Sábado, 28 de Fevereiro de 2026

DólarR$ 5,41

EuroR$ 6,34

Santos

25ºC

OUTRO LADO

Abrasel vê risco de judicialização em novo decreto do PAT

Associação reconhece boas intenções do governo, mas alerta para desequilíbrios e efeitos negativos sobre bares e restaurantes

Da Redação

12/11/2025 - quarta às 18h00

A Abrasel manifestou preocupação com o novo decreto do governo federal que altera as regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), limitando em 3,6% a taxa que empresas de benefícios podem cobrar dos estabelecimentos comerciais.

 

Embora reconheça o esforço do governo em reduzir taxas e prazos de pagamento, a entidade avalia que o conjunto de medidas, apesar de bem-intencionado, pode gerar efeitos adversos para o setor de alimentação fora do lar. "Sempre fomos contrários a qualquer tipo de tabelamento de preços. Havia alternativas que poderiam reduzir ainda mais as taxas, estimulando a concorrência de forma saudável", afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

 

Segundo a associação, o governo perdeu a oportunidade de criar uma dinâmica concorrencial mais eficiente e de equilibrar o mercado. A lei que institui o PAT prevê que os custos do sistema sejam compartilhados entre três partes: o governo, os estabelecimentos que recebem os vales (como bares e restaurantes) e as empresas que os compram. "Hoje, essas empresas não pagam nada e ainda recebem benefícios. O custo do serviço deveria ser dividido de forma justa. O governo optou por preservar os grandes compradores e impôs medidas que podem gerar enormes problemas para o setor", alerta Solmucci.

 

Outro ponto crítico é a obrigatoriedade imposta às empresas com mais de 500 mil usuários de migrarem para o chamado "arranjo aberto", contrariando a própria lei estabelecida, que previa a coexistência dos modelos aberto e fechado. 

 

A entidade reforça que o setor de alimentação fora do lar, responsável por quase cinco milhões de empregos no país, precisa de medidas que promovam segurança jurídica e estimulem a concorrência. "O governo poderia ter escutado mais o mercado e optado por soluções que realmente equilibrassem os interesses de todos os envolvidos, evitando também uma quase certa judicialização que prejudicará empresas, governo e trabalhadores", conclui Solmucci.

 

Deixe a sua opinião

Leia Mais

ver todos

NOVAS REGRAS

Portaria do MTE sobre trabalho em feriados entra em vigor em 1º de março

PORTO DE SANTOS

Santos Brasil inicia novo serviço Ásia-América do Sul no Tecon Santos

SEUS DIREITOS

CAIXA inicia pagamento dos Incentivos Conclusão e ENEM do Programa Pé-de-Meia

2
Entre em nosso grupo