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NA HISTÓRIA

Franklin D. Roosevelt e o Brasil: uma aliança estratégica em tempos de guerra

Presidente dos Estados Unidos estreitou laços com o governo brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial, consolidando uma parceria inédita com impacto político, militar e cultural

Robson de Castro

12/04/2025 - sábado às 17h22

Durante a Segunda Guerra Mundial, em um momento decisivo da história global, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, estabeleceu uma das mais significativas relações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Brasil.

 

Nascido em 30 de janeiro de 1882, Roosevelt foi o único presidente norte-americano eleito quatro vezes consecutivas, liderando o país entre 1933 e 1945, atravessando tanto a Grande Depressão quanto o maior conflito armado do século XX.

 

Ele faleceu em 12 de abril de 1945, pouco antes do fim da guerra, vítima de uma hemorragia cerebral, aos 63 anos.

 

À frente da maior potência ocidental de sua época, Roosevelt enxergou na América Latina – especialmente no Brasil de Getúlio Vargas – um aliado estratégico para os interesses dos Aliados e para a segurança do hemisfério.

 

A aproximação entre os dois países ocorreu no contexto da Política de Boa Vizinhança, implementada por Roosevelt para fortalecer os laços com os países latino-americanos e garantir apoio mútuo em tempos de instabilidade global. O Brasil, com sua posição geográfica privilegiada e seu peso político regional, tornou-se peça-chave nesse tabuleiro.

 

Em 1943, Roosevelt realizou uma visita histórica ao Brasil. A parada em Natal (RN), após a Conferência de Casablanca, selou simbolicamente a aliança. Lá, encontrou-se com Getúlio Vargas na chamada Conferência do Potengi, às margens do rio que atravessa a capital potiguar. Foi a primeira vez que um presidente norte-americano em exercício visitava o Brasil, um gesto que demonstrava o valor estratégico atribuído ao país.

 

Esse encontro consolidou acordos importantes. Um deles foi o uso de bases aéreas no Nordeste brasileiro – como a de Natal, conhecida como o “Trampolim da Vitória” – para abastecimento e apoio logístico às tropas aliadas que se dirigiam à África e à Europa. Em contrapartida, os EUA ofereceram apoio econômico, tecnológico e militar ao Brasil, incluindo investimentos em infraestrutura e a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

 

A relação bilateral também influenciou na formação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutou ao lado dos aliados na Campanha da Itália, tornando o Brasil o único país da América do Sul a enviar tropas à linha de frente do conflito.

 

O gesto diplomático de Roosevelt e os acordos selados fortaleceram o papel internacional do Brasil, ajudaram Vargas a legitimar seu governo internamente e marcaram o início de uma nova etapa na política externa brasileira, com maior alinhamento ao Ocidente.

 

O legado dessa aliança se estendeu por décadas. Além dos benefícios econômicos e políticos imediatos, ela influenciou profundamente a cultura, a diplomacia e a defesa nacional. Ainda hoje, a visita de Roosevelt a Natal é lembrada como um marco da história contemporânea das relações Brasil–Estados Unidos – um momento raro de convergência estratégica, onde interesses hemisféricos se encontraram em solo brasileiro

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