilantes, mas cada um deve ser responsável para obtermos o sucesso.</p>

<p>Portanto, não vamos deixar de cumprir o nosso papel. Continuamos na luta diária de alcançar a cobertura vacinal de várias vacinas. Precisamos ser agentes de motivação para que todos sejam vacinados. Temos as vacinas dos agravos, temos equipe, temos estratégias para alcançar nossas metas...Vamos juntos construir uma Saúde Pública de excelência.</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2022-05-22T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:12+00:00</updated>
        </entry>
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            <title><![CDATA[Superando incertezas: A difícil arte de vencer os desafios na saúde]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2022/04/22/superando-incertezas-a-dificil-arte-de-vencer-os-desafios-na-saude.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O tema que quero abordar é a difícil arte de vencer os desafios que aparecem em nossa vida diária, principalmente quando nos referimos à saúde humana. Cada vez que nos deparamos com novas doenças, novos vírus ou até mesmo aqueles que já estiveram em outros momentos na humanidade, temos que traçar novas estratégias para o enfrentamento e estabelecermos metas para alcançarmos os objetivos. A incerteza é um dos maiores desafios para a ciência, governos e sociedade. Essas incertezas que se apresentam em diferentes aspectos, desde como diagnosticar, tratar, monitorar a doença até a prevenção através de vacinas. E com isso é necessário também refletir sobre os efeitos que teremos na economia, na educação, na sociedade. Enfim, como enfrentar e como superar tais incertezas. <br />
<br />
Com as novas doenças surgindo, como por exemplo a COVID-19, fomos aprendendo ao longo do surgimento da doença. Inicialmente tivemos grandes obstáculos para prever o número de doentes que o sistema de saúde iria atender, de como estimar a necessidade por equipamentos, recursos humanos, insumos, enfim, não tínhamos como fazer previsões, pois se não temos dados históricos de uma dada situação, não temos como fazer previsões. <br />
<br />
Para a Vigilância em Saúde, a tomada de decisões é necessária e um histórico da doença deve existir para nos apoiar e desvendar os limites que estamos enfrentando naquele momento e, através desse conhecimento, buscar as soluções do problema em si. Portanto, a qualidade da informação é imprescindível, desde o impacto da doença na comunidade, assim como na assistência do sistema de saúde, no colapso que a alta demanda por hospitalização em enfermarias e UTIs pode acarretar, além da disseminação do vírus, a prevenção através de uma vacina e das medidas higiênicas sanitárias.<br />
<br />
Portanto, para atravessarmos esta jornada de incertezas é fundamental procurar entender o que é esta nova situação e ter total transparência para contribuir com a veracidade dos fatos e, consequentemente, gerar confiança nas tomadas de decisões. Nesse momento, é importante perseverar no enfrentamento, reconhecer e adaptar as condutas com a chegada de novas informações.<br />
<br />
E é preciso estarmos preparados e sensibilizados para a tomada de decisões baseando-se em informações científicas e confiáveis, com ações coordenadas e em cada nova informação ou descoberta devemos analisar e mudar o rumo para obtermos o sucesso. Tudo é dinâmico e rápido. Mas devemos dar o verdadeiro valor à vida. O que não podemos perder são as vidas, porque essas são perdas irreversíveis e dolorosas. </p>
]]></content>
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                        <published>2022-04-22T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:10+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Milhões de pessoas enxugam lágrimas...]]></title>
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                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
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            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<div>Muitos abandonam seus lares, sua família, seu trabalho, seus sonhos... se tornam refugiados. Deixar o seu lar em busca de lugares mais seguros, deixar algum familiar ou amigo para trás são cicatrizes que ficam na alma das pessoas. É a constatação cada vez mais evidente de que a guerra atinge o planeta e centenas de milhares de pessoas são cometidas. <br />
 </div>

<div>O medo tomando conta do mundo e nós aqui seguindo tudo isso acontecendo...Longe? Perto? Bombardeios em diversas regiões do país da Ucrânia, ficamos apreensivos e é claro que isso nos afeta.<br />
 </div>

<div>Vamos acompanhando, com muita preocupação os caminhos e as consequências dessa guerra, que é  estarrecedora e nos fazem questionar a crueldade instalada.  <br />
 </div>

<div>Estamos vivendo um período muito conturbado e instável no mundo. Ataques e conflitos armados e, embora os combates se limitem ao território ucraniano, o impacto e os desdobramentos refletem no mundo todo, com consequências não só nas questões geopolíticas, econômicas e sociais, mas também em nossa saúde emocional e do nosso organismo. <br />
 </div>

<div>Nós sempre apresentamos reações diferentes frente ao medo e às incertezas que nos surgem. <br />
 </div>

<div>Em todas as ocasiões que temos situações de estresse nosso  organismo libera substâncias que vão permitir uma resposta mais ágil do corpo, sendo um processo natural de defesa do organismo. No entanto, quando se perdura por muito tempo podemos ter graves problemas de saúde, seja físico ou mental. <br />
 </div>

<div>Em situações de alerta ou fuga, temos a liberação do hormônio adrenalina e ao mesmo tempo nossa frequência cardíaca aumenta,  fazendo com que os músculos recebam mais sangue e com capacidade de reagir de forma imediata a qualquer ameaça. Há um aumento da frequência respiratória, tornando a respiração mais rápida e ofegante para ter o máximo possível de oxigênio. <br />
 </div>

<div>Isso afeta nosso organismo de maneira física, mas os efeitos dessas reações químicas constantes também causam impactos psicológicos, desencadeando ansiedade, depressão, distúrbios comportamentais e estresse pós-traumático, não só em quem está vivenciando presencialmente essa situação, mas também aos que acompanham à distância, devido à extrema tensão causada por sentimentos de medo e incerteza. Absorver a dor daqueles que sofrem diretamente com o conflito é uma realidade que afeta o ser humano.<br />
 </div>

<div>Portanto, frente a esse desafio é importante buscar a paz, através da paz íntima, olhar para dentro de nós e ao nosso redor, mantendo a lucidez diante das injustiças. É necessário buscar alternativas que nos torne melhores, mais generosos, solidários com o próximo e ainda que seja através de um pequeno passo construir a paz que tanto almejamos.<br />
 </div>

<div><em>"Toda a guerra deixa o mundo pior do que encontrou. A guerra é um fracasso da política e da humanidade, uma rendição vergonhosa, uma derrota perante as forças do mal" </em>(Papa Franscico, 2022).</div>
]]></content>
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                        <published>2022-03-22T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:10+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Motivação garantida: A interferência do exercício físico e da alimentação]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2022/02/22/motivacao-garantida-a-interferencia-do-exercicio-fisico-e-da-alimentacao.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<div>As mudanças no estilo de vida têm grande impacto sobre a qualidade de vida individual e da população. Ter dois ou mais hábitos de estilo de vida saudável está fortemente associado à qualidade de vida. Dentre eles é necessário pensar naqueles que levem ao adequado peso corporal, ao aumento da atividade física diária, à dieta saudável e às mudanças de rotina que interfira no equilíbrio emocional.<br />
 </div>

<div>Nem sempre priorizamos incorporar hábitos e comportamentos saudáveis na nossa rotina, mas empenhar-se para segui-los causará, sem dúvidas, vários benefícios. Um dos fatores que mais contribuem para a saúde é a atividade física.<br />
 </div>

<div>A prática de exercícios é extremamente eficiente para evitar doenças, além de promover a saúde e consequentemente, energia para as atividades diárias. Os exercícios devem ser uma atividade de rotina, garantindo todos os benefícios e uma dose extra de disposição. <br />
 </div>

<div>Estudos da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos e outros, já comprovam que a relação do exercício físico e uma boa imunidade estão relacionadas a uma boa resposta em relação à vacinação contra COVID-19 e gripe. Fazer  exercícios, como por exemplo uma caminhada acelerada, logo após receber uma vacina, pode aumentar a produção de anticorpos. Isso ocorre porque além das vacinas ajudarem o sistema imunológico a identificar e combater o vírus  no organismo, a atividade física também mobiliza nossas defesas, podendo acelerar a resposta imunológica à vacina.<br />
  </div>

<div>Outro fator relevante para a qualidade de vida que os estudos mostram é a importância dos alimentos que consumimos para a manutenção da saúde e prevenção às doenças. O corpo precisa de nutrientes, que devem ser fornecidos pela alimentação, garantindo a energia, construindo nossas células e regulando nosso organismo. É importante termos escolhas inteligentes e variar nossa alimentação com diferentes nutrientes.<br />
 </div>

<div>Portanto, devemos iniciar fazendo algo diferente, que nos motivem a ter uma vida mais saudável, tendo uma alimentação equilibrada, realizando atividades físicas, participando de atividades voluntárias, de convívio social e, procurando ter mais contato com a natureza. </div>

<div>Para se obter qualidade de vida e bem estar é necessário fazermos nossas escolhas e essa decisão está em nossas mãos. </div>

<div> </div>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2022-02-22T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:05+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Porque vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2022/01/22/porque-vacinar-criancas-de-5-a-11-anos-contra-a-covid-19.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Apesar dos registros de mortes em crianças por COVID entre 5 e 11 anos não serem considerados técnicamente e epidemiológicamente altos, a morte de uma criança é de extrema dor e sofrimento. Além disso, as crianças que são diagnosticadas por Síndrome Inflamatória Multissistêmica associada ao SARS-CoV-2, têm o maior mais risco diante de novas variantes altamente transmissíveis, como por exemplo a Ômicron, que possui maior transmissibilidade, fazendo das crianças, ainda não vacinadas, um grupo com maior risco de infecção. Portanto, se as crianças brasileiras forem vacinadas contra a Covid-19, iremos impedir casos graves e mortes e, consequentemente, novas ondas de transmissões com o surgimento de novas variantes.</p>

<p>A vacina já demonstrou elevada efetividade contra a doença e também na diminuição de hospitalizações, sequelas e mortes, portanto não temos como ignorar que a prevenção vai evitar que nossas crianças corram risco diante de novas variantes altamente transmissíveis.</p>

<p>Em vários países há o surgimento de novas ondas da doença, onde houve transmissão comunitária, portanto, torna-se oportuno e urgente ampliarmos a vacinação o mais rápido possível.</p>

<p>Também já é comprovado que a imunização é indispensável para reduzir a transmissão, principalmente porque estamos enfrentando uma doença com ciclos inesperados e é a alternativa real de controle.</p>

<p>Importante lembrar que ao vacinar as crianças isso também interferirá na proteção indireta da população, já que aumentará a cobertura vacinal e diminuirá a circulação do SARS-CoV-2 e suas variantes. Assim, as pessoas que não podem se vacinar, como por exemplo crianças com faixa etária menor de 5 anos ou as que possuem restrições médicas, ficarão mais protegidas.</p>

<p>A vacinação de crianças de 5 a 11 anos é segura, os eventos adversos são, em sua maioria, leves. Possui o mesmo rigor e normas de eficácia e segurança das demais faixas etárias, atendendo de forma plena aos critérios exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.</p>

<p>Até o momento, a única vacina disponível contra a covid-19 para crianças é a Pfizer-BioNTech e o esquema é de duas doses em crianças de 5 a 11 anos de idade, com intervalo de 8 semanas, entre a primeira e segunda dose.</p>

<p>A pandemia de covid-19 levou a morte de muitas crianças no mundo e também vitimou nossas crianças no Brasil. Essas mortes poderiam ser evitadas se as tívéssemos vacinado. É lamentável ainda encontrarmos a propagação de "fake news" referentes a essa vacinação, com opiniões de pessoas leigas que não imaginam o que as falsas informações podem impactar diretamente na saúde dessas crianças. Convido a fazer uma reflexão: A pandemia é resultado do comportamento do grupo, das ações humanas, a pandemia atual não é um evento isolado e temos responssabilidade sobre isso.<br />
 <br />
<em> *Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2022-01-22T14:04:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Muito além do que superar o medo da agulha: A utilização de adesivos para a pele na vacinação contra COVID-19]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2021/12/22/muito-alem-do-que-superar-o-medo-da-agulha-a-utilizacao-de-adesivos-para-a-pele-na-vacinacao-contra-covid-19.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1369-7060-bc51-77d920427e86</id>
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                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Doutora em Ecologia e Saúde Ambiental, especialista em saúde pública e chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Um novo estudo sobre a aplicação alternativa para as vacinas contra a Covid-19 tem sido alvo de comentários nos meios científicos e da sociedade mundial.  Além dos pesquisadores das Universidades americanas de Pittsburgh, da Universidade Carnegie Mellon, da Universidade Stanford e da Universidade da Carolina do Norte, os pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, também estudam a possibilidade de produzir uma vacina adesiva. Portanto, a utilização de injeções, para aplicar o imunizante não seria mais necessário e a vacinação poderia ser aplicada por meio de um adesivo para a pele.</p>

<p>Mas, você sabe como isso funciona? A ciência tem avançado muito tanto na área médica, como na farmacêutica e, o uso de adesivos já é utilizado na área da saúde. Existem adesivos anticoncepcionais, adesivos de reposição hormonal, adesivos de nicotina e até de insulina.  E essa tecnologia, em relação a vacina contra COVID 19, segue as mesmas características</p>

<p>O adesivo é formado por microagulhas impressas em 3D alinhadas em um adesivo de polímero, o dispositivo de um centímetro tem tamanho suficiente para atingir a pele e se dissolver no órgão. A via de administração é realizada pela aplicação do adesivo na pele, sendo assim absorvida através da circulação sanguínea. Isso porque a pele está cheia de células do sistema imunológico que são o alvo dos imunizantes. A rede de células imunes especializadas que está na camada superior da pele, formam uma barreira contra bactérias e vírus. Assim, a penetração e a entrada na corrente sanguínea acontecem sem a necessidade de injeções.</p>

<p>No caso das vacinas para COVID 19, o imunizante que está sendo desenvolvido, pelos pesquisadores da Universidade do Texas, é o HexaPro. Apesar de estar ainda em fase de testes clínicos e terem sido testadas apenas em camundongos e já ofereceu uma resposta imunológica intensificada. Também já se mostrou resistente a altas temperaturas e se manteve estável por cerca de um mês no adesivo cutâneo quando armazenada em uma temperatura de 25 ºC. Além disso, segundo os pesquisadores, em comparação com as vacinas tradicionais. Os pesquisadores acreditam que uma dose menor pode ser suficiente para gerar uma eficácia semelhante à de uma vacina administrada com agulha/seringa e o custo é bem menor para produzi-las. </p>

<p>Em relação aos resultados analisados, os roedores que receberam apenas uma dose ficaram protegidos, pois não apresentaram a doença quando expostos ao vírus e os que receberam as duas doses tiveram uma produção alta de anticorpos. Esse resultado é considerado bastante otimista e animador, pois demostra que houve eficácia dessa vacina.</p>

<p>Outras vantagens são descritas em relação a esse novo tipo de vacina.  Uma delas é que poderá ser armazenada em temperatura ambiente e, possivelmente, espera-se maior adesão do paciente à vacinação, pois além da aplicação ser indolor (sem a utilização de agulha), não é um procedimento invasivo. Outra vantagem que pode ser destacada é que muitas vezes há a dificuldade da obtenção de insumos (seringas, agulhas) pelos serviços de saúde e o adesivo também iria amenizar essa condição.</p>

<p>Os cientistas relatam que essa nova vacina adesiva poderá ser muito útil no futuro, mas é necessário expandir essa tecnologia e isso requer muito estudo, investimento, logística e orientações.</p>

<p>Segundo as Universidades, a previsão é de que no primeiro semestre de 2022 sejam iniciados os testes em humanos. Agora, é aguardar os novos resultados e seguirmos com fé e esperança. Com certeza venceremos.</p>

<p> </p>

<div style="box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; color: rgb(115, 115, 115); font-size: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255);"><img alt="" src="https://www.bs9.com.br/datafiles/suite/escritorio/aplicativo/conteudo/album_fotografico/17615.jpg" style="border-style:none; box-sizing:border-box; height:281px; margin:0px; padding:0px; vertical-align:middle; width:500px" /></div>

<div style="box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; color: rgb(115, 115, 115); font-size: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255);"><span style="box-sizing:border-box; font-size:11px; margin:0px; padding:0px">Foto: Reprodução/University of North Carolina at Chapel Hill, 2021.</span></div>

<p> </p>

<div style="box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; color: rgb(115, 115, 115); font-size: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255);">*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</div>

<p> </p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2021-12-22T20:55:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
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            <title><![CDATA[É tempo de florescer]]></title>
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                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Penso que novos tempos chegaram e com ele novas expectativas e sonhos... Assim como a flor de lótus... Um fenômeno infinito e curioso da natureza. <br />
 <br />
E é nessa metáfora apaixonante sobre a vida e as dificuldades que enfrentamos todos os dias, que nos lembramos de nossas raízes.<br />
 <br />
Assim como a flor de lótus, que possui a semente com maior longevidade e resistência.<br />
É tempo de florescer, mesmo que tenhamos de surgir em um terreno alagadiço.<br />
 <br />
A beleza da Vida! E lutar por ela sempre.<br />
 <br />
Temos ainda a preocupação se teremos novos enfrentamentos em relação à saúde e pandemias. Mas estamos preparados. <br />
 <br />
Temos a expertise e os exemplos a serem seguidos.<br />
 <br />
Florescer como a flor de lótus, que ao amanhecer se levanta novamente sobre a água suja e encanta com sua beleza.<br />
 <br />
Sigamos em frente... É tempo de florescer...</p>

<p><em>Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2021-11-22T19:15:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[O fim da pandemia COVID 19: sonho ou realidade?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2021/10/22/o-fim-da-pandemia-covid-19-sonho-ou-realidade.html" />
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                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Doutora em Ecologia e Saúde Ambiental, especialista em saúde pública e chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>A pergunta está em todos os ambientes: Com o avanço da vacinação já é possível comemorar o fim da pandemia? Estamos a caminho dessa resposta positiva?<br />
 <br />
Estamos otimistas, porém há a necessidade de cautela em relação a esse tema, pois não é seguro afirmar que o Brasil está livre dessa doença, porém o que podemos celebrar é o número de casos em queda, assim como os números de óbitos e de internações. Nossos relatórios epidemiológicos demonstram isso, mas ainda não temos uma resposta definitiva do término da pandemia.<br />
 <br />
Vários fatores nos mostram o caminho a ser seguido. O primeiro é alcançarmos a meta da cobertura vacinal completa, com todas as doses realizadas. É real que temos um avanço na vacinação, principalmente em relação à primeira dose, mas temos de fazer busca ativa dos faltosos da segunda dose e motivar a vacinação da terceira dose que foi disponibilizada aos idosos e profissionais da saúde.<br />
 <br />
Após todos esses meses de pandemia, há uma sensação generalizada de cansaço, onde a população sente a necessidade da retomada de alguns eventos, atividades, mas o que não podemos é relaxar com as medidas preventivas. Além da vacinação, que estamos tentando atingir a cobertura vacinal, não podemos esquecer das medidas de distanciamento físico, do uso de máscaras e da higienização das mãos com frequência, pois devem ser mantidas e, principalmente, não esquecer do distanciamento social, evitando as aglomerações. É necessário, ainda, evitar espaços fechados, com pouca ventilação e também evitar muita proximidade física e por um tempo prolongado.</p>

<p>Em um futuro não muito distante, temos a esperança de que a pandemia será considerada como vencida e que ficará no passado. A vida deverá continuar no seu ritmo, mas a pandemia deixou claro que o descontrole de contágios em um determinado lugar coloca em risco o sucesso do controle da doença em todo o mundo.<br />
 <br />
A certeza que fica é o legado e aprendizado que estamos adquirindo ao longo de toda a pandemia. Os desafios, o enfrentamento e, principalmente a valorização da vida! É justamente nesse momento que conseguimos ter a percepção de que é preciso olhar para o próximo e não apenas olhar para nós mesmos. É ter a convicção de que o bem de um reflete para o bem de todos.</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2021-10-22T19:40:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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            <entry>
            <title><![CDATA[Saúde: é preciso ficar atento à desinformação!]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2021/09/22/saude-e-preciso-ficar-atento-a-desinformacao.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
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            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Em tempos de pandemia de Covid 19 e, principalmente pelo período de distanciamento social, as pessoas ficam mais expostas às redes socias, às mídias, e consequentemente as notícias se tornam mais acessíveis a população.</p>

<p>Atualmente, com a globalização mundial, uma notícia ganha o mundo em poucos segundos. Essa agilidade e velocidade acaba impactando na rápida disseminação de notícias.<br />
Porém, é necessário destacar que nem sempre temos a possibilidade de verificar, na mesma velocidade da informação, a veracidade dos fatos e isso pode causar transtornos em toda a sociedade.</p>

<p>A quarentena tem provocado excessivo consumo de informações a partir dos meios de comunicação, assim como aumento na elaboração e disseminação de notícias falsas, diante da ociosidade de algumas pessoas no período do distanciamento social. A população ainda tem sentido dificuldades com o distanciamento social e a nova rotina com a família, amigos, trabalho. Ainda encontramos indivíduos com medo de contrair a doença, mesmo vacinado, por conta das variantes que a Covid 19 apresenta.  Essas angústias não são apenas sociais, mas também se associam às questões econômicas de toda a comunidade.</p>

<p>Nesse novo contexto da pandemia de Covid 19, um novo conceito foi introduzido: o fenômeno denominado “infodemia”.</p>

<p>Esse termo está sendo utilizado quando há um aumento na quantidade de informações sobre um determinado assunto, que se multiplicam rapidamente, como por exemplo os assuntos específicos da Covid 19.</p>

<p>Além da manipulação de informações com intenção duvidosa, podem surgir boatos e desinformação e com as redes sociais isso se alastra mais rapidamente. Essa quantidade imensa de informações, com entendimentos conflitantes e dúbios, dificulta encontrar as informações que são verdadeiramente úteis para orientar as pessoas, e além dificultar a tomada de decisão pelos gestores da saúde.</p>

<p>A divulgação de informações falsas,  com alto poder de viralização, como o fim de casos e óbitos por COVID-19, a divulgação de métodos caseiros para o tratamento do coronavírus, sem comprovação científica de eficácia, o relato de que a pandemia não existe, que é apenas uma estratégia política, informações falsas sobre as vacinas contra a Covid 19, associadas  ao questionamento da eficácia das medidas higiênicas e sanitárias são situações preocupantes, tendo em vista que grande parte da população possuem acesso a essas “fake News" e a velocidade com que essas informações se espalham podem trazer consequências desastrosas para os indivíduos e para a coletividade. Essa fragilidade acaba gerando insegurança na população, ansiedade, medo para seguirem em frente com a rotina da vida cotidiana.</p>

<p>Desse modo, é importante destacar a necessidade do enfrentamento da infodemia para a boa convivência em sociedade. Um grande desafio, mas que deve ser realizado com a divulgação de informações claras, baseadas em evidências, buscando estratégias de intervenções que contribuam para reduzir os impactos prejudiciais da disseminação desenfreada de informações.</p>

<p>Portanto, é imprescindível priorizar a qualidade e a clareza das informações com medidas simples para que a infodemia não acarrete prejuízos em nossa vida. Antes de compartilhá-las ou de as utilizarem como orientação verificar as fontes da informação, sensibilizar a população quanto ao uso das informações, desconfiar de posicionamentos radicais, observar se o conteúdo foi inserido em vários locais, checando a data de quando foi publicada e, principalmente ler além do título da matéria.</p>

<p>A ameaça da infodemia não pode ser maior do que todos os saberes e conhecimentos científicos.  Convido a todos a compartilhar as informações de maneira responsável e integrada com a realidade.</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2021-09-22T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[O que esperamos do outro?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2021/08/22/o-que-esperamos-do-outro.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Doutora em Ecologia e Saúde Ambiental, especialista em saúde pública e chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Temos vivenciado momentos marcados por conflitos nas relações humanas, mais ou menos acentuados em diferentes partes do Planeta. Desinteresse com o ser humano, doenças que têm conduzido milhares de pessoas à morte, manifestações ideológicas exacerbadas de pessoas e grupos, político-partidárias ou não, mas também encontramos pessoas que promovem paz e a concórdia; que vivenciam a solidariedade com várias ações beneméritas, verdadeiros “heróis” que estão destinados a amenizar o sofrimento existente. Temos uma transformação acelerada e constante no nosso globalizado mundo e muitos desafios novos. Estamos vivendo numa época assinalada por duas significativas realidades: o desenvolvimento científico e tecnológico e o vazio existencial. É perceptível que as conquistas científico-tecnológicas melhoram a qualidade de vida porque proporcionam avanços no campo da saúde, da educação, da comunicação, entre outros. Mas ao mesmo tempo há um paradoxo, pois o vazio existencial aparece no cenário das relações interpessoais.</p>

<p>Adotarmos um comportamento mais proativo, olhar o outro, além de nós mesmos, ponderar... Não há dúvida o mundo e as relações humanas são complexas, repletas de desafios. No mundo atual parece que tudo é extremamente provisório. O “aqui e agora”. Mas a própria ideia de “aqui” é absolutamente questionável.</p>

<p>No mundo de hoje devemos refletir o desaparecimento da permanência. Tudo é descartável. Mas quando pensamos no aumento da expectativa do tempo da vida humana, fica muito contraditório. Quanto mais tempo vive o homem, menor o tempo de cada uma de suas coisas.</p>

<p>Conhecer e respeitar opiniões diferentes são desafios da vida em sociedade. Acredito que compreender a diversidade existente no mundo, nos esforçar em manter relacionamentos saudáveis e verdadeiros com as pessoas que fazem parte do nosso convívio social, aprendendo a lidar com as divergências de forma respeitosa é o caminho que devemos trilhar. É natural que surjam divergências, opiniões variadas, conflitos, assim como também é aceitável que o direito de discordar é inerente a toda a consciência livre.</p>

<p>Todos nós temos expectativas quando o foco é a relação interpessoal.  E frente às nossas escalas de valores que se apresentam em todos os lugares, somos portadores de ambições e interesses.</p>

<p>Minimizar nossas expectativas, dar oportunidade ao mundo e possibilitar que as pessoas nos surpreendam positivamente, buscar por uma vivência equilibrada e, por consequência, assumir uma atitude mais aberta, menos expectante será um ganho que o mundo atual nos será grato.</p>

<p>Iniciemos, portanto, imediatamente, nossa reaprendizagem como ouvintes atentos, interativos e inteligentes, assumindo que todos somos pessoas fazendo as coisas da melhor forma, e que estamos em constante aprendizagem e transformação.</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2021-08-22T19:04:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Ganhar ou perder]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2021/07/22/ganhar-ou-perder.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Estamos tentando vencer a COVID-19 há mais de um ano e meio, e apesar da realização da vacinação, não podemos deixar de alertar para o risco que a doença ainda oferece, pois novas variantes do coronavírus estão se disseminando no Brasil, transformando o momento ainda mais preocupante.</p>

<p>Já foram computados milhares de óbitos, as famílias estão fragilizadas, muitas pessoas desmotivadas pela crise financeira e pela incerteza da economia, a rede de saúde cansada, não tendo soluções rápidas para os desafios que surgem a cada dia. Mas, apesar desse panorama, podemos perceber uma desaceleração nos indicadores de saúde, nas últimas semanas, demonstrando uma queda simultânea dos casos e óbitos, além da diminuição da taxa de ocupação de leitos de UTI e a melhoria nos números de internação em leitos hospitalares. Esse fato está intimamente relacionado com a vacinação que iniciamos há seis meses no país, porém é necessário destacar que o ritmo da vacinação no Brasil ainda é muito sofrível. E a situação do país exige cuidados, porque não é hora de relaxar nas medidas de proteção contra o vírus, medidas higiênicas e sanitárias devem ser seguidas, como o uso de máscara e o distanciamento social.</p>

<p>Temos conhecimento de que vários países onde a vacinação da população está adiantada e que, mesmo assim, estão enfrentando uma nova onda de aumento de casos e óbitos devido ao fato das novas variantes surgirem, destacando principalmente a variante Delta, que foi identificada inicialmente na Índia e com a confirmação de casos na população do Brasil, principalmente em dois grandes centros, no Rio de Janeiro e São Paulo.</p>

<p>Ao longo da existência humana, várias situações de crise de saúde, social e econômica causadas por questões do meio ambiente, causas sociais e de preconceitos raciais e religiosos, de novas e antigas doenças surgindo na população, sempre repercutem em instabilidades mentais, sociais, econômicas e políticas. E é justamente nesse momento que há a necessidade de criar novas e rápidas soluções, utilizando a ciência e a tecnologia a favor da humanidade, pois o equilíbrio deve ser restabelecido em toda a população afetada pensando no bem da coletividade. Apesar das diferenças entre as pessoas, cada vez mais o momento é de união.</p>

<p>Se estamos cansados? Sim, estamos. Temos necessidades de voltar às nossas atividades do cotidiano? Ao convívio com a família e amigos? Temos necessidade emocional de estar novamente convivendo com as pessoas, em grupo? Sim, temos todas essas necessidades. Porém estamos ainda numa situação muito instável e se quisermos passar por essa crise que nos acomete, é necessário o comprometimento de todos. É imprescindível pensar no coletivo, para que o individual não seja prejudicado.</p>

<p>Sobreviveremos, porque encontraremos um caminho que, apesar de longo e dolorido, só se resolverá com a assistência e prevenção para todos. Não podemos fechar os nossos olhos a esse vírus invisível, achar que ele não existe ou que não causa malefício. Não podemos nos perder e muito menos chegarmos ao esgotamento da saúde. Estamos suscetíveis de adoecermos, de transmitirmos o vírus na comunidade e em nossas famílias. E somente a vacinação em massa irá nos ajudar a passar esse momento.</p>

<p>Estamos lutando contra uma pandemia onde a falta de conhecimento, onde os interesses políticos muitas vezes ultrapassam os verdadeiros interesses da coletividade.  Precisamos pensar no outro e não lutar contra nós mesmos. Quando procuramos e queremos escolher essa ou outra vacina, quando não nos comprometemos a tomar a segunda dose de algumas vacinas,<br />
quando lutamos em não seguir as medidas sanitárias preconizadas, estamos  lutando contra nós mesmos e esse pensamento egoísta só nos faz perder a vida e tudo de bom que ela oferece. Vale a pena repensarmos nossas atitudes antes que seja tarde demais.</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2021-07-22T15:42:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Quando alcançamos a felicidade?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2021/06/22/quando-alcancamos-a-felicidade.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Doutora em Ecologia e Saúde Ambiental, especialista em saúde pública e chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Sempre nos é questionado se somos felizes ou se estamos felizes. E isso nos remete a vários outros questionamentos, pois os seres humanos demonstram que nunca estão completos e considerar a felicidade apenas como um sentimento é um pensamento muito superficial.</p>

<p>Muitas são as definições de felicidade, e a maioria delas faz menção a um estado emocional positivo, com sentimentos de bem-estar e prazer. O conceito de felicidade é curioso e complexo. Na maioria das vezes entendemos felicidade apenas como um sentimento agradável, uma sensação boa que nos invade, em um determinado momento em nossa vida e com duração por alguns instantes apenas. Mas acredito que diversas experiências podem produzir felicidade. Alguns exemplos são: o amor, a alegria, a saúde, o prazer sexual, o contentamento, a segurança.</p>

<p>Enquanto que emoções que nos trazem medo, raiva, tristeza, ansiedade, dor e sofrimento, costumam diminuir a felicidade.</p>

<p>Na verdade, a felicidade deve ser encarada como um caminhar. Muitas vezes o modo como nos é apresentada, não possibilita compreendê-la, reconhece-la ou senti-la, principalmente quando a temos em nossa frente inúmeras variáveis que podem interferir. Mas, reconhecer esses momentos são de extrema importância. Percebermos o rumo e a direção que escolhemos, as ações que temos em nosso dia a dia e o impacto que isso causa em nossas vidas. Portanto, a felicidade é um fenômeno subjetivo e está relacionada a postura que temos perante a vida. Não está no outro, está em nós! É muito mais como encaramos os fatores externos que interferem, é ampliar nossos horizontes para além da nossa realidade.</p>

<p>Projetamos a felicidade no que esperamos de outras pessoas, focamos na aquisição de coisas materiais e depositamos a responsabilidade em outras coisas que nos façam felizes. Assumir a nossa vida e não ter medo de mudar, não ter medo do desconhecido. Rejeitar padrões que não permitem vivenciar novas experiências positivas, talvez seja o primeiro passo para alcançarmos a felicidade.</p>

<p>Construir a nossa história identificando em nós mesmos o que nos deixa mais leves e felizes. Observar as pequenas coisas que a vida nos oferece deve ser um exercício diário.  Com certeza temos muitos motivos para alcançarmos a felicidade, olhar para dentro de nós e verificar quais são os nossos sonhos, identificar qual é a fonte da alegria, perceber os sinais que temos ao nosso redor e permitir-se.</p>

<p>Afinal, alcançar a felicidade é estar aberto a novas perspectivas que a vida oferece... Acredite em você.</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Paula Viveiros Valeiras" />
                        <published>2021-06-22T18:21:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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            <entry>
            <title><![CDATA[Você sabe quais são as principais razões que levam você a não desistir?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-paula-viveiros-valeiras/2021/05/22/voce-sabe-quais-sao-as-principais-razoes-que-levam-voce-a-nao-desistir.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1384-710c-b024-24bede35ddb3</id>
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                <name><![CDATA[Ana Paula Viveiros Valeiras]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Nos últimos meses tenho pensado nas situações que estamos enfrentando mundialmente e vários questionamentos surgem ao longo dos dias. A sensação de que estamos em constantes desafios pode até nos assustar, mas acredito que as dificuldades também nos impulsionam para as oportunidades de evolução, crescimento e conhecimento de nós mesmos. O que precisamos é de um objetivo para continuar indo em frente e acreditar em nossos valores e crenças.<br />
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Isso tem acontecido frequentemente em minha vida profissional e pessoal e, posso afirmar, com certeza, que desistir não é o melhor caminho. Muito pelo contrário, persistir, continuar acreditando, porque os obstáculos são transponíveis e as adversidades que surgem hoje poderão abrir novos caminhos.<br />
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Isso podemos observar em diversos aspectos da vida. Na ciência, na tecnologia, na saúde, na política, nos relacionamentos interpessoais. Sempre há uma saída, mas às vezes ficamos presos em convicções duras e frias, nos deixamos influenciar, nos confundimos e deixamos de viver o presente, ficando presos ao passado e ansiosos por um futuro que nem sabemos se alcançaremos.<br />
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Sempre temos exemplos para nos motivar e que nos remetem às reflexões, mas precisamos estar abertos para vislumbrar as mensagens que recebemos do outro. Mas podemos ter medo e esse sentimento faz com que deixemos de lado a crença de que temos a capacidade de superar, de encontrar um outro caminho, de que podemos ser vencedores. <br />
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Observe: permanecemos vivendo muitas vezes cansado, sem forças, mas não perdemos o nosso objetivo, que é jamais desistir. Muitas coisas em que acreditávamos anos atrás hoje se perderam e enxergamos novos horizontes, novos caminhos que vão movimentando o nosso dia a dia. <br />
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Cometemos erro? Fracassamos? Mas podemos recomeçar e acreditar no nosso potencial, despertar para novos projetos, ter planos e ser criativos ao definirmos as nossas metas.<br />
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Não podemos nos paralisar, é necessário explorar todas as possibilidades. Deixar se envolver com coisas que realmente tenham importância e descartar aquilo que não nos preenche. Dessa forma, aprenderemos a focar em saídas reveladoras para o enfrentamento de qualquer obstáculo que a vida nos apresente.<br />
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Qualquer aprendizado vale a pena, a vida nos apresenta inúmeras oportunidades, encontros que ajudam a nos levantar e revelar a força incrível que vem de dentro de nós mesmos e de tantas outras pessoas. Basta estarmos atentos aos sinais que o mundo nos envia.<br />
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Existe uma coisa que a experiência me ensina constantemente... Que devemos insistir, persistir, acreditar em nossa própria luz e emitir essa luminosidade por onde passarmos. Assim, podemos construir a paz e o bem.<br />
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Hoje percebo e tento aplicar isso todos os dias. Não é tão simples e fácil, mas acredito que é um exercício que devemos desenvolver por toda a vida. </p>
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                        <published>2021-05-22T14:39:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
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