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Bram Stoker: o criador de Drácula e sua influência imortal na literatura e cultura pop

Autor irlandês deixou um legado sombrio e duradouro com "Drácula", obra que moldou o imaginário sobre vampiros e segue inspirando autores, cineastas e leitores pelo mundo.

Robson de Castro

20/04/2025 - domingo às 21h38

Poucos nomes na literatura mundial causaram tanto impacto no imaginário coletivo quanto Bram Stoker. Nascido em 8 de novembro de 1847, em Dublin, na Irlanda, o escritor eternizou-se ao publicar, em 1897, o romance “Drácula”, obra que redefiniu o gênero do horror gótico e deu origem a uma das figuras mais icônicas da cultura pop: o vampiro aristocrático e sedutor.

 

Antes de se dedicar completamente à escrita, Stoker teve uma carreira no serviço público e trabalhou como gerente de teatro, sendo amigo próximo do ator britânico Sir Henry Irving, para quem atuou como secretário e administrador do famoso Teatro Lyceum, em Londres.

 

Seu grande sucesso literário, “Drácula”, foi escrito em forma de diário e cartas, mesclando relatos de vários personagens. A ambientação na Transilvânia e a figura do conde vampiro foram inspiradas tanto em mitos do folclore europeu quanto em figuras históricas, como Vlad, o Empalador, príncipe romeno do século XV.

 

A obra de Stoker foi celebrada por diversos nomes ao longo do tempo. O mestre do terror Stephen King declarou certa vez: “Drácula é o grande romance gótico. Nada seria o mesmo no horror sem ele”. Já o cineasta Francis Ford Coppola, que dirigiu uma das adaptações mais célebres do romance, afirmou: “Stoker criou algo eterno — uma criatura que vive no medo, na sensualidade e na noite da alma humana.”

 

Além de “Drácula”, Stoker escreveu outros romances e contos, como The Lair of the White Worm e The Jewel of Seven Stars, que também exploravam o sobrenatural, embora não tenham alcançado o mesmo sucesso. Seu talento em misturar o oculto com dilemas humanos e questões sociais da Era Vitoriana fez dele uma figura essencial na transição do romance gótico para a moderna ficção de horror.
 

 

Bram Stoker faleceu em 20 de abril de 1912, em Londres, aos 64 anos. À época, ele não viveu para ver o verdadeiro alcance de sua criação. Foi no século XX que “Drácula” se tornou um fenômeno mundial, sendo adaptado para cinema, teatro, televisão, quadrinhos e games, eternizando o autor no panteão da literatura fantástica.

 

Hoje, o legado de Stoker é reconhecido não só por fãs do terror, mas por estudiosos da literatura, que destacam sua contribuição para os debates sobre sexualidade, repressão e o medo do desconhecido — temas tão vivos quanto sua criatura mais célebre.

 

Como disse o escritor Neil Gaiman: “Sem Bram Stoker, talvez ainda tivéssemos vampiros — mas não teríamos Drácula. E sem Drácula, não teríamos tantos sonhos, medos e histórias que continuamos a contar.”
 

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