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				<title><![CDATA[Badra inicia maior pesquisa eleitoral do Brasil, na Baixada Santista, com 10 mil entrevistas]]></title>
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				<description><![CDATA[A pouco mais de cinco meses das eleições de outubro de 2026, o Instituto Badra, especializado em pesquisas de opinião pública, dará início a um amplo levantamento eleitoral na Baixada Santista. O estudo vai ouvir 10 mil eleitores distribuídos proporcionalmente entre os nove municípios da região: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

 

A amostra representa o universo de mais de 1,5 milhão de eleitores da região e permitirá um retrato detalhado das tendências do eleitorado local em relação aos cinco cargos em disputa: Presidente da República, Governador de São Paulo, Senador (neste ano com duas vagas em disputa por estado), deputado federal e deputado estadual.

 

O questionário incluirá tanto cenários espontâneos, quando o eleitor responde livremente, quanto cenários estimulados, nos quais nomes de candidatos são apresentados. Para os cargos proporcionais, deputado federal e deputado estadual, o levantamento trará um diferencial metodológico, com três cenários distintos, para além do espontâneo

 

O primeiro cenário reunirá os atuais deputados eleitos pela região, somados aos pré-candidatos que atenderam ao chamado do instituto e formalizaram sua intenção de disputar o pleito em 2026. O segundo incluirá, além dos atuais parlamentares, os dez candidatos mais votados na Baixada Santista nas eleições de 2022 e que permanecem na disputa. Já o terceiro cenário será composto exclusivamente pelos atuais deputados da região.

 

O Instituto Badra destaca que, do ponto de vista técnico, não há pesquisas quantitativas, de intenção de voto, metodologicamente válidas para eleições proporcionais, como ocorre nos cargos majoritários. Ainda assim, segundo especialistas, o tamanho expressivo da amostra permitirá identificar quais nomes estão mais presentes na memória do eleitor neste momento pré-eleitoral.

 

O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa será devidamente registrada na plataforma PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendendo integralmente às exigências legais.

 

Os primeiros resultados serão divulgados a partir do dia 4 de maio.
 
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				<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 15:14:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Nova pesquisa temática Badra aponta que a mentira está no cotidiano da sociedade]]></title>
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				<description><![CDATA[As equipes do Instituto Badra mais uma vez foram às ruas ouvir a população sobre um tema que afeta diariamente a vida de toda a sociedade - a mentira.

 

Da mesma forma que nas pesquisas recentes sobre o que as mulheres de várias gerações pensam sobre assuntos sensíveis (Elas por Elas) e sobre como os paulistanos lidam com um dos festejos mais tradicionais da cultura brasileira (Quem é você no Carnaval?), esse estudo do cotidiano compila dados que mostram um cenário onde a mentira e a verdade são usadas para manter, de certo modo, a sociedade em funcionamento.

 

Segundo o jornalista e analista de dados Maurício Juvenal, os brasileiros não operam com uma moral rígida, mas com uma ética situacional, marcada por ambiguidades, justificativas e adaptações.

 

Ele pontua que: “Se na tradição filosófica clássica, de Kant a Santo Agostinho, condena a mentira como uma violação absoluta do dever moral, a vida concreta parece se aproximar mais de Maquiavel, ou mesmo das interações descritas por Erving Goffman, em que a gestão da verdade é parte do jogo social. Isso mesmo: gestão da verdade!”.

 

Todos mentem, disse Dr. House

De acordo com a pesquisa Badra, mais de 70% dos entrevistados acreditam que as pessoas mentem sempre ou frequentemente no dia a dia.

 

Parafraseando o personagem que marcou época em uma das séries icônicas, todos mentem, o que muda são as motivações.

 

No resultado da Badra, fica claro que quando se é observado o indivíduo, cerca de 38% admitem mentir com frequência. “Essa dissociação sugere um fenômeno clássico da psicologia social que é a tendência de atribuir ao outro comportamentos moralmente questionáveis, preservando a própria autoimagem”, destaca Juvenal.

 

Os fins justificam os meios quando a situação envolve verdade e mentira?

Outros dados relevantes mostram que as pessoas consideram justificável faltar com a verdade para exercer função social para evitar conflitos (29,9%) e proteger alguém do sofrimento (26,2%).

 

É algo que remete ao excelente filme de comédia “O Mentiroso”, com Jim Carrey, onde seu personagem Fletcher Reede é um advogado bem-sucedido que tem o hábito de mentir compulsivamente, tanto no trabalho quanto na vida pessoal, principalmente para o próprio filho. Cansado das promessas quebradas do pai, o garoto faz um pedido de aniversário: que Fletcher não consiga mentir por 24 horas.

 

O desejo misteriosamente se realiza, e Fletcher passa a ser incapaz de dizer qualquer mentira, o que vira sua vida de cabeça para baixo. No meio de um caso importante no tribunal, ele é obrigado a falar apenas a verdade, gerando situações caóticas, constrangedoras e muito engraçadas.

 

No fim, a experiência faz Fletcher perceber o quanto suas mentiras estavam prejudicando sua relação com o filho, levando-o a repensar suas atitudes e tentar se tornar uma pessoa melhor.

 

“Aqui, o dado empírico dialoga diretamente com práticas cotidianas reconhecíveis. Por exemplo, a chamada ‘mentira piedosa’, aquela que diz que um presente agradou, suaviza um diagnóstico ou omite uma crítica para não ferir alguém. Nesses casos, a mentira deixa de ser vista como falha moral e passa a ser interpretada até mesmo como ato de empatia. Essa lógica se confirma quando analisamos um dado concreto: 85,8% dos entrevistados afirmam já ter mentido para proteger alguém de uma notícia negativa. Ou seja, aquilo que é justificado em teoria é amplamente praticado na vida real”, afirma Maurício Juvenal, ao analisar os resultados desse importante levantamento estatístico.
 

 

O peso da verdade e as consequências da mentira

O personagem Pinóquio, de Carlo Collodi e que ganhou vida no universo Disney, mostra que esse paradoxo entre verdade e mentira gera consequências - e isso também fica evidente na pesquisa Badra.


De acordo com o levantamento, a grande maioria reconhece que a verdade fortalece a confiança (83,8%) e constrói relações sólidas (89,5%). Ao mesmo tempo, 72,3% afirmam que dizer a verdade pode causar problemas ou prejudicar alguém.

 

Juvenal enfatiza que essa dualidade se expressa também na experiência pessoal. “O dado é impressionante! Exatos 73,1% dizem já terem se arrependido, em algum momento, de dizer a verdade.  Aqui, o dialogismo com a vida real é evidente. A verdade pode ser virtude, mas também pode ser violência. Um comentário honesto pode fortalecer relações ou destruí-las; uma revelação pode libertar ou ferir. O dado empírico confirma aquilo que a literatura já apontava: a verdade, assim como a mentira, é uma prática situada”.
 

 

Uma conclusão verdadeira - você também mente

Essa pesquisa temática Badra com foco em entender o cotidiano e dar voz ao que pensam as pessoas sobre um tema tão espinhoso conclui que não existe uma única moral da verdade e da mentira no Brasil.

 

Maurício Juvenal conclui sua análise dos dados destacando que a revelação é clara: você também mente. “Se a filosofia buscou respostas universais, a pesquisa revela algo mais próximo da vida real: a verdade e a mentira são menos categorias fixas e mais instrumentos situados de gestão das relações humanas. E com certeza o dado mais profundo consagra que não é que as pessoas não valorizem a verdade, é que aprenderam, pela experiência, que nem sempre é possível sustentá-la sem custo”.
 

 

DADOS CRUZADOS

Entre norma e contexto: a arquitetura social da mentira e da verdade

A análise cruzada dos dados revela que a relação dos indivíduos com a mentira e a verdade não é homogênea, mas estruturada por variáveis sociais que modulam tanto a percepção quanto a prática. Idade, renda, escolaridade, ocupação e religião não apenas influenciam opiniões, elas organizam diferentes “regimes morais” dentro da sociedade.

 

1. A percepção da mentira: jovens mais céticos, renda mais alta mais crítica

A crença de que “as pessoas mentem o tempo todo” não é distribuída de forma uniforme.

 

Entre jovens de 16 a 24 anos, 47,1% afirmam que as pessoas mentem várias vezes ao dia, patamar significativamente acima dos idosos (29,1%) .

 

Já entre os mais ricos, digamos assim, com renda superior a R$ 8 mil/mês, esse índice cai drasticamente para 19,1%, enquanto nas faixas de menor renda chega a 35%. Qual a interpretação disso?

 

Há aqui dois padrões distintos. O primeiro, o geracional, indica que os mais jovens parecem mais desconfiados do tecido social, possivelmente refletindo maior exposição a ambientes de alta circulação de informação (e desinformação);

 

O segundo padrão, socioeconômico, carimba que indivíduos de maior renda demonstram menor percepção de mentira constante, o que pode indicar maior inserção em ambientes institucionais mais regulados ou maior confiança nas interações.


2. O paradoxo moral: quem mais percebe a mentira não é quem mais admite mentir

Ao cruzar percepção (P01) com prática (P02), surge uma tensão importante. Jovens são os que mais percebem a mentira como frequente (47,1%), mas também apresentam níveis elevados de autorreconhecimento de mentira frequente (cerca de 45% entre sempre + frequentemente).

 

Já os mais velhos (60+) percebem menos mentira e também admitem mentir menos (apenas 8,6% dizem mentir sempre).

 

A partir daí, fica impossível não concluir que nos jovens há uma coerência cínica: reconhecem a mentira como regra e se inserem nela. Nos mais velhos, há uma coerência normativa: menor percepção e menor prática. Pesadão, né? Que nada. Isso na prática sugere dois regimes éticos, um mais realista/adaptativo (jovens), e outro mais normativo/idealizado (idosos).


3. A moral da justificativa: religião e renda moldam limites da mentira

A questão sobre quando a mentira é justificável (P03) permite cruzamentos especialmente reveladores.

 

Evangélicos, por exemplo, apresentam maior rigidez moral ao 22% deles afirmam que a mentira nunca é justificável. Os católicos são mais flexíveis, ou pelo menos parecem, visto que apenas 15% sustentam essa posição .

 

Mas é óbvio que essa rigidez convive com nuances que merecem melhor reflexão ou reflexão mais detida. Evangélicos também aparecem com índices relevantes na justificativa por proteção emocional (28,4%). Uma leitura mais sofisticada desse fenômeno vai indicar que não se trata de moral rígida versus flexível, mas de moral com tensão interna, onde princípios fortes coexistem com adaptações práticas.

 

Em termos de renda, entre os mais ricos, a mentira para proteger alguém cai para 13,8%, enquanto nas faixas mais baixas ultrapassa 27%. Já a ideia de que “nunca é justificável” cresce entre os de renda mais alta. A verdade é que classes mais altas tendem a uma ética mais formalizada, menos baseada em mediação emocional, enquanto as classes mais baixas operam com uma ética mais relacional, onde preservar o outro pesa mais que a regra.

 

4. Hierarquia moral das mentiras: intenção importa mais que o ato

Ao cruzar os diferentes tipos de mentira (P04 a P08), emerge uma estrutura clara:

 


	
		
			
			Tipo de mentira
			
			
			Grau de condenação
			
		
		
			
			Para vantagem pessoal
			
			
			Altíssima (mais de 70% grave/muito grave)
			
		
		
			
			Para desafiar regras
			
			
			Alta
			
		
		
			
			Para adequação social
			
			
			Moderada
			
		
		
			
			Para proteger alguém
			
			
			Baixa
			
		
	


 

E o cruzamento por ocupação e renda aprofunda isso. População não ocupada tende a ver menos gravidade nas mentiras em geral. População ocupada é mais rígida, especialmente em mentiras associadas a regras e autoridade.

 

Isso inspira que o vínculo com estruturas institucionais (trabalho, regras, hierarquias) aumenta a sensibilidade moral a certos tipos de mentira, ou seja, a moral também é funcional ao lugar social do indivíduo.
 

 

5. O caso da omissão: estratégia moral intermediária (com forte variação educacional)

O debate sobre a omissão (P10) é um dos pontos mais sofisticados da pesquisa. Entre pessoas com ensino superior, apenas 3,6% consideram omissão tão grave quanto mentira. Entre os menos escolarizados, esse número sobe para 13,5% .

 

Além disso, quanto maior a escolaridade, maior a tendência de considerar a omissão como algo “dependente da situação”. Na prática, a escolaridade parece aumentar a capacidade de operar com nuances morais, legitimando zonas cinzentas. Se fosse para desenhar, seria mais ou menos assim:

- Maior capital cultural → maior relativização ética

- Menor capital cultural → maior tendência à moral dicotômica (certo/errado)

 

 

6. Verdade como risco: mulheres, baixa renda e ocupação revelam maior cautela

O reconhecimento de que a verdade pode causar problemas (P12) é quase consensual (72,3%), mas há variações. Entre pessoas de baixa renda, chega a 80,9%. Já entre população não ocupada, cai para 56,3%. Parece um sinal de que quanto maior a vulnerabilidade social, maior a percepção de risco associado à verdade. A verdade, nesses contextos, deixa de ser apenas um valor e passa a ser uma decisão estratégica com potencial de dano real.

 

7. Experiência vivida: mentira e arrependimento revelam coerência prática

Os dados de experiência (P29 e P30) também são especialmente, e interessantemente, reveladores. Nada menos do que 85,8% dos entrevistados dizem  que já mentiram para proteger alguém. Até aí tudo bem. Tudo bem? Ao mesmo tempo, 73,1% disseram ter se arrependido de dizer a verdade, em algum momento. Quando cruzamos isso com idade, os adultos (25–44) apresentam os maiores índices em ambos os casos.

 

Isso não quer dizer outra coisa senão que esse grupo vive o auge das responsabilidades sociais (família, trabalho), onde os dilemas éticos são mais frequentes. Aquela coisa que podemos chamar de ética da responsabilidade relacional. A ética que interessa!?

 

8. O núcleo decisório: princípios versus consequências

Na decisão final (P32), 54,2% dizem agir por princípios; 21,8% consideram o impacto sobre os outros; e 16% consideram o próprio benefício .

 

Mas o cruzamento revela que entre os mais escolarizados e ocupados, cresce o peso dos princípios (até 65%) e entre renda mais baixa, cresce a lógica consequencial. É um dado que dá para entender e até para explicar. O primeiro grupo trata da moral declarada (princípios) e o segundo da moral operacional (consequências). E essa diferença varia conforme posição social.
 
 

Síntese interpretativa: três regimes morais coexistentes

A partir dos cruzamentos, é possível identificar três grandes padrões:

 

1. Regime normativo (mais presente em idosos, religiosos e renda alta)

- Maior rigidez moral declarada

- Menor aceitação da mentira

- Maior valorização de princípios

 

2. Regime relacional (mais presente em baixa renda e adultos)

- Mentira como ferramenta de cuidado

- Forte peso das consequências sociais

- Ética baseada em proteção e convivência

 

3. Regime pragmático-adaptativo (mais presente em jovens)

- Alta percepção de mentira no ambiente

- Maior naturalização da prática

- Menor dissonância entre discurso e comportamento

 

Conclusão ampliada

Os cruzamentos mostram que não existe uma única moral da verdade e da mentira no Brasil urbano. O que existe é um campo de negociação ética, onde diferentes grupos operam com lógicas distintas, ora baseadas em princípios, ora em consequências, ora em adaptação ao ambiente.

 

Se a filosofia buscou respostas universais, a pesquisa revela algo mais próximo da vida real: a verdade e a mentira são menos categorias fixas e mais instrumentos situados de gestão das relações humanas. E com certeza o dado mais profundo consagra que não é que as pessoas não valorizem a verdade, é que aprenderam, pela experiência, que nem sempre é possível sustentá-la sem custo.
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				<category>BS9 - Badra Comunicação</category>
				<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 10:53:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Pesquisa investiga como brasileiros lidam com mentira e verdade no dia a dia]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/bs9-badra-comunicacao/pesquisa-investiga-como-brasileiros-lidam-com-mentira-e-verdade-no-dia/38303/</link>
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				<description><![CDATA[Em meio à proximidade do 1º de abril — data popularmente conhecida no Brasil como o “Dia da Mentira” — uma pesquisa de campo conduzida pelo Instituto Badra pretende ir além das brincadeiras e investigar como as pessoas, de fato, se relacionam com a mentira e a verdade no cotidiano.

 

O levantamento ouvirá 1.060 moradores da cidade de São Paulo, respeitando a proporcionalidade da população em variáveis como gênero, faixa etária, escolaridade e renda. O objetivo é mapear percepções, práticas e dilemas éticos envolvendo o tema, explorando desde pequenas omissões do dia a dia até situações mais complexas que envolvem valores morais e convivência social.

 

A pesquisa parte do entendimento de que mentira e verdade não são apenas conceitos abstratos, mas elementos centrais nas relações humanas. Em diferentes contextos, mentir pode ser visto tanto como um recurso para evitar conflitos ou proteger alguém quanto como uma quebra de confiança com impactos duradouros.

 

Segundo a abordagem teórica que fundamenta o estudo, a verdade está relacionada à coerência entre o que se diz e o que se acredita, enquanto a mentira envolve a intenção de enganar, ainda que de forma sutil. Já a omissão — muitas vezes socialmente aceita — ocupa uma zona intermediária, ao ocultar informações sem necessariamente afirmar algo falso.

 

Do ponto de vista sociológico, pesquisadores apontam que a mentira cumpre funções sociais variadas, podendo ajudar na manutenção de relações, na preservação de sentimentos ou até na dinâmica de grupos. Ao mesmo tempo, o excesso ou a banalização do engano pode fragilizar a confiança e afetar a coesão social.

 

Ao investigar como os paulistanos equilibram esses fatores na prática, o Instituto Badra busca identificar padrões de comportamento, contradições e justificativas que orientam decisões cotidianas. A expectativa é que os resultados ajudem a compreender melhor os limites éticos que as pessoas estabelecem — e flexibilizam — ao lidar com a verdade.

 

Em um país onde o 1º de abril se tornou símbolo cultural da brincadeira com a mentira, a pesquisa propõe um olhar mais profundo: afinal, quando mentir parece aceitável — e quando a verdade, por mais incômoda que seja, se torna indispensável?

 

É pra pensar.
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				<category>BS9 - Badra Comunicação</category>
				<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 14:21:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Paulistanas veem avanços, mas ainda convivem com medo, desigualdade e pressão estética]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/bs9-badra-comunicacao/paulistanas-veem-avancos-mas-ainda-convivem-com-medo-desigualdade-e/38082/</link>
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				<description><![CDATA[Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, pesquisa do Instituto Badra com 520 moradoras da cidade de São Paulo revela que, apesar de avanços nas últimas décadas, as paulistanas ainda enfrentam desafios persistentes ligados à desigualdade, violência e padrões sociais. O levantamento ouviu mulheres de quatro faixas etárias, entre 18 e mais de 65 anos, para identificar possíveis diferenças geracionais em temas como maternidade, casamento, feminicídio, aborto e trabalho.

 

Um dos pontos de maior convergência entre as gerações é a percepção de que a vida da mulher melhorou em relação ao passado, embora ainda seja marcada por dificuldades. Para 36,7% das entrevistadas, a situação é hoje “um pouco melhor, mas ainda difícil”, enquanto 31,2% consideram que a vida feminina está muito melhor do que há 50 anos.

 

No mercado de trabalho, a maioria reconhece avanços, mas ressalta que a igualdade ainda não foi alcançada. Para 51,7% das mulheres, as oportunidades melhoraram, porém a desigualdade continua significativa.

 



 

FEMINICÍDIO

Quando o assunto é feminicídio, a percepção predominante entre as entrevistadas é de que o enfrentamento do problema passa principalmente pelo rigor da lei. Para 48,7% das mulheres, a principal medida para combater a violência contra a mulher é acabar com a impunidade, enquanto 32,3% defendem maior investimento em educação e conscientização da sociedade para prevenir novas agressões.

 

A pesquisa também aponta que a violência permanece como uma das principais preocupações. Mais da metade das entrevistadas (56,7%) afirma evitar andar sozinha à noite na cidade por medo, e quase metade (48,7%) acredita que o combate ao feminicídio depende principalmente do fim da impunidade.

 

Outro consenso aparece na percepção sobre padrões de beleza: 58,5% dizem que a pressão estética sobre as mulheres aumentou muito nos últimos anos.

 

Em temas ligados à vida pessoal, os resultados indicam mudanças culturais. Para 34,6%, o casamento é uma possibilidade, mas não essencial para a realização pessoal, enquanto 34,4% consideram que ele é importante, desde que equilibrado com trabalho, amizades e outros projetos de vida.

 

Sobre maternidade, predomina a ideia de planejamento e autonomia: 39,8% defendem que ter filhos deve ser uma decisão bem pensada e sem cobrança social. Já no debate sobre aborto, a posição mais comum é manter a legislação atual, defendida por 39% das entrevistadas.

 

Apesar das diferenças de idade, a pesquisa aponta mais convergências do que conflitos entre as gerações. Em comum, permanece a percepção de que a condição feminina avançou, mas ainda está longe de alcançar plena igualdade.

 

O caderno de resultados completo você acessa na página do instituto na internet: www.badracomunicacao.com.br
 
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				<category>BS9 - Badra Comunicação</category>
				<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 15:38:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Pesquisa vai revelar o pensamento da mulher paulistana sobre temas de relevante interesse social]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/bs9-badra-comunicacao/pesquisa-vai-revelar-o-pensamento-da-mulher-paulistana-sobre-temas-de/37800/</link>
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				<description><![CDATA[O que pensam sobre temas contemporâneos atuais e sobre o papel da mulher hoje? E quais as diferenças principais, quando consideradas as faixas etárias do público feminino da cidade?

 


Em um século XXI marcado por transformações aceleradas nos costumes, nas relações sociais e no papel das mulheres na sociedade, torna-se cada vez mais necessário ouvir diretamente aquelas que vivenciam, em diferentes gerações, os impactos dessas mudanças. 

 

O crescente reconhecimento da importância estratégica das mulheres em todos os contextos da vida contemporânea é um consenso. Sem deixar de ser protagonista em papeis tradicionais ligados ao cuidado da família e da casa, a presença feminina tem alcançado destaque em todos os outros setores sociais, políticos, culturais e econômicos. 

 

Embora ainda seja marcante a desigualdade no acesso às melhores remunerações e aos postos de maior poder, esse cenário segue sendo alterado e as mulheres estão cada vez mais empenhadas em estarem em todos os lugares que fazem diferença na contemporaneidade. 

 

O feminismo, que foi um dos vetores centrais dessa transformação e sempre sofreu resistência de setores mais tradicionais da sociedade, agora vê ganhar impulso um novo movimento conservador, que defende o retorno da mulher ao contexto do lar e à priorização da maternidade. 

 

De outro lado, fatores como o forte desenvolvimento tecnológico e comunicacional das últimas décadas e o aumento da expectativa de vida alteram profundamente a cena contemporânea. Como nossas mulheres estão lidando com esse processo? 

 

Esta pesquisa buscará contribuir para ampliar o conhecimento sobre o que pensa uma parcela importante da diversidade brasileira – representada por moradoras da cidade de São Paulo – a respeito de temas como casamento, trabalho, maternidade, feminicídio, culto ao corpo, liberdade de expressão, aborto, participação política e outros assuntos contemporâneos. 

 

São questões que atravessam debates públicos intensos e que, muitas vezes, carecem de escuta qualificada da população feminina. Dar voz às mulheres, em diferentes idades, significa também oferecer à sociedade uma espécie de espelho ou de retrato das continuidades, rupturas e desafios que marcam a experiência feminina no Brasil atual. 

 

A cidade de São Paulo, por sua diversidade cultural e social, representa um ambiente privilegiado para captar percepções, valores e tensões que atravessam o Brasil urbano atual. 

 

Ao ouvir 520 mulheres, distribuídas em quatro grupos geracionais de 105 entrevistadas cada, será possível construir um panorama comparativo robusto sobre como diferentes gerações interpretam questões fundamentais do nosso tempo. 

 

Os resultados podem gerar reflexão coletiva, alimentar discussões em políticas públicas, inspirar campanhas institucionais, orientar estratégias de comunicação e contribuir para o entendimento das múltiplas formas de ser mulher no século XXI.
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				<category>BS9 - Badra Comunicação</category>
				<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 02:49:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Aprovação de Kayo Amado despenca em São Vicente e reprovação supera 46%, aponta Badra]]></title>
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				<description><![CDATA[Um ano depois de eleito com expectativa alta e capital político em mãos, o prefeito de São Vicente, Kayo Amado, chega ao fechamento de 2025 enfrentando um dado que, em política, costuma falar mais alto do que qualquer discurso: a mudança de temperatura nas ruas. É isso o que revela o caderno de dezembro da série “Avaliação de Governo 2025”, do Instituto Badra, que ouviu 1.060 moradores-eleitores no município no dia 3 de dezembro, em entrevistas presenciais, com margem de erro de três pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.

 

A fotografia do momento coloca o governo municipal sob pressão, uma vez que  34,3% aprovam a forma de Kayo Amado governar, contra 46,1% que reprovam, enquanto 19,6% dizem não saber opinar. É um desenho em que a desaprovação não apenas lidera, ela se impõe com folga, num município onde a política local sempre foi marcada por disputas duras, alternâncias de poder e um eleitor que costuma cobrar resultado com impaciência, sobretudo quando o cotidiano aperta: ônibus lotado, posto de saúde cheio, escola com estrutura precária e o centro pedindo mais cuidado.

 

E é justamente no gráfico que mede a evolução do desempenho, a peça central desta rodada, que a pesquisa encontra seu principal achado narrativo, ou seja, o que era “lua de mel” virou cobrança. No levantamento, a Badra registra que Kayo Amado foi eleito em outubro de 2024 com 87,6% de percepção positiva; depois, aos 100 dias, em abril de 2025, o índice cai para 64,5%, desce mais um pouco em agosto (8 meses) - para 58,1%, e despenca novamente em dezembro (1 ano) para 34,3%.

 



 

A curva, por si, conta uma história que indica que a gestão até ensaiou recuperação no meio do caminho, mas o fechamento do ano aponta um desgaste acelerado e, ao que tudo indica, mais conectado ao peso do cotidiano do que a um episódio isolado. Em cidades com identidade popular, alta circulação em bairros centrais e uma rotina muito marcada pelo deslocamento diário (muita gente que trabalha fora, ou vive a cidade no “bate-volta” regional), a régua é simples: melhorou ou não melhorou? Está andando ou travou?

 

Na avaliação geral do desempenho do prefeito, a maioria posiciona a gestão como um governo que ainda não saiu da zona morna ou da zona de dúvida. 40,9% classificam como “regular”, enquanto 17,1% consideram “bom” e 4,7% avaliam como “ótimo”. Na outra ponta, 18,8% dizem que é “ruim” e 5,8% “péssimo”, além de 12,6% que não souberam responder. Na soma, a gestão tem 21,8% de avaliação positiva (ótima/boa) e 24,6% negativa (ruim/péssima) com a maior parte da cidade estacionada no “regular” e como se dissesse: “não é terra arrasada, mas também não convenceu”.

 

O problema é que o “regular”, em política, raramente é um colchão de conforto. Em São Vicente, cidade que vive entre a memória histórica (a mais antiga do Brasil) e a urgência social de quem depende do serviço público, o “regular” muitas vezes funciona como uma antessala do desapontamento, sobretudo quando a percepção de progresso não acompanha o discurso oficial.

 

E a pesquisa mostra que, para boa parte do eleitorado, o sentimento dominante não é o da virada, mas o da estagnação. Ao responderem sobre o rumo do município, 51,2% dizem que São Vicente “está parada no tempo e estagnada”, enquanto 27,1% enxergam crescimento e desenvolvimento, 13,0% afirmam que a cidade regrediu e 8,7% não souberam opinar.

 

É um dado que ecoa com força em qualquer conversa de esquina, no ponto final do ônibus, na porta da escola ou na fila de atendimento: a sensação de que a cidade segue carregando problemas antigos e que, quando o morador compara promessa com entrega, o saldo não fecha.

 

Na parte mais concreta do levantamento, a Badra pede notas de 1 a 10 para serviços que definem o humor urbano: saúde, educação, zeladoria e transporte. O resultado é um recado duro já que nenhuma área ultrapassa média 4,1. A saúde pública recebe nota média 3,9 e ainda tem 7,5% que não souberam avaliar. Já o ensino público aparece com nota média 3,8, com 11,5% de “não sabe”.

 

No dia a dia, o “chão da cidade”, onde política vira experiência, dois serviços empatam como os mais bem avaliados, mas ainda assim sem empolgar: zeladoria e limpeza pública aparecem com nota média 4,1 (e 5,8% de não sabe), assim como o transporte público, também com nota média 4,1 (e 10,0% de não sabe). Em outras palavras, até os itens que “ganham” no comparativo interno ainda estão abaixo do que se consideraria minimamente confortável.

 

O recorte demográfico ajuda a entender por que a régua é tão exigente. A amostra da Badra reflete uma São Vicente de maioria feminina (53,9%) e de população concentrada em faixa adulta , 39,5% têm entre 25 e 44 anos, grupo que tipicamente vive o peso do trabalho, do transporte e dos custos domésticos. Na escolaridade, predomina o ensino médio (77,8%), e na renda, 57,8% estão até R$ 2.800, retrato de uma cidade onde qualquer falha no serviço público vira impacto direto na vida.

 

Quando o orçamento aperta, a paciência encurta. E, quando a sensação é de que “a cidade não anda”, a desaprovação tende a ganhar terreno não necessariamente por ideologia, mas por sobrevivência cotidiana: o eleitor cobra resultado, sem muito espaço para explicações técnicas.

 

O cenário se estende ao Legislativo municipal. Na pergunta espontânea sobre o “melhor vereador atual”, os números mostram um traço típico de cidades em que a população não se sente representada: 26,7% dizem que nenhum vereador se destaca, e 22,2% afirmam não saber dizer. Mesmo assim, há nomes que emergem: Tiago Peretto lidera com 20,7%, seguido por Jhony Sasaki (7,9%) e Adilson da Farmácia (4,9%). O restante aparece pulverizado, sinal de baixa centralidade política e de um eleitorado que, em muitos casos, parece falar mais por sensação do que por fidelidade.

 

No fim, a pesquisa de dezembro fecha o ano com uma frase silenciosa por trás dos percentuais: São Vicente está julgando o governo Kayo Amado menos pelo que ele diz que é, e mais pelo que o morador sente que está vivendo. A queda acentuada na aprovação ao longo de 2025, após um começo ainda sustentado por expectativa e depois por uma breve recuperação, sugere que a gestão chegou ao limite da “tolerância inicial” e entrou, de vez, na fase em que o eleitor cobra entrega, presença e respostas.

 

E numa cidade que mistura turismo e periferia, mar e morro, história e urgência, a política raramente é abstrata: ela mora no detalhe. Na rua varrida ou não. No ônibus que passa ou atrasa. No posto que atende ou empurra. Na escola que acolhe ou improvisa. E é nesse “Brasil real”, em que o município se mede menos por slogan e mais por rotina, que os números da Badra parecem deixar um recado incômodo, mas claro: o governo ainda tem tempo de virar o jogo, mas o relógio político de São Vicente já começou a correr mais rápido.
 
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				<category>Litoral</category>
				<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 22:58:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Aprovação de Rogério Santos se mantém em alta e fecha o ano com 67,2% em Santos]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/litoral/aprovacao-de-rogerio-santos-se-mantem-em-alta-e-fecha-o-ano-com-672/37208/</link>
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				<description><![CDATA[A gestão do prefeito Rogério Santos chega ao fim do primeiro ano de mandato com aprovação consolidada entre os eleitores de Santos. Levantamento presencial do Instituto Badra, realizado em 5 de dezembro com 1.060 moradores-eleitores, mostra que 67,2% aprovam a administração municipal, enquanto 17,5% desaprovam e 15,3% não souberam opinar.

 

O dado de dezembro não apenas confirma a força política do prefeito como também revela um comportamento típico de cidades com forte identidade urbana e alto grau de cobrança social: apoio majoritário, mas acompanhado de um eleitorado que observa de perto o desempenho cotidiano, especialmente em áreas sensíveis como saúde, educação e mobilidade.

 

 

Evolução do desempenho: alta nos 100 dias, estabilidade no ano

Um dos destaques do caderno é o gráfico de evolução da percepção sobre o desempenho do prefeito, que sugere um cenário de crescimento rápido no início e estabilização no decorrer do ano.

 

A pesquisa aponta que Rogério Santos saiu de 66,5% de aprovação nos 100 dias (abril) para 63,9% em agosto (8 meses), chegando a 67,2% em dezembro (1 ano).

 

Na prática, o retrato é de uma gestão que conseguiu ganhar musculatura política ao longo de 2025, mantendo o patamar no fim do período, um indicativo de estabilidade administrativa em um município que costuma oscilar entre expectativas altas, demandas por zeladoria e pressões naturais de uma cidade com dinâmica econômica regional.

 



 

Avaliação geral: “ótimo/bom” soma 51,3%

Na avaliação por conceito, os entrevistados classificaram o governo municipal como: Ótimo, 12,1%; Bom, 39,2%; Regular, 38,1%; Ruim, 6,0%; Péssimo, 3,2%; e não sabe, 1,3%. A soma de ótimo + bom (51,3%) supera com folga o campo negativo (ruim + péssimo = 9,2%), mas é o bloco do “regular” que chama atenção: 38,1%.

 

Esse volume de avaliações medianas costuma funcionar como “faixa de disputa” na política local, um eleitorado que ainda não migrou para o campo crítico, mas que também não concede um cheque em branco. É ali, geralmente, que a agenda de serviços públicos define o humor do município.

 

Cidade em movimento: 60,4% dizem que Santos tem se desenvolvido

Ao projetar a opinião para o cenário urbano, a Badra identificou que 60,4% dos santistas acreditam que a cidade “tem crescido e se desenvolvido”. Outros 32,1% avaliam que Santos está “parada no tempo e estagnada”, enquanto 6% dizem que “regrediu”.

 

O resultado dialoga com a própria natureza de Santos: uma cidade com pulsação econômica intensa, que funciona como vitrine regional, âncora do litoral paulista e ponto de passagem, trabalho e turismo, mas que também convive com desigualdades entre bairros e pressões históricas por infraestrutura, drenagem, mobilidade e ocupação urbana.

 

Serviços públicos: zeladoria se destaca; saúde e ensino pedem resposta

Quando o levantamento mede a qualidade de serviços (em notas de 1 a 10), o maior destaque positivo aparece na zeladoria e limpeza pública, com nota média 7,1, um indicador de que a gestão tem conseguido entregar o que, para a vida real do morador, costuma ser determinante: rua limpa, manutenção e cuidado cotidiano com o espaço urbano.

 

Já em áreas estruturais, os números revelam desafios:

- Saúde pública: nota média 6,3.
- Transporte público: nota média 6,1.
- Ensino público: nota média 5,4 (além de um índice elevado de “não sabe dizer”, de 16,6%).

 

O contraste sugere uma fotografia clássica da administração municipal em grandes centros regionais. O que é visível no cotidiano urbano rende percepção positiva, enquanto áreas mais complexas, que exigem estrutura, profissionais, integração de rede e orçamento, tendem a produzir avaliações mais duras.

 

Câmara “sem dono”: 35,3% não apontam nenhum vereador como destaque

Na pergunta espontânea sobre o melhor vereador, a pesquisa traz um sinal político relevante: 35,3% responderam “nenhum deles”, e 24% disseram “não sei dizer”.

 

O nome mais citado individualmente foi Adilson Junior, com 11,9%, seguido por menções pulverizadas. Atual presidente do Legislativo local, o parlamentar ocupou a primeira posição, ao longo de 2025, em todos os levantamentos realizados pelo Instituto Badra, ou seja, também demonstra ter uma posição consolidada em termos de avaliação popular.

 

O resultado desenha uma Câmara ainda com baixa identificação popular, cenário que frequentemente amplia o protagonismo do Executivo e ajuda a explicar por que, em Santos, a discussão sobre gestão costuma se concentrar mais no desempenho do prefeito do que no debate legislativo.

 

Retrato do eleitorado ouvido

A amostra da Badra, com entrevistas presenciais e margem de erro de 3 pontos percentuais, ouviu moradores-eleitores de 16 anos ou mais, em diferentes pontos de fluxo do município.

 

O perfil registrado mostra predominância de mulheres (54,7%), faixa etária concentrada entre 25 e 44 anos (35,1%) e 60+ (29,2%), maioria com escolaridade até o ensino médio (76,6%), e renda familiar em grande parte até R$ 2.800 (49,8%) ou entre R$ 2.800 e R$ 7 mil (46%).
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				<category>Litoral</category>
				<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 00:01:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mourão fecha ano com 70% de aprovação em Praia Grande e mantém fôlego mesmo após avaliação cair]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/litoral/mourao-fecha-ano-com-70-de-aprovacao-em-praia-grande-e-mantem-folego/37199/</link>
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				<description><![CDATA[A administração do prefeito Alberto Mourão chega ao fim do primeiro ano de governo em Praia Grande sustentada por um indicador que, na política, costuma valer como escudo: alta aprovação popular. Levantamento do Instituto Badra, realizado no município em 3 de dezembro de 2025, aponta que 70,0% aprovam a forma de governar do prefeito, enquanto 20,6% reprovam e 9,4% não souberam opinar.

 

O número ganha força não apenas por si, mas pelo enredo que ele sintetiza, ou seja, uma gestão que oscilou ao longo do ano, caiu no meio do caminho e encerra dezembro em retomada, segundo o gráfico de evolução medido nos três quadrimestres (abril, agosto e dezembro). A série da Badra registra 63,2% nos 100 dias (abril), vai para 77,4% aos oito meses (agosto) e, agora, atinge 70,0% no fechamento de um ano.

 

Em outras palavras, o governo termina 2025 com saldo positivo, onde sete moradores de um universo de dez aprovam a gestão.

 



 

Aprovação se ancora na avaliação “boa” e no sentimento de cidade em movimento

Quando o eleitor é convidado a classificar o desempenho da gestão por uma escala tradicional (ótimo, bom, regular, ruim, péssimo), o quadro também é favorável. Em Praia Grande, 57,6% avaliam o governo como ótimo ou bom, sendo 20,2% ótimo e 37,4% bom.

 

O campo do “regular” aparece com 26,4%, sinal de que existe uma parcela relevante que não rejeita o governo, mas também não se rende ao entusiasmo. Já os críticos mais duros, aqueles que carimbam a administração como ruim ou péssima, somam 11,3% (6,2% ruim e 5,1% péssima).

 

Mas o dado que ajuda a explicar essa blindagem política é outro: 64,5% dizem que Praia Grande “tem crescido e se desenvolvido”. Apenas 24,5% enxergam a cidade “parada no tempo e estagnada”, e só 5,8% afirmam que o município “tem regredido”.

 

É como se a pesquisa descrevesse um município que, no imaginário do eleitor, preserva a sensação de avanço, percepção que, em cidades litorâneas como Praia Grande, costuma dialogar com fatores do cotidiano como pressão de temporada, mobilidade, expansão imobiliária, aumento de demanda por serviços e o desafio permanente de manter a máquina pública funcionando sob estresse.

 

Serviços públicos: zeladoria puxa a média para cima; transporte derruba a nota

Na avaliação setorial, a Badra coloca um “termômetro” direto na mão da população: notas de 1 a 10 para serviços públicos. E o ranking revela uma espécie de retrato urbano. Praia Grande parece colher bons dividendos onde o eleitor enxerga “cidade cuidada”, mas tropeça no ponto em que a experiência diária pesa,  o transporte público.

 

A melhor nota média é de zeladoria e limpeza pública, com 6,9. Na sequência, aparecem ensino público com nota média 6,1 e saúde pública com nota média 6,0. Já o transporte público recebe a pior avaliação, com nota média 5,8 e ainda registra 15,5% de “não sabe”, o que pode indicar tanto baixa utilização por parte de alguns grupos quanto dificuldade de julgamento por falta de parâmetro direto.

 

O recado é simples, mas politicamente sensível: mesmo com aprovação elevada, há uma dor concreta na rotina e ela passa pelo deslocamento, pelo tempo de espera e pela integração (ou falta dela) no tecido urbano. Em municípios que misturam bairros densos, turismo sazonal e circulação regional, mobilidade costuma ser o tipo de problema que “come” a popularidade pelas beiradas.

 

Câmara “invisível”: quase metade não vê vereador com desempenho destacado

A pesquisa também mediu, de forma espontânea, quem seria o vereador “com melhor desempenho”. E aqui, a resposta mais ruidosa não tem nome e sobrenome: 44,5% disseram “nenhum deles”. Outros 26,8% afirmaram “não sei dizer”.

 

Somados, são mais de 7 em cada 10 eleitores que não identificam uma liderança nítida no Legislativo local o que, na prática, reforça um cenário em que a política municipal se organiza muito mais pela força do Executivo e pela figura do prefeito do que pelo protagonismo da Câmara no debate público.

 

Entre os citados, aparecem Gordinho do Povo (5,3%), Serginho Sim (4,0%) e Marquinho (4,0%), em um pelotão que pontua, mas não consegue “furar a bolha” do grande eleitorado.

 

Quem respondeu a pesquisa 

A Badra ouviu 1.060 moradores-eleitores, com margem de erro de 3 pontos percentuais e confiança de 95%. O perfil tem maioria feminina (54,5%), e concentração na faixa de 25 a 44 anos (37,4%), além de uma presença relevante de 60+ (25,1%).

 

Em escolaridade, predomina Ensino Médio (79,1%), com 13,4% de superior. Na renda, a maior fatia está até R$ 2.800 (57,7%), seguida por R$ 2.800 a R$ 7 mil (36,2%). Esse desenho ajuda a entender por que serviços de impacto direto como saúde, educação, limpeza e transporte funcionam como eixo principal de julgamento. Em cidades com forte dinâmica popular, o eleitor tende a medir o governo com uma régua concreta que a do “funcionou ou não funcionou no meu dia?”.

 

A história que os números contam

A pesquisa de dezembro fecha o ano com uma espécie de síntese: o governo Mourão segue aprovado e bem avaliado, sustentado por um sentimento majoritário de que a cidade está em desenvolvimento.

 

Mas o gráfico do desempenho também avisa que o cenário não é uma linha reta: os 63,2% dos 100 dias não resistiram ao calendário, a gestão ganhou altitude em agosto e agora perde parte do fôlego, fechando 2025 com 70% de aprovação.

 

A Praia Grande que emerge do levantamento é a de um município que, ao mesmo tempo, celebra o que avança e pressiona por respostas onde a vida real aperta. Para a Prefeitura, o recado é claro: há capital político, mas ele cobra manutenção e, no ritmo veloz de cidades litorâneas da Baixada, aprovação alta pode ser menos um troféu e mais um prazo de validade.
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				<category>Litoral</category>
				<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 00:01:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Em Peruíbe, Badra registra queda na aprovação do governo Felipe Bernardo ao longo de 2025]]></title>
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				<description><![CDATA[Peruíbe chega ao fim de 2025 com uma fotografia política nítida e nada confortável para o governo municipal. O Instituto Badra, que monitora quadrimestralmente a avaliação das administrações na Baixada Santista, aponta que a gestão do prefeito Felipe Bernardo encerra o primeiro ano com 40,9% de aprovação, contra 53% de reprovação, além de 6% que não souberam responder.

 

O dado, por si só, já seria suficiente para acender o sinal de alerta na Prefeitura. Mas é o movimento da curva, mais do que o número isolado, que dá o tom do recado vindo das ruas.


Aprovação cai no ano e só ensaia reação no fim

O gráfico de evolução do desempenho mostra que a aprovação do prefeito era majoritária no início do mandato, mas perdeu força no meio do caminho. Aos 100 dias de governo (abril/25), Felipe Bernardo tinha 51,4%; em agosto/25, o índice cai para 35,2%; e, em dezembro/25, registra leve recuperação para 40,9%.

 

É o tipo de trajetória que costuma resumir, em números, um fenômeno conhecido na política municipal: a “paciência do começo” pode até existir, mas ela não dura para sempre e, quando a rotina da cidade pesa, a avaliação vira termômetro de expectativas frustradas.

 

A pesquisa foi feita presencialmente em 1º de dezembro, com 1.060 moradores-eleitores, margem de erro de três pontos percentuais e 95% de confiança, em pontos de fluxo distribuídos entre Centro, Stella Maris, Jardim Ribamar e área rural, entre outros.

 



 


Avaliação geral: “regular” lidera, mas saldo é negativo

Quando o eleitor de Peruíbe é convidado a qualificar o desempenho do governo, o sentimento dominante é o da mediania: 38,9% classificam a gestão como regular. Mas os extremos puxam o saldo para baixo: somadas, as avaliações ruim (16,6%) e péssima (21,7%) atingem 38,3%, enquanto ótima (3,0%) e boa (17,7%) chegam a 20,7%.

 

Na prática, é como se a administração estivesse presa numa espécie de “zona cinzenta”, não há colapso de unanimidade contra, mas também não se sustenta um entusiasmo forte a favor.

 

A cidade “parada no tempo”: maioria enxerga estagnação

O recado fica ainda mais evidente quando a pesquisa troca o foco do prefeito para o município. A Badra perguntou como a população vê Peruíbe hoje e a resposta mais escolhida foi direta: 55,1% dizem que a cidade “está parada no tempo e estagnada”. Apenas 27,9% afirmam que o município “tem crescido e se desenvolvido”, enquanto 15,5% percebem que regrediu.

 

Peruíbe, que vive entre o peso de ser cidade litorânea turística e a cobrança por serviços públicos permanentes para quem mora o ano inteiro, parece expressar um dilema conhecido: o cotidiano cobra muito mais do que promessas de “virada” e a percepção de estagnação tende a corroer qualquer narrativa política de curto prazo.

 

Serviços públicos: notas baixas e um padrão de cobrança

Nas áreas de serviços, os indicadores aparecem comprimidos em patamares baixos, com médias que ajudam a explicar a frieza do eleitorado.

 

Na saúde pública, o levantamento mostra uma distribuição pesada nas notas mínimas: 24,3% deram nota 1, e o índice de “não sabe dizer” foi de 2,1%.

 

Já na avaliação do ensino público, o dado que salta aos olhos não é apenas a exigência é a dúvida. A pesquisa registra 18,3% de “não sabe dizer” nessa área, um volume que costuma aparecer quando o tema não toca diretamente uma parcela do público ou quando a rede pública não está no centro do debate cotidiano de parte dos entrevistados.

 

Em zeladoria e limpeza urbana, o eleitorado novamente concentra respostas nas faixas baixas, com 17,5% dando nota 1.

 

E no transporte público, outro serviço que costuma virar barômetro de satisfação social por mexer com tempo, deslocamento e custo de vida, o levantamento aponta 10,8% de nota 1 e 15,5% de “não sabe dizer”.

 

O conjunto sugere um cenário em que o governo não enfrenta apenas oposição política, mas, enfrenta, principalmente, desconfiança prática, aquela que nasce quando a rua não sente melhora com clareza.

 

Câmara: eleitor cobra nomes e muitos não apontam ninguém

O termômetro da política local também aparece na pergunta espontânea sobre o vereador com melhor desempenho. O nome mais citado é Cristen Na Mira (22,1%), seguido por Julinho (9,1%). Cristen, aliás, fecha o ano de pesquisas Badra como o vereador com melhor de desempenho de toda a Região Metropolitana da Baixada Santista.

 

Mas o dado mais ruidoso é outro: 32,1% dizem “nenhum deles”, e 21,5% afirmam não saber responder.

 

É um indicador que costuma ter leitura dupla. De um lado, denuncia distanciamento ou descrédito; de outro, revela como a política municipal ainda patina para se conectar com o cotidiano da população, algo que pode acabar impactando não só o Legislativo, mas também a sustentação do Executivo.

 

O que a pesquisa revela sobre o clima político de Peruíbe

O primeiro ano de Felipe Bernardo termina, segundo os números, com um eleitorado dividido entre a crítica aberta e a insatisfação contida. A aprovação não desaba a ponto de inviabilizar a gestão, mas a reprovação majoritária e a percepção de cidade estagnada desenham um quadro típico de governo que perdeu tração.

 

Para 2026, a pergunta que fica não é apenas “quanto a prefeitura vai comunicar”, mas quanto conseguirá entregar de forma visível. Porque, em Peruíbe, a Badra captou uma mensagem que raramente vem com floreios: o eleitor pode até esperar mas, quando não enxerga avanço, ele desconta na régua da aprovação.
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				<category>Litoral</category>
				<pubDate>Sun, 18 Jan 2026 07:24:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Aprovação de Cristina Wiazowski despenca em Mongaguá e reprovação chega a 64%, aponta Badra]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/litoral/aprovacao-de-cristina-wiazowski-despenca-em-mongagua-e-reprovacao/37188/</link>
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				<description><![CDATA[A prefeita Cristina Wiazowski enfrenta, no fechamento de 2025, o momento mais delicado de percepção pública desde que assumiu a Prefeitura de Mongaguá, no Litoral Sul paulista. Pesquisa do Instituto Badra, realizada em 2 de dezembro com 1.060 moradores-eleitores, aponta que 64% desaprovam a forma como a prefeita governa, enquanto apenas 23,4% aprovam — e 12,6% dizem não saber opinar.

 

Mais do que o retrato de um instante, o dado ganha força quando comparado ao gráfico de evolução do desempenho: o índice de aprovação caiu de 66,3% no momento em que Cristina foi eleita (junho/25) para 57,1% em agosto/25, despencando para 23,4% em dezembro/25, em uma sequência que sugere perda acelerada de fôlego político ao longo do primeiro ano de gestão.

 



 

Avaliação é morna, mas o saldo negativo pesa mais

Quando o eleitor de Mongaguá é chamado a avaliar o desempenho da prefeita em uma escala qualitativa, o resultado revela um município dividido entre a desconfiança e a resignação: 37,5% classificam a gestão como “regular”, enquanto 23,2% consideram “ruim” e 21,3% avaliam como “péssima”. Do outro lado, apenas 10,4% apontam “boa” e 1,5% dizem ser “ótima”.

 

Na prática, os números mostram que a administração permanece presa ao centro, mas com um detalhe crucial: quando o eleitor precisa escolher entre “aprovar” ou “desaprovar”, a balança pende com folga para o lado da reprovação.
 

Cidade “parada no tempo” vira percepção majoritária

A pesquisa também mediu o humor coletivo sobre os rumos do município e o veredito veio pesado: para 58,5%, Mongaguá “está parada no tempo e estagnada”. Outros 19,1% dizem que a cidade regrediu, enquanto 16,6% percebem crescimento e desenvolvimento.

 

É um tipo de dado que ultrapassa a política do dia e encosta naquilo que define a vida cotidiana de uma cidade turística, sazonal e fortemente atravessada por desafios urbanos comuns à Baixada Santista. “Quando a percepção de futuro trava, a gestão deixa de ser apenas “bem avaliada” ou “mal avaliada” e passa a ser julgada como incapaz de destravar a rotina. Algo muito comum quando há duplo comando, e que a voz mais alta é de que não foi eleito para comandar. Governar é dialogar e não se impor pela força”, argumento Maurício Juvenal, analista de dados do Instituto Badra.

 

Serviços públicos recebem notas baixas e transporte afunda

Se a prefeitura é o palco, os serviços são a plateia que responde sem cerimônia. No levantamento de dezembro, os moradores deram nota média 3,8 para a saúde pública e 4,1 para o ensino público. A melhor avaliação aparece em zeladoria e limpeza pública, com nota 4,4, ainda assim abaixo do patamar considerado satisfatório.

 

O pior resultado é o do transporte público, com nota média 3,1, sugerindo um gargalo cotidiano que costuma impactar tanto quem trabalha quanto quem depende do deslocamento interno, especialmente em cidades com bairros distantes dos eixos mais centrais e com circulação reforçada em temporadas.

 

Câmara distante do eleitor: “nenhum deles” lidera disparado

O mau humor não se concentra apenas no Executivo. Na pergunta espontânea sobre o vereador com melhor desempenho, o campeão foi um “candidato” simbólico: 48,3% responderam “nenhum deles”. Outros 25,8% disseram não saber.

 

Entre os nomes lembrados, Renatinho da Saúde aparece com 3,6%, seguido por Du Primos e Badu (ambos com 2,6%) e Baiano do Agenor (2,5%).

 

O dado reforça um sinal clássico de desgaste institucional: quando o eleitor não enxerga representação, ou não consegue associar nomes a entregas, a política passa a ser percebida como um ruído distante, mesmo em cidades onde a vida pública costuma ser marcada por relações próximas e cobrança direta.

 

Um ano que termina com alerta ligado

O levantamento da Badra em Mongaguá, excepcionalmente com dois pontos de medição no ano em razão do calendário eleitoral suplementar, sugere que a prefeita atravessa o fim de 2025 sob um cenário de erosão acelerada da aprovação e de cobrança concentrada nos serviços mais básicos, justamente aqueles que costumam definir o julgamento popular fora das redes sociais: saúde, transporte, educação e zeladoria.

 

E, quando a maior parte dos moradores passa a dizer que a cidade está “estagnada”, o recado é ainda mais duro do que a crítica. “É um aviso de que Mongaguá, em pleno coração da Baixada, parece ter entrado em um tipo de maré baixa de expectativas e, para reverter isso, gestão e política precisarão fazer mais do que resistir ao desgaste, isto é, terão de apresentar 3 R’s: rumo, ritmo e resultado. Até porque há 2 R’s permanentemente de olho.
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				<category>Litoral</category>
				<pubDate>Sat, 17 Jan 2026 00:01:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Pesquisa Badra aponta reprovação de 67,5% da população à gestão Tiago Cervantes]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/litoral/pesquisa-badra-aponta-reprovacao-de-675-da-populacao-a-gestao-tiago/37172/</link>
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				<description><![CDATA[A avaliação do primeiro ano da gestão do prefeito Tiago Cervantes em Itanhaém, no litoral sul paulista, chega ao último quadrimestre de 2025 marcada por um dado duro: 67,5% dos moradores-eleitores dizem reprovar a forma como o governo municipal vem sendo conduzido, enquanto 23% aprovam e 9,4% não souberam responder. Os números são da pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Badra, com 1.060 entrevistas presenciais, margem de erro de 3 pontos percentuais e 95% de confiança, em 1º de dezembro de 2025.

 

O retrato captado no encerramento do ano aponta também uma gestão que não conseguiu “virar a chave” na percepção coletiva: quando perguntados sobre a situação geral da cidade, 59,6% afirmam que Itanhaém está “parada no tempo e estagnada”, enquanto 19,1% dizem que o município regrediu e apenas 18,9% enxergam crescimento e desenvolvimento.


Aprovação oscila no ano e termina em patamar baixo

Um dos achados que mais chamam atenção na pesquisa é o gráfico de evolução do desempenho do prefeito ao longo do ano — uma espécie de linha do tempo do humor do eleitor. O instituto mediu a aprovação em três momentos: 100 dias (abril), 8 meses (agosto) e 1 ano (dezembro).

 

O resultado mostra que Cervantes começou o ano com 34,5%, quando foi reeleito. Em abril a aprovação caiu para 24,7% e praticamente se manteve estável em agosto, com 24,8%. 2025 se encerrou e a gestão de Itanhaém atingiu, em dezembro, 23% de aprovação, mantendo a trajetória de queda e estabilizando-se em um patamar baixo no fim do primeiro ano de mandato.

 

Em cidades com forte dinâmica sazonal, como Itanhaém — onde a população flutuante e o turismo costumam pressionar serviços urbanos — esse tipo de oscilação tende a ganhar ainda mais relevância: o que poderia ser apenas “ajuste de rota” no início do governo se transforma, ao fim do ano, em uma percepção mais consolidada de avaliação negativa.

 




Avaliação do governo: “regular” domina, mas soma negativa é elevada

Quando a pesquisa pede uma nota qualitativa para o desempenho do prefeito (ótimo, bom, regular, ruim, péssimo), o resultado é um misto de desalento e reprovação: 35,5% avaliam como “regular”, mas os índices de crítica pesam: 29,1% classificam como “péssimo” e 18,7% como “ruim”. Já os positivos ficam bem abaixo: 9,4% dizem “bom” e 2,8% “ótimo”, enquanto 4,5% não souberam avaliar.

 

Na prática, os percentuais sugerem um cenário em que a cidade não apenas cobra resultados mais concretos, como também dá sinais de insatisfação consistente com a condução do governo.

 

Serviços públicos: notas baixas e sensação de desgaste cotidiano

Outro indicador que reforça o clima de cobrança é a avaliação de serviços essenciais, que aparecem com médias abaixo do ideal.

 

Na saúde pública, a nota média é 4,1, com grande concentração de avaliações no piso: 23,8% deram nota 1 e outros 18,3% deram nota 5, desenhando um quadro de frustração e baixa confiança no atendimento.

 

Na educação pública, a pesquisa também registra nota média de 4,1, mas com um dado adicional revelador: 16,8% dizem “não saber” avaliar, o que pode indicar parte da população fora da rede escolar municipal ou distante do uso cotidiano do serviço.

 

Já em zeladoria e limpeza urbana, a média sobe um pouco, para 4,7, ainda assim distante de uma aprovação confortável e com peso grande de avaliações baixas.

 

O pior desempenho aparece no transporte público, que registra média 3,9 e novamente com forte presença de notas mínimas, sinalizando que o deslocamento diário permanece como um ponto sensível para a população.


Câmara Municipal: maioria não aponta “melhor vereador”

A pesquisa também revela sinais de distanciamento entre o eleitor e a política institucional. Na pergunta espontânea sobre o vereador com melhor desempenho, 52,6% respondem “nenhum deles”, e outros 20% dizem não saber.

 

Entre os nomes lembrados, aparecem Naldo da Bodeguita (5,8%), Zequinha (4,2%) e Professor Fernando (3,4%), mas todos em percentuais baixos, indicando pulverização e pouco protagonismo percebido.

 

O dado funciona como termômetro complementar: se o Executivo enfrenta desgaste, o Legislativo também não escapa de uma percepção de baixa efetividade, o que reforça o sentimento geral de estagnação apontado na pesquisa.

 

Quem foi ouvido

O levantamento ouviu moradores-eleitores com 16 anos ou mais, em diferentes regiões e pontos de fluxo da cidade, com cotas por sexo, faixa etária e região de moradia, além de aproximações por escolaridade e renda.

 

O perfil consolidado indica, por exemplo, presença majoritária de entrevistados com ensino médio (70,9%), e predomínio de renda familiar de até R$ 2.800 (62,5%), um recorte social que tende a sentir com mais intensidade problemas ligados à qualidade e ao acesso a serviços públicos.
 
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				<category>Litoral</category>
				<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 01:13:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Farid Madi fecha 2025 com alta na avaliação do seu governo e aprovação acima de 57%]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/litoral/farid-madi-fecha-2025-com-alta-na-avaliacao-do-seu-governo-e-aprovacao/37139/</link>
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				<description><![CDATA[A gestão Farid Madi, no Guarujá, encerra 2025 com um recado claro do morador-eleitor: o governo municipal tem aprovação majoritária e conseguiu melhorar sua avaliação ao longo do ano, mas ainda caminha sob o sinal do “regular”, conceito que, historicamente, traduz o perfil exigente de uma cidade que vive entre o cotidiano dos bairros e a vitrine turística do litoral paulista.

 

Os dados são do Instituto Badra, especializado em pesquisas de opinião e avaliação de gestões municipais, que ouviu 1.060 eleitores presencialmente em 4 de dezembro, em um levantamento com 95% de confiança e margem de erro de 3 pontos percentuais.

 

Avaliação por conceito: “regular” domina, mas rejeição é baixa

Na pergunta sobre o desempenho do prefeito, a pesquisa mostra que a maioria do eleitorado opta por uma avaliação intermediária: Ótimo, 10,2%; Bom, 30,2%; Regular, 41,1%; Ruim, 8,5%; Péssimo, 4,9%; e Não sabe: 5,1%.

 

Somando os extremos, ótimo + bom chegam a 40,4%, enquanto ruim + péssimo somam 13,4%, num sinal de que, apesar das críticas, o governo termina o ano com um cenário relativamente confortável.


Aprovação é de 57,7% e reprovação fica em 24,5%

Quando o instituto mede diretamente aprovação e reprovação do governo, o resultado reforça a vantagem do Chefe do Executivo: Aprova, 57,7%; Reprova, 24,5%; e Não sabe dizer, 17,7%. Na prática, é como se a cidade dissesse: “a gestão vai bem, mas ainda há gente esperando mais entrega”. E a grande parcela de indecisos mostra que o julgamento segue em andamento.

 

Termômetro quadrimestral: desempenho cresce e fecha o ano em alta

A pesquisa também traz o gráfico de evolução do desempenho do governo, medido a cada quadrimestre ao longo do primeiro ano de gestão: Abril (100 dias), 65,7%; Agosto (8 meses), 64,1%; e Dezembro (1 ano), 57,7%.

 

A sequência aponta regularidade, sendo mais perceptível no fechamento do ano, quando a população tende a comparar promessas iniciais com ações visíveis no dia a dia.

 



 

Guarujá “em movimento”: quase metade vê desenvolvimento

A leitura de percepção sobre a cidade também reforça um clima de avanço, embora sem unanimidade: 47,0% dizem que Guarujá tem crescido e se desenvolvido; 38,1% afirmam que está parada no tempo; 7,0% avaliam que regrediu; e 7,9% não souberam responder.

 

O dado revela uma cidade dividida entre quem percebe melhora e quem ainda sente estagnação — algo comum em municípios onde realidades de bairros diferentes convivem lado a lado.


Serviços públicos: zeladoria lidera, transporte preocupa

Se a avaliação do governo avança, a pesquisa mostra que, para o eleitor, o desempenho da gestão passa obrigatoriamente pelos serviços essenciais, e eles ainda aparecem em um patamar “mediano”.

 

A pesquisa traz médias (nota de 1 a 10) para quatro áreas: Zeladoria e limpeza pública, 5,7; Saúde pública, 5,2; Ensino público, 5,1; e Transporte público: 4,7, como nota média
O destaque positivo fica com zeladoria, área que costuma ter peso simbólico em cidades turísticas: quando a rua está limpa, o bairro “sente” que está sendo cuidado e isso reverbera rápido na opinião pública.

 

Na outra ponta, o transporte aparece com a pior nota, sugerindo insatisfação e desafios na mobilidade local, principalmente em uma cidade que convive com variações sazonais e grande fluxo de visitantes em determinados períodos do ano.


 

Câmara Municipal: maioria não aponta nenhum vereador como destaque

No recorte sobre o Legislativo, a fotografia é mais dura: ao perguntar qual vereador tem o melhor desempenho, a Badra encontrou dois resultados que superam qualquer nome citado: “Nenhum deles”, 30,4%; e “Não sei dizer”, 28,1%. Ou seja: 58,5% do eleitorado não enxerga um parlamentar como referência, ou afirma não ter condições de avaliar.

 

Mesmo assim, três nomes aparecem no topo do ranking de lembrança espontânea: Márcio Pet Shop, 8,1%; Andréia Feijó, 4,2%; e Alexandre Alves, 3,4%.

 

Os números mostram que, num ambiente em que a maior parte da população não identifica um vereador de destaque, ser lembrado já é um diferencial político, ainda que a pulverização dos percentuais indique que o reconhecimento segue restrito a nichos do eleitorado.

 

O que a pesquisa sinaliza para 2026

O levantamento de dezembro sugere que o governo municipal termina 2025 em trajetória positiva, com aumento gradual da avaliação e aprovação consistente. Mas também aponta que o Guarujá continua exercendo sua marca histórica: a régua alta, a cobrança por entregas concretas e a análise do cotidiano como principal critério de julgamento político.

 

Em 2026, a mensagem da pesquisa é objetiva e direta, quando deixa claro que a gestão tem vantagem, mas o eleitor quer serviço funcionando. E, na Câmara, a cobrança parece ainda maior, já que a maioria não identifica protagonismo entre os vereadores.
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				<category>Litoral</category>
				<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 00:01:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Entre o "bom governo" e o desafio do cotidiano, pesquisa Badra mostra avaliação da gestão de Cubatão]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/litoral/entre-o-bom-governo-e-o-desafio-do-cotidiano-pesquisa-badra/37128/</link>
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				<description><![CDATA[Cubatão sempre carregou um simbolismo peculiar no imaginário paulista. A cidade que um dia foi conhecida nacionalmente como “Vale da Morte”, em referência ao colapso ambiental que marcou a Baixada Santista, também virou exemplo de reviravolta: recuperação, reorganização, reconstrução urbana e, sobretudo, resistência.

 

Mas toda cidade tem sua prova diária e que passa pelo que funciona na vida real, quando o morador sai de casa, pega transporte, busca atendimento na saúde, enfrenta demandas de zeladoria e tenta enxergar futuro nos serviços públicos.

 

É nesse ponto que a pesquisa do Instituto Badra, aplicada no início de dezembro, traz um dado central: o governo municipal é avaliado majoritariamente como regular e, ainda assim, tem aprovação ampla, indicando um cenário típico de gestão em fase de consolidação: a população não rejeita o comando, mas espera confiante por entregas.

 

Avaliação geral: predominância do “regular” e aprovação acima de 60%

A primeira fotografia do levantamento é bem clara e mostra que o conceito “regular” domina a percepção do eleitor sobre a gestão municipal. Ao responderem como classificam o desempenho do prefeito Cesar Nascimento, os entrevistados apontaram: regular, 45,1%; bom, 37,9%; ótimo, 5,5%; ruim, 7,5%; péssimo, 3,0%; e não sabe avaliar, 0,9%.

 

O dado sugere uma leitura típica de cidades onde o governo se mantém em zona de conforto, no sentido positivo da expressão, junto ao eleitor, isto é, não há reprovação generalizada, mas existe um julgamento prudente, de expectativa ainda em aberto.

 

Essa impressão ganha contorno mais político quando a pesquisa troca o “conceito” pela pergunta decisiva. Então, você aprova ou reprova? O resultado aponta um governo com aprovação consolidada. Aprova, 61,3%; reprova, 18,5%; e não sabe dizer, 20,2%.

 

Aqui mora uma das chaves interpretativas da rodada. Cubatão aprova mais do que classifica como “bom/ótimo”. Em outras palavras, há um eleitor que diz “regular”, mas não vira oposição, ele mantém o governo no crédito.

 

E quando se olha o desempenho de forma longitudinal, o governo parece atravessar 2025 com oscilação, mas sem ruptura. O gráfico de evolução, medido a cada quadrimestre, mostra que em abril, com 100 dias de governo, a aprovação era de 67,2%, passando em agosto de 2025 (8 meses) para 63,0%, e dezembro, com um ano de gestão, para 61,3%. Um patamar positivo produzindo uma constante cujo recado é contundente: houve queda no meio do caminho, mas a gestão mantém status ao final do primeiro ano.

 



 

E é justamente aí que Cubatão “conversa com Cubatão”: a cidade que aprendeu, ao longo das décadas, que nenhum projeto se sustenta apenas com promessa — e que a recuperação sempre exige continuidade — parece estar dando ao governo o que dá a si mesma historicamente, ou seja, uma chance de confirmar a virada na prática!

 

Serviços ficam na faixa do “mediano”, com zeladoria em melhor posição

Quando a pesquisa desce do plano político para o território do cotidiano, a conclusão é quase um consenso estatístico: os serviços públicos avaliados ficam concentrados na faixa intermediária, girando em torno de notas médias entre 5 e 6 pontos.

 

Na saúde pública, a nota média registrada foi 5,4. Na educação (ensino público), a nota média ficou em 5,3. Já a zeladoria e limpeza pública aparece como melhor desempenho entre os quatro setores e nota média de 5,7. Por fim, o transporte público registra nota média de 5,5.


Essa faixa, por si só, é um diagnóstico político. Cubatão não está dizendo que “tudo vai mal”, mas também não entrega ao governo um selo de excelência. E há um aspecto bastante simbólico nisso.

 

Porque, em cidades industriais e estratégicas como Cubatão, onde o contraste entre desenvolvimento econômico e desafios urbanos sempre esteve no centro do debate, o cidadão costuma ser objetivo. A régua é pragmática. O eleitor avalia o governo menos pelo discurso e mais pelo resultado perceptível, o que quer dizer  unidade de saúde funcionando, escola atendendo, rua limpa, ônibus passando.

 

Nesse contexto, o fato de zeladoria liderar o bloco é, muitas vezes, sinal de gestão que consegue imprimir presença no que é visível e imediato. Já saúde e educação, por serem políticas mais complexas e lentas de “aparecer”, costumam carregar cobranças persistentes. Os números da pesquisa refletem isso.

 

Topete lidera, mas o “ninguém” e o “não sei” viram maioria silenciosa

Se o Executivo recebe aprovação, o Legislativo enfrenta um fenômeno clássico de muitas cidades brasileiras que é o da baixa identificação do eleitor com seus vereadores.

 

Na pergunta espontânea sobre “qual vereador atual tem melhor desempenho”, o maior grupo não escolhe ninguém: nenhum deles, 30,6%; e não sei dizer, 21,3%. Mais da metade do eleitorado (51,9%) não aponta nenhum nome, por desapontamento direto ou por distanciamento. 

 

Ainda assim, entre os nomes lembrados, há um trio que se destaca com folga. Topete (Alexandre Mendes), 16,0%, na liderança isolada. Rony Martins, 7,7%, mais que dobrando o terceiro colocado, consolida um segundo lugar sólido. Jair do Bar,  3,0%, empatado tecnicamente com Cleber do Cavaco. Essas são as três, ou quatro, primeiras posições no ranking espontâneo, ou seja, o respondente não recebeu lista, disco ou qual material de apoio para fazer a sua manifestação.

 

O interessante aqui é que, em Cubatão, onde a política municipal costuma ser marcada por lideranças comunitárias, apelidos populares e forte presença territorial, o ranking revela uma dinâmica antiga: mandatos que conseguem “existir” no imaginário do eleitor sobrevivem melhor ao desgaste geral da Câmara.

 

“O desempenho na pesquisa reforça que a força de Topete não é apenas eleitoral, mas, sim, é de presença e reconhecimento, algo que nem sempre acompanha o número bruto de votos”, argumenta Maurício Juvenal, analista de dados do Instituto Badra.

 

O que a rodada de dezembro mostra é uma Cubatão com uma postura típica de cidade que já viveu extremos: o eleitor não se deixa levar apenas pelo entusiasmo, mas também não reage com pessimismo automático.

 

Ao final de um primeiro ano, Cesar Nascimento aparece aprovado por uma maioria, recuperando patamar após oscilação ao longo de 2025. Mas o “regular” dominante na avaliação por conceito reforça que, para transformar aprovação em convicção, o governo vai precisar avançar no que mais pesa no dia a dia, isto é, serviços que, hoje, seguem em nota intermediária, com destaque positivo para zeladoria e desafio permanente em áreas como saúde e educação.

 

E se a Prefeitura ainda tem o tempo político a seu favor, a Câmara enfrenta um recado mais duro: mais da metade do eleitorado não aponta sequer um vereador como referência de bom desempenho, um sinal direto de distanciamento, cobrança e falta de identidade política.

 

No fim, Cubatão repete seu próprio diálogo histórico. Uma cidade que não se define pelo rótulo que recebe, mas pelo que consegue provar com o tempo, e que, mais uma vez, olha para o poder público com uma mistura de expectativa e cobrança.
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				<category>Litoral</category>
				<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 00:11:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Avaliação da gestão Marcelo Vilares indica aprovação consolidada e trajetória de crescimento]]></title>
				<link>https://www.bs9.com.br/litoral/avaliacao-da-gestao-marcelo-vilares-indica-aprovacao-consolidada-e/37101/</link>
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				<description><![CDATA[Ao completar seu primeiro ano como chefe do Executivo da atual gestão municipal, o prefeito de Bertioga, Marcelo Vilares, chega a dezembro de 2025 com uma avaliação predominantemente positiva por parte da população. Levantamento realizado pelo Instituto Badra, com 1.060 moradores-eleitores ouvidos presencialmente, revela que quatro em cada dez bertioguenses classificam o desempenho do governo como regular, enquanto 42% atribuem conceitos positivos (ótimo ou bom) à administração de Vilares.

 

De acordo com os dados, 11,1% consideram o governo ótimo e 30,9% o avaliam como bom, somando 42% de aprovação qualitativa. Outros 41,9% apontam a gestão como regular, índice que, na leitura política, indica mais expectativa e cobrança do que rejeição propriamente dita. As avaliações negativas permanecem em patamar minoritário: 6,8% classificam como ruim e 5,1% como péssima, enquanto 4,2% não souberam avaliar .

 

Quando a pergunta é direta — aprova ou reprova a forma de governar — os números reforçam o cenário favorável: 60,9% dos entrevistados aprovam a administração municipal, contra 24,9% que desaprovam, além de 14,2% que não souberam opinar. “Trata-se de um índice de aprovação consistente para um primeiro ano de mandato, sobretudo em um município que historicamente alterna ciclos de entusiasmo e frustração administrativa, obviamente excetuado os oito anos de gestão do prefeito Caio Matheus”, destaca o jornalista Maurício Juvenal, analista de dados do Instituto Badra.

 

A curva histórica levantada pela Badra ajuda a compreender esse momento. Eleito em outubro de 2024 com 68,5% dos votos válidos, o atual prefeito viu sua aprovação saltar para 75,9% em abril de 2025, depois atingiu 56,4% em agosto, antes de registrar 60,9% em dezembro, mantendo-se acima do percentual eleitoral. A leitura dos dados indica um governo que, após um pico de avaliação positiva no meio do ano, entra em fase de acomodação e atenção — fenômeno comum em cidades como Bertioga, onde a população tende a comparar a gestão corrente com experiências administrativas passadas marcadas por descontinuidade e dificuldades estruturais.

 



 


Zeladoria lidera avaliação setorial

Na avaliação por áreas, a pesquisa revela diferenças importantes na percepção dos serviços públicos. Zeladoria e limpeza urbana despontam como o setor mais bem avaliado, com nota média de 6,8, indicando reconhecimento visível das ações cotidianas de manutenção da cidade — um tema historicamente sensível em Bertioga, especialmente nos bairros mais afastados do Centro .

 

A saúde pública, tradicionalmente uma das áreas mais críticas para os municípios do Litoral Paulista, alcança nota média de 5,7, desempenho intermediário que sugere avanços pontuais, mas ainda longe de uma percepção de excelência. O dado reforça a leitura de que a população reconhece esforços, mas mantém alta expectativa por melhorias estruturais no atendimento .

 

A educação pública municipal registra nota média de 5,6, com um índice relativamente elevado de entrevistados que afirmam não saber avaliar, o que pode estar associado à percepção indireta do serviço por parte de quem não tem filhos na rede. Ainda assim, o resultado aponta estabilidade, sem rejeição expressiva, mas também sem entusiasmo generalizado .

 

Já o transporte público aparece como o setor mais desafiador da gestão, com nota média de 5,4 e alto índice de indecisão. O dado dialoga com uma reclamação recorrente na história recente da cidade: a dificuldade de integração entre bairros, a dependência do transporte coletivo e a expectativa por soluções mais eficientes em um município territorialmente extenso e com crescimento populacional acelerado .


Câmara Municipal: destaque individual convive com descrédito institucional

Quando o foco se desloca para o Legislativo, a pesquisa revela um cenário mais fragmentado. Na pergunta espontânea sobre o vereador com melhor desempenho, Carlos Ticianelli lidera com 10,8% das menções, abrindo vantagem sobre os demais parlamentares. O desempenho chama atenção quando comparado à sua trajetória política: reeleito em 2024, Ticianelli consolida-se como um nome conhecido do eleitorado e amplia sua visibilidade no exercício do mandato, superando, em percepção, o patamar individual de votos que obteve na eleição proporcional .

 

Na segunda colocação aparece Guarujá (Gilmar Barbosa), com 6,2%, seguido por Salmir Gomes, com 5,8%. Ambos formam um segundo bloco de reconhecimento público, ainda distante do líder, mas à frente de um grupo numeroso de vereadores com baixa lembrança espontânea. Em termos comparativos, o resultado evidencia que visibilidade parlamentar e votação eleitoral nem sempre caminham juntas: enquanto a eleição define cadeiras, o mandato redefine protagonismos .

 

O dado mais emblemático, porém, está fora do ranking individual: 31,1% dos entrevistados afirmaram que “nenhum deles” merece destaque, e outros 25,7% disseram não saber apontar um vereador. Ou seja, mais da metade da população não identifica desempenho relevante no conjunto da Câmara Municipal, um sinal de alerta institucional que dialoga com a história política local, marcada por períodos de distanciamento entre o Legislativo e o cotidiano da cidade 

 

Segundo Maurício Juvenal, o retrato traçado pela pesquisa Badra mostra uma Bertioga que enxerga avanços no Executivo, mantém expectativas elevadas sobre serviços essenciais e segue crítica em relação à atuação do Legislativo. “Em um município jovem, em constante expansão urbana e demográfica, os dados sugerem que o primeiro ano de governo cumpriu o papel de estabilizar a gestão — mas também deixam claro que o capital político acumulado precisará ser convertido em entregas mais visíveis nos próximos anos”, finaliza.
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				<category>Litoral</category>
				<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 00:01:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Ganhe uma renda extra sem complicação: seja pesquisador de campo na Badra e ganhe R$ 200/dia]]></title>
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				<category>BS9 - Badra Comunicação</category>
				<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 12:01:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[TH+ BAND LITORAL divulga resultados da pesquisa Badra sobre cidades de Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá]]></title>
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				<category>BS9 - Badra Comunicação</category>
				<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 21:20:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[TH+ BAND LITORAL divulga resultados da pesquisa Badra sobre cidades de Bertioga, Cubatão e Guarujá]]></title>
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				<category>BS9 - Badra Comunicação</category>
				<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 20:43:00 -0300</pubDate>
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