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Setor de pescados projeta retomada em 2026 após alívio nas tarifas dos EUA

O setor brasileiro de pescados inicia 2026 com expectativa de recuperação gradual após um dos períodos mais desafiadores de sua história recente

Da Redação

24/02/2026 - terça às 06h00

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, as tarifas de até 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos em 2025 provocaram forte impacto sobre a competitividade das exportações brasileiras, resultando na perda de contratos internacionais, redução da produção, retração da atividade na piscicultura e diminuição de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva.

 

De acordo com Lobo, o cenário começou a mudar após a decisão da Corte americana que suspendeu as tarifas aplicadas ao setor. Mesmo diante da possibilidade de manutenção de uma taxação em torno de 15%, o dirigente avalia que o Brasil volta a reunir condições para competir no mercado norte-americano. "Continuaremos fortes e competitivos. Estamos otimistas, embora cautelosos com eventuais novas medidas tarifárias", afirmou.

 

A expectativa da entidade é que a normalização parcial das condições comerciais permita a retomada do crescimento já ao longo de 2026, com a recuperação estimada de mais de 5 mil postos de trabalho e recomposição da capacidade produtiva do setor. A projeção é que as exportações brasileiras de pescados alcancem cerca de US$ 600 milhões no mercado global, com destaque para produtos como a tilápia, principal item embarcado para os Estados Unidos.

 

Para a Abipesca, o novo ambiente comercial inaugura um ciclo mais positivo para a indústria nacional, ainda que o momento exija prudência diante das incertezas do comércio internacional. "É um ano que começa de forma promissora para o setor, mas sempre com responsabilidade, cautela e perspectiva e objetivo de taxa zero ", afirmou Eduardo Lobo. O presidente da entidade também ressaltou "o esforço que o ministérios da Agricultura e da Pesca fizeram na abertura de novos mercados; sem esse esforço e a abertura de novos mercados, o prejuízo teria sido ainda maior".

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