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                                <title><![CDATA[BS9 - Amira Correa Mari]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Amira Correa Mari do BS9</subtitle>
                                                    <updated>2026-07-13T19:43:36+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Cannabis medicinal é aliada em cuidados paliativos, afirma médica]]></title>
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                <name><![CDATA[Colunista]]></name>
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                <![CDATA[A cannabis medicinal tem se mostrado uma aliada importante nos cuidados paliativos, oferecendo alívio para dores crônicas, insônia, ansiedade, distúrbios motores e até perda de apetite em pacientes co...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>A cannabis medicinal tem se mostrado uma aliada importante nos cuidados paliativos, oferecendo alívio para dores crônicas, insônia, ansiedade, distúrbios motores e até perda de apetite em pacientes com doenças avançadas. Foi o que destacou a médica geriatra Dra. Amira Correa Mari, em palestra realizada na Unoeste Guarujá.</p>

<p>“A gente busca, dentro da abordagem dos cuidados paliativos, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. E os canabinoides são uma ferramenta importante nesse processo, quando usados com responsabilidade e prescrição adequada”, afirma.</p>

<p>O que são cuidados paliativos?</p>

<p>Os cuidados paliativos consistem em um conjunto de ações voltadas a pessoas com doenças graves, progressivas e que ameaçam a continuidade da vida. O foco não está na cura, mas no alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual.</p>

<p> </p>

<p>“Muitas vezes o paciente chega até nós sem mais opções terapêuticas, e ainda com muito preconceito. A cannabis medicinal pode ser uma alternativa viável, mas precisa ser tratada com seriedade e respaldo técnico”, explica a médica.</p>

<p> </p>

<p><strong>Histórico do uso medicinal da cannabis</strong></p>

<p>Durante a palestra, Amira destacou que a cannabis é utilizada como planta medicinal há mais de cinco mil anos, com registros em regiões como China, Índia, África e Egito.</p>

<p> </p>

<p>“Ela já foi usada para tratar reumatismos, dores, inflamações e até problemas oculares como o glaucoma. Infelizmente, sua criminalização no século XX foi motivada por razões políticas e econômicas, e não científicas”, afirma, citando a influência do racismo e da xenofobia na proibição da planta nos Estados Unidos e, posteriormente, no Brasil.</p>

<p> </p>

<p><strong>Como os canabinoides atuam no organismo</strong></p>

<p>Segundo a especialista, substâncias como o CBD e o THC atuam no sistema endocanabinoide, presente no corpo humano e responsável por funções como controle da dor, apetite, sono e humor. O THC, por exemplo, tem alto potencial analgésico e pode ajudar no controle da dor intensa. Já o CBD é eficaz no tratamento da ansiedade, inflamações e distúrbios do sono.</p>

<p> </p>

<p>Além deles, há outros canabinoides com potencial terapêutico, como o CBG e o CBN. O primeiro é estudado por seus efeitos anti-inflamatórios, especialmente úteis para atletas. O segundo tem propriedades sedativas, sendo indicado em casos de insônia ou agitação.</p>

<p> </p>

<p><strong>Formas de uso</strong></p>

<p>Dra. Amira explicou que os produtos à base de cannabis medicinal podem ser administrados por via oral, sublingual, tópica, vaporizada ou retal. Os efeitos variam conforme a forma de uso. Por exemplo, a via sublingual oferece ação mais rápida do que a ingestão oral, que demora mais para fazer efeito, mas possui duração prolongada.</p>

<p> </p>

<p>Os óleos utilizados no tratamento também se dividem em três tipos: isolado (com um único canabinoide, geralmente CBD), broad-spectrum (sem THC, mas com outros compostos da planta) e full-spectrum (com todos os fitocanabinoides, inclusive THC). “O óleo full-spectrum tende a ser mais eficaz, graças ao chamado efeito entourage, quando os compostos atuam em sinergia”, conta a médica.</p>

<p> </p>

<p><strong>Uso responsável e prescrição segura</strong></p>

<p>A especialista ainda alertou para os riscos do uso indiscriminado e reforçou que a prescrição de cannabis medicinal deve ser feita com base em critérios clínicos, levando em conta a condição do paciente, o histórico de saúde e a padronização dos produtos.</p>

<p> </p>

<p>“Não estamos falando de uso recreativo. Estamos falando de saúde, de ciência e de qualidade de vida. É fundamental combater o preconceito e garantir acesso a tratamentos seguros e eficazes”, completa.</p>
]]></content>
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                        <published>2025-05-13T12:05:00+00:00</published>
            <updated>2026-07-13T19:43:36+00:00</updated>
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