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                                <title><![CDATA[BS9 - Ana Patrícia Arantes]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Ana Patrícia Arantes do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:09+00:00</updated>
                        <entry>
            <title><![CDATA[Meio ambiente um tema ainda negativo no debate político regional]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2022/05/04/meio-ambiente-um-tema-ainda-negativo-no-debate-politico-regional.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-13ef-7157-bb69-f483e1d5ee3f</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Quando de fato políticos da região terão suas ações desligadas da falsa sustentabilidade que orienta os seus discursos?<br />
<br />
Analisando as páginas eletrônicas das secretarias de meio ambiente da região surgem dúvidas entre o “ambiental” e o “ambientalismo”. Por que é tão difícil falar do meio ambiente na ótica dos reais impactos que as cidades e as pessoas que moram nelas estão ameaçadas ?  A narrativa ambiental encontrada articula e neutraliza estes impactos. Não fala sobre alertas do ambientalismo local, que divulga informações dos diversos especialistas sobre possíveis catástrofes ambientais regionais se determinada ação governamental for realizada. <br />
<br />
Não há destaque para documentos ambientais que devem ser dialogados, com isso não integram informações para fortalecer a participação popular nos processos decisórios. <br />
<br />
Para exemplificar como os discursos neutralizam os verdadeiros problemas socioambientais impedindo que a pauta da verdade ambiental seja de fato encarada na cena política regional, existem afirmações nas narrativas de metas mundiais alcançadas na área de água e saneamento, por exemplo. E o que vemos no mundo real são pessoas vivendo na miséria, sem esgoto e água potável. Isto precisa ser encarado e resolvido.<br />
<br />
No legislativo quando há seriedade na elaboração de um projeto de lei que contempla a defesa do meio ambiente equilibrado, este fica isolado e sem força decisória. <br />
<br />
Outra análise interessante são as seções de alguns jornais, com notas sobre atuação dos políticos.  Poucas são as ações na defesa do meio ambiente. Quando existe é superficial - cobrar agilidade em processos ambientais, dizendo que a região precisa de progresso e que preservar dois milhões de metros quadrados de mata atlântica, por exemplo, impede a geração de empregos. <br />
<br />
Aliás, geração de empregos é a desculpa mais esfarrapada para aprovação de empreendimentos de alto impacto ambiental quando comparado ao número de pessoas, populações tradicionais, fauna e flora que são impactados nas regiões litorâneas, além é obvio da disponibilidade hídrica e questões climáticas.<br />
<br />
Será que existem valores e interesses individuais no processo político? Será que falar a verdade não dá votos?<br />
<br />
Vivemos no nosso cotidiano, aqui na baixada santista, impactos ambientais. Situações como alagamentos, falta de água, aumento do nível do mar, desastres socioambientais acontecem com mais freqüência. Mas, cada vez mais distante e com menos frequência está o envolvimento dos políticos da região na defesa das populações e do meio ambiente.</p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2022-05-04T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:09+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Tempestade, alagamentos e marés de lixo]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2022/04/04/tempestade-alagamentos-e-mares-de-lixo.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-13e8-73c0-ad5c-cc4e219cdff9</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p><br />
A situação das cidades na baixada santista está caótica no gerenciamento destes problemas. Na gestão das águas metropolitana, olhares e investimentos se voltam em sua maioria para micro e macrodrenagem. O Fehidro – Fundo Estadual de Recursos Hídricos, uma importante fonte de financiamentos para projetos em água, disponibilizou na Baixada Santista, nos últimos sete anos, aproximadamente R$ 55 milhões dos recursos da cobrança pelo uso de recursos hídricos para as cidades por meio do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista com projetos voltados para este tipo de ação – drenagem e microdrenagem, mas mesmo assim na região os alagamentos são cada vez mais constantes.<br />
<br />
Diante deste cenário, observamos que novas formas de investimento devem ser priorizadas para a baixada santista tanto em estudos que envolvem eventos climáticos quanto em ações de educação ambiental, com o foco em intervenção nas políticas públicas.<br />
Experiências interessantes já acontecem na região.  Direcionar o repasse destes recursos para além das obras com ações de educação ambiental que incidam em políticas públicas em parcerias com organizações sociais e principalmente a Defesa Civil podem ser muito estratégicas para mudar essa situação.<br />
<br />
 Apesar de ter base de monitoramento em tempo real, a Defesa Civil, importante órgão de ação em situação de emergência,  ainda encontra dificuldades em realizar um trabalho contínuo nas comunidades, visando uma conscientização mais intensa nas áreas de risco. Afinal só em escolas, são mais de duas mil em áreas de risco pelo Brasil, segundo dados do Cemaden Educação – Centro de Monitoramento de Desastres Naturais.<br />
<br />
Experiências como a da Ong Ecosurf , que possui um panorama importantíssimo sobre a situação dos resíduos na região, com estudos e propostas para despertar ações que envolvam as bacias hidrográficas da Baixada precisam ser consideradas nas políticas de investimentos socioambientais. As práticas desenvolvidas pelo Ecosurf no litoral brasileiro são inseridas em Relatórios Internacionais sobre Plásticos nos Oceanos. Além de muitas outras frentes de vanguarda que estão acontecendo e podem renovar a gestão em  ações de alagamentos.<br />
<br />
Considerando o impacto das mudanças climáticas, os municípios precisam atualizar seus planos gerais de macrodrenagem,  objetivando diminuir as enchentes e suas conseqüências de contaminação das águas para o meio ambiente,  além de contribuir para a qualidade de vida da população e também pensar em incentivos financeiros compartilhados na elaboração de seus Planos de Ação Climáticas. Ou então, ficaremos assim, com o dinheiro escorrendo pelos bueiros entupidos de resíduos mal descartados.<br />
<br />
Saiba Mais:<br />
<br />
Estas e outras experiências de vanguarda na gestão dos recursos hídricos podem ser acessados no E-Book Fórum Pacto Pelas Águas da Baixada Santista. Acesse <a href="https://linktr.ee/fundobrasileiroea">https://linktr.ee/fundobrasileiroea</a></p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2022-04-04T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:09+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[O Pacto Pelas Águas da Baixada Santista]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2022/03/04/o-pacto-pelas-aguas-da-baixada-santista.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O Fórum Pacto Pelas Águas da Baixada Santista teve como objetivo estimular e contribuir para o fortalecimento da gestão dos recursos hídricos na Baixada Santista. A proposta central do Fórum foi mobilizar criticamente cidadãs e cidadãos acerca das temáticas importantes para a gestão dos recursos hídricos e compartilhar experiências exitosas que contribuem para a proteção das águas.<br />
<br />
Ele foi construído por meio de metodologias participativas, visando pro proporcionar visibilidade e trocas de experiências e saberes entre os diferentes atores do território e as instituições integrantes do Comitê (comunidade, especialistas, movimentos, organizações da sociedade civil e governo), potencializando suas atuações com recursos hídricos na Baixada Santista. <br />
<br />
Fomentar a troca entre as práticas em andamento, os principais problemas e as possíveis soluções auxilia no pertencimento e na corresponsabilidade da população residente e das instituições locais sobre a conservação dos recursos hídricos e melhoria da qualidade de vida. <br />
<br />
Além disso, o Fórum buscou promover o diálogo entre a sociedade civil e o poder público na busca por soluções conjuntas essenciais para a melhoria da eficácia na gestão das águas, fortalecendo a gestão descentralizada dos recursos hídricos apontada no Plano Nacional de Recursos Hídricos e na constituição dos comitês de bacias hidrográficas. <br />
<br />
As experiências vivenciadas pelo Fórum estão agora registradas no E-book Fórum Pacto Pelas Águas que será lançado pelo FunBEA – Fundo Brasileiro de Educação Ambiental e Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista neste mês das águas.<br />
<br />
Os conteúdos trazem como princípio um olhar amplo e diversificado do território, com atividades paralelas e sinérgicas nas três bacias: Norte, Centro e Sul, dialogando sobre questões da Universalização do Saneamento, Financiamento para Projetos de Educação Ambiental, Água disponível além de atividades de comunicação como documentário Sobre Agua, já exibido em três festivais internacionais e a criação da logomarca e identidade visual feita com juventude da região.<br />
<br />
O e-book é fruto de contribuições de muitos sonhadores e realizadores que acreditaram ser possível a construção coletiva na transformação de territórios, visando a transição para sociedades sustentáveis. Nesse sentido, a promoção de processos participativos e continuados de comunicação, mobilização e educação ambiental para a conservação e gestão dos recursos hídricos constitui uma iniciativa estratégica fundamental. E foi com esse propósito que diferentes instituições, coletivos, movimentos e lideranças se agregaram ao caminho das águas na Baixada Santista visando construir um Pacto pelas Águas<br />
<br />
#EducaçãoAmbientalTransforma<br />
<br />
Acesse <a href="http://www.funbea.org.br">www.funbea.org.br</a>  cbhbs.com.br e baixe o e-book<br />
<br />
Saiba o que rolou no pacto: </p>

<p> </p>

<p style="text-align: center;"><iframe align="middle" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" scrolling="no" src="https://www.youtube.com/embed/xw0esitIfrg" title="YouTube video player" width="560"></iframe></p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2022-03-04T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:08+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Quando o jornalismo ambiental deixará de ser marketing verde?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2022/02/04/quando-o-jornalismo-ambiental-deixara-de-ser-marketing-verde.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O jornalismo, diferente da publicidade e do marketing, deve se pautar pelo compromisso com o interesse público e com o fortalecimento do diálogo na sociedade. Na cobertura socioambiental  é comum matérias que levam o destaque das tragédias de degradação ambiental sem relatar ou mesmo se aprofundar nas causas que as originou.</p>

<p><br />
A mídia parece ainda não ter a maturidade necessária para se anteceder ao trágico e produzir em seus conteúdos notícias com menos superficialismo - conseqüência de comodismo ou despreparo na abordagem.</p>

<p><br />
Outro cenário que também prejudica o crescimento de um sério jornalismo ambiental, são  estratégias da publicidade  marketing agregando as campanhas produções textuais que claramente abordam apenas um lado da história – neste caso o dos clientes, e estes conteúdos acabam por pautar editores de grandes mídias, que creio tornam-se reféns de espaços publicitários disfarçados de matéria na área da sustentabilidade.</p>

<p><br />
Nessa tocada entre jornalismo e marketing verde a sociedade se torna cada vez menos informada da realidade dos fatos ambientais das suas cidades e fica distante de uma efetiva participação popular nas decisões sobre o uso e ocupação do solo, acesso a água potável, habitação, reciclagem e compostagem entre outros temas tão importantes para se viver em uma cidade sustentável e com qualidade de vida.</p>

<p><br />
Percebe-se, assim, a necessidade de criação de um novo modelo de comunicação que consiga expressar de forma coesa e esclarecedora a importância do meio ambiente no cotidiano não somente para cientistas e entendedores do assunto, mas para cidadãos leigos e comuns. </p>

<p><br />
Talvez as universidades possam despontar esta transformação ao levarem em seus cursos de comunicação experiências ambientalistas do território inserindo em suas práticas educativas e comunicativas as lutas socioambientais, as temáticas discutidas nos conselhos municipais e regionais proporcionando a integração entre a formação do jornalista e do cidadão ambiental, sem esquecer é claro, do princípio do equilíbrio, que recomenda ouvir sempre, todos os lados.</p>

<p>Saiba mais: <a href="https://frequenciacaicara1.wordpress.com/2022/01/08/ocupacao-bela-vista-cinco-anos-de-luta-e-de-resistencia/">Frequência Caiçara</a> jornalismo independente que cobre questões de habitação na baixada santista</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2022-02-04T03:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:07+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Navio-bomba não. Segurança para a população!]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2022/01/04/navio-bomba-nao-seguranca-para-a-populacao.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-12c0-70cd-8286-b101e09afde9</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Não é por acaso que estudos de licenciamento ambiental são exigidos em empreendimentos que possam causar danos ao meio ambiente natural e humano. Porém ao longo do tempo vem sendo criticado, pelo raciocínio raso, de que licenciamento ambiental é contra o progresso.<br />
<br />
Alguns projetos que hoje estão tramitando em processos de licenciamento ambiental trazem  insegurança para a população, que na maioria das vezes é representada por grupos e movimentos ambientais preocupados nos atestados emitidos sobre a viabilidade do empreendimento.<br />
<br />
Projetos muitas vezes defendidos pelos empreendedores que se colocam acima do interesse público e geralmente não têm a compreensão de que fazer um estudo ( EIA-RIMA), uma exigência do licenciamento não significa a “aprovação” do empreendimento, mas sim um levantamento do cenário possível ou não da localização. Isto não é burocratização e sim responsabilidade, principalmente em empreendimentos que envolvem risco de acidente tecnológico.<br />
<br />
Na prática, a Baixada Santista não tem boas retrospectivas dos acidentes de risco tecnológico. Em meados da década de 60 houve um acidente com o gasômetro que havia na Vila Nova, divisa com a Vila Mathias, que destruiu um quarteirão inteiro, atingiu centenas de pessoas e causou pânico em toda cidade. Mais próximo, o da Ultracargo,  que ainda passa por processos judiciais sem uma resolução justa para as vítimas.<br />
<br />
Existe também a grande dificuldade de ter um plano de contingência contínuo para a área portuária, por exemplo. Não se tem um processo comunicativo nem de simulados de emergências com comunidades ou mesmo um processo de gestão de riscos que aborde inclusive as mídias locais e escolas, para possíveis apoios, em caso de acidente.<br />
<br />
A Rhodia responsável por acidente químico na área continental de São Vicente nunca mais sequer olhou para as vítimas que ainda sofrem  consequências  em suas vidas. E em tempos atuais, a mesma Rhodia é anunciada pelo jornal Valor Econômico como uma possível parceira para a implantação de um terminal Portuário para estocagem de gás natural liquefeito a ser instalado no Largo do Caneú,  área de manguezal  no município de Santos.<br />
<br />
Ausência da Informação com os diferentes públicos<br />
Mesmo tendo aprovado a viabilidade do empreendimento para estocagem de gás,  o órgão ambiental apontou 69 condicionantes. Medidas que devem ser tomadas  em relação ao detalhamento técnico dos programas ambientais. O próprio Ministério Público não encontrou amparo na avaliação para a viabilidade ambiental concedida.<br />
<br />
Além dos “navios- bombas” que correm o risco de explodir ,existem as tubulações que levam o gás até o navio. Este trajeto pretende passar ao lado da comunidade Jardim Costa e Silva em Cubatão e seu entorno, causando sérios riscos para estas pessoas.<br />
<br />
Os riscos existem e inclui morte por congelamento criogênico, incêndio ou explosão; asfixia; queimaduras por radiação térmica (ondas de calor); e danos ou destruição de propriedade pelo fogo ou explosão e incêndios florestais.<br />
<br />
A Baixada Santista pode e deve se orgulhar de ter em sua localização um dos maiores portos da América Latina, mas que isto não implique em desconsiderar  florestas, pessoas, animais marinhos e até outros empreendimentos, em nome de uma política energética que não está considerando com responsabilidade o risco de uma possível explosão.<br />
<br />
Novas alternativas de localização e melhores alternativas de segurança e monitoramento precisam ser repensadas. Os públicos envolvidos neste processo ( além de empreendedores e órgãos ambientais), população, governo  local , mídia e organizações sociais devem ter a possibilidade de um maior envolvimento e tempo para qualificar esta decisão, que se realmente viabilizada sem maiores aprofundamentos na democratização da informação pública,  pode causar sérios danos à população.<br />
 <br />
Saiba mais:<br />
Leia a matéria da jornalista universitária Bárbara Silva, Giulia Arduim e Lariisa Barbosa sobre o caso da Rhodia na área continental de São Vicente.<br />
<a href="https://viralunisanta.wixsite.com/viral2021/caso-rhodia">https://viralunisanta.wixsite.com/viral2021/caso-rhodia</a><br />
 </p>

<p><em>*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2022-01-04T19:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Conhecer para Preservar]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2021/12/04/conhecer-para-preservar.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-138d-7005-9c12-8c25d251fa04</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Como que a comunicação pode gerar conhecimento que engaja, transforma e mobiliza para sociedades justas e sustentáveis?</p>

<p>Fazer uma comunicação que mobiliza é dar a sociedade a oportunidade de enxergar problemas sociais ou soluções diferenciadas sobre impactos socioambientais ou mesmo outros temas, que na maioria das vezes são abordados por pequenas óticas, sobre olhares de especialistas ou dados distante da pratica cotidiana da população, produzindo informações que não qualificam um debate público.</p>

<p>Nesta linha de motivar pessoas para a mudança socioambiental necessária surge a comunicação de causa. Ela tem sido desenvolvida por importantes institutos, fundações e organizações sociais, onde mais do que comunicar exercem o compromisso de fazer uma comunicação colaborativa, positiva e engajada, feita a partir das experiências das pessoas e suas causas nos territórios.</p>

<p>Alguns especialistas da área que hoje fazem comunicação de causa alertam para que além das histórias,  estas narrativas precisam se conectar com pessoas além da nossa bolha de relação.</p>

<p>Ou seja, os defensores das causas socioambientais ou mesmo outros temas importantes como questões raciais, de gêneros, entre outras devem ampliar o diálogo para os outros olhares.</p>

<p>Nesta tendência de uma comunicação colaborativa, outras ferramentas além das mídias sociais como fóruns, eventos -propostas que tragam em seus formatos a participação das pessoas do território, mas não como mero telespectador, e sim pra que contem suas histórias de lutas e de vitórias na construção de sociedades justas e sustentáveis.</p>

<p>Na baixada santista tivemos uma experiência interessante em diversificar formatos de comunicação e a participação das pessoas no diálogo da gestão das águas. O Fórum Pacto pelas Águas, realizado pela organização FunBEA – Fundo Brasileiro de Educação Ambiental com o apoio do Comitê de Bacias da Baixada Santista e financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.</p>

<p>Nele, foram desenvolvidos diferentes formatos de comunicação para aproximar a causa da gestão das águas na região – mesa de diálogos feita a partir de um documentário (Sobre Águas) especialmente produzido para gerar diálogo sobre a universalização do saneamento na região. Documentário que trouxe a perspectiva do morador das palafitas como narrativa principal, mas que ampliou a intervenção para a opinião dos órgãos competentes na resolução do conflito.</p>

<p>Outra estratégia foram as oficinas de animação stop motion com pequenos vídeos produzidos a partir de uma ação de limpeza de praia com juventude realizada por  uma organização ambiental local,  e a criação da identidade visual do evento, onde ao invés de produzi-la com uma agência de comunicação, foi criada através de oficinas com a juventude que com arte e diálogo sobre á água, desenvolveram a logomarca do evento e a identidade visual do Fórum.</p>

<p>O desafio está aí. Novas formas de comunicação, feita para as pessoas e pelas pessoas. Uma comunicação que não seja superficial e sim engajadora, transformadora. Uma comunicação de interesse público, com uma linguagem mais simples e verdadeira.</p>

<div style="box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; color: rgb(115, 115, 115); text-align: center; font-size: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255);"><iframe allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/58Ijlizk5dA" style="box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px;" title="YouTube video player" width="560"></iframe></div>

<div style="box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; color: rgb(115, 115, 115); font-size: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255);">
<div style="box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px 0px 0px auto;"><br style="box-sizing: border-box; padding: 0px; margin: 0px;" />
<em style="box-sizing:border-box; margin:0px; padding:0px">*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></div>
</div>
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                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2021-12-04T20:16:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Pensar global, ação local]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2021/11/04/pensar-global-acao-local.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Cerca de 35.000 representantes de governos e observadores estão inscritos para participar nas negociações que pretendem pôr em prática o Acordo de Paris, durante a COP 26. Porém mesmo que o mundo esteja reunido para propor metas que limitam o aumento da temperatura, se não tivermos governos locais conscientes da importância de adotar novas formas de gestão das cidades, a Baixada Santista estará cada vez mais próxima do caos climático.</p>

<p>Enquanto o primeiro-ministro britânico Boris Johnson defende que devemos passar do debate e discussão para a ação conjunta no mundo real sobre abolir o uso de carvão como fonte de energia, responsável por uma grande parte das emissões de gases com efeito de estufa, acelerar a transição para veículos elétricos e travar a desflorestação, nossos representantes municipais estampam declarações no jornal local apoiando empreendimentos que devastam milhões de metros quadrados de mata atlântica original, usinas que queimam lixo e desconsideram políticas socioambientais e navios que correm riscos de explosão sem segurança para a população. Tudo isso impactando diretamente comunidades tradicionais e indígenas.</p>

<p>Os coletivos se mobilizam, entregam documentos para futuros planos de governo, estão nos conselhos municipais e nos órgãos regionais e estaduais de pautas ambientais, porém, parece que ainda nenhum prefeito da baixada optou por apoiar e levar a pauta sobre pensar uma região que seja pioneira em defender ações para conter o caos climático nas nossas cidades.</p>

<p>O pensamento ainda segue de uma pequenez instantânea de discurso falido da geração de empregos (em fase de obras) por que depois as operações não exigem tanta mão de obra capaz de desafogar ou reverter cenários e aumentar índice de desenvolvimento humano que valha a pena se orgulhar.</p>

<p>O espanto também vem da ausência de questionamentos das mídias que sempre ressaltam a preservação e conservação da nossa floresta atlântica sobre o cenário da compensação ambiental e nunca ampliam a pauta para mostrar uma outra vocação regional que não seja a destruição dos nossos recursos naturais e a marginalização dos povos tradicionais e indígenas.</p>

<p>Quem sabe algum líder político e midiático se atreva e provoque uma mudança de discurso e da prática ambiental na baixada santista. As catástrofes vistas por aqui como inundações, desabamento de encostas, contaminação das águas e dos recursos pesqueiros continuam impondo perdas graves em vidas humana e capital, regredindo o envolvimento socioambiental conquistado até agora.</p>

<p>Saiba mais:<br />
Territórios em luta –  documentário que registra as lutas das lideranças na Baixada Santista com a realização do Fórum Popular da Natureza – Núcleo Baixada Santista.</p>

<p><iframe frameborder="0" height="300" scrolling="no" src="<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/FyBeT2k3uKc" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>" width="600"></iframe></p>

<p><em>Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9</em></p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2021-11-04T19:33:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Um lixo para cuidar do lixo]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2021/10/04/um-lixo-para-cuidar-do-lixo.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-134b-7358-a14e-0ed473d26273</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O Estado explode em lixo. Aterros saturados, catadores marginalizados, relações com cooperativas fragilizadas.</p>

<p>A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi ignorada nas políticas públicas das cidades. E a solução da vez é comprar lixo para queimar lixo.</p>

<p>Queimar o lixo por uma tecnologia que já é um lixo, ultrapassada para os novos tempos de crise climática é mais uma “bola fora” socioambiental da Baixada Santista.</p>

<p>A tecnologia emite poluição, está localizada em área de reservação de água, promove uma exclusão social da política com catadores. Um lixo para nossa região. Quem vai pagar essa conta? Quem vai cuidar depois do lixo que esse lixo vai causar?</p>

<p>Sei responder o futuro pelo óbvio - somos nós, pessoas comuns, que vamos pagar a conta social, econômica e ambiental.</p>

<p>Teremos em outubro a Semana Santos Lixo Zero. Organizações sociais, coletivos, educadores e educadoras, moradores, grupos de pesquisas estarão reunidos para trocarem experiências criativas com propostas geradas por políticas públicas do cotidiano - feita por pessoas que acreditam em territórios sustentáveis e estão na prática mostrando que novas soluções são possíveis e podem ser integradas às políticas governamentais.</p>

<p>Comprar tecnologias que estão sendo descartadas no “primeiro mundo” é pensamento pequeno, estratégia “rasa”, fraca, preguiçosa.</p>

<p>Os esforços que estão sendo feitos agora pelos empreendedores e governo na busca de organizar a legislação para que se possa “aprovar” a Usina para queimar lixo, poderia estar sendo feito para articular a rede sustentável que já existe na Baixada Santista para organizar a gestão de resíduos sobre a ótica da compostagem, logística reversa e cooperativas.<br />
 <br />
Acredita ser possível? Quer saber mais?</p>

<p>SantosLixoZero - www.santoslixozero.org.</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2021-10-04T19:20:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Navio-bomba não. Segurança para a população!]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2021/09/04/navio-bomba-nao-seguranca-para-a-populacao.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1309-7081-8220-a3d1a2887886</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Não é por acaso que estudos de licenciamento ambiental são exigidos em empreendimentos que possam causar danos ao meio ambiente natural e humano. Porém ao longo do tempo vem sendo criticado, pelo raciocínio raso, de que licenciamento ambiental é contra o progresso.</p>

<p>Alguns projetos que hoje estão tramitando em processos de licenciamento ambiental trazem  insegurança para a população, que na maioria das vezes é representada por grupos e movimentos ambientais preocupados nos atestados emitidos sobre a viabilidade do empreendimento.</p>

<p>Projetos muitas vezes defendidos pelos empreendedores que se colocam acima do interesse público e geralmente não têm a compreensão de que fazer um estudo ( EIA-RIMA), uma exigência do licenciamento não significa a “aprovação” do empreendimento, mas sim um levantamento do cenário possível ou não da localização. Isto não é burocratização e sim responsabilidade, principalmente em empreendimentos que envolvem risco de acidente tecnológico.</p>

<p>Na prática, a Baixada Santista não tem boas retrospectivas dos acidentes de risco tecnológico. Em meados da década de 60 houve um acidente com o gasômetro que havia na Vila Nova, divisa com a Vila Mathias, que destruiu um quarteirão inteiro, atingiu centenas de pessoas e causou pânico em toda cidade. Mais próximo, o da Ultracargo,  que ainda passa por processos judiciais sem uma resolução justa para as vítimas.</p>

<p>Existe também a grande dificuldade de ter um plano de contingência contínuo para a área portuária, por exemplo. Não se tem um processo comunicativo nem de simulados de emergências com comunidades ou mesmo um processo de gestão de riscos que aborde inclusive as mídias locais e escolas, para possíveis apoios, em caso de acidente.</p>

<p>A Rhodia responsável por acidente químico na área continental de São Vicente nunca mais sequer olhou para as vítimas que ainda sofrem  consequências  em suas vidas. E em tempos atuais, a mesma Rhodia é anunciada pelo jornal Valor Econômico como uma possível parceira para a implantação de um terminal Portuário para estocagem de gás natural liquefeito a ser instalado no Largo do Caneú,  área de manguezal  no município de Santos.</p>

<p>Ausência da Informação com os diferentes públicos<br />
Mesmo tendo aprovado a viabilidade do empreendimento para estocagem de gás,  o órgão ambiental apontou 69 condicionantes. Medidas que devem ser tomadas  em relação ao detalhamento técnico dos programas ambientais. O próprio Ministério Público não encontrou amparo na avaliação para a viabilidade ambiental concedida.</p>

<p>Além dos “navios- bombas” que correm o risco de explodir ,existem as tubulações que levam o gás até o navio. Este trajeto pretende passar ao lado da comunidade Jardim Costa e Silva em Cubatão e seu entorno, causando sérios riscos para estas pessoas.</p>

<p>Os riscos existem e inclui morte por congelamento criogênico, incêndio ou explosão; asfixia; queimaduras por radiação térmica (ondas de calor); e danos ou destruição de propriedade pelo fogo ou explosão e incêndios florestais.</p>

<p>A Baixada Santista pode e deve se orgulhar de ter em sua localização um dos maiores portos da América Latina, mas que isto não implique em desconsiderar  florestas, pessoas, animais marinhos e até outros empreendimentos, em nome de uma política energética que não está considerando com responsabilidade o risco de uma possível explosão.</p>

<p>Novas alternativas de localização e melhores alternativas de segurança e monitoramento precisam ser repensadas. Os públicos envolvidos neste processo ( além de empreendedores e órgãos ambientais), população, governo  local , mídia e organizações sociais devem ter a possibilidade de um maior envolvimento e tempo para qualificar esta decisão, que se realmente viabilizada sem maiores aprofundamentos na democratização da informação pública,  pode causar sérios danos à população.<br />
 <br />
Saiba mais:</p>

<p><br />
Leia a matéria da jornalista universitária Bárbara Silva, Giulia Arduim e Lariisa Barbosa sobre o caso da Rhodia na área continental de São Vicente.<br />
https://viralunisanta.wixsite.com/viral2021/caso-rhodia</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2021-09-04T14:49:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Como mobilizar?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2021/08/04/como-mobilizar.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Ao analisar as políticas socioambientais na região observamos estratégias de sustentabilidade focadas em terminologias que pautam o  desenvolvimento sustentável com conexões realmente focadas no desenvolvimentismo e não na sustentabilidade.</p>

<p>Propostas direcionadas ao envolvimento sustentável, ou seja , ideias que agregam e contemplem um caminho na direção da equidade social e ambiental ainda estão nos grupos mais “fechados” que buscam, com similaridade,  o grande desafio -  mobilizar a população.</p>

<p>Mesmo vivenciando situações “insustentáveis” a população no geral ainda não enxergou a necessidade de uma profunda mudança na forma de fazer a gestão pública das nossas cidades. <br />
Muitos movimentos estão ganhando visibilidade na baixada santista e encontram a cada dia mais adeptos a uma política que realmente contemple o todo e a tod@s.</p>

<p>Porém, como engajar as massas nestas agendas populares? Como atuar na percepção destas pessoas pela mobilização para a  sustentabilidade?</p>

<p>Não temos a receita,  o que temos atualmente são redes. Redes com conexões comuns mas com profissionais e atuações diferentes. O que possivelmente nos fortaleça em uma mobilização pela sustentabilidade.</p>

<p>Se alguns ainda se sentem desmotivados ou imaginam que não conseguem mudar pois tem a sensação de  paralisia. Renovem-se e saibam que existem muitos que estão engajados em propostas que criam a partir de agora possibilidades de um futuro melhor para nossa região.</p>

<p>E estes engajadores, mobilizadores e realizadores não são líderes políticos regionais e sim pessoas comuns que buscam conexões com uma nova maneira de agir e  experimentar e junt@s estão encontrando novos e sustentáveis caminhos.</p>

<p>Um baixada santista que constrói propostas pautadas pela cooperação e não pela competição.<br />
 <br />
Saiba mais:<br />
https://www.facebook.com/forumsocialbaixadasantista</p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2021-08-04T18:39:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Da lama ao caos]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2021/07/04/da-lama-ao-caos.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-13a3-7143-b16e-449113c58546</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p style="text-align: center;">Completamente na contramão da sustentabilidade planetária, a gestão das florestas de mangues na Baixada Santista segue na linha da sua completa exploração territorial</p>

<p>O mangue não é valorizado enquanto floresta em pé.</p>

<p>Mesmo sendo responsável pela produtividade pesqueira e importante para o enfrentamento da crise climática, com função destacada na proteção do litoral atuando na redução da erosão das linhas de costa, as ações de gestão de manguezais na região não desenham um plano que resguarde este patrimônio natural. Um bem público e não privado.</p>

<p>Pensar em desenvolvimento econômico no mangue aqui na Baixada Santista é falar em “exploração econômica”.  É valorizar a localização e não a vegetação. É desconsiderar completamente as comunidades – humana e marinha que sobrevivem diretamente deste ecossistema preservado.</p>

<p>Aos que pensam que estão distantes dos impactos que a destruição do mangue pode causar, não se iludam. Os planos não são os melhores.</p>

<p>Começamos pelos “navios-bomba”. Um terminal portuário para estocagem de gás natural liquefeito que será construído na área de manguezais. Neste local, navios ficam descarregando diariamente toneladas de nitrato de amônio com potência em TNT equivalente a 55 bombas de Hiroshima. Se explodir, pode devastar a cidade de Santos.</p>

<p>Na outra margem, anunciado há poucas semanas, está o projeto da urbanização das palafitas em cima dos mangues, ou seja, algo praticamente impossível diante das legislações ambientais vigentes e diante da ausência de sincronia administrativa, operacional e socioambiental, que não deu conta até agora de resolver a situação das pessoas que lá residem, resolveram que afundando o manguezal com casas regularizadas a situação estará resolvida, ao menos esteticamente.</p>

<p>Se os outros municípios se pautarem pelos exemplos dos usos exploratórios dos manguezais ocorridos no estuário Santista, que insiste em defender a proteção com o discurso de compensações ambientais, estamos condenados a consequências naturais climáticas e biológicas desastrosas.</p>

<p>E, neste contexto, a lucidez mais uma vez vem da voz da sociedade civil organizada que em diferentes movimentos (marinhos, mobilização, pesquisas, pesca, educação ambiental, social...) trava uma frente de luta ambientalista para alertar a população comum e pressionar o órgão ambiental e judiciário no cumprimento da legislação, impedindo a extinção do manguezal que levará a Baixada Santista da lama ao caos. </p>

<p>Saiba mais:</p>

<p>Assista ao Doc do Bem Sob Palafitas. Conheça alternativas que envolvem comunidade, sociedade civil organizada e universidade.</p>

<p><iframe class="<img-fluid>" frameborder="0" height="400" scrolling="no" src="<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/thpu8psRB10" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>" width="400"></iframe></p>
]]></content>
                                    <category term="Ana Patrícia Arantes" />
                        <published>2021-07-04T14:19:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:53+00:00</updated>
        </entry>
            <entry>
            <title><![CDATA[Você tem sede de quê?]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.bs9.com.br/coluna/ana-patricia-arantes/2021/06/04/voce-tem-sede-de-que.html" />
            <id>https://www.bs9.com.br/019f5cd7-1265-7206-b7c0-b58f94e1ce6d</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Ana Patrícia Arantes]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Ana Patrícia Arantes - Jornalista, atua com Comunicação e Sustentabilidade]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p><strong>A Baixada Santista tem sede -  água e esgoto tratados, mares limpos e, como consequência, dignidade humana e socioambiental</strong></p>

<p>São 316 mil pessoas que vivem sem saneamento na Baixada Santista, em moradias irregulares, com situação precária sobre um cotidiano de lixo, doenças e falta de água tratada.</p>

<p>Pensar em mudar os caminhos, enxergar novos rumos na gestão das águas na região é um exercício que precisa ser praticado em escalas um pouco maiores, para além dos dados da empresa de saneamento na região.</p>

<p>A Baixada Santista necessita com urgência de uma política pública para o setor de saneamento de forma integrada com outros setores. É impossível pensar em saneamento sem pensar em política de habitação, sem discutir as questões fundiárias dos grandes centros urbanos e das áreas rurais.</p>

<p>Olhar estas questões em um contexto que seja pensado junto com a comunidade, fomentando o diálogo e o enfrentamento necessário ao direito pela sua dignidade e justiça ambiental. A solução parte do local, de quem vive nele.</p>

<p>A água não pode ser restringida apenas à oferta de serviço, mas sim a novas formas de pensar junto o território e envolver tecnologias que tragam características regionais, dando acesso para muitas pessoas.</p>

<p>Propostas de saneamento descentralizado, com sistemas autônomos, construídos com a comunidade, e gerenciados próximos aos locais, com serviços de captação de água, coleta e tratamento de esgoto, sem a necessidade de estar conectado à um sistema convencional, podem ser estratégias de políticas públicas.</p>

<p>Na prática a Baixada tem sim ótimas experiências aplicadas por movimentos, organizações sociais, universidades e lideranças comunitárias. Essas ações precisam de maior visibilidade e investimentos.</p>

<p>Hoje existem alguns fundos financiadores relacionados às águas, outros vinculados às políticas ambientais municipais e regionais, porém precisam ser mais “público”, no sentido da participação pública. Além destes, estratégias de investimento social privado devem estar  nas agendas das empresas para o fortalecimento da justiça social e ambiental da população na Baixada Santista.<br />
 <br />
No Estuário de Santos está o maior complexo de favelas de palafitas do Estado. Pessoas invisíveis, a pelo menos 20 anos, a margem da sociedade santista e na margem do maior Porto da América Latina.</p>

<p>A situação de moradia nesta comunidade ainda não se resolveu. Moradores aguardam desde 2018 o processo de remoção das famílias para 1270 unidades de conjuntos habitacionais que devem ser entregues até junho de 2024, segundo acordo entre Ministério Público, Prefeitura e COHAB Baixada Santista. Até o momento 205 unidades habitacionais foram construídas. </p>

<p>No cenário real é alarmante a morosidade dos processos habitacionais para a mudança desta situação, que se tornam mais necessários, diante das questões que envolvem a fiscalização para impedir novas invasões. Além disto, recursos disponibilizados para tecnologias alternativas, fortalecimento das comunidades e lideranças nos processos participativos e financiamento dos projetos das organizações da sociedade civil estão desarticulados como propostas para a resolução destes conflitos e enquanto ações de políticas públicas nas agendas regionais.</p>

<p>Agora, latente e pulsando a população carente tem sede. Porém dados como perdas de água tratada, hoje entorno de 40%, transposição das águas de Bertioga para suprir demanda de São Paulo, sendo que o município tem maior projeção de crescimento na região, e prioridade de investimentos pelos recursos financeiros hoje disponíveis para ações diretas de proteção das águas doces, em sistemas de drenagens superficiais nos apontam que a Baixada Santista inteira tem, sim, sede de água.</p>

<p><strong>Dica socioambiental:<br />
Documentário Sobre Água – a voz dos moradores do Caminho da União.</strong></p>

<p>https://youtu.be/58Ijlizk5dA</p>

<p>E-mail para contato: meuambientecosteiro@gmail.com</p>
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                        <published>2021-06-04T17:58:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:00:52+00:00</updated>
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